{"id":472786,"date":"2026-08-03T16:36:38","date_gmt":"2026-08-03T16:36:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/472786\/"},"modified":"2026-08-03T16:36:38","modified_gmt":"2026-08-03T16:36:38","slug":"natixis-planeia-atingir-mil-trabalhadores-em-lisboa-ate-ao-fim-de-2028-no-porto-caminha-para-3-500-eco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/472786\/","title":{"rendered":"Natixis planeia atingir mil trabalhadores em Lisboa at\u00e9 ao fim de 2028. No Porto caminha para 3.500 \u2013 ECO"},"content":{"rendered":"<p> Depois do sucesso no Porto, a Natixis abriu escrit\u00f3rio em Lisboa. O CEO adianta ao ECO que o objetivo \u00e9 chegar aos mil trabalhadores at\u00e9 ao fim de 2028, com foco especial nos jovens. <\/p>\n<p>Encontramos <strong>Etienne Huret <\/strong>ao sol. De polo rosa, jeans escuros, sand\u00e1lias de couro e bon\u00e9 creme, recebe-nos com um sorriso e vontade de mostrar o <strong>novo centro de compet\u00eancias que a Natixis acaba de instalar em Portugal<\/strong>, desta vez <strong>em Lisboa<\/strong>. Guia-nos com entusiasmo pelo <strong>amplo espa\u00e7o<\/strong>, que, explica, foi pensado para promover a <strong>criatividade <\/strong>e o <strong>di\u00e1logo <\/strong>entre os trabalhadores. Por enquanto, s\u00e3o cerca de <strong>200<\/strong>. Mas, at\u00e9 ao final de 2028, o <strong>CEO da Natixis em Portugal <\/strong>est\u00e1 a contar atingir a fasquia dos <strong>mil trabalhadores<\/strong>.<\/p>\n<p>\n\t\t\tEscolha o ECO como fonte preferida no Google\n\t\t<\/p>\n<p>\t<a class=\"preferred-source__button\" href=\"https:\/\/google.com\/preferences\/source?q=https%3A%2F%2Feco.sapo.pt%2F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><br \/>\n\t\tEscolher<br \/>\n\t\t\u203a<br \/>\n\t<\/a><\/p>\n<p>E se outras empresas estariam preocupadas com as dificuldades de recrutamento inerentes a um salto dessa dimens\u00e3o, para Etienne Huret esse n\u00e3o parece ser o caso. Entre \u201c<strong>milhares de candidaturas espont\u00e2neas<\/strong>\u201d e as <strong>iniciativas promovidas diretamente nas universidades<\/strong>, a Natixis em Portugal tem conseguido dar resposta \u00e0s suas necessidades de talento, garantindo o seu CEO que o<strong> sal\u00e1rio importa, mas n\u00e3o chega<\/strong>. \u201cO mais importante \u00e9 a <strong>alma da empresa<\/strong>\u201c, diz, referindo-se, nomeadamente, \u00e0 import\u00e2ncia de criar organiza\u00e7\u00f5es onde as pessoas<strong> possam ser elas <\/strong><strong>pr\u00f3prias <\/strong>e construir carreiras entusiasmantes.<\/p>\n<p>Em entrevista ao ECO, <strong>o respons\u00e1vel fala ainda da rela\u00e7\u00e3o com o Novobanco<\/strong>, rec\u00e9m-adquirido pelo grupo do qual faz parte da Natixis em Portugal. Antecipa, por exemplo, <strong>oportunidades de <\/strong><strong>carreira <\/strong>interessantes para os milhares de talentos ao servi\u00e7o dessas empresas. <strong>Come\u00e7ar na Natixis e, a certo altura, mudar para o Novobanco ou vice-versa<\/strong>? Ser\u00e1 poss\u00edvel, acredita o CEO, que declara que o seu grande papel \u00e9 <strong>criar as condi\u00e7\u00f5es certas para que as pessoas a seu cargo possam prosperar<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Criamos o nosso centro de compet\u00eancias no Porto em 2017. No in\u00edcio, era um centro que devia chegar a 600 pessoas. Hoje, somos 3.300.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>O CEO do BPCE, Nicolas Namias, disse recentemente que Portugal \u00e9 hoje estrat\u00e9gico para o grupo. Por que \u00e9 que a Natixis escolheu Lisboa para instalar o seu novo centro de compet\u00eancias?<\/p>\n<p>Porque temos uma<strong> experi\u00eancia muito boa no nosso centro no Porto<\/strong>. Criamos o nosso centro de expertise no Porto em 2017. <strong>No in\u00edcio, era um centro que devia chegar a 600 pessoas<\/strong>. Era esse o objetivo que t\u00ednhamos. <strong>Em 2020, j\u00e1 est\u00e1vamos com mais de 700 pessoas<\/strong>. Constat\u00e1mos que as pessoas eram talentosas, comprometidas, motivadas, de uma capacidade intelectual alta, de muito boa forma\u00e7\u00e3o e que falavam muitas l\u00ednguas diferentes. <strong>Ent\u00e3o, em 2020, decidimos acelerar. Hoje, no Porto, somos 3.300.<\/strong> Inicialmente, est\u00e1vamos no IT. Agora fazemos IT, middle office, back office, banking risk, compliance, finance, e cada vez mais estamos perto do front office do banco. Em 2024, percebemos que \u00edamos chegar aos 3.000 empregados, talvez aos 3.500 no Porto, e, assim, \u00edamos chegar a um ponto onde talvez este crescimento seria um bocadinho demais para o tamanho da cidade e das universidades. <strong>Ent\u00e3o, lan\u00e7\u00e1mos um estudo para ver onde \u00e9 que pod\u00edamos abrir um segundo centro para acompanhar o crescimento do grupo e ter acesso ao talento<\/strong>.<\/p>\n<p>A ideia era, desde logo, abrir um segundo centro em Portugal?<\/p>\n<p>Estud\u00e1mos muitas cidades na Europa. Na Europa do Leste, na Europa do Sul. Estud\u00e1mos oportunidades tamb\u00e9m em Marrocos. Olh\u00e1mos novamente para o Porto e conclu\u00edmos:<strong> por que \u00e9 que dever\u00edamos ter a complexidade de abrir numa nova cidade, como Val\u00eancia, Atenas ou Casablanca, quando j\u00e1 t\u00ednhamos uma estrutura em Portugal, sendo que n\u00e3o t\u00ednhamos esgotado o talento portugu\u00eas?<\/strong> Ach\u00e1vamos que era uma muito boa oportunidade para criar o nosso centro em Lisboa para ter acesso a estes talentos com facilidade de implementa\u00e7\u00e3o, porque j\u00e1 est\u00e1vamos em Portugal, j\u00e1 t\u00ednhamos uma organiza\u00e7\u00e3o de recursos humanos e uma organiza\u00e7\u00e3o de empresa.<\/p>\n<p>Portanto, no Porto, o talento serve de alavanca a um crescimento que superou muito a expectativa inicial. E agora serve de \u201cisco\u201d para o centro de Lisboa.<\/p>\n<p>O talento e a nossa demonstra\u00e7\u00e3o de que nos \u00faltimos dez anos, no Porto, <strong>fomos mesmo capazes de adicionar valor ao grupo<\/strong>.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1939072\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/natixis12.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>Etienne Huret, CEO da Natixis em Portugal, em entrevista ao ECOHugo Amaral\/ECO<br \/>\nQuais os objetivos para este novo centro? De que modo se distingue do centro do Porto?<\/p>\n<p><strong>Vamos continuar a miss\u00e3o do Porto<\/strong>. Estamos a acompanhar, primeiro, o corporate investment banking (CIB) do grupo. As nossas origens v\u00eam do CIB e hoje 50% do nosso trabalho \u00e9 para essa \u00e1rea. <strong>Em Lisboa, vamos ter como que uma extens\u00e3o do centro do Porto<\/strong>. Vamos continuar a crescer de vez em quando no Porto e muitas vezes em Lisboa. A miss\u00e3o \u00e9 semelhante. N\u00e3o posso dizer que a miss\u00e3o de Lisboa \u00e9 essa, a miss\u00e3o do Porto \u00e9 aquela. H\u00e1 algumas business lines que s\u00f3 v\u00e3o estar no Porto, outras s\u00f3 v\u00e3o estar em Lisboa, mas h\u00e1 muitas business lines que v\u00e3o estar no Porto e em Lisboa, consoante tamb\u00e9m o talento. <strong>No ver\u00e3o de 2028, vamos ser quatro mil na Natixis em Portugal.<\/strong><\/p>\n<p>Em Lisboa, quantas pessoas t\u00eam, neste momento?<\/p>\n<p>Somos<strong> quase 200 pessoas<\/strong> em Lisboa.<\/p>\n<p>E o objetivo \u00e9 chegar a quantos trabalhadores?<\/p>\n<p>A<strong> mil<\/strong>.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao final do ano?<\/p>\n<p><strong>No final do ano, vamos ser 300<\/strong>.<\/p>\n<p>E os mil s\u00e3o para quando?<\/p>\n<p><strong>Fim de 2028<\/strong>.<\/p>\n<p>E no Porto, a ideia \u00e9 continuar a crescer ou sentem que chegaram a um ponto de estabilidade?<\/p>\n<p>Acho que o patamar de 3.500. Hoje, somos provavelmente 3.200 a 3.300. <strong>Vamos chegar aos 3.500. Mais do que isso, ser\u00e1 marginal<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Um dos sucessos da Natixis em Portugal, at\u00e9 agora, foi a nossa capacidade de ter acesso aos jovens que saem das universidades e muito bem-educados.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Olhemos para Lisboa. Chegar a mil empregados at\u00e9 ao final de 2028 \u00e9 o objetivo. J\u00e1 est\u00e3o a recrutar? Que perfis est\u00e3o a procurar?<\/p>\n<p>Estamos a recrutar. <strong>H\u00e1 uma diversidade nos perfis que procuramos<\/strong>. Em termos de expertise, obviamente o IT continua a ser uma fonte de recrutamento. Estamos a falar de perfis em middle e back offices da banca, estamos a aproveitar perfis em marketing \u2013 em marketing digital, sobretudo \u2013, data scientists, bem como perfis em market risk e credit risk, que s\u00e3o perfis mesmo muito espec\u00edficos. <strong>E tudo isso numa vontade de atingir tamb\u00e9m os jovens.<\/strong><\/p>\n<p>A Natixis tem uma longa hist\u00f3ria de proximidade \u00e0s universidades em Portugal.<\/p>\n<p><strong>Um dos sucessos da Natixis em Portugal, at\u00e9 agora, foi a nossa capacidade de ter acesso aos jovens que saem das universidades e muito bem-educados<\/strong>. Tenho de sublinhar isso: o facto de as universidades portuguesas serem de alto n\u00edvel. Gosto da forma\u00e7\u00e3o portuguesa, n\u00e3o s\u00f3 no expertise de cada um, mas no conte\u00fado global e nas l\u00ednguas. Continuamos muito interessados em atrair os novos talentos. \u00c9 essencial. Por isso, fazemos muitas academias dentro da Natixis, porque, quando se sai das universidades, h\u00e1 ainda muitas coisas a aprender. <strong>Fazemos academias para acelerar esse processo de aprendizagem de uma compet\u00eancia espec\u00edfica e tamb\u00e9m da maneira de trabalhar da nossa empresa.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 estavam h\u00e1 muitos anos no Porto e tinham experi\u00eancia em recrutar nessa cidade. O processo tem sido diferente em Lisboa? Encontrar talento na capital tem sido mais desafiante?<\/p>\n<p>Nem por isso. <strong>Temos acesso a muito talento. Temos milhares de candidaturas espont\u00e2neas<\/strong>. Al\u00e9m disso, fazemos [programas durante] as f\u00e9rias nas universidades para captar os melhores.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Temos muitas pessoas que t\u00eam 15, 20 ou 25 anos de experi\u00eancia, e que est\u00e3o a tocar a porta tamb\u00e9m. O misto \u00e9 importante. Temos de ter a mistura de experi\u00eancia e juventude.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Vemos muitas empresas, nomeadamente tecnol\u00f3gicas, a falarem de dificuldades em recrutar. A Natixis n\u00e3o tem sentido essa dificuldade?<\/p>\n<p>Estou a bater na madeira, mas, neste momento, temos uma marca que est\u00e1 muito bem desenvolvida. H\u00e1 vontade dos jovens virem para a nossa empresa e tamb\u00e9m dos experts. <strong>Temos muitas pessoas que t\u00eam 15, 20 ou 25 anos de experi\u00eancia, e que est\u00e3o a tocar a porta tamb\u00e9m. O misto \u00e9 importante. Temos de ter a mistura de experi\u00eancia e juventude<\/strong>.<\/p>\n<p>Disse que a vossa marca enquanto empregadores est\u00e1 bem desenvolvida. O que contribuiu para esse sucesso? \u00c0 parte da componente salarial, que outros benef\u00edcios t\u00eam oferecido para tornar a Natixis particularmente atrativa?<\/p>\n<p><strong>O mais importante de tudo \u00e9 o esp\u00edrito, \u00e9 a alma da empresa<\/strong>. Pode-se escolher um trabalho para ganhar muito bem, mas, se todos os dias se chegar a esse trabalho com tristeza, com um mau ambiente e pessoas t\u00f3xicas, n\u00e3o d\u00e1, as pessoas n\u00e3o v\u00e3o ficar e a reputa\u00e7\u00e3o da empresa tamb\u00e9m n\u00e3o fica bem estabelecida. <strong>O mais importante, para mim, \u00e9 que sejam os pr\u00f3prios empregados a fazerem a publicidade \u00e0 nossa empresa.<\/strong> Uma das nossas filosofias \u00e9 dar o m\u00e1ximo de liberdade aos nossos empregados.<\/p>\n<p>De que modo?<\/p>\n<p>Obviamente, somos um banco, temos de respeitar todas as regula\u00e7\u00f5es que est\u00e3o implementadas, temos de ter muito cuidado com a confidencialidade, temos de ter os processos bem estabelecidos, mas tem de ser um win-win para o empregado e para a Natixis Portugal. <strong>O win para o empregado, primeiro, \u00e9 a promessa de fazer uma carreira interessante, com um prop\u00f3sito e capacidade de se desenvolver, com forma\u00e7\u00e3o e proje\u00e7\u00e3o.<\/strong> Talvez daqui a cinco anos, esteja em Nova Iorque a trabalhar para a Natixs CIB. Temos v\u00e1rios empregados que foram fazer isso, que come\u00e7aram na Natixis em Portugal, sendo portugueses sa\u00eddos da universidade, com 24 anos, e que est\u00e3o hoje em Nova Iorque, na Quinta Avenida. S\u00e3o hist\u00f3rias lindas. A mesma coisa em Londres, a mesma coisa em Paris, a mesma coisa na \u00c1sia.<strong> Obviamente que a compensa\u00e7\u00e3o salarial faz parte da equa\u00e7\u00e3o e temos de dar uma compensa\u00e7\u00e3o salarial que seja muito representativa da avalia\u00e7\u00e3o de cada empregado, mas muito mais do que isso \u00e9 dar uma perspetiva de carreira interessante, de aprendizagem e de trabalhar num ambiente onde a pessoa pode exprimir-se<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1939068\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/natixis10.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>Etienne Huret, CEO da Natixis em Portugal, em entrevista ao ECOHugo Amaral\/ECO<br \/>\nTem ideia de qual \u00e9 o per\u00edodo m\u00e9dio de reten\u00e7\u00e3o do talento na Natixis em Portugal?<\/p>\n<p>Abrimos a Natixis em Portugal h\u00e1 pouco mais de nove anos, e<strong> temos pessoas que est\u00e3o connosco desde o in\u00edcio, desde dezembro de 2016<\/strong>. Abrimos oficialmente em mar\u00e7o de 2017, mas os primeiros empregados chegaram em dezembro de 2016. Neste momento, temos uma taxa de turnover de 6,6%, o que, para um centro de servi\u00e7os, \u00e9 mesmo muito baixa. \u00c9 importante que as pessoas estejam bem. E se n\u00e3o est\u00e3o, que tenham a possibilidade de conversar com o manager, com os recursos humanos ou comigo. <strong>O meu prop\u00f3sito \u00e9 mesmo ter certeza que os empregados t\u00eam as melhores condi\u00e7\u00f5es para poderem prosperar.<\/strong><\/p>\n<p>Disse que a rela\u00e7\u00e3o de trabalho tinha de ser um win-win.<\/p>\n<p>Um win para os empregados, mas tamb\u00e9m tem de haver um compromisso do empregado para com o win para a empresa. Temos de ser exigentes connosco mesmo. Temos de ser exigentes com a nossa capacidade de deliver, com a nossa capacidade de transformar o grupo e com a nossa capacidade de fazer coisas que sejam muito bem feitas. <strong>N\u00e3o h\u00e1 reconhecimento, se n\u00e3o houver expectativa. Temos muitas expectativas e somos exigentes, mas mais do que pedir, envolvemos os nossos empregados em objetivos que s\u00e3o robustos e trazem adrenalina<\/strong>. \u00c9 por isso que tamb\u00e9m temos pessoas muito motivadas.<\/p>\n<p>O desafio como motor do entusiasmo e motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Exatamente. <strong>E tamb\u00e9m temos de ser capazes de dizer \u00e0s pessoas quando as coisas n\u00e3o est\u00e3o a resultar<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Pelo menos um ter\u00e7o da equipa da Natixis em Portugal est\u00e1 envolvida com a IA de alguma forma, seja em forma\u00e7\u00e3o seja em experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>A prop\u00f3sito, a Intelig\u00eancia Artificial (IA) tornou-se incontorn\u00e1vel tamb\u00e9m no setor da banca. De que modo \u00e9 que a Natixis em Portugal est\u00e1 a preparar as equipas para essa transforma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Estamos a dar muita forma\u00e7\u00e3o. Desde 2023, fizemos v\u00e1rias sess\u00f5es de inicia\u00e7\u00e3o para perceber o que estava a acontecer. Fomos mesmo muito avant-garde nisto, porque em 2023 n\u00e3o havia muitas pessoas a falar disso. Hoje, no IT, estamos a assistir a uma disrup\u00e7\u00e3o por causa da IA massiva. Estamos a dar forma\u00e7\u00e3o a muitos dos nossos colaboradores, j\u00e1 para lhes dar a capacidade de perceber o potencial completo. <strong>N\u00e3o posso pedir a todas as pessoas que usem a IA, se n\u00e3o lhes dei a possibilidade de perceberem realmente as capacidades. Pelo menos, um ter\u00e7o da equipa da Natixis em Portugal est\u00e1 envolvida com a IA de alguma forma, seja em forma\u00e7\u00e3o seja em experimenta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Parece-lhe que a ado\u00e7\u00e3o destas novas ferramentas tecnol\u00f3gicas vai levar a uma redu\u00e7\u00e3o da necessidade de recursos humanos?<\/p>\n<p>Acho que n\u00e3o. Porqu\u00ea? Primeiro, as necessidades s\u00e3o cada vez maiores. Segundo, n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que temos novas vagas que transformam completamente o nosso neg\u00f3cio. Mas <strong>estamos num neg\u00f3cio que \u00e9 de pessoas. A banca n\u00e3o \u00e9 um neg\u00f3cio somente de transa\u00e7\u00f5es<\/strong>. Quando se recorre \u00e0 banca, \u00e9 para projetos, sonhos, futuro\u2026 Tudo isso \u00e9 um neg\u00f3cio de pessoas. Precisamos de pessoas para fazer este neg\u00f3cio de pessoas. H\u00e1 muita sensibilidade, h\u00e1 muitas emo\u00e7\u00f5es, h\u00e1 muitas coisas que n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 um c\u00f3digo. <strong>O neg\u00f3cio da banca \u00e9 um neg\u00f3cio de confian\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<p>E a confian\u00e7a no humano ainda \u00e9 superior \u00e0 que se deposita numa m\u00e1quina, mesmo na mais inteligente das ferramentas tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Acho que sim e <strong>espero que seja sempre assim<\/strong>. Estou mesmo muito interessado em IA, vejo efetivamente potencial, mas acho que o ser humano tem que ter cuidado tamb\u00e9m, no princ\u00edpio filos\u00f3fico do que \u00e9 a nossa consci\u00eancia e a nossa subconsci\u00eancia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1939066\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/natixis08.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>Etienne Huret, CEO da Natixis em Portugal, em entrevista ao ECOHugo Amaral\/ECO<br \/>\nAinda sobre o vosso novo centro em Lisboa, que investimento fez a Natixis neste novo escrit\u00f3rio?<\/p>\n<p>Nem muito.<\/p>\n<p>N\u00e3o tem um n\u00famero que possa revelar?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 n\u00famero. O investimento \u00e9 a renda do centro.<\/p>\n<p>Num prazo de cinco anos, que papel \u00e9 que acha que Portugal ter\u00e1 no universo da Natixis e no universo do grupo BPCE em geral?<\/p>\n<p>J\u00e1 tem um papel significativo, <strong>porque \u00e9 a primeira vez que o grupo BPCE est\u00e1 a fazer um investimento t\u00e3o grande e a apostar num mercado em v\u00e1rias dimens\u00f5es<\/strong>. H\u00e1 o Novobanco, mas tamb\u00e9m a aposta no talento na Natixis em Portugal, e ainda outras atividades na Oney e Banco Primus. Estamos a estabelecer uma marca, com cerca de oito mil pessoas a operar aqui em Portugal.<\/p>\n<p>\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/reportagem\/bpce-quer-ser-a-porta-de-entrada-de-empresas-francesas-em-portugal\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p class=\"info-card__intro\">BPCE quer abrir a porta de Portugal \u00e0s empresas francesas<\/p>\n<p class=\"info-card__link\">&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t Ler Mais&#13;\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<\/a>&#13;<\/p>\n<p>Referiu o Novobanco. Que rela\u00e7\u00e3o tem a Natixis Portugal com esse banco, que foi agora adquirido pelo grupo do qual fazem parte?<\/p>\n<p>Cada vez mais. Primeiro, tentamos saber quem eles s\u00e3o e quem n\u00f3s somos. <strong>Estamos tamb\u00e9m a tentar partilhar algumas pr\u00e1ticas e a ser mais eficazes com os nossos parceiros<\/strong>, isto \u00e9, quando estamos a fazer uma compra da qual precisamos os dois, talvez faz\u00ea-la em conjunto possa ser mais vantajoso por causa da escala. <strong>Temos quase a mesma quantidade de talento do que o Novobanco, mas temos uma idade m\u00e9dia diferente, e isso permite talvez propor aos nossos colaboradores carreiras interessantes. Come\u00e7ar na Natixis em Portugal, fazer muitas coisas diferentes e a certo ponto ir para o Novobanco ou vice-versa.<\/strong><\/p>\n<p>Essa mobilidade ser\u00e1 mesmo poss\u00edvel?<\/p>\n<p>Totalmente poss\u00edvel. <strong>Neste momento, s\u00e3o dois contratos de trabalho diferentes, mas \u00e9 bastante interessante ter essa possibilidade.<\/strong><\/p>\n<p>Inauguraram este novo centro. Podemos contar com mais investimento da Natixis em Portugal? H\u00e1 novos centros no horizonte?<\/p>\n<p>Neste momento, n\u00e3o. Acho que estando em Lisboa e no Porto, somos capazes de atrair 80% do talento portugu\u00eas. O Algarve n\u00e3o est\u00e1 previsto. A Madeira tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1. Os A\u00e7ores n\u00e3o est\u00e3o previstos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Depois do sucesso no Porto, a Natixis abriu escrit\u00f3rio em Lisboa. 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