{"id":450875,"date":"2026-07-15T08:49:12","date_gmt":"2026-07-15T08:49:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450875\/"},"modified":"2026-07-15T08:49:12","modified_gmt":"2026-07-15T08:49:12","slug":"mudancas-climaticas-roubam-horas-de-sono-em-todo-o-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/450875\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8216;roubam&#8217; horas de sono em todo o planeta"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Em um planeta cada vez mais quente, os gases de efeito estufa (GEEs) associados a atividades humanas, como explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e desmatamento, roubam horas de sono da popula\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo. Um relat\u00f3rio in\u00e9dito publicado pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental cient\u00edfica (ONG) Climate Central calculou como o aumento das temperaturas provocado pela crise clim\u00e1tica relaciona-se a noites mal dormidas, um problema capaz de consumir a sa\u00fade f\u00edsica e mental. Segundo os dados, entre 2020 e 2025, cada habitante do planeta perdeu, em m\u00e9dia, 56 horas de repouso por ano devido ao calor, sendo que seis delas podem ser atribu\u00eddas diretamente ao aquecimento global.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Elaborado por cientistas clim\u00e1ticos independentes, o documento baseia-se em registros meteorol\u00f3gicos de 1.338 cidades, incluindo Bras\u00edlia, e modelos matem\u00e1ticos que estimam a temperatura do planeta sem o aquecimento provocado pela emiss\u00e3o de GEEs. A diferen\u00e7a entre esses cen\u00e1rios permitiu calcular quanto da perda de sono pode ser atribu\u00edda especificamente ao aquecimento global causado por atividades humanas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Embora seis horas anuais possam parecer pouco, os pesquisadores ressaltam que a perda \u00e9 cumulativa e ocorre em um contexto em que boa parte da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 dorme menos do que o recomendado. Al\u00e9m disso, o estudo mostra que esse impacto praticamente dobrou desde a d\u00e9cada de 1970 na maioria das cidades analisadas, indicando que o problema tende a se intensificar \u00e0 medida que as noites continuam ficando mais quentes.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mecanismo<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo especialistas, o calor interfere em um mecanismo fisiol\u00f3gico essencial para o in\u00edcio do sono: o resfriamento natural do organismo. Para adormecer, o corpo precisa reduzir a temperatura interna. Quando o ambiente permanece muito quente durante a noite, o processo \u00e9 dificultado, diminuindo tanto a dura\u00e7\u00e3o quanto a qualidade do descanso. As consequ\u00eancias para a sa\u00fade podem ser graves.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Uma noite mal dormida costuma causar sonol\u00eancia, irritabilidade, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o dos reflexos no dia seguinte. Quando isso se repete durante meses ou anos, o organismo passa a funcionar de maneira persistente em estado de maior estresse&#8221;, esclarece Marcelo Maruyama, otorrinolaringologista especialista em medicina do sono do Hospital DF Star, da Rede D&#8217;Or. O m\u00e9dico esclarece que a restri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do sono tem importantes implica\u00e7\u00f5es, como o aumento do sistema nervoso respons\u00e1vel pela resposta de alerta e o favorecimento \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Ao longo do tempo, dormir pouco ou ter um sono fragmentado est\u00e1 associado a maior risco de hipertens\u00e3o, ganho de peso, obesidade, diabetes tipo 2, doen\u00e7as cardiovasculares e acidente vascular cerebral, esclarece Maruyama. &#8220;Tamb\u00e9m pode prejudicar a resposta imunol\u00f3gica. Isso n\u00e3o significa que toda pessoa que dorme mal desenvolver\u00e1 essas doen\u00e7as, mas que o sono insuficiente se soma a outros fatores de risco, como alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, sedentarismo, obesidade e predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">O impacto \u00e9 heterog\u00eaneo, diz o relat\u00f3rio. As maiores perdas relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas foram registradas em cidades do Oriente M\u00e9dio, onde moradores chegam a ter entre 12 e 16 horas de sono por ano roubadas exclusivamente pelo aumento antropog\u00eanico das temperaturas. Regi\u00f5es do Sul da \u00c1sia, do Sudeste Asi\u00e1tico e da \u00c1frica Ocidental tamb\u00e9m aparecem entre as mais afetadas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Desigualdade social\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A desigualdade social agrava esse quadro. &#8220;Pessoas com menor acesso a recursos para climatiza\u00e7\u00e3o dos ambientes, como ventiladores ou ar-condicionado, tendem a sofrer mais com a dificuldade para dormir&#8221;, ressalta Luisa Casado, especialista em ortodontia e odontologia do sono. Mulheres e moradores de pa\u00edses de renda m\u00e9dia e baixa apresentam as maiores perdas, segundo o estudo. &#8220;O pr\u00f3prio documento reconhece que os dados dispon\u00edveis representam mais pessoas de pa\u00edses ricos, com maior acesso a recursos de resfriamento. Por isso, a perda de sono nas popula\u00e7\u00f5es de menor renda pode estar sendo subestimada&#8221;, complementa Marcelo Maruyama.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Tamb\u00e9m h\u00e1 diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a grupos et\u00e1rios: o efeito das noites quentes sobre o sono foi mais de duas vezes maior em adultos com mais de 65 anos do que em pessoas de meia-idade. O relat\u00f3rio tamb\u00e9m destaca que crian\u00e7as s\u00e3o particularmente afetadas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O sono tem uma participa\u00e7\u00e3o muito importante no desenvolvimento do c\u00e9rebro da crian\u00e7a. Enquanto ela dorme, o c\u00e9rebro continua trabalhando, processando o que foi vivido durante o dia, organizando informa\u00e7\u00f5es e consolidando mem\u00f3rias e aprendizados&#8221;, esclarece a educadora e consultora materno-infantil Eliane Dias, especialista em sono infantil. &#8220;Quando essa crian\u00e7a dorme pouco ou tem um sono muito fragmentado de forma frequente, podemos ter repercuss\u00f5es na aten\u00e7\u00e3o, na mem\u00f3ria, na aprendizagem e tamb\u00e9m no comportamento. Nos primeiros anos isso merece uma aten\u00e7\u00e3o especial porque o c\u00e9rebro est\u00e1 em pleno desenvolvimento.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Os pesquisadores acreditam que a priva\u00e7\u00e3o do sono associada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas provocadas por a\u00e7\u00f5es humanas devem ser abordadas por pol\u00edticas p\u00fablicas. &#8220;A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade recomenda planos de a\u00e7\u00e3o espec\u00edficos para calor, com responsabilidades definidas&#8221;, concorda o m\u00e9dico Marcelo Maruyama. &#8220;As cidades tamb\u00e9m precisam agir sobre a origem do problema urbano: ampliar arboriza\u00e7\u00e3o e \u00e1reas verdes, criar espa\u00e7os sombreados, utilizar telhados e pavimentos que absorvem menos calor, melhorar os padr\u00f5es de constru\u00e7\u00e3o e reformar moradias vulner\u00e1veis para permitir ventila\u00e7\u00e3o e resfriamento passivo. N\u00e3o se trata apenas de desconforto individual, mas um risco ambiental para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>\u00a0Destaques globais<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/nigeria-67175370.jpg\" alt=\"Lagos, na Nig\u00e9ria\" title=\"Em Lagos, na Nig\u00e9ria (foto) e em Burkina Faso \u2014, as pessoas perderam 65 horas de sono ou mais por ano\" class=\"lazy\" width=\"\" height=\"\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tEm Lagos, na Nig\u00e9ria (foto) e em Burkina Faso \u2014, as pessoas perderam 65 horas de sono ou mais por ano&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Wikimedia Commons\/Divulga\u00e7\u00e3o )&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\">* Em 1.338 cidades ao redor do mundo, a perda de sono relacionada \u00e0 temperatura e associada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas pelo menos dobrou desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970 em praticamente todas as cidades.<\/p>\n<p class=\"texto\">* Globalmente, uma pessoa perdeu quase 56 horas de sono por ano devido \u00e0s altas temperaturas ambientes durante o per\u00edodo de 2020 a 2025. Mais de 10% dessa perda de sono foi atribu\u00edda ao aquecimento causado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"texto\">*\u00a0Habitantes de cidades do Oriente M\u00e9dio registraram os maiores n\u00edveis de perda de sono atribu\u00edda \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas entre 2020 e 2025.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">*\u00a0As perdas de sono ligadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m foram elevadas em outras regi\u00f5es j\u00e1 quentes: habitantes do sul da \u00cdndia e de v\u00e1rios pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico perderam entre 78 e 91 horas de sono por ano devido a temperaturas noturnas mais altas, incluindo cerca de oito a nove horas atribu\u00eddas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"texto\">*\u00a0Da mesma forma, em algumas cidades da \u00c1frica Ocidental \u2014 incluindo localidades no N\u00edger, na Nig\u00e9ria\u00a0<strong>(foto)<\/strong>\u00a0e em Burkina Faso \u2014, as pessoas perderam 65 horas de sono ou mais por ano, sendo que cerca de 10 a 11 horas desse total estavam ligadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Fonte: Climate Central\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Tr\u00eas perguntas para<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/medico-67175552.jpg\" alt=\" Lucio Huebra, neurologista do N\u00facleo do Sono, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em SP\" title=\" Lucio Huebra, neurologista do N\u00facleo do Sono, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em SP\" class=\"lazy\" width=\"\" height=\"\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\t Lucio Huebra, neurologista do N\u00facleo do Sono, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas, em SP&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Arquivo pessoal)&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Lucio Huebra, neurologista do N\u00facleo do Sono, do Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas (SP)\u00a0<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias da priva\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica do sono?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00a0A manuten\u00e7\u00e3o de um tempo de\u00a0sono encurtado gera um estresse f\u00edsico sustentando, aumentando o ganho de\u00a0peso, traz repercuss\u00f5es metab\u00f3licas como diabetes, altera\u00e7\u00f5es do colesterol,\u00a0hipertens\u00e3o arterial, al\u00e9m de aumentar o risco cardiovascular, podendo\u00a0culminar em infarto agudo do mioc\u00e1rdio e acidente vascular cerebral (AVC). O\u00a0sono insatisfat\u00f3rio ainda pode interferir no sistema imunol\u00f3gico, facilitando\u00a0infec\u00e7\u00f5es e predispondo a evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel para casos mais graves. A\u00a0mem\u00f3ria e outras fun\u00e7\u00f5es cognitivas podem tamb\u00e9m se comprometer com a persist\u00eancia da priva\u00e7\u00e3o de sono, podendo inclusive predispor a quadros demenciais. Altera\u00e7\u00f5es do humor, especialmente depress\u00e3o e ansiedade,\u00a0tamb\u00e9m apresentam maior risco.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Quem corre mais risco de sofrer os efeitos das noites excessivamente quentes?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Embora todos estejamos suscet\u00edveis a uma maior dificuldade para dormir em\u00a0noites mais quentes, alguns grupos s\u00e3o especialmente mais vulner\u00e1veis.\u00a0Idosos apresentam menor capacidade de controle interno da temperatura,\u00a0especialmente durante o sono, al\u00e9m de terem uma tend\u00eancia maior a\u00a0sono fragmentado com m\u00faltiplos despertares. Beb\u00eas e crian\u00e7as mais jovens t\u00eam\u00a0mecanismos de termorregula\u00e7\u00e3o ainda\u00a0imaturos. Gestantes tamb\u00e9m apresentam maior produ\u00e7\u00e3o de calor corporal\u00a0devido ao intenso metabolismo do feto em desenvolvimento. E n\u00e3o podemos deixar de citar quest\u00f5es\u00a0socioecon\u00f4micas. Pessoas que vivem em moradias pequenas, com pouca\u00a0ventila\u00e7\u00e3o, compartilham o ambiente de sono com m\u00faltiplas pessoas, vivem em\u00a0\u00e1reas de extrema urbaniza\u00e7\u00e3o, t\u00eam menos condi\u00e7\u00f5es de escapar das altas\u00a0temperaturas noturnas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Em pa\u00edses como o Brasil, onde muitas pessoas n\u00e3o t\u00eam ar-condicionado,\u00a0quais medidas realmente eficazes podem ajudar a melhorar a qualidade\u00a0do sono durante ondas de calor?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00c9 importante manter o\u00a0ambiente arejado e mais fresco poss\u00edvel, abrindo janelas e portas durante o\u00a0per\u00edodo de sono. Fechar cortinas durante o dia, reduzindo a exposi\u00e7\u00e3o solar e\u00a0aquecimento do quarto. Ventiladores de teto ou port\u00e1teis podem ser \u00fateis.\u00a0Umidificadores de ambiente tamb\u00e9m podem amenizar a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica.\u00a0Hidrata\u00e7\u00e3o adequada durante o dia e mesmo no per\u00edodo noturno. Uso de\u00a0pijamas ou roupas leves de algod\u00e3o e roupas de camas com tecidos\u00a0respir\u00e1veis. Evitar consumo de alimenta\u00e7\u00e3o pesada antes de dormir, pois\u00a0tamb\u00e9m aumentam a produ\u00e7\u00e3o de calor e outros impactos negativos no sono.\u00a0<strong>(PO)<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Mudan%C3%A7as+clim%C3%A1ticas+%27roubam%27+horas+de+sono+em+todo+o+planeta%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/07\/7461161-mudancas-climaticas-roubam-horas-de-sono-em-todo-o-planeta.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7461161-mudancas-climaticas-roubam-horas-de-sono-em-todo-o-planeta.html&amp;text=Mudan%C3%A7as+clim%C3%A1ticas+%27roubam%27+horas+de+sono+em+todo+o+planeta\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7461161-mudancas-climaticas-roubam-horas-de-sono-em-todo-o-planeta.html&amp;text=Mudan%C3%A7as+clim%C3%A1ticas+%27roubam%27+horas+de+sono+em+todo+o+planeta\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1784041873_933_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um planeta cada vez mais quente, os gases de efeito estufa (GEEs) associados a atividades humanas, como&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":450876,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[5291,2834,116,9326,32,33,13756,117],"class_list":["post-450875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-aquecimento-global","tag-calor","tag-health","tag-mudancas-climaticas","tag-portugal","tag-pt","tag-qualidade-do-sono","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116923136642892172","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=450875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/450875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/450876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=450875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=450875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=450875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}