{"id":450261,"date":"2026-07-14T17:17:12","date_gmt":"2026-07-14T17:17:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450261\/"},"modified":"2026-07-14T17:17:12","modified_gmt":"2026-07-14T17:17:12","slug":"pausa-nas-canetas-faz-pacientes-reconsiderarem-bariatrica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450261\/","title":{"rendered":"Pausa nas \u2018canetas\u2019 faz pacientes reconsiderarem bari\u00e1trica"},"content":{"rendered":"<p>Obesidade \u00e9 doen\u00e7a cr\u00f4nica e recidivante; m\u00e9dico especialista do Instituto Medicina em Foco alerta que a interrup\u00e7\u00e3o de medicamentos sem acompanhamento tende a resultar em reganho de peso<\/p>\n<p>Considerados avan\u00e7os expressivos no tratamento da obesidade, os medicamentos an\u00e1logos de GLP-1, como semaglutida (Ozempic e Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro), proporcionaram novos caminhos para a perda de peso. Enquanto o uso dessas &#8220;canetas emagrecedoras&#8221; mais que dobrou entre 2022 e 2023 nos Estados Unidos, as cirurgias bari\u00e1tricas ca\u00edram 25,6% no mesmo per\u00edodo, segundo <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2024\/10\/241025122319.htm\" target=\"_blank\">estudo<\/a> publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico JAMA Network Open.<\/p>\n<p>No entanto, especialistas sugerem que o reganho de peso ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do uso pode come\u00e7ar a reverter esse movimento. Para o Dr. Rodrigo Barbosa, <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"http:\/\/www.drrodrigobarbosa.med.br\" target=\"_blank\">cirurgi\u00e3o bari\u00e1trico<\/a> e idealizador do <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/emfoco.med.br\" target=\"_blank\">Instituto Medicina em Foco<\/a> \u2014 cl\u00ednica multidisciplinar de atendimento a pacientes com obesidade, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e popula\u00e7\u00f5es em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade \u2014, o novo padr\u00e3o j\u00e1 se percebe nos consult\u00f3rios.<\/p>\n<p>&#8220;O fen\u00f4meno que observamos \u00e9 o \u2018choque de realidade\u2019 p\u00f3s-interrup\u00e7\u00e3o. Os an\u00e1logos de GLP-1 s\u00e3o ferramentas fant\u00e1sticas, mas imp\u00f5em uma depend\u00eancia biol\u00f3gica e financeira. Muitos experimentam uma perda de peso inicial significativa, mas, ao interromperem o uso, enfrentam um reganho de peso r\u00e1pido e agressivo. Esse &#8220;efeito sanfona&#8221; gera uma frustra\u00e7\u00e3o que reconduz o paciente ao consult\u00f3rio do cirurgi\u00e3o, agora com a convic\u00e7\u00e3o de que necessita de uma interven\u00e7\u00e3o com mecanismos metab\u00f3licos mais profundos e duradouros&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.who.int\/news-room\/fact-sheets\/detail\/obesity-and-overweight\" target=\"_blank\">classificada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a> como doen\u00e7a cr\u00f4nica, complexa e recidivante (ou seja, com tend\u00eancia natural \u00e0 reca\u00edda). Esse car\u00e1ter \u00e9 central para entender por que a suspens\u00e3o de qualquer tratamento sem acompanhamento adequado, seja medicamentoso ou cir\u00fargico, pode resultar em reganho de peso.<\/p>\n<p>Publicada no peri\u00f3dico m\u00e9dico brit\u00e2nico The BMJ em janeiro de 2026, uma <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.ox.ac.uk\/news\/2026-01-08-new-study-finds-stopping-weight-loss-drugs-linked-faster-regain-ending-diet\" target=\"_blank\">revis\u00e3o sistem\u00e1tica<\/a> da Universidade de Oxford confirma que pessoas tendem a recuperar peso rapidamente ap\u00f3s interromper os medicamentos GLP-1, e de forma mais acelerada do que ap\u00f3s o abandono de programas tradicionais de emagrecimento, como dieta e exerc\u00edcio. O mesmo estudo estima que cerca de metade dos pacientes com obesidade interrompem o uso desses medicamentos dentro de 12 meses.<\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o cir\u00fargica ap\u00f3s o uso de &#8220;canetas emagrecedoras&#8221; segue os crit\u00e9rios cl\u00ednicos j\u00e1 estabelecidos: quando h\u00e1 falha no tratamento cl\u00ednico (medicamentoso e comportamental) em pacientes com IMC acima de 35 kg\/m\u00b2, se associado a comorbidades, ou em pacientes com IMC acima de 40 kg\/m\u00b2, explica o cirurgi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Especificamente ap\u00f3s o uso de an\u00e1logos de GLP-1, a indica\u00e7\u00e3o surge quando o paciente n\u00e3o atinge a meta de perda ponderal necess\u00e1ria para o controle de doen\u00e7as como o diabetes tipo 2 e a esteatose hep\u00e1tica, ou quando a manuten\u00e7\u00e3o desse peso se torna insustent\u00e1vel sem a droga, comprometendo a sa\u00fade metab\u00f3lica a longo prazo&#8221;, completa.<\/p>\n<p><strong>Medicamento ou cirurgia: qual \u00e9 a diferen\u00e7a metab\u00f3lica?<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista do corpo humano, a diferen\u00e7a entre as duas abordagens \u00e9 estrutural. Enquanto os medicamentos &#8220;imitam&#8221; o horm\u00f4nio GLP-1 (que regula o a\u00e7\u00facar e retarda o esvaziamento g\u00e1strico), a cirurgia bari\u00e1trica pode promover um &#8220;reboot&#8221; metab\u00f3lico.<\/p>\n<p>O procedimento altera o eixo intestino-c\u00e9rebro, eleva a produ\u00e7\u00e3o do GLP-1 natural e do PYY (que ativa a saciedade), al\u00e9m de reduzir drasticamente a grelina (o &#8220;horm\u00f4nio da fome&#8221;). Al\u00e9m disso, a cirurgia altera a microbiota intestinal de uma forma que as drogas ainda n\u00e3o conseguem replicar, entregando um controle glic\u00eamico muito mais robusto.<\/p>\n<p>Ainda assim, para o <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"http:\/\/www.drrodrigobarbosa.med.br\" target=\"_blank\">Dr. Rodrigo<\/a>, as abordagens n\u00e3o s\u00e3o inimigas, mas sim complementares. &#8220;Para perfis de obesidade leve, os medicamentos podem ser a solu\u00e7\u00e3o definitiva, desde que o paciente consiga manter o uso cr\u00f4nico. J\u00e1 para a obesidade moderada a grave, as canetas funcionam perfeitamente como uma ponte pr\u00e9-operat\u00f3ria (para reduzir o risco cir\u00fargico) ou como um ajuste fino no p\u00f3s-operat\u00f3rio tardio&#8221;, informa.<\/p>\n<p>Mesmo com toda a seguran\u00e7a e tecnologia atual, o Dr. Rodrigo Barbosa chama a aten\u00e7\u00e3o para o que define como a &#8220;medicaliza\u00e7\u00e3o da pressa&#8221;. &#8220;O paciente pula de uma droga para outra e, quando cansa, quer a cirurgia como um \u2018bot\u00e3o de reset\u2019. A cirurgia n\u00e3o \u00e9 a sa\u00edda de emerg\u00eancia do rem\u00e9dio, mas sim a progress\u00e3o l\u00f3gica de uma linha de cuidado integrada&#8221;, adverte.<\/p>\n<p>Para o especialista, \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o entre cirurgia, nutri\u00e7\u00e3o, psicologia e endocrinologia que pode garantir que o paciente aprenda a lidar com sua nova anatomia e n\u00e3o transfira o v\u00edcio da comida para outras compuls\u00f5es. Sem esse suporte, qualquer interven\u00e7\u00e3o pode falhar no futuro, alerta.<\/p>\n<p><strong>Os limites do tratamento medicamentoso<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos resultados iniciais expressivos, a manuten\u00e7\u00e3o do tratamento com an\u00e1logos de GLP-1 apresenta desafios pr\u00e1ticos que t\u00eam levado pacientes a buscarem novamente os consult\u00f3rios cir\u00fargicos. Segundo o m\u00e9dico, os principais obst\u00e1culos incluem:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>O plat\u00f4 na perda de peso:<\/strong> pacientes com graus mais elevados de obesidade podem experimentar uma estagna\u00e7\u00e3o na perda percentual de peso com as medica\u00e7\u00f5es. Nesses casos, o paciente emagrece, mas pode n\u00e3o atingir a meta necess\u00e1ria para sair da zona de risco ou controlar comorbidades graves;<\/li>\n<li><strong>O fator financeiro e a ades\u00e3o:<\/strong> por ser a obesidade uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, o tratamento medicamentoso exige uso cont\u00ednuo. O alto custo mensal para manter a terapia a longo prazo torna-se uma barreira financeira, dificultando a ades\u00e3o prolongada de parte dos pacientes;<\/li>\n<li><strong>O reganho ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o:<\/strong> quando o paciente cessa o uso da medica\u00e7\u00e3o \u2014 seja pelo custo ou pela intoler\u00e2ncia aos efeitos colaterais \u2014, observa-se um reganho de peso frequentemente r\u00e1pido.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nesse contexto de desafios com a terapia cr\u00f4nica, a interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica continua sendo apontada como uma alternativa para um controle metab\u00f3lico duradouro. &#8220;Atualmente, os procedimentos contam com o apoio da cirurgia rob\u00f3tica e de novas tecnologias de grampeamento, recursos que t\u00eam o objetivo de reduzir complica\u00e7\u00f5es e tornar a recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e segura&#8221;, conclui Dr. Rodrigo Barbosa.<\/p>\n<p>Para obter mais informa\u00e7\u00f5es, basta acessar: <a href=\"https:\/\/emfoco.med.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/emfoco.med.br\/<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-lazyloaded=\"1\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/330747.gif\" alt=\"\" style=\"border:0px;width:1px;height:1px;\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Obesidade \u00e9 doen\u00e7a cr\u00f4nica e recidivante; m\u00e9dico especialista do Instituto Medicina em Foco alerta que a interrup\u00e7\u00e3o de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":450262,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[109,2546,116,834,32,33,117,8472,58],"class_list":["post-450261","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-ciencia","tag-estilo-de-vida","tag-health","tag-negocios","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-e-bem-estar","tag-sociedade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116919471751023053","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450261","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450261"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450261\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/450262"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450261"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450261"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450261"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}