{"id":459200,"date":"2026-07-22T22:43:16","date_gmt":"2026-07-22T22:43:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459200\/"},"modified":"2026-07-22T22:43:16","modified_gmt":"2026-07-22T22:43:16","slug":"cientistas-identificam-inedito-cerebro-do-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459200\/","title":{"rendered":"Cientistas identificam in\u00e9dito &#8220;c\u00e9rebro&#8221; do cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"PDq2pG_selectionAnchorContainer\" data-start=\"353\" data-end=\"863\">Embora o <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/estudo-identifica-gene-ligado-ao-surgimento-de-tumores-intestinais.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">intestino<\/a> seja frequentemente chamado de \u201csegundo c\u00e9rebro\u201d por possuir uma extensa rede de neur\u00f4nios respons\u00e1vel por controlar a digest\u00e3o e influenciar a produ\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios como a serotonina, pesquisadores est\u00e3o descobrindo que o cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m abriga um pequeno sistema nervoso pr\u00f3prio. Um <a href=\"https:\/\/www.cell.com\/cell\/fulltext\/S0092-8674(26)00760-9?_returnURL=https%3A%2F%2Flinkinghub.elsevier.com%2Fretrieve%2Fpii%2FS0092867426007609%3Fshowall%3Dtrue\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">novo estudo publicado na revista cient\u00edfica Cell<\/a> mostra que esse conjunto de c\u00e9lulas exerce um papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o dos batimentos card\u00edacos e na prote\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o durante situa\u00e7\u00f5es de estresse.<\/p>\n<p data-start=\"865\" data-end=\"1317\">A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e investigou o chamado sistema nervoso card\u00edaco intr\u00ednseco, uma rede de neur\u00f4nios localizada no tecido adiposo que envolve o cora\u00e7\u00e3o. Apesar de representar apenas cerca de 0,01% das c\u00e9lulas presentes nesse tecido, o grupo de neur\u00f4nios atua como uma esp\u00e9cie de centro de comando local, comunicando-se tanto com o c\u00e9rebro quanto entre si para regular a atividade card\u00edaca.<\/p>\n<p data-start=\"1319\" data-end=\"1597\">Segundo a revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-026-02269-y\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nature<\/a>, esse sistema funciona como a etapa final de uma complexa rede neural respons\u00e1vel por controlar o funcionamento do cora\u00e7\u00e3o. At\u00e9 agora, no entanto, pouco se sabia sobre como essas c\u00e9lulas atuavam ou qual era sua import\u00e2ncia para a sa\u00fade cardiovascular.<\/p>\n<p> O papel desse sistema no cora\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p data-start=\"1599\" data-end=\"1930\">Para investigar essas fun\u00e7\u00f5es, os pesquisadores utilizaram camundongos geneticamente modificados. Os <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-regeneram-neuronios-em-estudo-com-ratos.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">neur\u00f4nios<\/a> do sistema nervoso card\u00edaco intr\u00ednseco foram marcados e submetidos a sequenciamento gen\u00e9tico, permitindo identificar dois principais subtipos celulares e analisar como cada um deles influencia o funcionamento do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"1932\" data-end=\"2240\">Os resultados mostraram que um grupo conhecido como neur\u00f4nios Npy+ desempenha um papel essencial na regula\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia card\u00edaca. Quando esses neur\u00f4nios foram estimulados, os batimentos dos animais diminu\u00edram. J\u00e1 a elimina\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas provocou insufici\u00eancia card\u00edaca e levou os camundongos \u00e0 morte.<\/p>\n<p data-start=\"2242\" data-end=\"2422\">De acordo com os autores, isso indica que os neur\u00f4nios Npy+ ajudam a reduzir um cora\u00e7\u00e3o acelerado quando necess\u00e1rio, mas tamb\u00e9m s\u00e3o indispens\u00e1veis para manter sua atividade normal.<\/p>\n<p data-start=\"2424\" data-end=\"2702\">Outro conjunto de <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/celulas-cerebrais-aprendem-a-jogar-doom-em-chip.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9lulas<\/a>, denominado neur\u00f4nios <strong>Ddah1+<\/strong>, inicialmente pareceu exercer pouca influ\u00eancia sobre o organismo. Sua ativa\u00e7\u00e3o ou remo\u00e7\u00e3o n\u00e3o produziu altera\u00e7\u00f5es significativas nos primeiros experimentos, levando os pesquisadores a acreditar que seu papel seria limitado.<\/p>\n<p data-start=\"2704\" data-end=\"3087\">No entanto, uma descoberta inesperada mudou essa interpreta\u00e7\u00e3o. Durante um procedimento rotineiro para medir a press\u00e3o arterial, uma estudante do laborat\u00f3rio observou que um dos camundongos sem os neur\u00f4nios Ddah1+ morreu logo ap\u00f3s o exame. O mesmo ocorreu com outros animais modificados submetidos ao mesmo protocolo, enquanto os integrantes do grupo controle permaneceram saud\u00e1veis.<\/p>\n<p data-start=\"3089\" data-end=\"3369\">A partir dessa observa\u00e7\u00e3o, a equipe passou a investigar se o estresse poderia estar relacionado \u00e0s mortes. Novos testes expuseram os animais a diferentes situa\u00e7\u00f5es estressantes e confirmaram a hip\u00f3tese: a maioria dos camundongos sem os neur\u00f4nios Ddah1+ n\u00e3o resistiu aos est\u00edmulos.<\/p>\n<p data-start=\"3371\" data-end=\"3602\">Os pesquisadores conclu\u00edram que, embora a aus\u00eancia desse subtipo neuronal n\u00e3o provoque altera\u00e7\u00f5es imediatas, ela parece tornar o cora\u00e7\u00e3o muito mais vulner\u00e1vel quando o organismo enfrenta situa\u00e7\u00f5es de estresse f\u00edsico ou fisiol\u00f3gico.<\/p>\n<p data-start=\"3604\" data-end=\"3870\">Segundo os autores, os mesmos subtipos de neur\u00f4nios identificados em camundongos tamb\u00e9m existem em seres humanos. Os pr\u00f3ximos estudos dever\u00e3o esclarecer se essas c\u00e9lulas exercem fun\u00e7\u00f5es semelhantes no cora\u00e7\u00e3o humano e como podem ser aproveitadas em futuras terapias.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/felipesales\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Felipe Sales Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779936464_95_Felipe-Sales-150x150.jpg\" class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle\" height=\"115\" width=\"115\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Jornalista formado pela Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero e nerd desde o ber\u00e7o, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, voc\u00ea pode ler textos meus sobre curiosidades hist\u00f3ricas, m\u00fasica, ci\u00eancia e cultura pop.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Embora o intestino seja frequentemente chamado de \u201csegundo c\u00e9rebro\u201d por possuir uma extensa rede de neur\u00f4nios respons\u00e1vel por&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":459201,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[15585,4643,4288,1618,14088,116,1208,13,32,33,117],"class_list":["post-459200","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-anatomia","tag-cardiologia","tag-cerebro","tag-coracao","tag-corpo-humano","tag-health","tag-medicina","tag-noticias","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116966051732330231","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=459200"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459200\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/459201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=459200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=459200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=459200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}