{"id":459434,"date":"2026-07-23T04:57:21","date_gmt":"2026-07-23T04:57:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459434\/"},"modified":"2026-07-23T04:57:21","modified_gmt":"2026-07-23T04:57:21","slug":"perda-de-audicao-pode-comecar-antes-dos-60-anos-e-comprometer-a-qualidade-de-vida-na-terceira-idade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459434\/","title":{"rendered":"Perda de audi\u00e7\u00e3o pode come\u00e7ar antes dos 60 anos e comprometer a qualidade de vida na terceira idade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Dia dos Av\u00f3s, celebrado em 26 de julho, vai muito al\u00e9m das homenagens e demonstra\u00e7\u00f5es de carinho. A data convida fam\u00edlias a retribu\u00edrem todo o cuidado recebido ao longo da vida, incentivando um olhar mais atento \u00e0 sa\u00fade de quem tanto fez pelos filhos e netos. Entre os aspectos que merecem esse carinho est\u00e1 a audi\u00e7\u00e3o, essencial para preservar a comunica\u00e7\u00e3o, a autonomia e a conviv\u00eancia social durante o envelhecimento. Embora a perda auditiva fa\u00e7a parte desse processo natural, ela n\u00e3o deve ser encarada como algo que precisa ser aceito sem investiga\u00e7\u00e3o ou tratamento. <\/p>\n<p>De acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE, o envelhecimento do sistema auditivo \u00e9 a principal causa da perda da audi\u00e7\u00e3o entre os idosos, mas alguns fatores podem acelerar esse processo. &#8220;Com o passar dos anos, o \u00f3rg\u00e3o da audi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m envelhece. A partir dos 60 ou 65 anos, j\u00e1 \u00e9 esperado que muitas pessoas apresentem algum grau de perda auditiva. Inclusive, altera\u00e7\u00f5es podem come\u00e7ar a surgir por volta dos 40 anos, mesmo sem provocar sintomas naquele momento&#8221;, diz. A especialista explica que doen\u00e7as como hipertens\u00e3o, diabetes e colesterol elevado quando n\u00e3o est\u00e3o bem controladas, al\u00e9m do tabagismo, da predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, da exposi\u00e7\u00e3o frequente a ru\u00eddos intensos e de infec\u00e7\u00f5es de ouvido n\u00e3o tratadas adequadamente contribuem para que esse comprometimento aconte\u00e7a mais cedo.<\/p>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o, segundo a m\u00e9dica, come\u00e7a muito antes da terceira idade. &#8220;Controlar corretamente as comorbidades, manter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, praticar atividade f\u00edsica, abandonar o cigarro e proteger os ouvidos da exposi\u00e7\u00e3o prolongada a sons intensos fazem diferen\u00e7a ao longo da vida. Muitas pessoas pensam apenas no ambiente de trabalho, mas a exposi\u00e7\u00e3o recreativa tamb\u00e9m merece aten\u00e7\u00e3o. Permanecer pr\u00f3ximo \u00e0s caixas de som em shows, por exemplo, ou trabalhar com m\u00fasica sem os cuidados necess\u00e1rios pode favorecer o desgaste da audi\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta. <\/p>\n<p>Uma d\u00favida frequente \u00e9 se os homens realmente sofrem mais com esse problema do que as mulheres. A Dra. Raquel Rodrigues explica que ainda n\u00e3o existe consenso entre os estudos cient\u00edficos. &#8220;Existem pesquisas que mostram uma perda auditiva mais precoce e mais intensa entre os homens, enquanto outras apontam que essa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o relevante. H\u00e1 hip\u00f3teses de que o estrog\u00eanio, horm\u00f4nio feminino, exer\u00e7a um efeito protetor sobre o sistema auditivo, mas tamb\u00e9m existe uma quest\u00e3o cultural, j\u00e1 que muitos homens da gera\u00e7\u00e3o idosa atual foram mais expostos ao ru\u00eddo durante a juventude&#8221;, esclarece. <\/p>\n<p>Identificar os primeiros sinais tamb\u00e9m \u00e9 essencial para evitar que a perda avance sem tratamento. Segundo a otorrinolaringologista, a principal queixa costuma ser diferente do que muitos imaginam. &#8220;O paciente normalmente diz: &#8216;eu escuto, mas n\u00e3o entendo&#8217;. A dificuldade est\u00e1 na compreens\u00e3o da fala. Aos poucos, ele aumenta o volume da televis\u00e3o e do telefone, evita ambientes com muito barulho, passa a observar os movimentos da boca do interlocutor e, muitas vezes, acredita que as outras pessoas come\u00e7aram a falar baixo ou &#8216;para dentro&#8217;. Esses s\u00e3o sinais importantes e merecem investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, alerta. Ela destaca que, diante de qualquer suspeita, o ideal \u00e9 procurar avalia\u00e7\u00e3o especializada para realiza\u00e7\u00e3o da audiometria, exame capaz de identificar o tipo e o grau da altera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Quando n\u00e3o diagnosticada e reabilitada, a perda auditiva pode trazer consequ\u00eancias que v\u00e3o muito al\u00e9m da dificuldade para conversar. &#8220;Muitas pessoas deixam de participar de encontros familiares, celebra\u00e7\u00f5es religiosas e momentos de lazer porque t\u00eam receio de n\u00e3o conseguir acompanhar as conversas. Esse isolamento favorece altera\u00e7\u00f5es de humor, depress\u00e3o e aumenta o risco de decl\u00ednio cognitivo e dem\u00eancias, algo que j\u00e1 est\u00e1 bem estabelecido pela literatura cient\u00edfica&#8221;, afirma. <\/p>\n<p>Al\u00e9m dos impactos emocionais, a especialista lembra que a audi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 autonomia. &#8220;Quem n\u00e3o escuta bem pode deixar de perceber alarmes, buzinas e outros avisos sonoros importantes. Felizmente, houve um avan\u00e7o muito grande nas tecnologias de reabilita\u00e7\u00e3o. Os aparelhos auditivos est\u00e3o menores, mais discretos e oferecem uma qualidade sonora muito superior \u00e0 de anos atr\u00e1s. E \u00e9 importante lembrar que nem toda perda exige esse recurso, mas toda suspeita precisa ser investigada. Assim como ningu\u00e9m deixa de tratar uma catarata apenas porque ela \u00e9 comum no envelhecimento, tamb\u00e9m n\u00e3o devemos ignorar a perda auditiva. Cuidar da audi\u00e7\u00e3o \u00e9 cuidar da qualidade de vida&#8221;, finaliza a Dra. Raquel Rodrigues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Assessoria\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Dia dos Av\u00f3s, celebrado em 26 de julho, vai muito al\u00e9m das homenagens e demonstra\u00e7\u00f5es de carinho.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":459435,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[726,17556,17558,315,17557,2089,116,62,13,835,1086,52,32,33,117,1456],"class_list":["post-459434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-brasil","tag-correio-dos-municipios","tag-cotidiano","tag-cultura","tag-economia-e-negocios","tag-esporte","tag-health","tag-mundo","tag-noticias","tag-opiniao","tag-policia","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-turismo"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116967522054765908","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459434","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=459434"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459434\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/459435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=459434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=459434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=459434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}