{"id":457554,"date":"2026-07-21T14:13:12","date_gmt":"2026-07-21T14:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/457554\/"},"modified":"2026-07-21T14:13:12","modified_gmt":"2026-07-21T14:13:12","slug":"cancer-colorretal-40-demoram-a-buscar-atendimento-apos-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/457554\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer colorretal: 40% demoram a buscar atendimento ap\u00f3s sinais"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer colorretal ainda est\u00e1 distante do cotidiano da maioria dos brasileiros, mas isso n\u00e3o significa desinforma\u00e7\u00e3o sobre seus riscos. \u00c9 o que mostra a pesquisa in\u00e9dita \u201cA sa\u00fade do brasileiro, h\u00e1bitos de vida e o uso de tecnologia em diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos\u201d, do<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/a-c-camargo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"> A.C.Camargo Cancer Center<\/a><\/strong> realizada pela <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/nexus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Nexus \u2013 Pesquisa e Intelig\u00eancia de Dados<\/a><\/strong>, que ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo o levantamento, 8 em cada 10 brasileiros reconhecem como grave a presen\u00e7a de sangue nas fezes ou a mudan\u00e7a de funcionamento no intestino por mais de um m\u00eas, dois dos principais sintomas da doen\u00e7a. Mas na maioria dos casos, o conhecimento n\u00e3o vem a partir da proximidade: apenas 21% dos entrevistados conhecem algu\u00e9m que j\u00e1 teve a doen\u00e7a, sendo 15% um parente muito pr\u00f3ximo e 6% um amigo ou conhecido. Outros 75% disseram que nunca tiveram contato com pacientes desse tipo de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O tema ganha ainda mais relev\u00e2ncia diante dos n\u00fameros recentes da doen\u00e7a no pa\u00eds. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estimou 53.810 novos casos de c\u00e2ncer colorretal por ano no Brasil para o tri\u00eanio 2026-2028, o que o torna o segundo tumor com maior incid\u00eancia entre os brasileiros.<\/p>\n<p>Dos 80% de entrevistados que reconhecem a gravidade de sangue nas fezes ou uma mudan\u00e7a no funcionamento intestinal que persista por mais de um m\u00eas, 42% consideram esses sintomas \u201cmuito grave\u201d. Esse reconhecimento chega a 44% entre quem j\u00e1 conviveu de perto com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-166640\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Consulta-Cancer-colorretal-MEDSA.2-jpg.jpg\" alt=\"Cr\u00e9dito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodu\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o)\" width=\"853\" height=\"563\"  \/>Cr\u00e9dito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodu\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m indica que a associa\u00e7\u00e3o entre esses dois sintomas e o c\u00e2ncer de intestino \u00e9 majorit\u00e1ria, mas ainda carece de firmeza. S\u00e3o 67% dos brasileiros que concordam que sangue nas fezes ou altera\u00e7\u00f5es intestinais prolongadas podem indicar a doen\u00e7a, mas apenas 24% concordam \u201cmuito\u201d. A maior parte (43%) demonstra concord\u00e2ncia apenas moderada.<\/p>\n<p><strong>Entre o alerta e a a\u00e7\u00e3o, uma lacuna perigosa<\/strong><\/p>\n<p>Um dos achados mais relevantes do estudo diz respeito \u00e0 dist\u00e2ncia entre reconhecer o risco e agir diante dele. Na vida real, 9% dos entrevistados afirmam j\u00e1 ter notado a presen\u00e7a de sangue nas fezes. Desse grupo, embora 59% tenham buscado atendimento m\u00e9dico imediatamente, uma parcela expressiva de 40% n\u00e3o teve essa rea\u00e7\u00e3o: 19% n\u00e3o fizeram nada e esperaram o sintoma passar, 10% aguardaram dias ou semanas antes de procurar um m\u00e9dico, 7% recorreram a rem\u00e9dios caseiros ou mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o, 3% foram \u00e0 farm\u00e1cia buscar medica\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria e 1% pesquisou na internet antes de buscar orienta\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>A busca imediata por um diagn\u00f3stico \u00e9 maior entre quem tem melhores condi\u00e7\u00f5es financeiras (86%), brasileiros acima dos 60 anos (72%) e moradores do Sudeste (72%). As mulheres (63%) tamb\u00e9m costumam buscar mais ajuda imediata do que os homens (54%). Entre os moradores do Norte\/Centro-Oeste, chega a 43% o n\u00famero de entrevistados que apenas esperou o sintoma passar.<\/p>\n<p><strong>Exame de rastreamento ainda \u00e9 desconhecido pela maioria<\/strong><\/p>\n<p>Outra descoberta preocupante da pesquisa A.C.Camargo\/Nexus \u00e9 o desconhecimento sobre ferramentas de rastreamento precoce. Dois em cada tr\u00eas brasileiros (67%) nunca ouviram falar do exame \u201cPesquisa de Sangue Oculto nas Fezes\u201d (PSO), recurso simples e utilizado para identificar sinais da doen\u00e7a antes mesmo do aparecimento de sintomas evidentes. Apenas 11% j\u00e1 realizaram o exame, enquanto 21% conhecem o procedimento, mas nunca o fizeram. O desconhecimento chega a 85% entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, e tamb\u00e9m \u00e9 maior do que a m\u00e9dia entre homens (76%), pessoas com menor renda (73%) e que estudaram apenas at\u00e9 o ensino fundamental (72%).<\/p>\n<p>Entre quem teve ou conhece algu\u00e9m que teve c\u00e2ncer colorretal o desconhecimento do exame cai para 56% e o percentual de entrevistados que realizaram o PSO quase triplica: 8% dos brasileiros que n\u00e3o t\u00eam contato com a doen\u00e7a j\u00e1 realizaram o exame contra 21% de quem j\u00e1 teve.<\/p>\n<p>Diante do crescimento da doen\u00e7a no pa\u00eds, especialistas do A.C.Camargo refor\u00e7am a import\u00e2ncia de n\u00e3o ignorar sinais como sangramento, altera\u00e7\u00e3o no ritmo intestinal, dor abdominal persistente e perda de peso sem causa aparente, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de exames preventivos a partir dos 45 anos ou antes, conforme orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e hist\u00f3rico familiar. \u201cO diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer colorretal est\u00e1 diretamente ligado a taxas de cura mais elevadas, o que refor\u00e7a o papel de exames simples, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, na detec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a ainda em est\u00e1gio inicial\u201d, comenta Samuel Aguiar, l\u00edder do Centro de Refer\u00eancia de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center.<\/p>\n<p><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p>A Nexus, Pesquisa e Intelig\u00eancia de Dados, entrevistou, face a face, 2.015 cidad\u00e3os com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o (UFs). A amostra foi controlada a partir de quotas de sexo, idade, PEA, regi\u00e3o e condi\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio. A margem de erro no total da amostra \u00e9 de 2 p.p., com intervalo de confian\u00e7a de 95%. Ap\u00f3s a coleta, foi aplicado um fator de pondera\u00e7\u00e3o para corrigir eventuais distor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao plano amostral; devido ao arredondamento, a soma dos percentuais pode variar de 99% a 101%. A etapa de campo ocorreu entre os dias 25 e 30 de junho de 2026. Estat\u00edstico respons\u00e1vel: Neale El-Dash, Conre 8656-A.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O c\u00e2ncer colorretal ainda est\u00e1 distante do cotidiano da maioria dos brasileiros, mas isso n\u00e3o significa desinforma\u00e7\u00e3o sobre&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":457555,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[73300,116,26968,73301,7225,32,33,117],"class_list":["post-457554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-a-c-camargo","tag-health","tag-inca","tag-nexus","tag-oncologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116958384502488497","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=457554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/457555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=457554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=457554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=457554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}