{"id":463347,"date":"2026-07-26T20:55:13","date_gmt":"2026-07-26T20:55:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/463347\/"},"modified":"2026-07-26T20:55:13","modified_gmt":"2026-07-26T20:55:13","slug":"cientistas-brasileiros-mapeiam-129-novos-caminhos-geneticos-contra-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/463347\/","title":{"rendered":"Cientistas brasileiros mapeiam 129 novos caminhos gen\u00e9ticos contra Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Durante d\u00e9cadas, a corrida mundial por um tratamento capaz de frear o avan\u00e7o do Alzheimer seguiu praticamente a mesma dire\u00e7\u00e3o. A maior parte dos estudos concentrou esfor\u00e7os em duas prote\u00ednas que se acumulam de forma anormal no c\u00e9rebro de pacientes com a doen\u00e7a: a beta-amiloide e a tau.<\/p>\n<p class=\"texto\">Embora esses mecanismos tenham ampliado a compreens\u00e3o sobre a enfermidade, a estrat\u00e9gia ainda n\u00e3o se traduziu em terapias capazes de alterar de forma significativa a evolu\u00e7\u00e3o do quadro, levando pesquisadores a procurar novos caminhos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Foi justamente partindo dessa limita\u00e7\u00e3o que uma equipe brasileira desenvolveu uma tecnologia capaz de ampliar o universo de poss\u00edveis alvos terap\u00eauticos. Com aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial, pesquisadores da startup paulista BioDecision Analytics identificaram 129 mol\u00e9culas que nunca haviam sido associadas ao Alzheimer e que poder\u00e3o orientar o desenvolvimento de novos medicamentos.<\/p>\n<p class=\"texto\">A pesquisa tamb\u00e9m revelou altera\u00e7\u00f5es em mais de 4,2 mil genes e apontou dezenas de candidatos a biomarcadores que, no futuro, poder\u00e3o contribuir para diagn\u00f3sticos menos invasivos.<\/p>\n<p>De beta-amidaloide \u00e0 tau<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo Rodrigo Pinheiro Araldi, fundador da startup, a comunidade cient\u00edfica conhece h\u00e1 anos o papel desempenhado pela beta-amiloide e pela tau no desenvolvimento da doen\u00e7a. No entanto, limitar as pesquisas a esses mecanismos tem produzido resultados\u00a0aqu\u00e9m do esperado.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 conhecida mundialmente por ser uma doen\u00e7a ocasionada pelo ac\u00famulo de uma prote\u00edna que chamamos de beta-amiloide ou uma segunda prote\u00edna chamada tau.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Na avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador, os insucessos registrados em estudos cl\u00ednicos mostram que \u00e9 necess\u00e1rio ampliar o campo de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;No entanto, n\u00f3s ainda estamos muito limitados ao olhar apenas para beta-amiloide e a tau. E uma s\u00e9rie de estudos cl\u00ednicos t\u00eam, infelizmente, fracassado.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Foi nesse processo que a equipe encontrou um conjunto in\u00e9dito de mol\u00e9culas potencialmente envolvidas na doen\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O que esse estudo mostra para n\u00f3s que nos surpreendeu de fato \u00e9 a quantidade de mol\u00e9culas que n\u00f3s poder\u00edamos abordar, incluindo um repert\u00f3rio de pelo menos 129 novas mol\u00e9culas que foram identificadas, que at\u00e9 ent\u00e3o nunca haviam sido reportadas.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p>Plataforma com\u00a0IA<\/p>\n<p class=\"texto\">A descoberta foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 plataforma de Intelig\u00eancia Artificial BDASeq\u00ae, desenvolvida com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp). Em vez de produzir novas amostras biol\u00f3gicas, a ferramenta re\u00fane e reprocessa dados p\u00fablicos de sequenciamento gen\u00e9tico produzidos por diferentes centros de pesquisa ao redor do mundo.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rodrigo, no entanto, faz quest\u00e3o de desmistificar o papel da tecnologia. Segundo ele, a ferramenta n\u00e3o substitui a an\u00e1lise dos pesquisadores nem produz respostas automaticamente, mas acelera o processamento de uma quantidade de dados imposs\u00edvel de ser analisada manualmente.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;\u00c9, eu acho que \u00e9 importante esclarecer que o que \u00e9 a intelig\u00eancia artificial nesse contexto, n\u00e9? Ela na verdade n\u00e3o passa de um conjunto de m\u00e9todos estat\u00edsticos, matem\u00e1ticos e computacionais para resolver problemas complexos que n\u00f3s n\u00e3o conseguimos.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Ele explica que cada sequenciamento gen\u00e9tico gera um arquivo de aproximadamente 16 gigabytes, o que torna invi\u00e1vel uma an\u00e1lise convencional.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O arquivo resultado resultante desse sequenciamento chega mais ou menos ali na hordem de 16 GB de informa\u00e7\u00e3o pro indiv\u00edduo. Se n\u00f3s abr\u00edssemos isso numa planilha de Excel, voc\u00ea teria uma planilha de 75.000 linhas por indiv\u00edduo.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Mesmo com o aux\u00edlio dos algoritmos, os resultados passam por etapas de confer\u00eancia antes de integrarem o estudo.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Por essa raz\u00e3o, todo esse processo ele passa para uma valida\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Jo\u00e3o Rafael Dias, diretor de Analytics, compara a intelig\u00eancia artificial a uma ferramenta de orienta\u00e7\u00e3o para os cientistas. Em vez de entregar respostas prontas, ela reduz um universo de milhares de genes a um conjunto mais restrito de candidatos que poder\u00e3o ser investigados em profundidade.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A estat\u00edstica vem para falar assim: &#8216;Olha, de tudo que eu enxergo, eu encontro diferen\u00e7as nisso daqui&#8217;. Os algoritmos de intelig\u00eancia artificial, eles v\u00e3o nos fornecer uma b\u00fassola. Se o se seu algoritmo enxerga 100 [genes], voc\u00ea j\u00e1 consegue sentar olhar para uma planilha com mais aten\u00e7\u00e3o e investigar cada um com calma e entender o seu papel.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Essa triagem tamb\u00e9m foi submetida a testes estat\u00edsticos para verificar se os padr\u00f5es identificados realmente diferenciavam pacientes com Alzheimer de indiv\u00edduos saud\u00e1veis. Benedito Faustinoni Neto, consultor de Estat\u00edsticas e respons\u00e1vel por essa etapa, afirmou que diferentes algoritmos foram empregados para reduzir vieses e confirmar a consist\u00eancia dos resultados.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A gente aplicou alguns\u00a0algoritmos de simetria e de de compara\u00e7\u00e3o para garantir que o que a gente tava vendo fazia sentido, entendeu? E a\u00ed quando voc\u00ea gera uma vis\u00e3o bidimensional daquele resultado, claramente e ele t\u00e1 apontando no ou no sentido do Alzheimer ou no sentido da do sadio.&#8221;<\/p>\n<p>Metodologia<\/p>\n<p class=\"texto\">Ao todo, foram analisadas 2.870 amostras de sangue e de tecidos cerebrais de pessoas saud\u00e1veis e de pacientes diagnosticados com Alzheimer. A dimens\u00e3o da base de dados representa um dos principais diferenciais do estudo, j\u00e1 que pesquisas semelhantes costumam trabalhar com poucas dezenas de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rodrigo explica que ampliar o n\u00famero de amostras permitiu reduzir um dos maiores desafios enfrentados pelos pesquisadores: a enorme heterogeneidade gen\u00e9tica entre os pacientes.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;[As bases de dados] dispon\u00edveis de sequenciamento foram reunidas para conduzir esse trabalho. Conclus\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o analisamos como \u00e9 de pra fazer n\u00fameros limitados de pacientes. Geralmente s\u00e3o estudos com 20, 30 pacientes, alguns at\u00e9 com menos do que isso. N\u00f3s analisamos 2.700 amostras juntas. N\u00f3s concatenamos um volume muito grande de dados.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo ele, esse ganho vai al\u00e9m da quantidade de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;E isso tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. Por qu\u00ea? Falamos de uma doen\u00e7a que \u00e9 heterog\u00eanea e n\u00f3s, como seres humanos, somos geneticamente heterog\u00eaneos. Ent\u00e3o, quando n\u00f3s dilu\u00edmos esta heterogeneidade ampliando o n\u00famero amostral, n\u00f3s conseguimos captar com muito mais clareza quem s\u00e3o esses alvos terap\u00eauticos ou esses poss\u00edveis biomarcadores.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p>Um mapa mais detalhado<\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m da quantidade de amostras, o estudo inovou ao abandonar uma pr\u00e1tica comum em pesquisas sobre doen\u00e7as neurodegenerativas: tratar o c\u00e9rebro como uma estrutura \u00fanica. Em vez disso, os pesquisadores dividiram a an\u00e1lise entre diferentes regi\u00f5es do c\u00f3rtex cerebral, \u00e1rea mais afetada pelo Alzheimer, e depois integraram os resultados para identificar altera\u00e7\u00f5es comuns entre elas.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rodrigo explica que essa estrat\u00e9gia aumenta as chances de encontrar mol\u00e9culas capazes de exercer influ\u00eancia sobre diferentes regi\u00f5es do c\u00e9rebro ao mesmo tempo, tornando-se candidatas mais promissoras para futuros tratamentos.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A doen\u00e7a de Alzheimer \u00e9 uma doen\u00e7a que ela afeta basicamente uma estrutura do c\u00e9rebro chamada c\u00f3rtex. No entanto, esse c\u00f3rtex ele \u00e9 formado por diferentes regi\u00f5es e isso tem a ver com a pr\u00f3pria anatomia do c\u00e9rebro.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo ele, observar apenas uma dessas \u00e1reas pode restringir as conclus\u00f5es da pesquisa.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Quando n\u00f3s analisamos amostras de uma \u00fanica \u00e1rea do c\u00e9rebro, n\u00f3s estamos vendo aquilo que \u00e9 diferencialmente expresso&#8230; mas n\u00f3s estamos olhando para uma \u00fanica \u00e1rea do c\u00e9rebro.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A solu\u00e7\u00e3o foi buscar mol\u00e9culas que permanecessem alteradas simultaneamente em diferentes partes do c\u00f3rtex.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Eu tenho que achar quais s\u00e3o aquelas mol\u00e9culas que est\u00e3o&#8230; expressas&#8230; em m\u00faltiplas \u00e1reas simultaneamente. Se eu construir um medicamento que \u00e9 focado nessas mol\u00e9culas&#8230; \u00e9 a\u00ed que eu consigo ofertar uma terapia que de fato pode apresentar resultados ben\u00e9ficos ao paciente.&#8221;\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Outro diferencial foi a inclus\u00e3o de amostras de sangue na an\u00e1lise. Jo\u00e3o Rafael afirma que essa decis\u00e3o amplia as perspectivas para o desenvolvimento de exames laboratoriais capazes de auxiliar no diagn\u00f3stico da doen\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Eu acho que um dos pontos importantes tamb\u00e9m da pesquisa foi ter coberto o v\u00e1rias \u00e1reas do c\u00e9rebro e tamb\u00e9m olhar para o sangue. O sangue \u00e9 muito importante porque o sangue \u00e9 um tecido que n\u00f3s podemos coletar facilmente.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ele ressalta ainda que a pesquisa s\u00f3 alcan\u00e7ou esse n\u00edvel de abrang\u00eancia gra\u00e7as ao uso de bancos de dados compartilhados internacionalmente.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Recorremos a dados p\u00fablicos que s\u00e3o ricos, n\u00e9, e tem cons\u00f3rcios do mundo todo. Ent\u00e3o pegamos popula\u00e7\u00f5es de diversos pa\u00edses que a\u00ed deixa o estudo&#8230; muito mais rico.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A integra\u00e7\u00e3o entre c\u00e9rebro e sangue permitiu identificar 74 genes candidatos a biomarcadores, altera\u00e7\u00f5es que aparecem nos dois tecidos e que, futuramente, poder\u00e3o contribuir para exames capazes de detectar a doen\u00e7a de forma menos invasiva. Apesar do potencial, os pesquisadores ressaltam que ainda h\u00e1 um longo caminho entre a descoberta e sua aplica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Rodrigo explica que alguns biomarcadores j\u00e1 v\u00eam sendo investigados internacionalmente, mas ainda enfrentam obst\u00e1culos para serem incorporados \u00e0 rotina dos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Hoje n\u00f3s j\u00e1 temos alguns marcadores que j\u00e1 s\u00e3o investigados para essa finalidade, s\u00f3 que a\u00ed esses marcadores enfrentam uma s\u00e9rie de problemas, principalmente a falta de uma harmoniza\u00e7\u00e3o entre laborat\u00f3rios.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo ele, o estudo oferece um conjunto in\u00e9dito de candidatos que agora dever\u00e3o passar por uma nova etapa de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O que n\u00f3s trouxemos aqui \u00e9 um painel de poss\u00edveis biomarcadores e o qu\u00e3o pr\u00f3ximo esses marcadores est\u00e3o de serem empregados. O pr\u00f3ximo passo n\u00f3s precisamos fazer \u00e9 a valida\u00e7\u00e3o experimental.&#8221;<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n<p class=\"texto\">Os pesquisadores pretendem utilizar a plataforma para responder a novas perguntas sobre a evolu\u00e7\u00e3o do Alzheimer. A ideia \u00e9 compreender como as altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas se modificam ao longo do tempo e como esse conhecimento pode orientar o desenvolvimento de futuras terapias.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;N\u00f3s temos planos de usar o que n\u00f3s conhecemos de ferramentas avan\u00e7adas para tentar investigar como os pacientes evoluem no tempo.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Jo\u00e3o destacou que essa nova etapa continuar\u00e1 baseada na rean\u00e1lise de bases p\u00fablicas de dados produzidas por grupos de pesquisa de diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Existem dados p\u00fablicos para isso. Ent\u00e3o, o que n\u00f3s estamos fazendo? Estamos reanalisando com intelig\u00eancia dados que est\u00e3o p\u00fablicos para quem quiser utilizar.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 indispens\u00e1vel para acelerar descobertas em doen\u00e7as neurodegenerativas.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O\u00a0avan\u00e7o s\u00f3 acontece atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Principalmente quando a gente t\u00e1 falando de dados de coleta t\u00e3o complicada&#8230; quanto doen\u00e7as degenerativas.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Embora os resultados sejam considerados promissores, Rodrigo ressalta que a principal limita\u00e7\u00e3o da pesquisa \u00e9 transformar essas descobertas em medicamentos dispon\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;A\u00a0principal limita\u00e7\u00e3o \u00e9 transformar esse resultado em algo pr\u00e1tico de fato o interesse da ind\u00fastria farmac\u00eautica.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A plataforma j\u00e1 demonstrou resultados em pesquisas sobre a doen\u00e7a de Huntington e, agora, os pesquisadores esperam que o mapa gen\u00e9tico do Alzheimer desperte o interesse da ind\u00fastria farmac\u00eautica para acelerar o desenvolvimento de novas terapias. A expectativa tamb\u00e9m \u00e9 ampliar o acesso \u00e0 tecnologia: a partir de agosto de 2026, a ferramenta dever\u00e1 ser disponibilizada em nuvem para que outros laborat\u00f3rios e centros de pesquisa possam utiliz\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Rodrigo, o trabalho tamb\u00e9m representa um exemplo da capacidade da ci\u00eancia brasileira de produzir conhecimento competitivo em n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O Brasil ele \u00e9 um pa\u00eds que n\u00f3s temos uma ci\u00eancia de ponta&#8230; e tecnologias como essa, mais uma vez, mostram como n\u00f3s podemos fazer a diferen\u00e7a. N\u00f3s n\u00e3o precisamos tudo recorrer a fora do nosso pa\u00eds para buscar uma tecnologia nova.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo ele, o pa\u00eds seria &#8220;ideal&#8221; para conduzir estudos cl\u00ednicos, uma vez que possui uma popula\u00e7\u00e3o heterog\u00eanea.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;O Brasil \u00e9 o cen\u00e1rio ideal para conduzir a pesquisa cl\u00ednica&#8230; com uma heterogidade populacional que \u00e9 fant\u00e1stica.&#8221;<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Cientistas+brasileiros+mapeiam+129+novos+caminhos+gen%C3%A9ticos+contra+Alzheimer%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/07\/7467468-cientistas-brasileiros-mapeiam-129-novos-caminhos-geneticos-contra-alzheimer.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7467468-cientistas-brasileiros-mapeiam-129-novos-caminhos-geneticos-contra-alzheimer.html&amp;text=Cientistas+brasileiros+mapeiam+129+novos+caminhos+gen%C3%A9ticos+contra+Alzheimer\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7467468-cientistas-brasileiros-mapeiam-129-novos-caminhos-geneticos-contra-alzheimer.html&amp;text=Cientistas+brasileiros+mapeiam+129+novos+caminhos+gen%C3%A9ticos+contra+Alzheimer\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1785099311_87_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/leticia-passos\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/img-20250221-144001-223-jpg-67026385.jpeg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/leticia-passos\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/img-20250221-144001-223-jpg-67026385.jpeg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Let\u00edcia Passos  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Jornalista pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa. Atuou no Poder360 e no Congresso em Foco. \u00c9 rep\u00f3rter do Correio Braziliense, cobrindo os principais temas da agenda nacional.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante d\u00e9cadas, a corrida mundial por um tratamento capaz de frear o avan\u00e7o do Alzheimer seguiu praticamente a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":463348,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[314,109,23620,21732,116,933,32,33,654,117],"class_list":["post-463347","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alzheimer","tag-ciencia","tag-doenca-de-huntington","tag-fapesp","tag-health","tag-inteligencia-artificial","tag-portugal","tag-pt","tag-sao-paulo","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116988276566108518","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463347","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=463347"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463347\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/463348"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=463347"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=463347"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=463347"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}