{"id":449105,"date":"2026-07-13T19:38:33","date_gmt":"2026-07-13T19:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/449105\/"},"modified":"2026-07-13T19:38:33","modified_gmt":"2026-07-13T19:38:33","slug":"estudo-revela-por-que-algumas-especies-sobreviveram-ao-pior-aquecimento-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/449105\/","title":{"rendered":"Estudo revela por que algumas esp\u00e9cies sobreviveram ao pior aquecimento da Terra"},"content":{"rendered":"<p class=\"isSelectedEnd\">H\u00e1 cerca de 250 milh\u00f5es de anos, a Terra passou pelo maior evento de extin\u00e7\u00e3o em massa de sua hist\u00f3ria. Conhecida como extin\u00e7\u00e3o do fim do Permiano, a cat\u00e1strofe eliminou aproximadamente 80% das esp\u00e9cies que viviam nos oceanos e 70% dos animais terrestres. Agora, um novo estudo revela por que alguns grupos conseguiram sobreviver melhor \u00e0s mudan\u00e7as extremas que transformaram completamente os ecossistemas do planeta.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Publicado na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/10.1073\/pnas.2533086123\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">PNAS<\/a>, o trabalho indica que animais marinhos que atualmente dominam os oceanos, como moluscos e peixes, tiveram vantagem durante aquele per\u00edodo porque seus organismos suportaram melhor as condi\u00e7\u00f5es provocadas pelo aquecimento global intenso e pela redu\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio nas \u00e1guas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A pesquisa foi coordenada por <strong>Andres Marquez<\/strong> e <strong>Erik Sperling<\/strong>, da Universidade Stanford, nos <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/coelhos-com-tentaculos-voltam-a-ser-vistos-nos-estados-unidos.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estados Unidos<\/a>, e reuniu informa\u00e7\u00f5es de diferentes fontes, incluindo experimentos de laborat\u00f3rio, an\u00e1lises da biodiversidade atual e dados sobre os grupos de animais que enfrentaram a extin\u00e7\u00e3o do final do Permiano.<\/p>\n<p> A maior crise da vida na Terra <\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A extin\u00e7\u00e3o do fim do Permiano foi ainda mais devastadora do que o evento que levou ao desaparecimento dos dinossauros. Naquela \u00e9poca, grandes grupos de animais marinhos desapareceram, principalmente aqueles pertencentes ao que os cientistas chamam de \u201cfauna paleozoica\u201d, formada por organismos que dominaram os oceanos durante milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Entre esses <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/primeiros-americanos-viviam-a-base-de-carne-de-mamutes-e-animais-gigantes.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">animais<\/a> estavam os crinoides, parentes distantes das estrelas-do-mar, e os braqui\u00f3podes, criaturas com conchas duplas semelhantes \u00e0s dos mariscos, mas com estruturas corporais diferentes. Embora esses grupos ainda existam atualmente, eles perderam espa\u00e7o ap\u00f3s a grande extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Segundo os pesquisadores, a fauna paleozoica perdeu quase 80% de suas fam\u00edlias durante a crise. J\u00e1 os grupos chamados de \u201cfauna moderna\u201d, mais parecidos com os animais marinhos atuais, tiveram uma redu\u00e7\u00e3o inferior a 30%.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">A diferen\u00e7a estaria relacionada principalmente \u00e0 capacidade desses organismos de lidar com as novas condi\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n<p> Aquecimento extremo mudou os oceanos <\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Os cientistas acreditam que a extin\u00e7\u00e3o foi causada por enormes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas na regi\u00e3o onde hoje fica a Sib\u00e9ria. A atividade liberou grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono na atmosfera, intensificando o efeito estufa e provocando um aquecimento global acelerado.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Al\u00e9m do aumento das temperaturas, os oceanos enfrentaram outros problemas: perda de oxig\u00eanio e maior acidez da \u00e1gua. Em algumas regi\u00f5es, a temperatura dos mares chegou a ficar 11\u00b0C mais elevada.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Esse cen\u00e1rio criou uma combina\u00e7\u00e3o perigosa para os <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-descobrem-animal-que-consegue-sobreviver-sem-oxigenio.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">seres vivos<\/a>. A \u00e1gua mais quente dificulta a dissolu\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio, enquanto o metabolismo dos animais aumenta com o calor, elevando a necessidade de absorver esse elemento.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Al\u00e9m disso, a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos dificultou a forma\u00e7\u00e3o de conchas e estruturas protetoras, afetando especialmente animais que dependiam desses elementos para sobreviver, repercute a Folha de S. Paulo.<\/p>\n<p>\t Experimentos revelam vantagem dos sobreviventes <\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Para entender por que alguns grupos resistiram melhor, os pesquisadores analisaram como organismos atuais relacionados aos animais do Permiano respondem ao aumento da temperatura e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Os <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-descobrem-quatro-novas-linhagens-de-cacau-no-peru.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cientistas<\/a> compararam o comportamento do marisco Glycymeris septentrionalis, associado \u00e0 fauna moderna, com o braqui\u00f3pode Terebratalia transversa, representante de um grupo ligado \u00e0 fauna paleozoica.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Os testes mostraram que o braqui\u00f3pode apresentou uma pequena vantagem em situa\u00e7\u00f5es de baixa disponibilidade de oxig\u00eanio quando estava em repouso. Por\u00e9m, o molusco demonstrou maior capacidade de lidar com o aumento da temperatura.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Quando os pesquisadores analisaram diferentes esp\u00e9cies dos dois grupos em seus ambientes naturais, o padr\u00e3o ficou mais evidente: os animais da fauna moderna apresentavam maior toler\u00e2ncia ao aquecimento dos oceanos.<\/p>\n<p> Um sistema circulat\u00f3rio fez a diferen\u00e7a <\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">De acordo com os pesquisadores, uma das principais explica\u00e7\u00f5es para essa sobreviv\u00eancia est\u00e1 no desenvolvimento do sistema circulat\u00f3rio desses animais.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Organismos da fauna moderna possu\u00edam estruturas mais eficientes para transportar gases e nutrientes pelo corpo. Essa caracter\u00edstica ajudava a compensar o aumento do metabolismo provocado pelas temperaturas mais altas.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">Com isso, esses animais conseguiram enfrentar melhor uma das maiores transforma\u00e7\u00f5es ambientais j\u00e1 registradas na hist\u00f3ria da Terra.<\/p>\n<p class=\"isSelectedEnd\">O estudo mostra que, durante grandes <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/extincao-em-massa-nos-oceanos-pode-acontecer-devido-crises-climaticas-afirmam-cientistas.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">crises clim\u00e1ticas<\/a>, n\u00e3o basta analisar apenas a intensidade das mudan\u00e7as. A capacidade dos organismos de responder rapidamente \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m pode definir quais esp\u00e9cies sobrevivem e quais desaparecem.<\/p>\n<p>A descoberta ajuda cientistas a compreender como a vida responde a per\u00edodos extremos de aquecimento e pode oferecer pistas importantes para avaliar os impactos das mudan\u00e7as ambientais atuais.<\/p>\n<p>*Sob supervis\u00e3o de \u00c9ric Moreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 cerca de 250 milh\u00f5es de anos, a Terra passou pelo maior evento de extin\u00e7\u00e3o em massa de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":449106,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[5291,109,107,108,5407,22881,40066,9326,1133,20723,6951,72057,32,33,105,103,104,106,110,72058,72059],"class_list":["post-449105","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-aquecimento-global","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-evolucao","tag-extincao-em-massa","tag-moluscos","tag-mudancas-climaticas","tag-noticia","tag-oceanos","tag-paleontologia","tag-permiano","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universidade-stanford","tag-vida-na-terra"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116914363414136812","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/449105","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=449105"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/449105\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/449106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=449105"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=449105"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=449105"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}