{"id":453612,"date":"2026-07-17T19:15:29","date_gmt":"2026-07-17T19:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/453612\/"},"modified":"2026-07-17T19:15:29","modified_gmt":"2026-07-17T19:15:29","slug":"nos-70-anos-da-fundacao-o-museu-gulbenkian-reabre-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/453612\/","title":{"rendered":"Nos 70 anos da Funda\u00e7\u00e3o, o Museu Gulbenkian reabre \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A remo\u00e7\u00e3o de uma antiga parede opaca deu lugar a um elegante biombo de madeira ripada e metal, recuperando a transpar\u00eancia e a leveza que os arquitetos originais idealizaram nos anos 60. Esta abertura estrat\u00e9gica, real\u00e7ada pela arquiteta respons\u00e1vel, permite ao visitante, ainda rodeado pelas pe\u00e7as asi\u00e1ticas, antever \u00e0 dist\u00e2ncia as salas da Arte Europeia e vislumbrar de imediato as obras-primas de Rembrandt e Rubens. \u00c9 ali que se d\u00e1 o mote para outra importante mudan\u00e7a, explica Xavier F. Salomon. A partir desse ponto, o ch\u00e3o volta a ser alcatifado, tal como acontecera originalmente. \u201cO tom bege-esverdeado (um pouco mais claro do que o original) restabelece a continuidade visual entre os espa\u00e7os interiores e o jardim envolvente. Esta reintrodu\u00e7\u00e3o contribui para refor\u00e7ar a unidade espacial do Museu, tornando os espa\u00e7os mais harmoniosos e acolhedores. Nesta sec\u00e7\u00e3o, a seda voltou a revestir as paredes, recuperando a eleg\u00e2ncia e o esp\u00edrito original das salas\u201d, explica a Gulbenkian em comunicado.<\/p>\n<p>Nas salas europeias, mant\u00eam-se a organiza\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica que vai desde os objetos de marfim e manuscritos medievais at\u00e9 \u00e0s pinturas de Carpaccio, Bugiardini, Rembrandt e Rubens. A cole\u00e7\u00e3o de mobili\u00e1rio e a sala das pratas (provenientes sobretudo da R\u00fassia, mas tamb\u00e9m de Portugal) tra\u00e7am o percurso onde n\u00e3o faltam trabalhos de escultura. Entre estes, destaca-se o original em m\u00e1rmore da c\u00e9lebre Diana, de Houdon, que pertenceu a Catarina da R\u00fassia e que Gulbenkian adquiriu ao Museu Hermitage em 1930. Nomes como Turner, Degas, Monet, Renoir, Manet e Sargent, entre muitos outros, continuam a evidenciar o legado e import\u00e2ncia da pintura na cole\u00e7\u00e3o de Calouste Gulbenkian \u2014 alguns dos quais pintados j\u00e1 durante o seu per\u00edodo de vida \u2014, sem grandes altera\u00e7\u00f5es de disposi\u00e7\u00e3o face ao que existia anteriormente.<\/p>\n<p>Por fim, como cart\u00e3o de visita incontorn\u00e1vel do museu, a Sala Lalique foi objeto de uma leitura contempor\u00e2nea. Esta \u00e9 a quinta vez que o espa\u00e7o \u00e9 transformado desde a abertura do museu, segundo o diretor. Desta feita, a sala integra pinturas de Edward Burne-Jones e John Singer Sargent, estabelecendo um di\u00e1logo direto entre as j\u00f3ias e os vidros de Ren\u00e9 Lalique e o contexto art\u00edstico mais amplo da Belle \u00c9poque. \u201cFoi algu\u00e9m que, de resto, foi pr\u00f3ximo de Calouste e um artista que este apoiou ao longo de d\u00e9cadas\u201d, sintetiza Xavier F. Salomon.<\/p>\n<p>Chegados ao fim deste percurso, o novo diretor Xavier F. Salomon destaca que o Museu Calouste Gulbenkian alberga uma cole\u00e7\u00e3o extensa e heterog\u00e9nea que dificilmente pode ser apreciada apenas com uma passagem pelo museu. \u201cMerece ser visto em diversos momentos, sendo por isso um museu a que devemos regressar\u201d. O trabalho realizado por equipas portuguesas, mas tamb\u00e9m internacionais, comportou o grande desafio deste per\u00edodo de renova\u00e7\u00e3o, sobretudo em termos log\u00edsticos, acrescenta ainda.<\/p>\n<p>A realidade das grandes obras n\u00e3o \u00e9, de resto, alheia ao historiador de arte. Antes de assumir estas fun\u00e7\u00f5es, Salomon foi diretor-adjunto e curador-chefe da The Frick Collection, em Nova Iorque, onde dirigiu a renova\u00e7\u00e3o das galerias \u2014 um processo que implicou a mudan\u00e7a provis\u00f3ria da cole\u00e7\u00e3o, em 2021, para a Frick Madison, e o posterior retorno ao edif\u00edcio hist\u00f3rico do museu, que reabriu em abril deste ano. \u201cPegando nesse exemplo, mud\u00e1mos o museu para um edif\u00edcio de caracter\u00edsticas brutalistas por um per\u00edodo de tempo e uma das grandes inspira\u00e7\u00f5es para esse projeto foi, justamente, o Museu Calouste Gulbenkian. Por isso, posso admitir que fui antes bastante inspirado pela hist\u00f3ria deste edif\u00edcio que agora reabre as suas portas tamb\u00e9m tendo sido objeto de interven\u00e7\u00e3o\u201d, explicou ao Observador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A remo\u00e7\u00e3o de uma antiga parede opaca deu lugar a um elegante biombo de madeira ripada e metal,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":453613,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[72664,27,28,315,15,16,14,25,26,21,22,17544,12,13,19,20,32,23,24,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":["post-453612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-bolsa-gulbenkian","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cultura","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-museus","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-sociedade","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116936921970045399","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=453612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/453612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/453613"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=453612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=453612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=453612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}