{"id":471754,"date":"2026-08-02T20:11:30","date_gmt":"2026-08-02T20:11:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/471754\/"},"modified":"2026-08-02T20:11:30","modified_gmt":"2026-08-02T20:11:30","slug":"volkswagen-quer-travar-os-hibridos-plug-in-chineses-mas-admite-precisar-deles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/471754\/","title":{"rendered":"Volkswagen quer travar os h\u00edbridos plug-in chineses, mas admite precisar deles"},"content":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de mal necess\u00e1rio. A ascens\u00e3o dos fabricantes chineses no mercado europeu est\u00e1 a alterar rapidamente o equil\u00edbrio de for\u00e7as no setor autom\u00f3vel. No entanto, as marcas europeias, como a Volkswagen, dependem cada vez mais da tecnologia e das parcerias chinesas.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china05.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china05-720x405.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1133224\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Depois de terem conquistado uma posi\u00e7\u00e3o relevante nos el\u00e9tricos, as marcas chinesas est\u00e3o agora a c<strong>rescer de forma expressiva nos h\u00edbridos plug-in (PHEV)<\/strong>, um segmento que at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo era dominado pelos construtores europeus.<\/p>\n<p>Perante este cen\u00e1rio, o CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, defendeu que a <strong>Uni\u00e3o Europeia deve agir rapidamente<\/strong> e aplicar <strong>tarifas tamb\u00e9m aos h\u00edbridos plug-in produzidos na China<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, existe um paradoxo. A pr\u00f3pria Volkswagen depende cada vez mais da tecnologia e das parcerias chinesas para acelerar o desenvolvimento da sua futura gama.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china03.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china03-720x405.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1133222\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Chineses j\u00e1 dominam uma fatia importante do mercado PHEV<\/p>\n<p>Segundo dados recentes do mercado europeu, as marcas chinesas j\u00e1 representam <strong>28,3%<\/strong> <strong>das vendas de h\u00edbridos plug-in (PHEV) na Europa<\/strong>, uma quota que continua a crescer.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, estes modelos escaparam \u00e0s <strong>tarifas adicionais impostas pela Uni\u00e3o Europeia aos autom\u00f3veis 100% el\u00e9tricos<\/strong> fabricados na China, tornando-se uma alternativa particularmente competitiva em pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Este crescimento preocupa especialmente os fabricantes tradicionais, que veem um dos seus segmentos mais rent\u00e1veis come\u00e7ar a ser ocupado por concorrentes chineses.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china04.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china04-720x405.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1133223\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Volkswagen pede tarifas &#8220;sem perder tempo&#8221;<\/p>\n<p>Oliver Blume considera que Bruxelas deve agir rapidamente.\u00a0Na sua perspetiva, os <strong>h\u00edbridos plug-in chineses est\u00e3o a ganhar quota de mercado gra\u00e7as \u00e0 aus\u00eancia de tarifas<\/strong> equivalentes \u00e0s aplicadas aos ve\u00edculos el\u00e9tricos a bateria (BEV), criando uma situa\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia desequilibrada.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do respons\u00e1vel da Volkswagen \u00e9 clara: a <strong>Uni\u00e3o Europeia dever\u00e1 estender as medidas comerciais tamb\u00e9m aos PHEV<\/strong> fabricados na China, evitando que estes substituam os el\u00e9tricos como principal porta de entrada das marcas chinesas no mercado europeu.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china02.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china02-720x405.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1133221\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O paradoxo: a Volkswagen tamb\u00e9m depende da China<\/p>\n<p>Apesar desta posi\u00e7\u00e3o, a realidade industrial da Volkswagen \u00e9 bastante mais complexa.<\/p>\n<p>O grupo alem\u00e3o tem vindo a refor\u00e7ar a coopera\u00e7\u00e3o com fabricantes chineses para recuperar competitividade, sobretudo na \u00e1rea dos ve\u00edculos el\u00e9tricos e do software.<\/p>\n<p><strong>Entre os exemplos mais relevantes encontram-se<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>A parceria com a <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/tag\/xpeng\/\" rel=\"nofollow noopener\">XPENG<\/a> para desenvolver novos modelos el\u00e9tricos destinados ao mercado chin\u00eas.<\/li>\n<li>A colabora\u00e7\u00e3o com a SAIC para o desenvolvimento de novas plataformas.<\/li>\n<li>O investimento em tecnologias desenvolvidas na China para reduzir tempos de desenvolvimento e custos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m disso, v\u00e1rios dos futuros modelos da Volkswagen utilizar\u00e3o tecnologia desenvolvida em colabora\u00e7\u00e3o com parceiros chineses, demonstrando que a marca reconhece que atualmente a China lidera em diversas \u00e1reas da mobilidade el\u00e9trica.<\/p>\n<p>A press\u00e3o sobre os fabricantes europeus aumenta<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o da Volkswagen n\u00e3o surge isoladamente.<\/p>\n<p>Os fabricantes europeus enfrentam atualmente v\u00e1rios desafios em simult\u00e2neo:<\/p>\n<ul>\n<li>Forte quebra das vendas na China;<\/li>\n<li>Crescente concorr\u00eancia de marcas como BYD, Geely, MG ou Chery na Europa;<\/li>\n<li>Custos de produ\u00e7\u00e3o superiores aos dos fabricantes chineses;<\/li>\n<li>Necessidade de acelerar o desenvolvimento de novos ve\u00edculos el\u00e9tricos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No caso da Volkswagen, esta <strong>press\u00e3o j\u00e1 levou o grupo a rever em baixa as previs\u00f5es para 2026<\/strong> e a anunciar um plano de redu\u00e7\u00e3o de custos que poder\u00e1 implicar at\u00e9 100 mil postos de trabalho e uma reorganiza\u00e7\u00e3o significativa da produ\u00e7\u00e3o na Alemanha.<\/p>\n<p><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china01.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/phev_china01-720x405.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1133220\"  \/><\/a><\/p>\n<p>O futuro pode passar por produzir carros chineses na Europa<\/p>\n<p>Curiosamente, uma das solu\u00e7\u00f5es que est\u00e1 a ser estudada passa precisamente por aprofundar a coopera\u00e7\u00e3o com fabricantes chineses.<\/p>\n<p>Tanto respons\u00e1veis pol\u00edticos alem\u00e3es como a pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o da <strong>Volkswagen j\u00e1 admitiram que futuras parcerias poder\u00e3o permitir fabricar ve\u00edculos de tecnologia chinesa<\/strong> em f\u00e1bricas europeias, reduzindo o impacto das tarifas e preservando emprego local.<\/p>\n<p>A guerra comercial est\u00e1 longe do fim<\/p>\n<p>O caso dos h\u00edbridos plug-in mostra que a disputa entre Europa e China entrou numa nova fase.<\/p>\n<p>Depois dos el\u00e9tricos, os <strong>PHEV tornaram-se o novo campo de batalha<\/strong>. Enquanto Bruxelas avalia novas medidas comerciais, os fabricantes europeus procuram proteger o mercado interno sem perder acesso \u00e0 tecnologia chinesa, hoje considerada essencial para manter a competitividade.<\/p>\n<p>Para grupos como a Volkswagen, este equil\u00edbrio ser\u00e1 particularmente dif\u00edcil: por um lado defendem maior prote\u00e7\u00e3o do mercado europeu; por outro, reconhecem que parte da resposta \u00e0 concorr\u00eancia passa precisamente pela colabora\u00e7\u00e3o com empresas chinesas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma esp\u00e9cie de mal necess\u00e1rio. A ascens\u00e3o dos fabricantes chineses no mercado europeu est\u00e1 a alterar rapidamente o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":471755,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33,4635],"class_list":["post-471754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-portugal","tag-pt","tag-xpeng"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117027739688371938","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/471754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=471754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/471754\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/471755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=471754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=471754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=471754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}