{"id":454838,"date":"2026-07-19T01:17:15","date_gmt":"2026-07-19T01:17:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/454838\/"},"modified":"2026-07-19T01:17:15","modified_gmt":"2026-07-19T01:17:15","slug":"myasishchev-m-50-bounder-o-gigante-supersonico-sovietico-que-chegou-tarde-a-era-dos-bombardeiros-nucleares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/454838\/","title":{"rendered":"Myasishchev M-50 &#8216;Bounder&#8217;: o gigante supers\u00f4nico sovi\u00e9tico que chegou tarde \u00e0 era dos bombardeiros nucleares"},"content":{"rendered":"<p>No fim dos anos 1950, quando a Guerra Fria impulsionava os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica para uma corrida tecnol\u00f3gica sem precedentes, o escrit\u00f3rio de projetos Myasishchev concebeu um dos bombardeiros mais ambiciosos e visualmente impressionantes j\u00e1 produzidos pela ind\u00fastria aeron\u00e1utica sovi\u00e9tica: o Myasishchev M-50, conhecido pela OTAN como \u201cBounder\u201d.<\/p>\n<p>O M-50 nasceu como uma resposta sovi\u00e9tica \u00e0 necessidade de um bombardeiro estrat\u00e9gico de alta velocidade, capaz de penetrar defesas a\u00e9reas ocidentais e realizar ataques nucleares a longas dist\u00e2ncias. Em 1955, o OKB-23 de Vladimir Myasishchev recebeu a tarefa de desenvolver um novo bombardeiro estrat\u00e9gico supers\u00f4nico, em um momento em que os EUA tamb\u00e9m avan\u00e7avam com aeronaves como o Convair B-58 Hustler.<\/p>\n<p>Um bombardeiro da era do Mach 2<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-2.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-178017 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-2-1280x826.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"826\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O projeto era ousado. O M-50 tinha fuselagem longa e estreita, asa em delta, quatro motores a jato e apar\u00eancia futurista, lembrando em linhas gerais um MiG-21 ampliado a propor\u00e7\u00f5es gigantescas. A tripula\u00e7\u00e3o de dois homens ficava em tandem, no nariz da aeronave, em uma cabine projetada para opera\u00e7\u00f5es em grande altitude, com uso de trajes pressurizados em caso de despressuriza\u00e7\u00e3o ou eje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A configura\u00e7\u00e3o motora era uma das caracter\u00edsticas mais incomuns do avi\u00e3o. Dois motores ficavam sob as asas, em pilones, enquanto os outros dois eram instalados nas pontas das asas. A asa extremamente fina n\u00e3o comportava combust\u00edvel, que era armazenado na fuselagem e transferido entre tanques dianteiros e traseiros para compensar mudan\u00e7as de centragem durante a acelera\u00e7\u00e3o e desacelera\u00e7\u00e3o em regimes pr\u00f3ximos ao voo supers\u00f4nico.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o peculiar era o trem de pouso em configura\u00e7\u00e3o \u201cbicicleta\u201d, com bogies principais alinhados no eixo da fuselagem e pequenos trens auxiliares pr\u00f3ximos \u00e0s pontas das asas. Como o trem traseiro ficava muito atr\u00e1s do centro de gravidade, o nariz precisava ser levantado por um sistema hidr\u00e1ulico de dupla extens\u00e3o para facilitar a rota\u00e7\u00e3o na decolagem.<\/p>\n<p>O problema dos motores<\/p>\n<p>No papel, o M-50 deveria ser uma aeronave de desempenho impressionante. O projeto previa velocidade m\u00e1xima de cerca de 1.950 km\/h, ou aproximadamente Mach 1,8, teto de servi\u00e7o de 14.000 metros, alcance projetado de at\u00e9 13.000 km e carga b\u00e9lica de cerca de 5.000 kg. A aeronave tinha 57,48 metros de comprimento, 25,1 metros de envergadura na configura\u00e7\u00e3o inicial e peso m\u00e1ximo previsto de 145 toneladas.<\/p>\n<p>Mas o grande obst\u00e1culo foi a propuls\u00e3o. O M-50 deveria receber quatro turbojatos Zubets RD-16-17 com p\u00f3s-combust\u00e3o, mas o desenvolvimento desses motores n\u00e3o acompanhou o ritmo da constru\u00e7\u00e3o da aeronave. Quando o prot\u00f3tipo foi apresentado em 1958, recebeu temporariamente quatro Dobrynin VD-7BA sem p\u00f3s-combust\u00e3o, bem menos potentes que os motores planejados. A aeronave passou ent\u00e3o a ser chamada de M-50A.<\/p>\n<p>Essa solu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria comprometeu profundamente o desempenho. Mesmo ap\u00f3s modifica\u00e7\u00f5es e a instala\u00e7\u00e3o posterior de motores internos com p\u00f3s-combust\u00e3o, o M-50A permaneceu submotorizado. Durante os ensaios, n\u00e3o conseguiu atingir voo supers\u00f4nico sustentado; em mergulho raso, sua velocidade teria ficado limitada a cerca de Mach 0,99.<\/p>\n<p>Primeiro voo e acidente em solo<\/p>\n<p>O M-50A foi desmontado e levado ao centro de testes de Zhukovsky em outubro de 1958. Ap\u00f3s ensaios de t\u00e1xi e ajustes t\u00e9cnicos, realizou seu primeiro voo em 27 de outubro de 1959, pilotado por Nikolay Goryainov e A. S. Lipko.<\/p>\n<p>O programa, por\u00e9m, enfrentou problemas desde cedo. Em 12 de maio de 1960, durante um teste de motores em solo, o M-50A saltou os cal\u00e7os das rodas e colidiu com um prot\u00f3tipo do bombardeiro Myasishchev 3ME. O 3ME foi perdido, mas o M-50A acabou reparado e voltou a voar cerca de dois meses depois.<\/p>\n<p>A apari\u00e7\u00e3o em Tushino<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-4.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-178015 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-4-1280x709.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"709\"  \/><\/a><br \/>Apesar das limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, o M-50 cumpriu um papel importante na guerra psicol\u00f3gica e propagand\u00edstica da Guerra Fria. Em 9 de julho de 1961, o enorme bombardeiro apareceu no desfile a\u00e9reo de Tushino, escoltado por dois ca\u00e7as MiG-21. Para observadores ocidentais, a aeronave causou forte impress\u00e3o: era grande, barulhenta, incomum e parecia anunciar uma nova gera\u00e7\u00e3o de bombardeiros sovi\u00e9ticos supers\u00f4nicos.<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o levou a OTAN a atribuir ao M-50 o nome-c\u00f3digo \u201cBounder\u201d. Mas havia uma ironia: o voo de Tushino foi tamb\u00e9m o \u00faltimo da aeronave. Ao todo, o prot\u00f3tipo teria voado apenas 19 vezes.<\/p>\n<p>O M-52, a vers\u00e3o que n\u00e3o chegou a voar<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o natural do M-50 seria o M-52, um modelo redesenhado para receber os motores planejados originalmente, com melhorias na instala\u00e7\u00e3o motora, cockpit lado a lado, terceiro tripulante no nariz e altera\u00e7\u00f5es aerodin\u00e2micas, incluindo uma pequena superf\u00edcie horizontal no topo da deriva. Tamb\u00e9m havia planos para armamento defensivo e para o transporte de m\u00edsseis de cruzeiro sob as asas ou junto \u00e0 fuselagem.<\/p>\n<p>O M-52 chegou a ser constru\u00eddo em grande parte, mas nunca voou. A combina\u00e7\u00e3o de problemas t\u00e9cnicos, mudan\u00e7as doutrin\u00e1rias e prioridades pol\u00edticas acabou encerrando o programa antes que a aeronave pudesse demonstrar plenamente seu potencial.<\/p>\n<p>O fim da era dos grandes bombardeiros tripulados<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-3.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-178016 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-3-1280x867.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"867\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O cancelamento do M-50\/M-52 refletiu uma transforma\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica mais ampla. No in\u00edcio dos anos 1960, a lideran\u00e7a sovi\u00e9tica, especialmente sob Nikita Khrushchev, passou a considerar os m\u00edsseis bal\u00edsticos intercontinentais como o eixo principal da dissuas\u00e3o nuclear. Bombardeiros tripulados de longo alcance passaram a ser vistos como mais vulner\u00e1veis, mais caros e menos promissores diante do avan\u00e7o dos ICBMs e dos programas espaciais e de m\u00edsseis.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno n\u00e3o foi exclusivamente sovi\u00e9tico. No Ocidente, programas como o North American XB-70 Valkyrie tamb\u00e9m foram afetados pela crescente import\u00e2ncia dos m\u00edsseis bal\u00edsticos, pelo avan\u00e7o das defesas antia\u00e9reas e pela percep\u00e7\u00e3o de que bombardeiros estrat\u00e9gicos tripulados teriam dificuldade em sobreviver em um cen\u00e1rio nuclear.<\/p>\n<p>Legado<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/07\/M-50-scaled.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-178021 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/M-50-1280x853.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"853\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O \u00fanico M-50A sobrevivente acabou preservado no Museu Central da For\u00e7a A\u00e9rea, em Monino, para onde foi transferido em 1968. O M-52, praticamente conclu\u00eddo, permaneceu por algum tempo em Zhukovsky e foi desmontado nos anos 1970.<\/p>\n<p>O Myasishchev M-50 nunca entrou em servi\u00e7o, nunca atingiu as metas de desempenho previstas e jamais se tornou a arma estrat\u00e9gica que seus projetistas imaginaram. Ainda assim, ocupa lugar especial na hist\u00f3ria da avia\u00e7\u00e3o militar. Ele representa o momento em que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica tentou saltar da gera\u00e7\u00e3o dos grandes bombardeiros subs\u00f4nicos para uma plataforma supers\u00f4nica intercontinental, combinando velocidade, alcance e capacidade nuclear.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o \u201cBounder\u201d foi um s\u00edmbolo de transi\u00e7\u00e3o: nasceu para uma guerra a\u00e9rea que estava sendo superada pelos m\u00edsseis bal\u00edsticos antes mesmo de amadurecer. Como tantos projetos extremos da Guerra Fria, foi ao mesmo tempo uma m\u00e1quina real, uma mensagem pol\u00edtica e uma aposta tecnol\u00f3gica. Sua silhueta colossal em Tushino, escoltada por ca\u00e7as MiG-21, resumiu bem aquela \u00e9poca: uma era em que apar\u00eancia, velocidade e alcance eram t\u00e3o importantes quanto a pr\u00f3pria capacidade operacional.\u25a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-3-view-1.jpg\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-178019\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Myasishchev-M-50-Bounder-3-view-1-1280x944.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"944\"  \/><\/a>Scott Cullen Designs<\/p>\n<tr>\n<p>Myasishchev M-50A \u201cBounder\u201d \u2013 Principais Caracter\u00edsticas<\/p>\n<\/tr>\n<tr>\nCaracter\u00edstica<br \/>\nDados principais<br \/>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Identifica\u00e7\u00e3o e hist\u00f3rico<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Designa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Myasishchev M-50A<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Nome atribu\u00eddo pela OTAN<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">\u201cBounder\u201d<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Tipo<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Prot\u00f3tipo de bombardeiro estrat\u00e9gico supers\u00f4nico de longo alcance<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Pa\u00eds de origem<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Desenvolvedor<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">OKB-23, dirigido por Vladimir Myasishchev<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Primeiro voo<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">28 de outubro de 1959<br \/>Algumas fontes ocidentais registram a data de 27 de outubro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Quantidade constru\u00edda<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Um prot\u00f3tipo M-50A em condi\u00e7\u00f5es de voo<br \/>O sucessor M-52 foi parcialmente conclu\u00eddo, mas n\u00e3o chegou a voar.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Voos realizados<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">19 voos<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>\u00daltimo voo<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">9 de julho de 1961, durante o desfile a\u00e9reo de Tushino<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Situa\u00e7\u00e3o do programa<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Cancelado antes da entrada em servi\u00e7o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Tripula\u00e7\u00e3o e configura\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Tripula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Dois tripulantes, piloto e copiloto, instalados em tandem<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Configura\u00e7\u00e3o aerodin\u00e2mica<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Fuselagem longa e estreita, asa delta de implanta\u00e7\u00e3o m\u00e9dia e superf\u00edcies de cauda integralmente m\u00f3veis<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Posi\u00e7\u00e3o dos motores<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Dois motores em pilones sob as asas e dois instalados nas extremidades alares<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Controles de voo<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Comandos eletro-hidr\u00e1ulicos, elevada automa\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de combust\u00edvel para ajustar a centragem durante as mudan\u00e7as de velocidade<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Trem de pouso<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Configura\u00e7\u00e3o tipo bicicleta, com dois conjuntos principais sob a fuselagem e estabilizadores auxiliares junto \u00e0s pontas das asas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Dimens\u00f5es e pesos<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Comprimento<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 57,5 metros<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Envergadura inicial<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 25,1 metros<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Envergadura ap\u00f3s modifica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 35,1 metros<br \/>Resultado da instala\u00e7\u00e3o de extens\u00f5es destinadas aos motores e aos trens auxiliares das pontas das asas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Altura<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 8,25 metros<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>\u00c1rea alar<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 290,6 m\u00b2<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Peso vazio<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 79 a 85 toneladas<br \/>Os valores publicados variam conforme a fase e a configura\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Peso m\u00e1ximo de decolagem<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Entre aproximadamente 145 e 200 toneladas<br \/>O maior valor refere-se \u00e0s configura\u00e7\u00f5es e capacidades projetadas para o programa.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Propuls\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Motoriza\u00e7\u00e3o pretendida<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Quatro turbojatos Zubets RD-16-17 com p\u00f3s-combust\u00e3o<br \/>Esses motores n\u00e3o ficaram dispon\u00edveis a tempo para os ensaios do M-50A.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Motoriza\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo modificado<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Dois Dobrynin VD-7AM com p\u00f3s-combust\u00e3o nos pilones internos e dois VD-7BA nas pontas das asas<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Empuxo dos motores internos<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 156,9 kN cada, com p\u00f3s-combust\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Empuxo dos motores externos<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 93,2 kN cada<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Desempenho<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Velocidade m\u00e1xima projetada<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 1.900 a 2.000 km\/h<br \/>Cerca de Mach 1,8 a Mach 2, dependendo da altitude e da configura\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Velocidade efetivamente atingida<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 1.050 km\/h, ou Mach 0,99<br \/>O prot\u00f3tipo n\u00e3o conseguiu romper a barreira do som com a motoriza\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Alcance projetado<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 10.000 a 13.000 quil\u00f4metros<br \/>O valor dependia do perfil de miss\u00e3o, carga e emprego do m\u00edssil de cruzeiro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Alcance estimado do M-50A<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 9.600 quil\u00f4metros<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Teto operacional projetado<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Aproximadamente 14.000 a 16.000 metros<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Armamento e miss\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Miss\u00e3o prevista<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Ataques estrat\u00e9gicos nucleares e convencionais contra alvos de longo alcance<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Compartimento de armas<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Baia interna de grande comprimento, projetada para receber bombas ou um m\u00edssil de cruzeiro estrat\u00e9gico<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>M\u00edssil previsto<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">M\u00edssil de cruzeiro supers\u00f4nico Myasishchev M-61, tamb\u00e9m conhecido como projeto 44<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #ffffff;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Armamento operacional<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Nenhum; o M-50A permaneceu como aeronave experimental e nunca entrou em servi\u00e7o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #d1e5f1; color: #123e5a; padding: 9px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-weight: bold; line-height: 1.45;\" colspan=\"2\">Preserva\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr style=\"background-color: #eaf3f8;\">\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\"><strong>Exemplar sobrevivente<\/strong><\/td>\n<td style=\"padding: 10px 12px; border: 1px solid #c1d3df; line-height: 1.5;\" valign=\"top\">Preservado no Museu Central da For\u00e7a A\u00e9rea, em Monino, pr\u00f3ximo a Moscou<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"background-color: #dbeaf3; color: #425d6e; padding: 11px 12px; border: 1px solid #9bb9cc; font-size: 12px; line-height: 1.5;\" colspan=\"2\"><strong>Nota:<\/strong> os dados publicados sobre o M-50 apresentam diferen\u00e7as significativas porque algumas fontes descrevem o projeto operacional, enquanto outras utilizam a configura\u00e7\u00e3o efetivamente testada do M-50A. A aeronave recebeu motores provis\u00f3rios, altera\u00e7\u00f5es nas naceles e extens\u00f5es nas pontas das asas, modificando peso, envergadura e desempenho ao longo do programa.<\/td>\n<\/tr>\n<p>\t\tPost navigation<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No fim dos anos 1950, quando a Guerra Fria impulsionava os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":454839,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[72862,88,89,90,72863,72864,32,33,7534,13628],"class_list":["post-454838","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-bombardeiro-supersonico","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-m-50-bounder","tag-myasishchev","tag-portugal","tag-pt","tag-uniao-sovietica","tag-urss"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116944008302252380","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=454838"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/454838\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/454839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=454838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=454838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=454838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}