{"id":466408,"date":"2026-07-29T13:54:38","date_gmt":"2026-07-29T13:54:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/466408\/"},"modified":"2026-07-29T13:54:38","modified_gmt":"2026-07-29T13:54:38","slug":"irao-rejeita-proposta-do-oma-de-uma-gestao-regional-do-estreito-de-ormuz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/466408\/","title":{"rendered":"Ir\u00e3o rejeita proposta do Om\u00e3 de uma gest\u00e3o regional do Estreito de Ormuz"},"content":{"rendered":"<p>\n                <b>\u201cO plano n\u00e3o tem qualquer hip\u00f3tese de sucesso\u201d, disse um alto funcion\u00e1rio iraniano esta quarta-feira \u00e0 Reuters, acrescentando que o Ir\u00e3o e o Om\u00e3 devem gerir o Estreito de Ormuz entre si, com base nas respetivas \u00e1reas de controlo, sem o envolvimento de outras pot\u00eancias.<\/b><\/p>\n<p>Os pa\u00edses do golfo P\u00e9rsico reuniram-se na ter\u00e7a-feira para discutir a cria\u00e7\u00e3o de um &#8220;acordo pr\u00e1tico&#8221; sobre os &#8220;direitos soberanos de todos&#8221; os Estados que partilham as \u00e1guas do Estreito.<\/p>\n<p>V\u00e1rias fontes confirmaram \u00e0 Reuters que o <b>Om\u00e3 prop\u00f4s colocar o Estreito de Ormuz sob gest\u00e3o regional, sugerindo a cobran\u00e7a de taxas volunt\u00e1rias pela utiliza\u00e7\u00e3o da via naveg\u00e1vel estrat\u00e9gica, numa tentativa de p\u00f4r fim \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio provocada pelo conflito. <\/b><\/p>\n<p>O plano baseia-se em acordos semelhantes para o Estreito de Malaca, que liga o Oceano \u00cdndico ao Pac\u00edfico, onde a Indon\u00e9sia, a Mal\u00e1sia e Singapura solicitam contribui\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias dos transportadores para financiar os servi\u00e7os.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nO alto funcion\u00e1rio iraniano acusa os EUA e a Ar\u00e1bia Saudita de estarem a tentar pressionar o Om\u00e3 a aceitar o que apelida de \u201cplanos israelitas\u201d e afirmou que toda a rota de entrada no Estreito e parte da rota de sa\u00edda teriam de estar sob controlo iraniano.<\/b><\/p>\n<p>O respons\u00e1vel disse que o Ir\u00e3o respeita o Om\u00e3, que considera um vizinho mediador valioso, mas considera que um acordo de 50\/50, no qual os dois pa\u00edses partilhavam o controlo de forma igual, n\u00e3o serviria os interesses do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>O alto funcion\u00e1rio defende que o Om\u00e3 deveria supervisionar a sec\u00e7\u00e3o do Estreito correspondente ao seu controlo, acrescentando que as rotas do sul atrav\u00e9s do Estreito, que atravessam as \u00e1guas territoriais omanitas, poderiam ser perigosas para a navega\u00e7\u00e3o.<br \/>&#13;<br \/>\nIr\u00e3o rejeita reabertura do Estreito com rota de Om\u00e3<br \/>&#13;<br \/>\n<b>Na ter\u00e7a-feira, o vice-ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros do Ir\u00e3o tamb\u00e9m rejeitou a reabertura do Estreito de Ormuz com uma rota de Om\u00e3, exigindo que a reabertura seja feita exclusivamente pela via iraniana.<\/b><\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 emissora estatal IRIB, o vice-ministro Kazem Gharibabadi anunciou que a retoma das rotas de entrada e sa\u00edda do estreito por \u00e1guas iranianas \u00e9 parte dos termos de um acordo provis\u00f3rio proposto a Om\u00e3 para reabertura da via de navega\u00e7\u00e3o e alertou que esta permanecer\u00e1 fechada caso a proposta n\u00e3o seja aceite e que os ataques da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica no M\u00e9dio Oriente poder\u00e3o ser retomados.<\/p>\n<p><b>&#8220;A rota sul continuar\u00e1 a ser ignorada pelo Ir\u00e3o&#8221; e o Estreito de Ormuz &#8220;permanecer\u00e1 fechado&#8221;, podendo ser &#8220;retomados&#8221; os confrontos militares caso Om\u00e3 n\u00e3o aceite a sua proposta, adiantou o vice-ministro da Rep\u00fablica Isl\u00e2mica.<\/b><\/p>\n<p>&#8220;A cria\u00e7\u00e3o de uma rota sul para a passagem de navios contraria as disposi\u00e7\u00f5es da primeira parte do quinto par\u00e1grafo do Memorando de Entendimento de Islamabade e constitui uma clara viola\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es contidas neste acordo&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>O controlo do Estreito, a via naveg\u00e1vel entre o Golfo P\u00e9rsico e o Oceano \u00cdndico, que \u00e9 a principal rota para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petr\u00f3leo e outros bens vitais, tem sido um dos principais pontos de atrito nos esfor\u00e7os para resolver a guerra entre os EUA e o Ir\u00e3o. <\/p>\n<p>Antes da guerra, a navega\u00e7\u00e3o flu\u00eda livremente atrav\u00e9s do Estreito, que se encontra nas \u00e1guas territoriais tanto do Ir\u00e3o como de Om\u00e3, mas que \u00e9 geralmente considerado uma via naveg\u00e1vel internacional.<\/p>\n<p><b>No entanto, com o desenrolar da guerra, o Ir\u00e3o reivindicou aquilo a que chama o direito soberano de administrar o Estreito e impor taxas sobre a navega\u00e7\u00e3o, juntamente com o Om\u00e3. <\/b><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO Ir\u00e3o quer controlar esta via mar\u00edtima crucial, exigindo que as embarca\u00e7\u00f5es comerciais utilizem corredores pr\u00e9-aprovados e se submetam a inspe\u00e7\u00f5es ou taxas de servi\u00e7o.&#13;\n<\/p>\n<p>Os Estados Unidos rejeitam as restri\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas de Teer\u00e3o, insistindo que o estreito continua a ser uma via naveg\u00e1vel internacional aberta, de acordo com o direito internacional.<\/p>\n<p>c\/ag\u00eancias&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cO plano n\u00e3o tem qualquer hip\u00f3tese de sucesso\u201d, disse um alto funcion\u00e1rio iraniano esta quarta-feira \u00e0 Reuters, acrescentando&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":466409,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,53576,15,16,830,14,5453,25,26,21,22,62,12,13,19,20,36294,53903,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-466408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-estreito","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-headlines","tag-irao","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-oma","tag-ormuz","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117003607561550808","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/466408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=466408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/466408\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/466409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=466408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=466408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=466408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}