{"id":450124,"date":"2026-07-14T15:08:16","date_gmt":"2026-07-14T15:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450124\/"},"modified":"2026-07-14T15:08:16","modified_gmt":"2026-07-14T15:08:16","slug":"irao-tera-rastreado-forcas-dos-eua-com-redes-moveis-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450124\/","title":{"rendered":"Ir\u00e3o ter\u00e1 rastreado for\u00e7as dos EUA com redes m\u00f3veis \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>As redes m\u00f3veis no M\u00e9dio Oriente foram alvo de repetidos ciberataques com o objetivo de localizar o pessoal dos EUA durante a guerra com o Ir\u00e3o, escreve o <a href=\"https:\/\/www.ft.com\/content\/44351c74-03c8-45ab-823b-5805c0daca5f?\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Financial Times<\/a> esta ter\u00e7a-feira, citando dados das empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es e fontes familiarizadas com o assunto. Os sistemas de roaming e a tecnologia de publicidade (utilizada para direcionar campanhas publicit\u00e1rias online) foram utilizados para tentar localizar norte-americanos enquanto as for\u00e7as iranianas atacavam na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A possibilidade de os advers\u00e1rios estarem a seguir as for\u00e7as americanas alarmou alguns legisladores norte-americanos, que alertaram para o facto de os sistemas de roaming e a tecnologia publicit\u00e1ria dos smartphones terem deixado as for\u00e7as armadas vulner\u00e1veis a ataques, escreve o Financial Times, que adianta que as tentativas de localiza\u00e7\u00e3o ocorreram no per\u00edodo que antecedeu o ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Ir\u00e3o, no final de fevereiro, e continuaram nos primeiros dias da guerra, quando Teer\u00e3o retaliou com ataques com m\u00edsseis e drones contra as for\u00e7as norte-americanas e instala\u00e7\u00f5es militares em toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados, partilhados com o FT pelo projeto de investiga\u00e7\u00e3o Mobile Surveillance Monitor, mostram que as <strong>redes de telecomunica\u00e7\u00f5es regionais tiveram de fazer face a uma onda de pedidos, denominados \u201cpings SS7\u201d, que procuravam localizar telefones espec\u00edficos em roaming fora das suas redes de origem<\/strong>, o que, segundo dois especialistas em ciberseguran\u00e7a que analisaram os dados, sugeria uma campanha coordenada.<\/p>\n<p>Autoridades do Golfo suspeitavam que o Ir\u00e3o ou os seus aliados estivessem a aproveitar-se de acordos de roaming com operadoras de telem\u00f3vel locais para tentar localizar norte-americanos, afirmou uma pessoa a par do assunto ao jornal. Por outro lado, uma segunda pessoa \u2014 um respons\u00e1vel norte-americano que falou sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato \u2014 afirmou acreditar que agentes ligados ao Ir\u00e3o tinham abusado de bases de dados publicit\u00e1rias dispon\u00edveis no mercado para rastrear telem\u00f3veis no Curdist\u00e3o iraquiano.<\/p>\n<p>Os especialistas afirmam, contudo, que \u00e9 necess\u00e1ria uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada para atribuir ataques espec\u00edficos \u00e0 vigil\u00e2ncia digital, que seria uma das v\u00e1rias fontes de informa\u00e7\u00e3o utilizadas para identificar alvos \u2014 desde observadores humanos at\u00e9 \u00e0s cr\u00edticas de hot\u00e9is e publica\u00e7\u00f5es no Facebook que alguns membros das equipas norte-americanas deixaram durante as miss\u00f5es. No entanto, o Comando Central dos EUA informou o Congresso, em abril, que tinha \u201crecebido v\u00e1rios relat\u00f3rios de amea\u00e7as relativos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o, por parte do advers\u00e1rio, de dados de localiza\u00e7\u00e3o comerciais para <strong>identificar ou vigiar o pessoal norte-americano no teatro de opera\u00e7\u00f5es<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Os pedidos SS7 exploram uma vulnerabilidade inerente \u00e0s primeiras infraestruturas das redes telef\u00f3nicas, permitindo que uma operadora e outras entidades com acesso leg\u00edtimo obtenham uma localiza\u00e7\u00e3o aproximada dos telem\u00f3veis. As operadoras de telem\u00f3veis iranianas t\u00eam acordos de roaming em todo o Golfo e no M\u00e9dio Oriente, o que lhes confere a capacidade t\u00e9cnica de enviar pings SS7 para al\u00e9m das suas fronteiras.<\/p>\n<p>Segundo Wyden, que citou uma apresenta\u00e7\u00e3o do Departamento de Seguran\u00e7a Interna que identificou o Ir\u00e3o como um dos \u201cprincipais pa\u00edses\u201d a utilizar o SS7 para visar \u201cassinantes norte-americanos\u201d, Teer\u00e3o ter\u00e1 utilizado esse m\u00e9todo no passado.<\/p>\n<p>Mas a suspeita de vigil\u00e2ncia n\u00e3o se limitou a isto, frisa o Financial Times. No Curdist\u00e3o iraquiano, suspeita-se que o Ir\u00e3o tenha utilizado software dispon\u00edvel no mercado, concebido para apresentar publicidade personalizada, com o objetivo de identificar hot\u00e9is onde se alojavam funcion\u00e1rios e contratados do governo dos EUA, afirmou uma das fontes.<\/p>\n<p>O uso indevido da tecnologia publicit\u00e1ria \u00e9 bem conhecido nos c\u00edrculos de seguran\u00e7a nacional e tem sido utilizado pelos EUA para fins de vigil\u00e2ncia. Os identificadores publicit\u00e1rios atribu\u00eddos aos smartphones pelos fabricantes dos dispositivos t\u00eam permitido, h\u00e1 anos, localizar um telem\u00f3vel espec\u00edfico ou um conjunto de dispositivos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As redes m\u00f3veis no M\u00e9dio Oriente foram alvo de repetidos ciberataques com o objetivo de localizar o pessoal&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":450125,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[624,27,28,6195,623,15,16,830,14,11208,25,26,21,22,310,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-450124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-amu00e9rica","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-conflitos","tag-estados-unidos-da-amu00e9rica","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-headlines","tag-iru00e3o","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mu00e9dio-oriente","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116918963877703955","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/450125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}