{"id":457979,"date":"2026-07-21T22:09:16","date_gmt":"2026-07-21T22:09:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/457979\/"},"modified":"2026-07-21T22:09:16","modified_gmt":"2026-07-21T22:09:16","slug":"via-lactea-virou-apos-colidir-com-galaxia-ana-ha-10-bilhoes-de-anos-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/457979\/","title":{"rendered":"Via L\u00e1ctea virou ap\u00f3s colidir com gal\u00e1xia an\u00e3 h\u00e1 10 bilh\u00f5es de anos, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 dez bilh\u00f5es de anos, a Via L\u00e1ctea colidiu com uma gal\u00e1xia an\u00e3 e acabou sendo virada de lado. Na ocasi\u00e3o o <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cometa-3i-atlas-estudo-revela-que-corpo-celeste-tem-muito-alcool-interestelar.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">corpo celeste<\/a> em quest\u00e3o acabou sendo despeda\u00e7ado pela nossa gal\u00e1xia, que absorveu suas estrelas. O epis\u00f3dio teria virado todo o disco da Via L\u00e1ctea em mais de 90 graus, deixando-a na posi\u00e7\u00e3o em que se encontra hoje. Esse processo de reorienta\u00e7\u00e3o teria levado ao menos \u201calgumas centenas de milh\u00f5es de anos\u201d, conforme declarou o pesquisador que liderou o projeto respons\u00e1vel pela descoberta, <strong>Kirill Batrakov<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o portal The Guardian, para demonstrar que gal\u00e1xias como a Via L\u00e1ctea provavelmente acabariam inclinando ap\u00f3s colis\u00f5es frontais com a Salsicha de Gaia, como \u00e9 conhecida a gal\u00e1xia an\u00e3, um grupo de astr\u00f4nomos da <a href=\"https:\/\/www.durham.ac.uk\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade de Durham<\/a> usou simula\u00e7\u00f5es de supercomputador.<\/p>\n<p> Como se deu a descoberta <\/p>\n<p>A descoberta se deu em um momento em que pesquisadores investigavam a rota\u00e7\u00e3o das estrelas no halo da Via L\u00e1ctea, que \u00e9 curiosamente lenta. O halo, vale destacar, \u00e9 a nuvem esparsa de estrelas com formato semelhante a uma bola e que circunda a gal\u00e1xia. A fonte explica que a grande maioria das estrelas presentes no halo se formou, na verdade, em gal\u00e1xias menores que acabaram se aproximando demais da Via L\u00e1ctea e se fundindo com o tempo.<\/p>\n<p>Dados obtidos anteriormente pela miss\u00e3o Gaia, da Ag\u00eancia Espacial Europeia, revelaram que as estrelas do disco gal\u00e1ctico orbitam o centro da Via L\u00e1ctea a aproximadamente 220 quil\u00f4metros por segundo. J\u00e1 as estrelas do halo apresentam uma velocidade muito inferior, deslocando-se em torno do n\u00facleo gal\u00e1ctico a cerca de 25 quil\u00f4metros por segundo, uma diferen\u00e7a que intrigava os cientistas havia anos.<\/p>\n<p>Para entender a origem desse comportamento, pesquisadores da Universidade de Durham utilizaram simula\u00e7\u00f5es computacionais que reproduzem a evolu\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea. Os modelos indicaram que halos compostos por estrelas de baixa velocidade surgem quando uma gal\u00e1xia sofre uma colis\u00e3o frontal com outra de porte semelhante ao da chamada Gaia Sausage (Salsicha de Gaia) e, posteriormente, passa por uma reorienta\u00e7\u00e3o de seu disco gal\u00e1ctico. Os resultados do estudo est\u00e3o sendo apresentados nesta semana durante a Reuni\u00e3o Nacional de Astronomia da Royal Astronomical Society, realizada em Birmingham.<\/p>\n<p>A exist\u00eancia dessa antiga colis\u00e3o foi identificada pela primeira vez em 2018. Na ocasi\u00e3o, uma equipe internacional de astr\u00f4nomos analisou dados da miss\u00e3o Gaia para reconstruir as trajet\u00f3rias de <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-acham-ninho-estrelas-galaxia.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estrelas<\/a> espalhadas pela Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Durante a an\u00e1lise, os pesquisadores encontraram um grupo de estrelas seguindo \u00f3rbitas extremamente alongadas, com formato que lembrava uma salsicha. As caracter\u00edsticas dessas trajet\u00f3rias indicavam que elas pertenciam a uma gal\u00e1xia an\u00e3 que foi despeda\u00e7ada ao colidir diretamente com o centro da Via L\u00e1ctea. Essa evid\u00eancia levou os cientistas a batizarem a antiga gal\u00e1xia de Salsicha Gaia.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1784671756_839_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5.png\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 dez bilh\u00f5es de anos, a Via L\u00e1ctea colidiu com uma gal\u00e1xia an\u00e3 e acabou sendo virada de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":457980,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,24260,1008,10542,32,33,105,103,104,106,110,4248],"class_list":["post-457979","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-colisao","tag-espaco","tag-galaxia","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-via-lactea"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116960255984453025","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457979","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=457979"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/457979\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/457980"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=457979"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=457979"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=457979"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}