{"id":465829,"date":"2026-07-28T22:41:09","date_gmt":"2026-07-28T22:41:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/465829\/"},"modified":"2026-07-28T22:41:09","modified_gmt":"2026-07-28T22:41:09","slug":"splatoon-raiders-e-o-melhor-splatoon-pra-quem-ama-single-player","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/465829\/","title":{"rendered":"Splatoon Raiders \u00e9 o melhor Splatoon pra quem ama single-player"},"content":{"rendered":"\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-250478\" loading=\"lazy\" src=\"\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/splatoon02.webp\" alt=\"\" width=\"1551\" height=\"870\"\/>T\u00e1. Quando a Nintendo anunciou um spin-off de Splatoon focado em single-player com elementos de looter shooter eu fiz aquela cara de \u201cinteressante mas n\u00e3o sei se confio.\u201d Porque toda vez que uma franquia multiplayer tenta criar uma experi\u00eancia solo robusta, metade das vezes resulta naquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201ccampanha decorativa que existe s\u00f3 pra justificar o online.\u201d E a\u00ed eu joguei <a href=\"https:\/\/www.nintendo.com\/pt-br\/store\/products\/splatoon-raiders-switch-2\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>Splatoon Raiders<\/strong><\/a> por um dia inteiro e a \u00fanica coisa que pensei foi \u201cpor que a Nintendo demorou tanto pra fazer exatamente isso?\u201d<\/p>\n<p>Desenvolvido pela <strong>Nintendo EPD<\/strong> e publicado pela <strong>Nintendo<\/strong>, <strong>Splatoon Raiders<\/strong> chegou em <strong>23 de julho de 2026<\/strong> exclusivamente pro <a href=\"https:\/\/gamehall.com.br\/?s=Nintendo+Switch+2\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>Nintendo Switch 2<\/strong><\/a> por R$ 279,90 na vers\u00e3o digital. O Metacritic est\u00e1 em <strong>83<\/strong> com <strong>86% de recomenda\u00e7\u00e3o dos cr\u00edticos<\/strong>. E eu entendo completamente esse n\u00famero.<\/p>\n<p> As Ilhas Spirhalite, a mec\u00e2nica, e voc\u00ea como mec\u00e2nica <\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 um <strong>mec\u00e2nico<\/strong> que, em circunst\u00e2ncias n\u00e3o completamente volunt\u00e1rias, acaba naufragando nas misteriosas <strong>Ilhas Spirhalite<\/strong>, um arquip\u00e9lago repleto de Salmonids hostis, miss\u00f5es de raid, recursos escondidos e segredos que o jogo vai revelando gradualmente. Acompanhando voc\u00ea ao longo da aventura est\u00e1 o trio do Deep Cut, que apareceu em Splatoon 3 e que aqui tem um papel narrativo mais desenvolvido do que qualquer presen\u00e7a que tiveram anteriormente.<\/p>\n<p>A escolha entre Inkling e Octoling como personagem jog\u00e1vel \u00e9 a abertura cl\u00e1ssica da s\u00e9rie, e cada um tem aquele charme visual espec\u00edfico de Splatoon que me faz parar pra customizar antes de sair pro campo porque OBVIAMENTE o visual importa tanto quanto a build. Aqui vai meu TDAH por um segundo porque o sistema de customiza\u00e7\u00e3o de esconderijo (seu quartel-general nas ilhas que voc\u00ea vai expandindo e decorando) \u00e9 exatamente o tipo de feature que eu amo demais em jogos porque \u00e9 ao mesmo tempo cosm\u00e9tico e narrativo e mec\u00e2nico. Voc\u00ea constr\u00f3i, voc\u00ea cresce, o lugar come\u00e7a a parecer seu. Ok, voltando.<\/p>\n<p> Monster Hunter com tinta. Sim, realmente. <\/p>\n<p>Tem muitas formas de comparar o jogo com outros, por exemplo, Borderlands da Nintendo. Mas a mais honesta, \u00e9 com Monster Hunter. N\u00e3o no estilo visual ou na tem\u00e1tica, mas na filosofia de loop de gameplay. Voc\u00ea vai nas raids, voc\u00ea derrota Salmonids, voc\u00ea coleta materiais e equipamentos, voc\u00ea faz upgrades, voc\u00ea volta com uma build melhor pra raids mais dif\u00edceis.<\/p>\n<p>O que torna o loop funcionar melhor do que deveria \u00e9 que as raids em si t\u00eam tr\u00eas formatos distintos que se alternam: sequ\u00eancias lineares, rodadas de resist\u00eancia em \u00e1rea aberta, e masmorras multi-andar com boss no final. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa repetida infinitamente. \u00c9 a mesma franquia de habilidades aplicada a situa\u00e7\u00f5es suficientemente variadas pra que a cada miss\u00e3o voc\u00ea esteja pensando diferente sobre posicionamento, arma escolhida e como usar a tinta pra al\u00e9m do \u00f3bvio.<\/p>\n<p>O sistema de armas \u00e9 expandido: h\u00e1 mais op\u00e7\u00f5es e mais espa\u00e7o pra customiza\u00e7\u00e3o de Gadgets com upgrades que mudam fundamentalmente o estilo de jogo. Cada ponto de habilidade desbloqueado por level up tem consequ\u00eancias reais. \u00c9 aquele tipo de progress\u00e3o que o CGMagazine descreveu como \u201cdif\u00edcil de largar\u201d, e que um jogador do Metacritic confirmou com \u201ctenho jogado no m\u00ednimo seis horas por dia desde o lan\u00e7amento e o loop \u00e9 incrivelmente viciante.\u201d<\/p>\n<p> O co-op que transforma tudo, de novo <\/p>\n<p>Uma das decis\u00f5es mais inteligentes do design: praticamente todo o conte\u00fado do jogo \u00e9 jog\u00e1vel em co-op com at\u00e9 quatro jogadores, tanto online quanto local, com dificuldade ajustada de acordo com o n\u00famero de participantes. N\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia separada do single-player, \u00e9 o mesmo conte\u00fado com amigos. Isso resolve um dos maiores problemas de jogos assim: o abismo entre a experi\u00eancia solo e a experi\u00eancia co-op existindo como produtos diferentes. Aqui voc\u00ea pode ir e voltar entre os dois modos sem perder nada da progress\u00e3o.<\/p>\n<p> Visual, trilha sonora e a Nintendo no seu melhor hardware <\/p>\n<p>O controle de Splatoon sempre foi melhor com girosc\u00f3pio, e no Switch 2 isso se traduz em precis\u00e3o que faz diferen\u00e7a real nas raids mais exigentes. Visualmente, o jogo mant\u00e9m aquela est\u00e9tica vibrante de n\u00e9on e cor saturada que \u00e9 a identidade visual da franquia, e roda com fluidez impec\u00e1vel no hardware do Switch 2. A trilha sonora continua sendo um ponto alto: Splatoon sempre teve m\u00fasicas de alta qualidade e Raiders n\u00e3o quebra essa tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> A quest\u00e3o do portugu\u00eas do Brasil que precisa ser dita <\/p>\n<p>E aqui chegamos na conversa que d\u00f3i um pouco de ter. <strong>Splatoon Raiders n\u00e3o tem localiza\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do Brasil<\/strong>. E isso, em 2026, depois de lan\u00e7amentos recentes como Star Fox e Yoshi and the Mysterious Book chegarem com tradu\u00e7\u00e3o completa pro portugu\u00eas, \u00e9 uma aus\u00eancia que se sente mais do que sentiria em outro momento. N\u00e3o \u00e9 que o jogo seja imposs\u00edvel de jogar sem portugu\u00eas: os controles s\u00e3o intuitivos e o gameplay fala por si. Mas as cutscenes, os di\u00e1logos do Deep Cut, os textos de lore das Ilhas Spirhalite\u2026 perdem uma camada de presen\u00e7a pra quem prefere ou precisa jogar na pr\u00f3pria l\u00edngua.<\/p>\n<p>A Nintendo claramente est\u00e1 expandindo seu comprometimento com localiza\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, o que torna a aus\u00eancia aqui mais not\u00e1vel em vez de menos. \u00c9 o tipo de decis\u00e3o que espero que seja revista numa atualiza\u00e7\u00e3o futura, especialmente considerando o tamanho do mercado brasileiro de jogos Nintendo. Fica o pedido respeitoso: esse universo merece ser acess\u00edvel pra todo mundo.<\/p>\n<p> As ressalvas honestas al\u00e9m da localiza\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Os tr\u00eas biomas principais das Ilhas Spirhalite t\u00eam mais diferen\u00e7a de paleta de cores do que de design estrutural real, o que cria uma repetitividade ambiental que aparece nas sess\u00f5es mais longas. \u00c9 aquele \u201crepetitivo mas viciante\u201d que indica um loop bem calibrado mais do que um problema fundamental.<\/p>\n<p>Alguns mapas de desafio opcionais foram descritos pelo Dual Shockers como \u201cum pouco de bloat\u201d, e h\u00e1 um salto de dificuldade depois das primeiras miss\u00f5es que pode pegar desprevenido quem n\u00e3o percebeu que o jogo espera que voc\u00ea retorne a miss\u00f5es anteriores pra acumular XP e upgrades. \u00c9 design de looter shooter que vai frustrar quem joga como plataformer linear, mas que faz sentido dentro da filosofia do g\u00eanero.<\/p>\n<p> O que cr\u00edticos e a comunidade est\u00e3o pensando <\/p>\n<p>Com Metacritic de 83 e 86% de recomenda\u00e7\u00e3o, o consenso \u00e9 de um dos melhores exclusivos do Switch 2 at\u00e9 agora com ressalvas espec\u00edficas e bem delimitadas. O Game Informer foi com elogio ao combate e \u00e0 forma como o jogo \u201csunk its hooks\u201d ap\u00f3s os cr\u00e9ditos. O CGMagazine chamou de \u201cprova positiva de que a s\u00e9rie pode evoluir al\u00e9m de suas ra\u00edzes competitivas.\u201d O Nintendo Life destacou o valor e a flexibilidade de estilo de jogo. O MobileSyrup foi o mais entusiasmado, chamando de favorito de 2026 at\u00e9 agora. Um usu\u00e1rio do Metacritic, provavelmente brasileiro pelo coment\u00e1rio em portugu\u00eas, disse \u201cJogo incr\u00edvel, com uma campanha robusta e um p\u00f3s-game gigante\u201d, o que captura bem o sentimento da comunidade que conseguiu jogar apesar das limita\u00e7\u00f5es de idioma.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=M2_RGzOPfgA\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Assista o trailer clicando aqui.<\/a><\/p>\n<p>  <strong>Pr\u00f3s:<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li>Loop de looter shooter com tinta de Splatoon \u00e9 genuinamente viciante e bem calibrado<\/li>\n<li>Tr\u00eas formatos de raid que variam o ritmo sem perder a identidade da franquia<\/li>\n<li>Co-op pra quatro jogadores em praticamente todo o conte\u00fado, local e online<\/li>\n<li>Sistema de upgrade de Gadgets com customiza\u00e7\u00e3o que muda o estilo de jogo real<\/li>\n<li>Deep Cut com mais presen\u00e7a narrativa do que qualquer jogo anterior<\/li>\n<li>Visual vibrante rodando com fluidez impec\u00e1vel no Switch 2<\/li>\n<li>Trilha sonora mantendo o n\u00edvel alto da franquia<\/li>\n<li>Pre\u00e7o de R$ 279,90 descrito como barganha pra o volume de conte\u00fado entregue<\/li>\n<li>P\u00f3s-game extenso com desafios que se expandem al\u00e9m da campanha principal<\/li>\n<\/ul>\n<p> <strong>Contras:<\/strong> <\/p>\n<ul>\n<li>Aus\u00eancia de localiza\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas do Brasil, especialmente not\u00e1vel ap\u00f3s Star Fox e Yoshi chegarem traduzidos<\/li>\n<li>Tr\u00eas biomas com mais diferen\u00e7a visual do que estrutural cria repetitividade ambiental<\/li>\n<li>Salto de dificuldade que exige grind de XP pode pegar quem n\u00e3o est\u00e1 familiarizado com o g\u00eanero<\/li>\n<li>Alguns desafios opcionais parecem conte\u00fado de preenchimento mais do que experi\u00eancias criativas<\/li>\n<li>Aus\u00eancia de Turf War e multiplayer competitivo vai decepcionar quem vinha principalmente pra isso<\/li>\n<li>Exclusivo Switch 2 limita o acesso de quem ainda n\u00e3o tem o console<\/li>\n<\/ul>\n<p> <strong>Nota Final: 8\/10<\/strong> <\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Splatoon Raiders<\/strong> \u00e9 a prova de que spin-offs tem valor quando existem como resposta a uma pergunta real: \u201co que Splatoon seria se o foco fosse solo e progress\u00e3o em vez de online competitivo?\u201d A resposta \u00e9 um looter shooter vibrante e viciante que pega o melhor da franquia e o coloca num contexto que inclui muito mais gente pra aproveitar. N\u00e3o substitui o Splatoon 3. N\u00e3o tenta. Mas \u00e9 possivelmente a mais completa e mais variada experi\u00eancia que a s\u00e9rie j\u00e1 ofereceu num \u00fanico pacote. A aus\u00eancia de portugu\u00eas do Brasil \u00e9 uma oportunidade perdida pra um jogo com tanto potencial de audi\u00eancia no pa\u00eds. Espero sinceramente que a Nintendo corrija isso num update. Porque esse universo das Ilhas Spirhalite merece ser explorado em todos os idiomas. Splatoon cresceu. E eu quero mais.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"T\u00e1. 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