{"id":455984,"date":"2026-07-20T08:28:14","date_gmt":"2026-07-20T08:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/455984\/"},"modified":"2026-07-20T08:28:14","modified_gmt":"2026-07-20T08:28:14","slug":"marcador-inedito-usa-tomografia-para-refinar-prognostico-no-cancer-de-estomago","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/455984\/","title":{"rendered":"Marcador in\u00e9dito usa tomografia para refinar progn\u00f3stico no c\u00e2ncer de est\u00f4mago"},"content":{"rendered":"<p>Um novo marcador identificado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (<a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/unicamp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Unicamp<\/strong><\/a>) vinculados ao\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/112069\/centro-de-inovacao-teranostica-em-cancer-cancerthera\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Centro de Inova\u00e7\u00e3o Teran\u00f3stica em C\u00e2ncer<\/a><\/strong>\u00a0(<strong><a href=\"https:\/\/www.cancerthera.org.br\/sobre-o-cancerthera\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">CancerThera<\/a><\/strong>) \u2013 um Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (<a href=\"https:\/\/cepid.fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>CEPID<\/strong><\/a>) apoiado pela FAPESP \u2013\u00a0pode contribuir para definir o progn\u00f3stico de pacientes com c\u00e2ncer do est\u00f4mago, o quinto tipo de tumor mais comum no mundo. Um marcador funciona como indicador: neste caso, uma medida capaz de apontar quais pacientes teriam mais risco de apresentar evolu\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel da doen\u00e7a. A partir da an\u00e1lise de imagens de tomografia computadorizada, exame j\u00e1 realizado na rotina desses pacientes, o grupo identificou uma vari\u00e1vel que combina dados da radiodensidade da gordura visceral e do m\u00fasculo.<\/p>\n<p>O estudo, realizado no Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas (FCM) da Unicamp, em parceria com o Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin (IFGW) da mesma universidade, tamb\u00e9m teve apoio financeiro da FAPESP por meio dos projetos\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/113719\/avaliacao-do-perfil-genetico-tumoral-metabolico-e-inflamatorio-em-pacientes-com-cancer-colorretal-in\/?q=22\/06239-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>22\/06239-4<\/strong><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/117231\/analise-de-dados-multidisciplinar-em-big-data-de-fisica-de-altas-energias-a-astrofisica-e-ciencias-m\/?q=23\/13749-1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>23\/13749-1<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa concluiu que esse novo marcador \u2013 chamado VMD, sigla de\u00a0Visceral-Muscle Density difference\u00a0\u2013 poder\u00e1, no futuro, complementar o estadiamento \u2013 processo utilizado para determinar a localiza\u00e7\u00e3o, a gravidade e a extens\u00e3o de uma doen\u00e7a, especialmente o c\u00e2ncer \u2013 tanto do tumor quanto do paciente e, com isso, abrir caminho para uma abordagem mais personalizada no tratamento. Os resultados foram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.clinicalnutritionespen.com\/article\/S2405-4577(26)00228-7\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>publicados<\/strong><\/a>\u00a0na revista cient\u00edfica\u00a0Clinical Nutrition Espen.<\/p>\n<p>A ideia, segundo os pesquisadores, surgiu a partir de uma mudan\u00e7a de perspectiva. Em vez de olhar apenas para o estadiamento do tumor, como \u00e9 feito atualmente para definir o progn\u00f3stico, o grupo decidiu observar tamb\u00e9m o paciente. \u201cHoje, o tratamento do c\u00e2ncer ainda \u00e9 muito centrado no tumor. A nossa proposta \u00e9 olhar para o paciente como um todo. Essa \u00e9 uma linha de pesquisa que o professor Jos\u00e9 Barreto [Campello Carvalheira] desenvolve h\u00e1 anos. Foi isso que me convenceu a participar: n\u00e3o basta tratar a doen\u00e7a, \u00e9 preciso tratar o paciente\u201d, resume\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/45583\/jun-takahashi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Jun Takahashi<\/strong><\/a>, professor titular do IFGW-Unicamp e um dos coorientadores do estudo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-147760\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/ressonancia-magnetica-oncologia-paciente-imagem-2b.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"560\"  \/><\/p>\n<p>A abordagem levou o grupo a investigar a composi\u00e7\u00e3o corporal, ou seja, como est\u00e3o distribu\u00eddos a gordura visceral e os m\u00fasculos no organismo, e como isso se relaciona com a evolu\u00e7\u00e3o do paciente com c\u00e2ncer. Estudos anteriores da mesma equipe j\u00e1 indicavam que tanto a gordura quanto o m\u00fasculo, isoladamente, poderiam influenciar o progn\u00f3stico. Mas ainda faltava entender se essas informa\u00e7\u00f5es juntas poderiam dizer algo mais.<\/p>\n<p>Para isso, foram analisados dados de 461 pacientes com c\u00e2ncer g\u00e1strico atendidos na Unicamp ao longo de quase dez anos. A partir das imagens das tomografias realizadas na rotina, os pesquisadores avaliaram as caracter\u00edsticas da gordura e do m\u00fasculo no corpo desses pacientes. No estudo, o recorte foi a musculatura da terceira v\u00e9rtebra lombar, regi\u00e3o abdominal, o que inclui o m\u00fasculo psoas, o retroabdominal e o paravertebral. Segundo os pesquisadores, isso reflete a musculatura como um todo.<\/p>\n<p>Com essas informa\u00e7\u00f5es, testaram diferentes combina\u00e7\u00f5es at\u00e9 identificar um indicador capaz de separar melhor os grupos com maior e menor risco de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Em seguida, compararam a sobrevida entre esses grupos para entender como esse novo marcador se relacionaria com o progn\u00f3stico.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que entrou o marcador VMD. \u201cA gente uniu duas informa\u00e7\u00f5es que j\u00e1 sab\u00edamos que eram importantes: a radiodensidade do tecido adiposo e a radiodensidade do m\u00fasculo\u201d, explica\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/93199\/maria-carolina-santos-mendes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Maria Carolina Santos Mendes<\/strong><\/a>, nutricionista do programa de mestrado em oncologia na FCM-Unicamp e coorientadora do estudo.<\/p>\n<p>Mas o que isso significa, na pr\u00e1tica? A radiodensidade \u00e9 uma medida usada na tomografia que indica o quanto os tecidos atenuam (ou bloqueiam) os raios X, determinando como eles aparecem no exame, do mais escuro ao mais claro, dentro de uma escala de tons. Altera\u00e7\u00f5es nesses padr\u00f5es podem indicar mudan\u00e7as inflamat\u00f3rias e metab\u00f3licas na gordura e no m\u00fasculo promovidas pelo c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Nos resultados, os pesquisadores observaram uma diferen\u00e7a significativa na evolu\u00e7\u00e3o dos pacientes de acordo com o VMD. Aqueles com valores mais altos foram considerados de maior risco e apresentaram pior progn\u00f3stico, tanto em termos de sobrevida global quanto de sobrevida livre de doen\u00e7a. Na pr\u00e1tica, isso significou uma sobrevida mediana de 13,8 meses no grupo com piores indicadores, em compara\u00e7\u00e3o com 58,5 meses entre os pacientes com valores de VMD mais baixos.<\/p>\n<p>\u201cNo tecido adiposo, valores mais altos de radiodensidade est\u00e3o associados a pior progn\u00f3stico e podem indicar inflama\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no m\u00fasculo, ocorre o oposto: quanto menor a radiodensidade, pior o progn\u00f3stico. Isso evidencia o potencial do marcador para distinguir diferentes perfis de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, explica Mendes. \u201cEssa diferen\u00e7a entre a radiodensidade da gordura e do m\u00fasculo acaba captando um fen\u00f3tipo integrado do paciente, em que n\u00e3o s\u00f3 caracter\u00edsticas associadas ao metabolismo emergem, mas tamb\u00e9m um estado inflamat\u00f3rio associado a maior risco cl\u00ednico\u201d, ressalta o professor titular de oncologia cl\u00ednica da FCM\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/2652\/jose-barreto-campello-carvalheira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Jos\u00e9 Barreto Campello Carvalheira<\/strong><\/a>, um dos l\u00edderes do estudo.<\/p>\n<p>Para chegar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o desse marcador, a equipe contou com o uso de t\u00e9cnicas de intelig\u00eancia artificial. Em vez de analisar manualmente uma vari\u00e1vel de cada vez, como tradicionalmente se faz, os pesquisadores utilizaram\u00a0machine learning\u00a0para avaliar grandes volumes de dados, incluindo os exames de imagem e as informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e laboratoriais dos pacientes do estudo. \u201cEu ensinei a m\u00e1quina a olhar na dire\u00e7\u00e3o que os especialistas j\u00e1 olhavam, mas com mais velocidade e escala. A tecnologia permitiu testar diversas combina\u00e7\u00f5es at\u00e9 chegar \u00e0 f\u00f3rmula que melhor separava os pacientes com pior progn\u00f3stico\u201d, explica Jun Takahashi.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, houve um outro cuidado importante, alertado pela f\u00edsica m\u00e9dica do IFGW-Unicamp\u00a0<a href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\/citations?user=LhNtSkIAAAAJ&amp;hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Maria Em\u00edlia Seren Takahashi<\/strong><\/a>: minimizar poss\u00edveis varia\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios exames. Como a tomografia pode sofrer pequenas diferen\u00e7as de calibra\u00e7\u00e3o entre m\u00e1quinas, os pesquisadores optaram por usar a diferen\u00e7a entre gordura e m\u00fasculo, o que ajuda a \u201ccancelar\u201d essas varia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e tornar o marcador mais preciso.<\/p>\n<p><strong>Impacto cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista cl\u00ednico, os pesquisadores afirmam que o VMD tem potencial de orientar e at\u00e9 mudar condutas. Hoje em dia, o tratamento do c\u00e2ncer g\u00e1strico \u00e9 guiado principalmente pelo estadiamento da doen\u00e7a, que considera caracter\u00edsticas do tumor, como tamanho e presen\u00e7a de met\u00e1stases. Mas pacientes com o mesmo est\u00e1gio podem evoluir de formas muito diferentes. \u201cO objetivo dessa linha de pesquisa, e desse trabalho em particular, \u00e9 ampliar o estadiamento para al\u00e9m do tumor, incorporando a avalia\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio paciente\u201d, reitera o professor Barreto.<\/p>\n<p>Segundo ele, no futuro, o VMD poder\u00e1 ajudar na estratifica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, permitindo identificar quais pacientes realmente se beneficiariam de quimioterapia e quais poderiam ser poupados de um tratamento mais t\u00f3xico e agressivo depois da cirurgia. \u201cEsse marcador funciona quase como um espelho da condi\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica e inflamat\u00f3ria do paciente\u201d, diz.<\/p>\n<p>Apesar dos resultados promissores, os pr\u00f3prios autores ressaltam que o estudo \u00e9 retrospectivo e ainda necessita de valida\u00e7\u00e3o externa em diferentes popula\u00e7\u00f5es, preferencialmente em estudos prospectivos, multic\u00eantricos e com mais pacientes. S\u00f3 ent\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel confirmar se o marcador poder\u00e1, de fato, orientar decis\u00f5es cl\u00ednicas. Estudo retrospectivo \u00e9 aquele em que os pesquisadores analisam dados j\u00e1 existentes de pacientes tratados anteriormente, em vez de acompanhar novos pacientes ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m n\u00e3o sabem se esse perfil corporal pode ser modificado ao longo do tratamento. \u201cA gente acredita que a terapia nutricional pode ajudar a melhorar a condi\u00e7\u00e3o do paciente, mas isso n\u00e3o foi avaliado no estudo. Ainda n\u00e3o sabemos se \u00e9 poss\u00edvel mudar esse perfil e, com isso, impactar o progn\u00f3stico. Temos a pergunta, mas ainda n\u00e3o a resposta. Isso ainda precisa ser investigado\u201d, afirma Mendes.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o estudo avan\u00e7a em uma dire\u00e7\u00e3o cada vez mais presente na oncologia: a medicina de precis\u00e3o, que incorpora caracter\u00edsticas individuais do paciente na avalia\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Como o marcador \u00e9 obtido a partir de tomografias que j\u00e1 fazem parte da rotina, ele aponta para a possibilidade de ampliar a informa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dispon\u00edvel sem exigir novos exames. Os pesquisadores deram in\u00edcio aos pr\u00f3ximos passos e est\u00e3o testando o novo marcador em outros tipos de c\u00e2ncer. Os primeiros resultados j\u00e1 indicam que a abordagem pode seguir o mesmo caminho.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0Determination of a new gastric cancer mortality predictor based on body composition radiodensity variables\u00a0pode ser lido em:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.clinicalnutritionespen.com\/article\/S2405-4577(26)00228-7\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>clinicalnutritionespen.com\/article\/S2405-4577(26)00228-7\/<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>(*Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Fapesp)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um novo marcador identificado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vinculados ao\u00a0Centro de Inova\u00e7\u00e3o Teran\u00f3stica em&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":455985,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[62627,116,7225,32,33,117,57885,3535],"class_list":["post-455984","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-diagnostico-por-imagem","tag-health","tag-oncologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-tomografia","tag-unicamp"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116951365630611561","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455984","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=455984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/455984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/455985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=455984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=455984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=455984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}