{"id":475035,"date":"2026-08-05T08:35:12","date_gmt":"2026-08-05T08:35:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475035\/"},"modified":"2026-08-05T08:35:12","modified_gmt":"2026-08-05T08:35:12","slug":"brasileiros-estao-tomando-muito-remedio-para-dormir-aponta-estudo-da-usp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475035\/","title":{"rendered":"Brasileiros est\u00e3o tomando muito rem\u00e9dio para dormir, aponta estudo da USP"},"content":{"rendered":"<p>A ins\u00f4nia atinge at\u00e9 um em cada tr\u00eas brasileiros, interferindo na sa\u00fade, no bem-estar e na produtividade. O problema tem uma abordagem eficiente que n\u00e3o requer medica\u00e7\u00e3o, a terapia cognitivo comportamental (TCC), primeira linha de tratamento, mas ainda pouco utilizada. Um <a href=\"https:\/\/www.thieme-connect.de\/products\/ejournals\/html\/10.1055\/s-0046-1825529\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">estudo<\/a> da <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/usp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">USP<\/a> <\/strong>acaba de mostrar que os rem\u00e9dios para dormir continuam sendo o tratamento predominante, sejam prescritos ou por automedica\u00e7\u00e3o. 60% dos participantes relataram o uso, com destaque para os hipn\u00f3ticos (44% dos participantes), como o Zolpidem, e os benzodiazep\u00ednicos (37,9%), como o clonazepam \u2013 ambos com efeitos adversos que podem ser graves, especialmente no longo prazo.<\/p>\n<p>A pesquisa liderada pelo Instituto de Psiquiatria (<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/ipq\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">IPq<\/a><\/strong>) da Faculdade de Medicina da USP (<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/fmusp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">FMUSP<\/a><\/strong>) mostrou que uma parcela expressiva dos adultos que procuraram tratamento psicol\u00f3gico para ins\u00f4nia j\u00e1 fazia uso de medicamentos para dormir. Para Renatha El Rafihi Ferreira, coordenadora do estudo publicado na revista Sleep Science, \u201cos n\u00fameros indicam a necessidade de ampliar o acesso a interven\u00e7\u00f5es comportamentais, e promover o uso racional desses medicamentos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Outros resultados<\/strong><\/p>\n<p>O estudo identifica as classes de medica\u00e7\u00f5es mais usadas. Al\u00e9m dos j\u00e1 citados hipn\u00f3ticos e benzodiazep\u00ednicos, chama a aten\u00e7\u00e3o a preval\u00eancia de drogas de venda livre (39% dos participantes relataram uso), como antial\u00e9rgicos e relaxantes musculares. \u201cIsso mostra que as pessoas est\u00e3o se automedicando. Muitas vezes quem usa essas drogas de balc\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 tendo acompanhamento\u201d, diz Renatha El Rafihi.<\/p>\n<p>A pesquisa aponta tamb\u00e9m os padr\u00f5es de uso, cont\u00ednuo ou ocasional. O Zolpidem foi o medicamento mais frequentemente relatado no geral, mas com uma preval\u00eancia significativamente maior entre os usu\u00e1rios cont\u00ednuos. Outros medicamentos mais comumente usados de forma cont\u00ednua inclu\u00edram trazodona, mirtazapina, pregabalina e quetiapina. O uso de relaxantes musculares e anti-histam\u00ednicos foi mais comum entre os usu\u00e1rios ocasionais.<\/p>\n<p>Os resultados mostram ainda como aspectos populacionais e cl\u00ednicos est\u00e3o associados ao consumo. Entre os fatores sociodemogr\u00e1ficos est\u00e1 a ra\u00e7a \u2013 74% das pessoas brancas faziam uso de medica\u00e7\u00f5es para dormir, contra 26% de pretos e pardos, e essa maior preval\u00eancia independe da gravidade da ins\u00f4nia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico-Jornal-da-USP-insonia-1b.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-167513 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico-Jornal-da-USP-insonia-1b.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"475\"  \/><\/a>Distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos para dormir relatados no estudo, incluindo classes farmacol\u00f3gicas e medica\u00e7\u00f5es de venda livre (\u201cover the counter\u201d), que n\u00e3o exigem receita mas n\u00e3o se restringem a uma classe. As mais usadas foram os f\u00e1rmacos Z (hipn\u00f3ticos) e benzodiazep\u00ednicos, seguidos por sedativos, antidepressivos e antipsic\u00f3ticos de uso n\u00e3o convencional, sendo que os participantes puderam relatar o uso de mais de um rem\u00e9dio<\/p>\n<p>\u201cO uso e o abuso podem ocorrer em todos os contextos, mas provavelmente estas pessoas [pretos e pardos] t\u00eam menos acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade no geral\u201d, diz Ana Fl\u00e1via Bonini, psiquiatra do Centro de Aten\u00e7\u00e3o Psicossocial e primeira autora do artigo, referindo-se \u00e0 interse\u00e7\u00e3o entre ra\u00e7a e renda.<\/p>\n<p>Renatha El Rafihi conta tamb\u00e9m que, entre os pesquisadores da \u00e1rea, existe uma percep\u00e7\u00e3o de que drogas Z e benzodiazep\u00ednicos sejam receitados principalmente fora da psiquiatria, na cl\u00ednica geral ou outras especialidades. \u201cAs duas especialidades mais adequadas para tratar a ins\u00f4nia s\u00e3o a medicina do sono e a psiquiatria. Acreditamos que n\u00e3o seja onde aconte\u00e7a a maior prescri\u00e7\u00e3o dessas drogas para tratar a ins\u00f4nia [n\u00e3o ocasional], mas isso \u00e9 outra discuss\u00e3o, uma hip\u00f3tese que ainda precisa ser investigada\u201d.<\/p>\n<p>Entre as limita\u00e7\u00f5es do estudo realizado, ela aponta que o question\u00e1rio foi auto aplicado \u2014 e nem tudo que as pessoas respondem podem corresponder \u00e0 realidade. Al\u00e9m disso, a amostra de participantes foi obtida em um grupo que j\u00e1 estava buscando terapia para a ins\u00f4nia no IPq, o que n\u00e3o permite dizer que ele \u00e9 um recorte do Brasil. \u201cO ideal seria uma popula\u00e7\u00e3o mais diversa, com diferentes n\u00edveis de escolaridade. Tivemos uma parcela pequena de participantes com baixa escolaridade, pardos e negros. Apesar de conseguirmos fazer uma uma an\u00e1lise em cima disso, a maioria eram pessoas brancas que estavam \u00e0 procura de terapia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ins\u00f4nia e Terapia Cognitivo Comportamental<\/strong><\/p>\n<p>O que define a ins\u00f4nia? \u201cA pessoa tem que apresentar queixas de in\u00edcio e manuten\u00e7\u00e3o do sono pelo menos tr\u00eas vezes na semana. Ou seja, dificuldade para dormir, ou despertar \u00e0 noite de modo significativo, com demora de mais de meia hora para retornar ao sono. Ou ainda, acordar mais cedo do que o desejado e n\u00e3o conseguir retornar ap\u00f3s 30 minutos\u201d, explica a pesquisadora, pontuando que acordar \u00e0 noite, ir ao banheiro e voltar a dormir n\u00e3o \u00e9 considerado ins\u00f4nia.<\/p>\n<p>Mas essas queixas ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para preencher os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos; t\u00eam que vir acompanhadas de preju\u00edzos durante o dia. \u201cPor exemplo, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, entre outras\u201d, diz a neurologista especialista em medicina do sono Rosa Hasan, acrescentando que, para ser considerada ins\u00f4nia cr\u00f4nica, ela deve ocorrer pelo menos tr\u00eas vezes por semana h\u00e1 pelo menos tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>E que perpetua a ins\u00f4nia? \u201cEstresse cr\u00f4nico, ansiedade com o desempenho do pr\u00f3prio sono, doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o tratadas, como depress\u00e3o, dor cr\u00f4nica, e h\u00e1bitos desfavor\u00e1veis a um bom sono. Aqui precisa de avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e tratamento para o problema n\u00e3o ir piorando\u201d, diz a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>\u201cExiste o que chamamos de \u2018teoria dos tr\u00eas p\u00eas\u2019. Primeiro, a pessoa j\u00e1 tem uma predisposi\u00e7\u00e3o para desenvolver ins\u00f4nia\u201d, explica Renatha El Rafihi. Algumas acumulam mais cortisol [horm\u00f4nio ligado ao estresse] do que outras, por exemplo, ou t\u00eam perfis psicol\u00f3gicos que s\u00e3o predisponentes, com muitos pensamentos ruminativos\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Somado a isso, existem os fatores de precipita\u00e7\u00e3o, os gatilhos. \u201cUma pandemia, um div\u00f3rcio, crise financeira ou mesmo uma promo\u00e7\u00e3o no trabalho, que vai mexer na rotina dessa pessoa\u201d.<\/p>\n<p>Por fim, existem os fatores perpetuadores. \u201cMuitas vezes a forma com que lidamos com o sono piora a ins\u00f4nia. Por exemplo, eu n\u00e3o consegui dormir bem \u00e0 noite, ent\u00e3o eu vou estender o tempo na cama pela manh\u00e3. Ou eu vou tirar cochilos. Ou ent\u00e3o vou mais cedo para cama no dia seguinte\u201d, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Essas estrat\u00e9gias, que parecem uma resolu\u00e7\u00e3o, tendem a tornar a ins\u00f4nia cr\u00f4nica. \u201cQuanto mais tempo voc\u00ea permanece na cama acordado, mais seu c\u00e9rebro entende que seu corpo fica em vig\u00edlia deitado. A orienta\u00e7\u00e3o que a gente d\u00e1 \u00e9 que se use a cama somente para atividade sexual e sono\u201d, diz Renatha El Rafihi, j\u00e1 entrando na abordagem em que se especializou. \u201cA Terapia Cognitivo Comportamental para Ins\u00f4nia (TCCI) vai focar em h\u00e1bitos e na cren\u00e7a sobre o sono, quer dizer, na forma como a pessoa pensa sobre ele. Ela \u00e9 o tratamento padr\u00e3o ouro para ins\u00f4nia.\u201d<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 higiene do sono, ressalta a psic\u00f3loga, apesar da higiene fazer parte dela, assim como a psicoeduca\u00e7\u00e3o. \u201cA TCCI \u00e9 uma abordagem te\u00f3rica com tr\u00eas componentes principais: restri\u00e7\u00e3o de sono, controle de est\u00edmulos e reestrutura\u00e7\u00e3o cognitiva\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m como abordagem comportamental para ins\u00f4nia surgiu, mais recentemente, a Terapia de Aceita\u00e7\u00e3o e Compromisso (ACT, na sigla em ingl\u00eas). \u201c\u00c9 o que a gente chama de terceira onda. Em vez de focar s\u00f3 em sintomas, h\u00e1bitos e no que a pessoa pensa sobre o sono, a ACT amplia para outras quest\u00f5es da vida do paciente, \u00e9 mais uma psicoterapia. Por exemplo, se existe um comportamento de evita\u00e7\u00e3o, ele acaba tendo menos autocuidado e isso consequentemente afeta o sono. \u00c9 como se a ins\u00f4nia fosse s\u00f3 um sintoma de outros padr\u00f5es da vida desse paciente.\u201d<\/p>\n<p>Apesar de mais nova, estudos t\u00eam mostrado a efic\u00e1cia da ACT no longo prazo, ap\u00f3s seis meses em m\u00e9dia, enquanto na TCCI os resultados aparecem mais em curto prazo. Mas n\u00e3o necessariamente a TCCI \u00e9 superior por isso; diferentes pacientes podem responder melhor a uma ou a outra terapia.<\/p>\n<p>Os rem\u00e9dios, portanto, n\u00e3o precisam e n\u00e3o devem ser a primeira escolha no tratamento da ins\u00f4nia. \u201cUma das coisas mais alarmantes das drogas como Zolpidem ou benzodiazep\u00ednicos \u00e9 o seu poder de causar depend\u00eancia. A pessoa aumenta a dose, mas vai precisar de cada vez mais para que ela fa\u00e7a efeito \u2014 \u00e9 o que a gente chama de toler\u00e2ncia. \u00c9 muito f\u00e1cil se viciar\u201d, diz Renatha El Rafihi.<\/p>\n<p>Os preju\u00edzos do uso prolongado dos benzodiazep\u00ednicos ao cognitivo s\u00e3o bastante comentados, mas j\u00e1 existem estudos mostrando que as drogas Z tamb\u00e9m est\u00e3o associadas a falhas cognitivas e de mem\u00f3ria no longo prazo. Al\u00e9m disso, mesmo em curto prazo, ambas as classes de medica\u00e7\u00e3o aumentam as quedas em idosos e causam esquecimentos. No caso do Zolpidem, por exemplo, h\u00e1 relatos da pessoa entrar em um site e fazer v\u00e1rias compras das quais n\u00e3o se lembra depois, ou mandar mensagens para um grupo de WhatsApp que n\u00e3o mandaria em seu estado habitual. Rosa Hassan alerta que \u201ca retirada dessa medica\u00e7\u00f5es, quando em uso prolongado, deve ser orientada por m\u00e9dico\u201d.<\/p>\n<p><strong>Contexto importa<\/strong><\/p>\n<p>Ana Fl\u00e1via Bonini ressalta que as quest\u00f5es sociais devem ser integradas no atendimento ao paciente. \u201cA ins\u00f4nia n\u00e3o acontece isoladamente. Quando atendemos algu\u00e9m em vulnerabilidade social, temos que levar em considera\u00e7\u00e3o os fatores que est\u00e3o ocorrendo ali: desemprego, viol\u00eancia, inseguran\u00e7a alimentar, moradia inadequada, jornadas de trabalho intensas, tempo gasto no deslocamento, estresse cr\u00f4nico\u2026 tudo isso interfere diretamente na qualidade do sono\u201d, diz ela, ao explicar que n\u00e3o faz sentido orientar apenas a higiene do sono para algu\u00e9m que mora em uma casa muito barulhenta, com muitas pessoas dividindo o mesmo c\u00f4modo. \u201cComo ela vai fazer o desligamento progressivo dos est\u00edmulos nesta realidade?\u201d Ou uma pessoa que trabalha em hor\u00e1rios irregulares, em turnos. \u201cO tratamento deve ser individualizado, n\u00e3o adianta falar em um protocolo s\u00f3, que na pr\u00e1tica n\u00e3o vai servir para todos\u201d, diz a psiquiatra, que atende tanto na rede p\u00fablica quanto privada.<\/p>\n<p>Ela explica que nos dois contextos o tratamento come\u00e7a por tentar entender o que est\u00e1 causando a ins\u00f4nia. Transtornos como depress\u00e3o e ansiedade est\u00e3o bastante associados \u00e0 ins\u00f4nia em uma rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca e bidirecional. Mas no SUS, especialmente no CAPS e na UBS, \u00e9 ainda mais importante o cuidado multiprofissional, justamente porque muitas quest\u00f5es ultrapassam a dimens\u00e3o m\u00e9dica. \u201cPsic\u00f3logos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, toda equipe contribui para o cuidado; temos que tirar o foco s\u00f3 da parte m\u00e9dica e medicamentosa\u201d diz ela, ao ressaltar que, quando indicados os rem\u00e9dios podem e devem sim ser utilizados para aumentar o conforto e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, mas sempre por tempo limitado, com acompanhamento e ajuste de dose.<\/p>\n<p>Sobre as terapias comportamentais, ela refor\u00e7a que s\u00e3o a primeira linha de tratamento pelas diretrizes internacionais, e acredita que ainda n\u00e3o est\u00e3o largamente dispon\u00edveis na rede p\u00fablica porque exigem profissionais treinados, um tempo de acompanhamento e uma estrutura que muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil de ser oferecida para tantas pessoas. Ela tamb\u00e9m menciona o fato destas terapias precisarem de mais tempo, e que \u00e0s vezes isso se choca com a expectativa dos pacientes \u2013 e dos profissionais \u2013 por uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida, e as medica\u00e7\u00f5es acabam sendo a primeira op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Renatha El Rafihi aponta que essas medica\u00e7\u00f5es foram desenvolvidas para uso em curto prazo, mas com o seu poder de causar depend\u00eancia, as pessoas o prolongam. \u201cAt\u00e9 porque elas trazem a possibilidade de voc\u00ea tomar a medica\u00e7\u00e3o e conseguir controlar o hor\u00e1rio que vai dormir\u201d, diz. \u201cDormir \u00e9 um comportamento para o qual voc\u00ea tem que preparar seu corpo; voc\u00ea n\u00e3o controla o hor\u00e1rio em que vai ter sono ou dormir. E a\u00ed nesse mundo contempor\u00e2neo, em que n\u00f3s queremos cada vez mais \u2018mandar em n\u00f3s mesmos\u2019, no nosso corpo, essas drogas trazem esse controle.\u201d<\/p>\n<p>(Com informa\u00e7\u00f5es do Jornal da USP)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A ins\u00f4nia atinge at\u00e9 um em cada tr\u00eas brasileiros, interferindo na sa\u00fade, no bem-estar e na produtividade. 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