{"id":45590,"date":"2025-08-26T10:11:11","date_gmt":"2025-08-26T10:11:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/45590\/"},"modified":"2025-08-26T10:11:11","modified_gmt":"2025-08-26T10:11:11","slug":"cientistas-acham-sistema-estelar-quadruplo-na-via-lactea-26-08-2025-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/45590\/","title":{"rendered":"Cientistas acham sistema estelar qu\u00e1druplo na Via L\u00e1ctea &#8211; 26\/08\/2025 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>O astr\u00f4nomo Zenghua Zhang, da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/universidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade<\/a> de Nanjing na China, e seus colegas estavam examinando cat\u00e1logos de estrelas em busca de an\u00e3s marrons frias, objetos interestelares que se situam entre planetas e estrelas.<\/p>\n<p>Eles encontraram algo estranho, e raro, na Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Primeiro, eles identificaram o que acreditavam ser uma an\u00e3 marrom solit\u00e1ria orbitando uma estrela \u00fanica brilhante. Mas investiga\u00e7\u00f5es posteriores revelaram que a an\u00e3 marrom era, na verdade, duas. Ap\u00f3s submeter um artigo sobre a descoberta, Zhang disse que eles perceberam que a companheira brilhante tamb\u00e9m era um par de estrelas.<\/p>\n<p>&#8220;Eu gosto de chamar isso de duplo-duplo&#8221;, disse o astrof\u00edsico Adam Burgasser, que lidera o Laborat\u00f3rio de Estrelas Frias na Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Diego, e participou dos trabalhos que levaram ao achado.<\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/542\/2\/656\/8155088\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo <\/a>descrevendo o sistema estelar qu\u00e1druplo \u2014uma an\u00e3 marrom ao redor de outra, presa em uma \u00f3rbita com duas estrelas mais brilhantes\u2014 foi publicado em junho deste ano no peri\u00f3dico<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> Monthly Notices of Royal Astronomical Society<\/a>.<\/p>\n<p>A descoberta ajudar\u00e1 cientistas a desvendar as propriedades das an\u00e3s marrons. Esses objetos se formam como estrelas, por\u00e9m t\u00eam massa insuficiente para fundir hidrog\u00eanio de forma consistente, um processo que aquece uma estrela e a faz brilhar. Suas atmosferas assemelham-se \u00e0s de planetas gigantes gasosos, como J\u00fapiter ou Saturno.<\/p>\n<p>No entanto, por serem frias e t\u00eanues, elas podem ser dif\u00edceis de estudar. Os astr\u00f4nomos geralmente procuram an\u00e3s marrons orbitando estrelas companheiras, que frequentemente queimam com mais brilho e s\u00e3o mais f\u00e1ceis de medir.<\/p>\n<p>De acordo com Burgasser, esses sistemas bin\u00e1rios de an\u00e3s marrons e estrelas mais brilhantes frequentemente se formaram a partir do mesmo material, no mesmo lugar e tempo. Medir as estrelas mais brilhantes, ent\u00e3o, pode ser \u00fatil para estimar as propriedades das an\u00e3s marrons mais fracas, como sua idade, temperatura e composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tais sistemas tornam-se refer\u00eancias para compreender an\u00e3s marrons solit\u00e1rias em toda a gal\u00e1xia, e a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o das estrelas menos massivas. Encontrar duas an\u00e3s marrons ao redor de duas estrelas mais brilhantes ajuda duas vezes mais, segundo Burgasser. &#8220;Torna-se uma super refer\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Para ca\u00e7ar an\u00e3s marrons orbitando estrelas companheiras, Zhang e sua equipe vasculharam bancos de dados estelares feitos com dados de duas miss\u00f5es espaciais aposentadas, o Wide-field Infrared Survey Explorer da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nasa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nasa<\/a> e o telesc\u00f3pio Gaia da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA).<\/p>\n<p>Eles encontraram uma an\u00e3 marrom e uma companheira estelar mais brilhante a cerca de 82 anos-luz da Terra, em uma \u00f3rbita mais de 1.600 vezes mais ampla que a dist\u00e2ncia entre nosso planeta e o Sol. Mas tanto a an\u00e3 marrom quanto a estrela eram mais brilhantes do que o esperado. Medi\u00e7\u00f5es de seus espectros, feitas com o telesc\u00f3pio de Pesquisa Astrof\u00edsica do Sul no Chile, ajudaram os astr\u00f4nomos a confirmar que ambas eram, na verdade, pares.<\/p>\n<p>O par mais brilhante consiste em duas an\u00e3s vermelhas, o tipo mais comum de estrela na Via L\u00e1ctea, ambas com cerca de 17% da massa do Sol. Seu brilho combinado \u00e9 100 mil vezes mais fraco que a Estrela do Norte em luz vis\u00edvel, segundo Zhang.<\/p>\n<p>As an\u00e3s marrons emitem quase nenhuma luz vis\u00edvel. Ambas t\u00eam aproximadamente o tamanho de J\u00fapiter, al\u00e9m de metano detect\u00e1vel em sua atmosfera. De acordo com Burgasser, provavelmente existem bilh\u00f5es de an\u00e3s marrons como essa em nossa gal\u00e1xia, embora apenas cerca de 30 tenham sido encontradas orbitando companheiras mais brilhantes.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00f5es futuras, possivelmente com o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/telescopio-james-webb\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">telesc\u00f3pio James Webb<\/a>, ajudar\u00e3o a equipe a obter imagens mais n\u00edtidas das duas an\u00e3s marrons e determinar com precis\u00e3o suas massas exatas, que poder\u00e3o ent\u00e3o ser usadas como refer\u00eancia para objetos semelhantes em outras partes da gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximos levantamentos estelares, incluindo aqueles com o telesc\u00f3pio espacial Euclid e o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, permitir\u00e3o que os astr\u00f4nomos explorem cada vez mais profundamente em busca de mais an\u00e3s marrons t\u00eanues por toda a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Sistemas estelares qu\u00e1druplos n\u00e3o s\u00e3o incomuns \u2014astr\u00f4nomos j\u00e1 descobriram arranjos com at\u00e9 sete objetos estelares. O fato de existirem indica que tais sistemas s\u00e3o capazes de sobreviver aos processos envolvidos na forma\u00e7\u00e3o estelar inicial. Estrelas que se formam muito pr\u00f3ximas umas das outras, por outro lado, podem se repelir gravitacionalmente e se dispersar em velocidades extremamente altas pela Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>&#8220;Esses s\u00e3o os tipos de pistas que estamos vendo, o resultado da forma\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas estrelas&#8221;, disse Burgasser. &#8220;Mas ainda estamos interessados no que as levou a esse estado em primeiro lugar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O astr\u00f4nomo Zenghua Zhang, da Universidade de Nanjing na China, e seus colegas estavam examinando cat\u00e1logos de estrelas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45591,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,3560,236,1149,3536,2078,32,33,105,103,104,2560,106,110,11513,3062,4248],"class_list":{"0":"post-45590","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-astronomia","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-estrelas","13":"tag-folha","14":"tag-nasa","15":"tag-pesquisa-cientifica","16":"tag-planetas","17":"tag-portugal","18":"tag-pt","19":"tag-science","20":"tag-science-and-technology","21":"tag-scienceandtechnology","22":"tag-sistema-solar","23":"tag-technology","24":"tag-tecnologia","25":"tag-telescopio-james-webb","26":"tag-universidade","27":"tag-via-lactea"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45590"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45590\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45591"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}