{"id":459794,"date":"2026-07-23T14:03:21","date_gmt":"2026-07-23T14:03:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459794\/"},"modified":"2026-07-23T14:03:21","modified_gmt":"2026-07-23T14:03:21","slug":"barragem-abandonada-esta-a-degradar-as-gravuras-do-coa-patrimonio-mundial-ja-esteve-mais-de-500-dias-submerso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/459794\/","title":{"rendered":"Barragem abandonada est\u00e1 a degradar as gravuras do C\u00f4a. Patrim\u00f3nio mundial j\u00e1 esteve mais de 500 dias submerso"},"content":{"rendered":"<p>                H\u00e1 30 anos, o Estado portugu\u00eas pagou 130 milh\u00f5es de euros para cancelar a constru\u00e7\u00e3o de uma grande barragem e evitar a submers\u00e3o da arte rupestre do vale do C\u00f4a. Agora, os arque\u00f3logos est\u00e3o muito preocupados: por causa de um resto dessa mesma obra, 119 gravuras que \u201cn\u00e3o sabem nadar\u201d est\u00e3o sujeitas a cheias cada vez mais prolongadas. O patrim\u00f3nio mundial est\u00e1 em risco<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 1996, os alunos da Escola Secund\u00e1ria de Vila Nova de Foz C\u00f4a que seguiam em dois autocarros a caminho do parlamento, em Lisboa, apanharam um susto. Quando chegaram \u00e0 entrada da capital tinham quatro motas da pol\u00edcia \u00e0 sua espera.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de um ano de protestos para tentar parar a constru\u00e7\u00e3o daquela que seria uma das maiores barragens de Portugal, aquelas motas eram um mist\u00e9rio &#8211;\u00a0afinal, tinham sido convidados pelo pr\u00f3prio governo para estarem presentes na Assembleia da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Pedro Frade era um dos alunos que seguia no autocarro e ter-se-\u00e1, talvez, lembrado de alguns dos epis\u00f3dios que viveu no ano anterior: o momento em que cortaram uma estrada nacional e foram arrastados pela pol\u00edcia; as noites a tentar esvaziar os dep\u00f3sitos de combust\u00edvel de m\u00e1quinas que faziam as obras da barragem; ou os dias em greve de fome amarrado a uma rocha com uma gravura rupestre, enquanto pousava para as m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas dos jornalistas que se atreviam a percorrer as longas dist\u00e2ncias que na altura separavam &#8211;\u00a0ainda mais do que hoje &#8211;\u00a0as grandes cidades de Vila Nova de Foz C\u00f4a.<\/p>\n<p>Alunos contra adultos <\/p>\n<p>A luta pelas gravuras rupestres do C\u00f4a, que marcou a hist\u00f3ria pol\u00edtica e social de Portugal a meio da d\u00e9cada de 1990, radicalizou-se e dividiu a popula\u00e7\u00e3o daquele concelho do distrito da Guarda.<\/p>\n<p>Sofia Ribeiro, tamb\u00e9m antiga estudante da escola secund\u00e1ria, conta que, \u201cna fase inicial, os alunos lutaram contra a popula\u00e7\u00e3o da vila\u201d. A maioria dos adultos defendiam a constru\u00e7\u00e3o da barragem.<\/p>\n<p>Mesmo que momentaneamente, a constru\u00e7\u00e3o da barragem trazia empregos a uma regi\u00e3o onde estes escasseiam. E os terrenos inundados seriam comprados a bom pre\u00e7o pela empresa de eletricidade.\u00a0<\/p>\n<p>Sofia e Rita Ribeiro, outra antiga estudante, recordam as persegui\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as que os alunos tiveram, incluindo atrav\u00e9s de papelinhos com avisos de bomba, estrategicamente colocados \u00e0 porta de casa numa localidade pequena onde todos se conhecem\u2026\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>No final de 1995, por\u00e9m, o governo mudou e a causa dos alunos passou a ter o apoio de quem decidia os destinos do pa\u00eds. A barragem foi suspensa e mais tarde definitivamente cancelada, numa altura em que j\u00e1 se perspectivava que o vasto conjunto de arte do paleol\u00edtico entretanto descoberto \u2013 o maior do planeta ao ar livre \u2013 seria classificado como patrim\u00f3nio mundial da humanidade.<\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 luta pelas gravuras, recorda Sofia Ribeiro, quase ningu\u00e9m em Portugal sabia que Foz C\u00f4a sequer existia e muito menos onde se localizava no mapa&#8230; Hoje todos associam a vila \u00e0s gravuras feitas no mais antigo per\u00edodo da hist\u00f3ria humana.<\/p>\n<p>Escoltados pela pol\u00edcia <\/p>\n<p>As motas que naquele dia de viagem at\u00e9 Lisboa esperavam pelos alunos n\u00e3o passavam, afinal, de uma medida para evitar atrasos. O presidente do Parlamento tinha pedido ajuda policial para que os alunos n\u00e3o chegassem tarde ao momento em que o ent\u00e3o primeiro-ministro, Ant\u00f3nio Guterres, anunciaria a suspens\u00e3o da barragem.<\/p>\n<p>Com quatro motas policiais a abrir caminho pelo tr\u00e2nsito da capital, o antigo aluno Pedro Frade recorda a adrenalina daquele momento, \u201cinesquec\u00edvel\u201d, para um grupo de mi\u00fados vindos de um meio pequeno do interior profundo de Portugal.<\/p>\n<p>Um ano antes, o cancelamento da constru\u00e7\u00e3o da barragem parecia uma miss\u00e3o imposs\u00edvel. A obra j\u00e1 estava avan\u00e7ada e a decis\u00e3o obrigou o novo governo a pagar uma indemniza\u00e7\u00e3o de 130 milh\u00f5es de euros \u00e0 EDP, a empresa de eletricidade que estava a construir e iria explorar a infra-estrutura.\u00a0<\/p>\n<p>A ferida na paisagem <\/p>\n<p>Passaram trinta anos e apesar dos mais de 50 mil turistas que anualmente visitam Foz C\u00f4a, poucos chegam a vislumbrar o local onde seria constru\u00edda a barragem que nunca foi conclu\u00edda.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, quem faz os caminhos secund\u00e1rios sem sa\u00edda \u2013 por vezes obstru\u00eddos por ervas que quase cresceram at\u00e9 ao tamanho de \u00e1rvores, por cima do alcatr\u00e3o \u2013 encontra tudo como estava h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas.\u00a0<\/p>\n<p>Os buracos escavados para as funda\u00e7\u00f5es da enorme barragem (de 136 metros) mant\u00eam a ferida aberta na paisagem e os muitos edif\u00edcios e estruturas de apoio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o apenas envelheceram.<\/p>\n<p>A zona tornou-se um vasto estaleiro abandonado ao ar livre, mas h\u00e1 uma obra que deixou ainda mais marcas e que se encontra exatamente no meio do C\u00f4a: uma pequena barragem provis\u00f3ria constru\u00edda para secar o leito do rio e permitir a constru\u00e7\u00e3o da grande barragem que, entretanto, foi cancelada.<\/p>\n<p>Tecnicamente conhecida como ensecadeira, a pequena barragem provis\u00f3ria tornou-se uma estrutura que se mant\u00e9m h\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas, apesar de in\u00fatil \u2013 como est\u00e1 escrito num plano nacional do Estado, de 2017, para remover barreiras obsoletas em rios.<\/p>\n<p>Apesar de previsto h\u00e1 quase dez anos, derrubar este resto da constru\u00e7\u00e3o da grande barragem do C\u00f4a nunca aconteceu. A \u00faltima estimativa para as obras indica que essa demoli\u00e7\u00e3o custar\u00e1 pelo menos 4,5 milh\u00f5es de euros \u2013 pre\u00e7os que sobem de ano para ano\u2026 -, dinheiro que at\u00e9 podia vir da Uni\u00e3o Europeia se os \u00faltimos governos tivessem sido mais r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>&#8220;As gravuras ainda n\u00e3o aprenderam a nadar&#8221; <\/p>\n<p>Apesar de pequena comparando com a grande barragem que estava prevista para o local, a ensecadeira n\u00e3o \u00e9, na verdade, assim t\u00e3o pequena: tem 32 metros de altura desde o fundo do rio at\u00e9 ao topo e 10 metros est\u00e3o, habitualmente, fora de \u00e1gua.<\/p>\n<p>O problema surge nos dias em que chove muito: a \u00e1gua n\u00e3o consegue escoar pelo pequeno buraco escavado ao lado, na rocha, e a \u00e1gua sobe os tais 10 metros, inundando o vale do C\u00f4a ao longo de cerca de dez quil\u00f3metros, submergindo 119 gravuras rupestres que, curiosamente, s\u00e3o as mais importantes do patrim\u00f3nio mundial.<\/p>\n<p>Por causa da tal ensecadeira ou pequena barragem, nos \u00faltimos 30 anos \u201ctemos registado, e n\u00e3o \u00e9 n\u00famero total, mais de 500 dias de cheia\u201d, conta Lu\u00eds Lu\u00eds, arque\u00f3logo da Funda\u00e7\u00e3o C\u00f4a Parque que h\u00e1 dez anos fez um estudo para tentar compreender aquilo que nunca se viu antes de 1996 no vale do C\u00f4a: cheias recorrentes e prolongadas.<\/p>\n<p>Recordando o slogan dos alunos que tornaram famosa a causa das gravuras rupestres, o artigo cient\u00edfico tem um t\u00edtulo sugestivo, pouco comum em (aborrecidos) textos acad\u00e9micos: \u201cAs gravuras ainda n\u00e3o aprenderam a nadar\u201d.<\/p>\n<p>O artigo explica que desde 1996 o C\u00f4a \u201capresenta uma frequ\u00eancia extraordin\u00e1ria de cheias, desconhecida historicamente e praticamente ignorada na atualidade&#8221;. &#8220;Embora abandonadas, as obras realizadas para a constru\u00e7\u00e3o da barragem de Vila Nova de Foz C\u00f4a continuam ainda hoje a p\u00f4r em causa a preserva\u00e7\u00e3o da arte do C\u00f4a&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A tempestade perfeita&#8221; <\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico feito em em 2018 por Lu\u00eds Lu\u00eds j\u00e1 tinha surgido pelo menos uma vez antes, em 2001, noutro relat\u00f3rio, mas parece ter sido ignorado ou esquecido.\u00a0<\/p>\n<p>Thierry Aubry, arque\u00f3logo e coordenador cient\u00edfico da Funda\u00e7\u00e3o C\u00f4a Parque, subscreve as conclus\u00f5es do colega e diz que estamos, sem d\u00favida, no caminho da degrada\u00e7\u00e3o das gravuras, algo ainda mais surpreendente tendo em conta que se conhece a origem do problema.<\/p>\n<p>Outro arque\u00f3logo, Miguel Almeida, tem feito avalia\u00e7\u00f5es do impacto das cheias nas gravuras rupestres do C\u00f4a e admite que enfrentam \u201ca tempestade perfeita\u201d, comparando a situa\u00e7\u00e3o com um quadro famoso: \u201cImaginem que a solu\u00e7\u00e3o que n\u00f3s t\u00ednhamos para preservar a Monalisa\u201d era p\u00f4-la sucessivamente dentro e fora de \u00e1gua\u2026 \u201cAo fim de um ano n\u00e3o havia quadro\u201d.<\/p>\n<p>Os sucessivos ciclos de molhagem e secagem, conjugados com areias, lamas, troncos e lixo arrastados pelas cheias que tocam nas gravuras rupestres e preenchem os espa\u00e7os entre as rochas \u2013 potenciando o crescimento de plantas \u2013 significam um caminho para a degrada\u00e7\u00e3o de um patrim\u00f3nio mundial que foi gravado em rochas h\u00e1 dezenas de milhares de anos e que resistiu devido ao clima seco t\u00edpico do vale do C\u00f4a.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 30 anos, por causa da ensecadeira, o cen\u00e1rio anterior mudou completamente e as sucessivas cheias, naturalmente, \u201cdegradam muito rapidamente qualquer objeto de natureza geol\u00f3gica\u201d, como refere Miguel Almeida, mesmo que essa degrada\u00e7\u00e3o s\u00f3 se possa vir a notar a s\u00e9rio daqui a anos ou d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas agravam problema <\/p>\n<p>\u201cPercebemos que isto pode ter um impacto grav\u00edssimo a m\u00e9dio e longo prazo\u201d, diz o arque\u00f3logo Lu\u00eds Lu\u00eds: \u201cEm poucos anos a a\u00e7\u00e3o humana provocou uma altera\u00e7\u00e3o brutal no sistema que permitia a preserva\u00e7\u00e3o desta arte\u201d.<\/p>\n<p>Pior, acrescenta Thierry Aubry, o respons\u00e1vel cient\u00edfico do parque arqueol\u00f3gico, tudo isto \u201cest\u00e1 a acelerar\u201d pois as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a provocar cada vez mais epis\u00f3dios de muita chuva que se prolongam por progressivamente mais tempo \u2013 \u00e1gua que sem a pequena barragem naturalmente correria pelo rio, sem provocar qualquer cheia.<\/p>\n<p>S\u00f3 no \u00faltimo inverno as gravuras foram afectadas por sucessivas cheias que ao todo se prolongaram por mais de um m\u00eas, impedindo as visitas a todos os quatro n\u00facleos de gravuras por onde passam os turistas.\u00a0<\/p>\n<p>A ensecadeira conjugada com as chuvas fortes mais frequentes fazem com que o vale do C\u00f4a tenha passado a ter momentos de cheia pelo menos uma vez por ano \u2013 por vezes mais\u2026 \u2013, algo que no passado, historicamente, s\u00f3 acontecia uma vez a cada s\u00e9culo.<\/p>\n<p>O potencial destruidor \u00e9 &#8220;incalcul\u00e1vel&#8221; <\/p>\n<p>Miguel Almeida admite que o cen\u00e1rio anterior de cheias anuais o leva a admitir que as gravuras do C\u00f4a se estar\u00e3o a degradar talvez cem vezes mais r\u00e1pido do que se n\u00e3o existisse a pequena barragem onde por vezes, confessa, tem vontade de colocar uma bomba pois nunca serviu para nada, excepto para estragar um patrim\u00f3nio mundial que obteve, pela sua raridade, a mais r\u00e1pida classifica\u00e7\u00e3o desse tipo atribu\u00edda pela UNESCO &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um abandono da barragem provis\u00f3ria que durou tr\u00eas d\u00e9cadas e apesar das \u00faltimas promessas de demoli\u00e7\u00e3o feitas pela Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente \u2013 a \u00fanica entidade envolvida neste processo que n\u00e3o aceitou dar uma entrevista ao Exclusivo da TVI -, os peritos em gravuras rupestres e no rio C\u00f4a s\u00f3 acreditam quando as obras come\u00e7arem mesmo.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Zilh\u00e3o, ex-presidente do Instituto Portugu\u00eas de Arqueologia, n\u00e3o tem d\u00favidas: se nada for feito rapidamente este \u00e9 \u201cum problema s\u00e9rio que vai gerar uma situa\u00e7\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o que implicar\u00e1 a passagem, seguramente, \u00e0 lista do patrim\u00f3nio mundial em perigo\u201d.<\/p>\n<p>Um dos estudos feitos nos \u00faltimos anos para estudar a remo\u00e7\u00e3o da ensecadeira do C\u00f4a avisa, ali\u00e1s, que \u201co potencial destruidor do patrim\u00f3nio pelos impactos das cheias \u00e9 incalcul\u00e1vel\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 30 anos, o Estado portugu\u00eas pagou 130 milh\u00f5es de euros para cancelar a constru\u00e7\u00e3o de uma grande&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":459795,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[609,611,10174,27,28,607,608,604,610,539,15,16,73702,14,603,25,26,570,21,22,606,12,13,19,20,602,73704,73703,32,23,24,33,58,605,17,18,29,30,31],"class_list":["post-459794","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-alerta","tag-ao-minuto","tag-barragem","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-crime","tag-direto","tag-educacao","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-foz-coa","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-meteorologia","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pais","tag-patrimonio-mundial-da-humanidade","tag-pinturas-rupestres","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-sociedade","tag-tempo","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459794","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=459794"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/459794\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/459795"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=459794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=459794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=459794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}