{"id":463665,"date":"2026-07-27T04:41:29","date_gmt":"2026-07-27T04:41:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/463665\/"},"modified":"2026-07-27T04:41:29","modified_gmt":"2026-07-27T04:41:29","slug":"vitamina-d-traz-beneficios-muito-alem-do-calcio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/463665\/","title":{"rendered":"Vitamina D traz benef\u00edcios muito al\u00e9m do c\u00e1lcio"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">A vitamina D, tradicionalmente associada \u00e0 sa\u00fade \u00f3ssea, vem ganhando protagonismo em pesquisas recentes pelo seu importante papel na regula\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico. Estudos internacionais, conduzidos por diferentes institui\u00e7\u00f5es internacionais, refor\u00e7am a import\u00e2ncia do nutriente em contextos distintos: doen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais e desdobramentos da covid-19.<\/p>\n<p class=\"texto\">Num trabalho publicado na revista Cell Reports Medicine, cientistas da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, investigaram como a suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D pode influenciar a resposta imunol\u00f3gica em pacientes com Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria Intestinal (DII) \u2014 que inclui condi\u00e7\u00f5es como a doen\u00e7a de Crohn e a colite ulcerativa. Segundo os pesquisadores, a DII afeta milh\u00f5es de pessoas no mundo e \u00e9 caracterizada por uma rea\u00e7\u00e3o inadequada do sistema imunol\u00f3gico a bact\u00e9rias normalmente inofensivas do intestino, evidenciando uma falha na chamada toler\u00e2ncia imunol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com o gastroenterologista John Mark Gubatan, autor principal do estudo, a vitamina D pode desempenhar um papel crucial na restaura\u00e7\u00e3o desse equil\u00edbrio. &#8220;Esse \u00e9 um passo importante para entendermos como podemos reequilibrar a resposta imunol\u00f3gica&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"texto\">A pesquisa acompanhou 48 pacientes com baixos n\u00edveis de vitamina D ao longo de 12 semanas. Ap\u00f3s suplementa\u00e7\u00e3o semanal, os cientistas observaram mudan\u00e7as relevantes, como aumento da imunoglobulina A (IgA), associada \u00e0 prote\u00e7\u00e3o imunol\u00f3gica, e redu\u00e7\u00e3o da imunoglobulina G (IgG), ligada a processos inflamat\u00f3rios. Tamb\u00e9m foram identificadas altera\u00e7\u00f5es na atividade de c\u00e9lulas reguladoras do sistema imune, que ajudam a controlar inflama\u00e7\u00f5es excessivas.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com Linnet Alonso Almeida, gastroenterologista do Hospital Bras\u00edlia, da Rede Am\u00e9ricas, a vitamina D atua como uma mol\u00e9cula imunorreguladora, exercendo influ\u00eancia sobre o sistema imunol\u00f3gico, modulando a atividade\u00a0celular e promovendo mecanismos anti-inflamat\u00f3rios, especialmente na mucosa intestinal. &#8220;Alguns mecanismos principais explicam sua a\u00e7\u00e3o no contexto intestinal.<\/p>\n<p class=\"texto\">Primeiro, a mucosa intestinal funciona como uma barreira seletiva, a vitamina D estimula a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas de jun\u00e7\u00e3o epitelial e pept\u00eddeos antimicrobianos, promovendo a integridade dessa camada, com isso, reduz-se a permeabilidade intestinal e o risco de inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica; segundo, a vitamina interage com receptores presentes em diversas c\u00e9lulas imunes intestinais, sua a\u00e7\u00e3o favorece o perfil anti-inflamat\u00f3rio. Por \u00faltimo, estudos tamb\u00e9m indicam que a vitamina D tamb\u00e9m afeta a composi\u00e7\u00e3o da microbiota intestinal.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Menos sintomas<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Outro estudo, publicado no The Journal of Nutrition e liderado por pesquisadores do Mass General Brigham, nos Estados Unidos, analisou o papel da vitamina D no contexto da covid-19. Liderado pela pesquisadora JoAnn Manson, o ensaio cl\u00ednico avaliou 1.747 pacientes diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os resultados mostraram que altas doses de vitamina D3 n\u00e3o reduziram a gravidade da infec\u00e7\u00e3o, nem as taxas de hospitaliza\u00e7\u00e3o ou mortalidade. Tamb\u00e9m n\u00e3o houve impacto significativo na preven\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o entre contatos pr\u00f3ximos. No entanto, os pesquisadores identificaram um sinal promissor: participantes que seguiram corretamente a suplementa\u00e7\u00e3o apresentaram menor incid\u00eancia de sintomas persistentes ap\u00f3s oito semanas \u2014 condi\u00e7\u00e3o conhecida como covid longa.<\/p>\n<p class=\"texto\">Entre os que receberam vitamina D, 21% relataram sintomas prolongados, contra 25% no grupo placebo \u2014 uma diferen\u00e7a considerada estatisticamente pequena, mas suficiente para justificar novas investiga\u00e7\u00f5es.\u00a0A covid longa, que pode incluir fadiga, dificuldades respirat\u00f3rias e problemas cognitivos, segue sendo um desafio para os sistemas de sa\u00fade. &#8220;Esperamos ampliar as pesquisas para entender se a suplementa\u00e7\u00e3o a longo prazo pode reduzir riscos e a gravidade desses sintomas&#8221;, explica Manson.<\/p>\n<p class=\"texto\">William Schwartz, coordenador de pneumologia no Hospital Santa L\u00facia, diz que independentemente dos resultados dos estudos, \u00e9 muito importante ter um acompanhamento com profissionais da \u00e1rea que acompanham pacientes e que est\u00e3o todos os dias analisando e vendo se realmente h\u00e1 benef\u00edcio no uso dessas suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Tem que ver se a subst\u00e2ncia n\u00e3o vai atrapalhar tratamentos em curso. De forma pr\u00e1tica, o melhor \u00e9 dosar a vitamina D. Se ela estiver deficiente ou insuficiente, \u00e9 necess\u00e1rio corrigir para que os benef\u00edcios sejam estabelecidos na sa\u00fade \u00f3ssea, muscular e\u00a0 para a imunidade. Sela estiver em n\u00edveis normais, n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para suplementar com objetivo de prevenir covid longa&#8221;, avalia o m\u00e9dico. E completa:\u00a0&#8220;Sono, exerc\u00edcio, alimenta\u00e7\u00e3o e controle de comorbidades seguem sendo a base mais robusta para reduzir risco e severidade de complica\u00e7\u00f5es p\u00f3s-virais&#8221;.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o do risco de diabetes<\/p>\n<p class=\"texto\">Um estudo publicado recentemente na revista Jama Network Open\u00a0revelou que a vitamina D pode ajudar a retardar ou prevenir a progress\u00e3o do diabetes tipo 2, em pessoas com certas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas. O trabalho revela que adultos pr\u00e9-diab\u00e9ticos com varia\u00e7\u00f5es espec\u00edficas no gene do receptor de vitamina D apresentavam um risco 19% menor de desenvolver a condi\u00e7\u00e3o ao suplementar a subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para a pesquisa, os cientistas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, analisaram dados do estudo D2d um grande ensaio cl\u00ednico multic\u00eantrico que testou o efeito de quatro mil unidades de vitamina D por dia em mais de dois mil adultos com pr\u00e9-diabetes. Por meio de uma an\u00e1lise anterior, a equipe do D2d descobriu que n\u00edveis sangu\u00edneos de 40 a 50 ng\/mL de 25-hidroxivitamina D ou superiores estavam associados a redu\u00e7\u00f5es substanciais e progressivamente maiores no risco de desenvolvimento de diabetes nos participantes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Nossos resultados sugerem que, eventualmente, poderemos identificar quais pacientes com pr\u00e9-diabetes t\u00eam maior probabilidade de se beneficiar da suplementa\u00e7\u00e3o adicional de vitamina D&#8221;, disse Bess Dawson-Hughes, autora principal do estudo e cientista senior do Centro de Pesquisa em Nutri\u00e7\u00e3o Humana Jean Mayer sobre envelhecimento, na Universidade Tufts. &#8220;Em princ\u00edpio, isso poderia envolver um \u00fanico teste gen\u00e9tico, relativamente barato.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A vitamina D que circula no sangue \u00e9 convertida em sua forma ativa no organismo antes de se ligar ao receptor de vitamina D \u2014 uma prote\u00edna que ajuda as c\u00e9lulas a responderem \u00e0 vitamina. Os pesquisadores questionaram se diferen\u00e7as gen\u00e9ticas nesse receptor poderiam explicar por que algumas pessoas se beneficiam da vitamina D enquanto outras n\u00e3o. As c\u00e9lulas produtoras de insulina do p\u00e2ncreas possuem receptores de vitamina D, sugerindo que a vitamina pode influenciar a libera\u00e7\u00e3o de insulina e o controle da glicemia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o novo estudo, a equipe analisou dados gen\u00e9ticos de 2.098 participantes que fizeram testes de DNA. Eles foram divididos entre aqueles que pareciam se beneficiar da suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D e aqueles que n\u00e3o teriam vantagens.<\/p>\n<p class=\"texto\">A avalia\u00e7\u00e3o revelou que adultos com a variante AA do gene do receptor de vitamina D ApaI \u2014 cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o estudada \u2014 n\u00e3o responderam ao tratamento di\u00e1rio com uma dose elevada de vitamina D, em compara\u00e7\u00e3o com o placebo. Em contrapartida, a an\u00e1lise constatou que a mesma abordagem em pessoas com as variantes AC ou CC resultou numa redu\u00e7\u00e3o significativa do risco de desenvolvimento de diabetes.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo Isabella Santiago, endocrinologista e professora de Medicina do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), parece que o maior benef\u00edcio da suplementa\u00e7\u00e3o ocorre em indiv\u00edduos com pr\u00e9-diabetes e defici\u00eancia de vitamina D. &#8220;A vantagens tamb\u00e9m foram maiores para aqueles com maior risco de evoluir para diabetes, em raz\u00e3o de adiposidade, s\u00edndrome metab\u00f3lica, doen\u00e7a hep\u00e1tica esteat\u00f3tica, circunfer\u00eancia abdominal e, possivelmente, aqueles que apresentam variantes gen\u00e9ticas espec\u00edficas do receptor de vitamina D&#8221;, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os autores alertaram que as descobertas n\u00e3o significam que as pessoas devam come\u00e7ar a tomar altas doses de vitamina D por conta pr\u00f3pria para prevenir o diabetes. Em excesso, ela pode ser prejudicial e tem sido associada a um risco aumentado de quedas e fraturas em idosos. Mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para entender melhor quais indiv\u00edduos podem se beneficiar de uma dose di\u00e1ria mais alta.<\/p>\n<p>Palavra de especialista\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">M\u00faltipla fun\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1_1-whatsapp-image-2026-04-27-at-17-20-43-66463912-67248600.jpeg\" alt=\"Thatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI\" title=\"Thatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI\" class=\"lazy\" width=\"360\" height=\"240\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tThatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Arquivo pessoal)&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\">A vitamina D \u00e9, na pr\u00e1tica, um pr\u00f3-horm\u00f4nio com a\u00e7\u00e3o em m\u00faltiplos sistemas do organismo. Sua principal fun\u00e7\u00e3o conhecida \u00e9 regular a absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio e f\u00f3sforo, mas evid\u00eancias consolidadas mostram que ela tamb\u00e9m atua no sistema imune, no metabolismo, no sistema cardiovascular e no desenvolvimento neurol\u00f3gico. O Brasil tem sol o ano todo, mas isso n\u00e3o protege a popula\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia. O estilo de vida atual, com rotinas em ambientes fechados, uso correto de protetor solar e alimenta\u00e7\u00e3o com baixo teor de vitamina D, explica por que a hipovitaminose permanece prevalente mesmo em pa\u00edses tropicais. A s\u00edntese da subst\u00e2ncia ocorre na pele, pela a\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o UVB solar sobre o colesterol. O composto formado passa por duas etapas de ativa\u00e7\u00e3o \u2014 uma no f\u00edgado e outra nos rins \u2014 at\u00e9 chegar \u00e0 forma biologicamente ativa. Por isso, doen\u00e7as hep\u00e1ticas ou renais cr\u00f4nicas podem comprometer esse processo, independentemente da exposi\u00e7\u00e3o solar. A alimenta\u00e7\u00e3o, em geral, contribui com apenas 10% a 20% das necessidades di\u00e1rias. As principais fontes s\u00e3o peixes gordurosos (salm\u00e3o, sardinha, atum), gema de ovo, f\u00edgado e alimentos enriquecidos. Na pr\u00e1tica, dieta e sol juntos muitas vezes ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes, especialmente na inf\u00e2ncia, fase em que o crescimento \u00e9 mais expressivo.<\/p>\n<p><strong>Thatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI<\/strong><br \/>\nRedu\u00e7\u00e3o do risco de diabetes<\/p>\n<p class=\"texto\">Um estudo publicado, recentemente, na revista Jama Network Open\u00a0revelou que a vitamina D pode ajudar a retardar ou prevenir a progress\u00e3o do diabetes tipo 2, em pessoas com certas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas. O trabalho revela que adultos pr\u00e9-diab\u00e9ticos com varia\u00e7\u00f5es espec\u00edficas no gene do receptor de vitamina D apresentavam um risco 19% menor de desenvolver a condi\u00e7\u00e3o ao suplementar a subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para a pesquisa, os cientistas da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, analisaram dados do estudo D2d um grande ensaio cl\u00ednico multic\u00eantrico que testou o efeito de quatro mil unidades de vitamina D por dia em mais de dois mil adultos com pr\u00e9-diabetes. Por meio de uma an\u00e1lise anterior, a equipe do D2d descobriu que n\u00edveis sangu\u00edneos de 40 a 50 ng\/mL de 25-hidroxivitamina D ou superiores estavam associados a redu\u00e7\u00f5es substanciais e progressivamente maiores no risco de desenvolvimento de diabetes nos participantes.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Nossos resultados sugerem que, eventualmente, poderemos identificar quais pacientes com pr\u00e9-diabetes t\u00eam maior probabilidade de se beneficiar da suplementa\u00e7\u00e3o adicional de vitamina D&#8221;, disse Bess Dawson-Hughes, autora principal do estudo e cientista senior do Centro de Pesquisa em Nutri\u00e7\u00e3o Humana Jean Mayer sobre envelhecimento, na Universidade Tufts. &#8220;Em princ\u00edpio, isso poderia envolver um \u00fanico teste gen\u00e9tico, relativamente barato.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">A vitamina D que circula no sangue \u00e9 convertida em sua forma ativa no organismo antes de se ligar ao receptor de vitamina D \u2014 uma prote\u00edna que ajuda as c\u00e9lulas a responderem \u00e0 vitamina. Os pesquisadores questionaram se diferen\u00e7as gen\u00e9ticas nesse receptor poderiam explicar por que algumas pessoas se beneficiam da vitamina D enquanto outras n\u00e3o. As c\u00e9lulas produtoras de insulina do p\u00e2ncreas possuem receptores de vitamina D, sugerindo que a vitamina pode influenciar a libera\u00e7\u00e3o de insulina e o controle da glicemia.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o novo estudo, a equipe analisou dados gen\u00e9ticos de 2.098 participantes que fizeram testes de DNA. Eles foram divididos entre aqueles que pareciam se beneficiar da suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D e aqueles que n\u00e3o teriam vantagens.<\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/fried-salmon-steak-66465617.jpg\" alt=\"Alimentos como salm\u00e3o, sardinha e f\u00edgado podem ajudar a manter os n\u00edveis da vitamina em dia\" title=\"Alimentos como salm\u00e3o, sardinha e f\u00edgado podem ajudar a manter os n\u00edveis  da vitamina em dia\" class=\"lazy\" width=\"\" height=\"\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tAlimentos como salm\u00e3o, sardinha e f\u00edgado podem ajudar a manter os n\u00edveis  da vitamina em dia&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Imagem de topntp26 no Magnific)&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\">A avalia\u00e7\u00e3o revelou que adultos com a variante AA do gene do receptor de vitamina D ApaI \u2014 cerca de 30% da popula\u00e7\u00e3o estudada \u2014 n\u00e3o responderam ao tratamento di\u00e1rio com uma dose elevada de vitamina D, em compara\u00e7\u00e3o com o placebo. Em contrapartida, a an\u00e1lise constatou que a mesma abordagem em pessoas com as variantes AC ou CC resultou numa redu\u00e7\u00e3o significativa do risco de desenvolvimento de diabetes.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com Isabella Santiago, endocrinologista e professora de Medicina do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (CEUB), o maior benef\u00edcio da suplementa\u00e7\u00e3o parece ocorrer em indiv\u00edduos com pr\u00e9-diabetes e defici\u00eancia de vitamina D. &#8220;As vantagens tamb\u00e9m foram maiores para aqueles com maior risco de evoluir para diabetes, em raz\u00e3o de adiposidade, s\u00edndrome metab\u00f3lica, doen\u00e7a hep\u00e1tica esteat\u00f3tica, circunfer\u00eancia abdominal e, possivelmente, aqueles que apresentam variantes gen\u00e9ticas espec\u00edficas do receptor de vitamina D&#8221;, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os autores alertaram que as descobertas n\u00e3o significam que as pessoas devam come\u00e7ar a tomar altas doses de vitamina D por conta pr\u00f3pria para prevenir o diabetes. Em excesso, ela pode ser prejudicial e tem sido associada a um risco aumentado de quedas e fraturas em idosos. Mais pesquisas s\u00e3o necess\u00e1rias para entender melhor quais indiv\u00edduos podem se beneficiar de uma dose di\u00e1ria mais alta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong\/>\u00a0<\/p>\n<ul class=\"glide__slides\">\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Thatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1785127286_337_1_1-whatsapp-image-2026-04-27-at-17-20-43-66463912-67248600.jpeg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  Thatyana Turassa, pediatra e especialista em neurodesenvolvimento da plataforma de consultas INKI<br \/>\n                                  Foto: Arquivo pessoal\n                                <\/p>\n<\/li>\n<li class=\"glide__slide\" wp_automatic_readability=\"-1\">\n                              <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alimentos como salm\u00e3o, sardinha e f\u00edgado podem ajudar a manter os n\u00edveis &#10;da vitamina em dia\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1_fried-salmon-steak-66465617.jpg\" width=\"685\" height=\"470\"\/><\/p>\n<p>\n                                  Alimentos como salm\u00e3o, sardinha e f\u00edgado podem ajudar a manter os n\u00edveis  da vitamina em dia<br \/>\n                                  Foto: Imagem de topntp26 no Magnific\n                                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Vitamina+D+traz+benef%C3%ADcios+muito+al%C3%A9m+do+c%C3%A1lcio%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/07\/7408053-vitamina-d-traz-beneficios-muito-alem-do-calcio.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7408053-vitamina-d-traz-beneficios-muito-alem-do-calcio.html&amp;text=Vitamina+D+traz+benef%C3%ADcios+muito+al%C3%A9m+do+c%C3%A1lcio\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7408053-vitamina-d-traz-beneficios-muito-alem-do-calcio.html&amp;text=Vitamina+D+traz+benef%C3%ADcios+muito+al%C3%A9m+do+c%C3%A1lcio\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1785099311_87_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783586834_866_img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783586834_866_img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Isabella Almeida  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Goiana, mora em Bras\u00edlia desde 2018. Formada em jornalismo pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Especialista em publica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e ci\u00eancia.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A vitamina D, tradicionalmente associada \u00e0 sa\u00fade \u00f3ssea, vem ganhando protagonismo em pesquisas recentes pelo seu importante papel&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":463666,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2641,53639,116,16382,32,33,117,8108],"class_list":["post-463665","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-covid-19","tag-doenca-inflamatoria-intestinal","tag-health","tag-microbiota","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-vitamina-d"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116990109231047267","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=463665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/463665\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/463666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=463665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=463665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=463665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}