{"id":460496,"date":"2026-07-24T04:57:12","date_gmt":"2026-07-24T04:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/460496\/"},"modified":"2026-07-24T04:57:12","modified_gmt":"2026-07-24T04:57:12","slug":"the-strokes-entre-a-experimentacao-e-a-identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/460496\/","title":{"rendered":"The Strokes: entre a experimenta\u00e7\u00e3o e a identidade"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de conquistar um Grammy com <strong>The New Abnormal<\/strong> e viver uma das fases mais celebradas da carreira recente, o <strong>The Strokes<\/strong> retorna em uma posi\u00e7\u00e3o curiosa. Sem precisar provar mais nada e carregando um cat\u00e1logo que atravessa gera\u00e7\u00f5es, a banda poderia simplesmente repetir a f\u00f3rmula que voltou a coloc\u00e1-la em evid\u00eancia. Em vez disso, <strong>Reality Awaits<\/strong> aposta na mudan\u00e7a, mesmo sabendo que ela dificilmente agradaria a todos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de nove faixas, o grupo parece mais interessado em explorar novas possibilidades do que em entregar outro disco recheado de cl\u00e1ssicos instant\u00e2neos. H\u00e1 momentos em que essa liberdade rende \u00f3timos resultados \u2013 em outros, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de que as ideias chegam antes das pr\u00f3prias can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <strong>TMDQA!<\/strong> ouviu o disco, e abaixo, voc\u00eas conferem o que achamos. Vamo l\u00e1?<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continua ap\u00f3s o v\u00eddeo<\/p>\n<p>Um passo adiante \u2013 \u00e0s vezes maior do que o necess\u00e1rio<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A abertura com \u201c<strong>Psycho Shit<\/strong>\u201d deixa claro que este n\u00e3o ser\u00e1 um \u00e1lbum imediato. A constru\u00e7\u00e3o lenta, as camadas de guitarras e a atmosfera densa apontam para uma banda menos preocupada com refr\u00f5es explosivos e mais interessada em criar tens\u00e3o, narrativa, groove. Essa proposta continua durante boa parte do disco, que frequentemente troca impacto por experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Musicalmente, o The Strokes continua impec\u00e1vel. <strong>Albert Hammond Jr.<\/strong> e <strong>Nick Valensi <\/strong>seguem encontrando novas formas de dialogar entre si, enquanto <strong>Fabrizio Moretti<\/strong> e <strong>Nikolai Fraiture<\/strong> mant\u00eam a base s\u00f3lida que sempre sustentou o som da banda. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando as m\u00fasicas assumem caminhos inesperados, a qu\u00edmica entre os cinco m\u00fasicos permanece evidente.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema \u00e9 que nem toda mudan\u00e7a se transforma em uma boa can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continua ap\u00f3s o v\u00eddeo<\/p>\n<p>Dividido entre identidade e experimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Julian Casablancas<\/strong> leva para Reality Awaits muito da est\u00e9tica que desenvolveu nos \u00faltimos anos fora do The Strokes. O uso constante de autotune, as interpreta\u00e7\u00f5es mais teatrais e os arranjos eletr\u00f4nicos d\u00e3o personalidade ao disco, mas tamb\u00e9m criam uma certa dist\u00e2ncia entre o ouvinte e algumas m\u00fasicas (a depender do gosto pessoal de quem consome a obra).<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em faixas como \u201c<strong>Lonely in the Future<\/strong>\u201c, essa escolha funciona e refor\u00e7a a sensa\u00e7\u00e3o de inquieta\u00e7\u00e3o que percorre o \u00e1lbum. J\u00e1 em momentos mais intimistas, como \u201c<strong>Falling Out of Love<\/strong>\u201c, os efeitos acabam diminuindo parte da carga emocional que a composi\u00e7\u00e3o parece querer transmitir.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o chega a ser um problema constante, mas \u00e9 suficiente para impedir que algumas faixas alcancem todo o potencial que demonstram ter.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continua ap\u00f3s o v\u00eddeo<\/p>\n<p>Entre bons momentos e ideias que poderiam ir al\u00e9m<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o \u00e1lbum encontra equil\u00edbrio entre experimenta\u00e7\u00e3o e melodia, o resultado \u00e9 bastante interessante. \u201c<strong>Going Shopping<\/strong>\u201d \u00e9 um dos melhores exemplos dessa combina\u00e7\u00e3o, enquanto \u201c<strong>Going to Babble On<\/strong>\u201d recupera parte da energia que sempre tornou o The Strokes uma das bandas mais carism\u00e1ticas do rock alternativo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, algumas m\u00fasicas parecem prolongar ideias que nunca chegam a se desenvolver completamente. Em vez de soar misterioso ou imprevis\u00edvel, o disco ocasionalmente transmite a impress\u00e3o de estar procurando uma dire\u00e7\u00e3o que nunca encontra de fato.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso faz com que Reality Awaits seja um trabalho curioso: dif\u00edcil de chamar de repetitivo, mas igualmente dif\u00edcil de considerar plenamente envolvente.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Continua ap\u00f3s o post<\/p>\n<p>The Strokes: uma evolu\u00e7\u00e3o que ainda procura seu destino<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O maior m\u00e9rito de Reality Awaits talvez seja justamente sua recusa em permanecer confort\u00e1vel. Poucas bandas com mais de vinte anos de carreira continuam dispostas a correr riscos, e isso merece reconhecimento. Ainda assim, ousadia por si s\u00f3 n\u00e3o garante grandes resultados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora apresente boas ideias, \u00f3timas performances instrumentais e alguns dos momentos mais interessantes da fase recente do grupo, o \u00e1lbum tamb\u00e9m sofre com escolhas que nem sempre favorecem suas pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim, Reality Awaits deixa a impress\u00e3o de ser um disco de transi\u00e7\u00e3o: um trabalho que aponta para novos horizontes, mas que ainda n\u00e3o consegue transformar todas as suas ambi\u00e7\u00f5es em m\u00fasicas igualmente memor\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>\u2605\u2605\u2605 (3\/5)<\/strong><\/p>\n<p>OU\u00c7A AGORA MESMO A PLAYLIST TMDQA! LAN\u00c7AMENTOS<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quer ficar por dentro dos principais lan\u00e7amentos nacionais e internacionais? Siga a\u00a0<strong>Playlist TMDQA! Lan\u00e7amentos e descubra o que h\u00e1 de melhor do mainstream ao underground; aproveite e\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/playlist\/05jyAgzDISm9DyKJt4WUj1?si=fa5ec8e47e7f49da\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">siga o TMDQA! no Spotify!<\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>\n<iframe title=\"Spotify Embed: TMDQA! 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