{"id":458468,"date":"2026-07-22T10:27:11","date_gmt":"2026-07-22T10:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/458468\/"},"modified":"2026-07-22T10:27:11","modified_gmt":"2026-07-22T10:27:11","slug":"cientistas-descobrem-indicios-das-explosoes-de-2-estrelas-22-07-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/458468\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem ind\u00edcios das explos\u00f5es de 2 estrelas &#8211; 22\/07\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, cientistas encontraram sinais de que duas estrelas de um sistema bin\u00e1rio ficaram sem seu combust\u00edvel e explodiram em um intervalo relativamente curto, cada uma delas deixando para tr\u00e1s uma nebulosa.<\/p>\n<p>Eles descreveram seus achados em um artigo que saiu nesta ter\u00e7a-feira (21) na revista Nature Communications.<\/p>\n<p>As nebulosas s\u00e3o estruturas em expans\u00e3o de g\u00e1s quente, part\u00edculas aceleradas e material interestelar deixados para tr\u00e1s pelas supernovas (a explos\u00e3o de uma estrela).<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a nebulosa Medusa, formalmente chamada de IC 443. A outra, rec\u00e9m-identificada, foi batizada de G189.6+3.3. Elas est\u00e3o localizadas a cerca de 6.000 anos-luz da Terra, na constela\u00e7\u00e3o de G\u00eameos \u2014um ano-luz \u00e9 a dist\u00e2ncia que a luz percorre em um ano, ou seja, 9,5 trilh\u00f5es de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Os autores do estudo disseram que a nebulosa Medusa resultou da explos\u00e3o de uma estrela com massa de 15 a 25 vezes superior \u00e0 do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/sol\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sol<\/a>. A outra nebulosa, chamada G189.6+3.3, surgiu a partir da explos\u00e3o da outra estrela, tamb\u00e9m muito maior que o Sol, que formava o sistema bin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Acredita-se que ambas as estrelas foram pelo menos dezenas de milhares de vezes mais luminosas que o Sol. E, ap\u00f3s as explos\u00f5es, ambas podem ter sido reduzidas a densos restos estelares chamados estrelas de n\u00eautrons.<\/p>\n<p>&#8220;Esse sistema oferece a rara chance de reconstruir a hist\u00f3ria evolutiva completa de um sistema bin\u00e1rio massivo, desde o nascimento e a intera\u00e7\u00e3o das duas estrelas at\u00e9 passarem para supernovas e os remanescentes que deixaram para tr\u00e1s&#8221;, disse Miltiadis Michailidis, pesquisador de p\u00f3s-doutorado no departamento de f\u00edsica da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/universidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade<\/a> Stanford.<\/p>\n<p>&#8220;Nenhum par em que ambas as estrelas tenham sido supernovas e deixado remanescentes observ\u00e1veis havia sido identificado anteriormente&#8221;, acrescentou ele, autor principal do novo estudo.<\/p>\n<p>Algumas estrelas massivas nascem at\u00e9 mesmo em sistemas compostos de tr\u00eas ou mais estrelas. Elas vivem por v\u00e1rios milh\u00f5es de anos, bem diferente do tempo de vida de aproximadamente 10 bilh\u00f5es de anos esperado para o Sol.<\/p>\n<p>&#8220;Sistemas como esse podem fornecer informa\u00e7\u00f5es observacionais diretas sobre como a evolu\u00e7\u00e3o de estrelas massivas \u00e9 modificada pela presen\u00e7a de uma companheira, uma das principais quest\u00f5es em aberto na astrof\u00edsica estelar&#8221;, afirmou Michailidis.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 agora, nossa compreens\u00e3o de est\u00e1gios evolutivos finais dependia quase inteiramente de modelos te\u00f3ricos e simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas&#8221;, continuou o pesquisador. O estudo baseou-se em mais de 16 anos de observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi, da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nasa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nasa<\/a>.<\/p>\n<p>A estrela associada \u00e0 nebulosa G189.6+3.3, rec\u00e9m-identificada, \u00e9 a que explodiu primeiro. Os pesquisadores estimaram que cerca de 20 mil a 110 mil anos se passaram entre as duas explos\u00f5es.<\/p>\n<p>&#8220;A primeira explos\u00e3o desestabilizou o sistema bin\u00e1rio, e a companheira sobrevivente continuou se movendo pelo espa\u00e7o at\u00e9 tamb\u00e9m explodir&#8221;, disse Michailidis.<\/p>\n<p>As duas estrelas orbitavam uma \u00e0 outra muito pr\u00f3ximas \u2014talvez a apenas algumas vezes a dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol. Hoje, os centros das duas supernovas est\u00e3o separados por 30 a 50 anos-luz.<\/p>\n<p>Quando o sistema bin\u00e1rio estava intacto, as estrelas estavam t\u00e3o pr\u00f3ximas que um fen\u00f4meno chamado transfer\u00eancia de massa, com material fluindo de uma estrela para sua companheira, pode ter ocorrido.<\/p>\n<p>Segundo Michailidis, n\u00e3o est\u00e1 claro se a explos\u00e3o da primeira estrela desencadeou diretamente a explos\u00e3o de sua companheira. &#8220;Quando a primeira supernova ocorreu, a segunda estrela poderia estar perto do fim de sua vida.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pela primeira vez, cientistas encontraram sinais de que duas estrelas de um sistema bin\u00e1rio ficaram sem seu combust\u00edvel&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":458469,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,3560,236,1149,3536,2078,32,33,105,103,104,2560,2836,106,110,3062],"class_list":["post-458468","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-estrelas","tag-folha","tag-nasa","tag-pesquisa-cientifica","tag-planetas","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sistema-solar","tag-sol","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universidade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116963157405753244","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/458468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=458468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/458468\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/458469"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=458468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=458468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=458468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}