{"id":475501,"date":"2026-08-05T15:26:23","date_gmt":"2026-08-05T15:26:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475501\/"},"modified":"2026-08-05T15:26:23","modified_gmt":"2026-08-05T15:26:23","slug":"estrume-lixo-e-carocos-vao-servir-para-reduzir-dependencia-energetica-de-portugal-do-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475501\/","title":{"rendered":"Estrume, lixo e caro\u00e7os v\u00e3o servir para reduzir depend\u00eancia energ\u00e9tica de Portugal do estrangeiro"},"content":{"rendered":"<p>        Distribuidora de g\u00e1s ambiciona substituir 9% do g\u00e1s f\u00f3ssil usado hoje em dia por biometano, g\u00e1s renov\u00e1vel, at\u00e9 2030. Sobre investimentos propostos na rede at\u00e9 2031,  diz que refletem uma \u201cabordagem prudente\u201d e que \u201cn\u00e3o correspondem a uma l\u00f3gica expansionista, apesar de persistirem 68 concelhos sem acesso ao g\u00e1s nas \u00e1reas de concess\u00e3o do grupo\u201d. E considera \u201cn\u00e3o existir evid\u00eancia que suporte uma redu\u00e7\u00e3o significativa da procura de g\u00e1s\u201d.    <\/p>\n<p>A aposta no biometano vai permitir reduzir a depend\u00eancia energ\u00e9tica de Portugal face ao estrangeiro. O biometano \u00e9 um g\u00e1s renov\u00e1vel obtido atrav\u00e9s dos res\u00edduos da atividade agropecu\u00e1ria, como o estrume, o lixo urbano ou res\u00edduos agroindustriais, como o caro\u00e7o da azeitona. \u00c9 esta a vis\u00e3o da Floene, empresa distribuidora de g\u00e1s em Portugal.<\/p>\n<p>\u201cSem d\u00favida nenhuma que o biometano nos pa\u00edses onde est\u00e1 mais desenvolvido gera um maior conforto, uma menor exposi\u00e7\u00e3o a estes riscos geopol\u00edticos e de seguran\u00e7a de abastecimento do g\u00e1s natural. Estar\u00edamos menos dependentes de qualquer crise de abastecimento\u201d, disse o presidente da Floene Gabriel Sousa em entrevista ao Jornal Econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>\u201cApesar de tudo o que estamos a assistir nesta crise em termos de impacto de pre\u00e7o, em concreto o g\u00e1s natural, \u00e9 significativamente menor o impacto, que estamos a assistir at\u00e9 \u00e0 data, quando comparado com aquilo que aconteceu em 2022, quando cheg\u00e1mos a ter os pre\u00e7os spot do g\u00e1s em cerca de 300 euros por megawatt hora\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A empresa \u2013 detida em 75% pelos alem\u00e3es da Allianz \u2013 j\u00e1 conta com um total de 18 contratos de biometano firmados, com a Floene a destaca que a rede de g\u00e1s n\u00e3o precisa de grande investimento para receber este g\u00e1s renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cPortugal tem a rede de g\u00e1s mais moderna da Europa. Come\u00e7\u00e1mos a ter g\u00e1s em 1997, portanto, quando outros pa\u00edses tinham g\u00e1s desde 1930\/1940. Hoje em dia s\u00e3o pa\u00edses que confrontam-se com o desafio de renovar as suas redes, de substituir materiais mais antigos por materiais mais modernos. Mas 95% da rede de g\u00e1s est\u00e1 constru\u00edda em polietileno e n\u00e3o temos de fazer grandes investimentos, n\u00e3o temos de fazer quase investimento nenhum para fazer esta adapta\u00e7\u00e3o\u201d, segundo o gestor.<\/p>\n<p>\u201cEu costumo fazer a analogia com a eletricidade. N\u00f3s, em nossa casa, quando ligamos o interruptor, n\u00e3o temos a m\u00ednima ideia se aquele eletr\u00e3o \u00e9 verde ou \u00e9 cinzento. O biometano \u00e9 a mesma coisa, \u00e9 uma mol\u00e9cula igual ao g\u00e1s natural. Portanto, no nosso fog\u00e3o, nos esquentadores, nos queimadores industriais, ningu\u00e9m vai notar diferen\u00e7a nenhuma se hoje a rede est\u00e1 a receber 100% de biometano, se amanh\u00e3 tiver a receber apenas 70%, ningu\u00e9m vai notar\u201d, afirmou, destacando o projeto-piloto no concelho do Seixal, distrito de Set\u00fabal, que fornece hidrog\u00e9nio verde a 82 clientes residenciais, comerciais e industriais desde 2023, misturando 20% de hidrog\u00e9nio com g\u00e1s.<\/p>\n<p>Gabriel Sousa destaca que \u00e9 poss\u00edvel \u201csubstituir 60% do g\u00e1s que hoje em dia circula nas redes de distribui\u00e7\u00e3o\u201d com biometano, segundo um estudo feito pela Roland Berger.<\/p>\n<p>O objetivo em Portugal \u00e9 atingir os 2,7 TWh em 2030, \u201ccerca de 9% da quantidade de g\u00e1s que hoje em dia \u00e9 distribu\u00eddo\u201d. A companhia j\u00e1 tem \u201ccerca de 20 contratos assinados para a inje\u00e7\u00e3o de g\u00e1s renov\u00e1vel na rede\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando olhamos para os contratos que j\u00e1 est\u00e3o assinados, quando olhamos para os processos que est\u00e3o em pipeline, nos contatos que j\u00e1 tivemos, nos pedidos de informa\u00e7\u00e3o, estaremos com um conjunto de projetos que nos parece perfeitamente alcan\u00e7\u00e1vel chegar a 2030 com 2,4 TWh. Estamos l\u00e1 quase\u201d, estimou.<\/p>\n<p>Gabriel Sousa foi eleito este ano presidente da Gas Distributors for Sustainability (GD4S), a associa\u00e7\u00e3o que representa os principais operadores de redes de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s na Europa.<\/p>\n<p>Terminou esta semana a consulta p\u00fablica sobre os planos de desenvolvimento e investimento das redes de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s para o per\u00edodo 2027-2031 (PDIRD-G 2026), que foram apresentadas pelos 11 operadores das redes de distribui\u00e7\u00e3o, com nove a pertencerem \u00e0 Floene.<\/p>\n<p>O plano apresentado pelos diversos operadores prop\u00f5e o investimento de 407 milh\u00f5es de euros, com 250 milh\u00f5es a destinarem-se \u00e0 expans\u00e3o das redes e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de 113 mil novas liga\u00e7\u00f5es, com, pelo menos, 1.150km de nova rede e quase 42 mil ramais.<\/p>\n<p>\u201cOs investimentos propostos pelos operadores de rede de distribui\u00e7\u00e3o do Grupo Floene refletem uma abordagem prudente, incremental e centrada na melhor utiliza\u00e7\u00e3o da rede j\u00e1 existente. N\u00e3o correspondem a uma l\u00f3gica expansionista, apesar de persistirem 68 concelhos sem acesso ao g\u00e1s nas \u00e1reas de concess\u00e3o do grupo. A prioridade est\u00e1 na manuten\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura consolidada, assegurando simultaneamente a coes\u00e3o territorial\u201d, argumenta a Floene.<\/p>\n<p>Sobre as perspetivas de consumo, a Floene considera \u201cn\u00e3o existir evid\u00eancia que suporte uma redu\u00e7\u00e3o significativa da procura de g\u00e1s. Mesmo num cen\u00e1rio conservador, estima-se que a diminui\u00e7\u00e3o do consumo at\u00e9 2040 seja inferior a 2%, valor que poder\u00e1 inclusive sobrestimar a redu\u00e7\u00e3o efetiva. A Floene alerta ainda que assumir uma quebra do consumo sem fundamentos s\u00f3lidos pode levar a decis\u00f5es erradas sobre os investimentos necess\u00e1rios na rede\u201d.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m veio alertar para os \u201cefeitos adversos de uma eventual limita\u00e7\u00e3o excessiva do investimento. Tal op\u00e7\u00e3o poder\u00e1 conduzir ao aumento dos custos suportados pelos consumidores de g\u00e1s e pelos consumidores de eletricidade, devido \u00e0s necessidades acrescidas de eletrifica\u00e7\u00e3o dos consumos atualmente assegurados pela rede de g\u00e1s. Por essa raz\u00e3o, a Floene considera que a an\u00e1lise econ\u00f3mica deve centrar-se na procura das solu\u00e7\u00f5es mais eficientes para a descarboniza\u00e7\u00e3o, valorizando o contributo de uma infraestrutura de g\u00e1s preparada para integrar gases renov\u00e1veis e complementar o sistema el\u00e9trico\u201d.<\/p>\n<p>A Floene defende assim que a \u201cdescarboniza\u00e7\u00e3o do setor energ\u00e9tico portugu\u00eas deve assentar numa abordagem tecnol\u00f3gica equilibrada, capaz de combinar a eletrifica\u00e7\u00e3o dos consumos com o desenvolvimento dos gases de origem renov\u00e1vel, em linha com as orienta\u00e7\u00f5es definidas no Plano Nacional Energia e Clima 2030 e no Plano de A\u00e7\u00e3o para o Biometano 2024-2040\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNum contexto de crescente exig\u00eancia em mat\u00e9ria de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, a Floene considera que as redes de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s t\u00eam um papel essencial na concretiza\u00e7\u00e3o dos objetivos nacionais de descarboniza\u00e7\u00e3o, contribuindo simultaneamente para a seguran\u00e7a do abastecimento, a flexibilidade do sistema energ\u00e9tico e a sua resili\u00eancia face a situa\u00e7\u00f5es de instabilidade clim\u00e1tica ou geopol\u00edtica\u201d, de acordo com a empresa.<\/p>\n<p>A distribuidora tem defendido nos \u00faltimos anos mais apoios para a produ\u00e7\u00e3o nacional de biometano disparar mais de 15 vezes at\u00e9 2050 de 0,9 TWH para quase 14 terawatts hora (TWh) por ano.<\/p>\n<p>At\u00e9 2050, a maioria da produ\u00e7\u00e3o deste g\u00e1s renov\u00e1vel dever\u00e1 ter como fonte a biomassa (3 Twh), o metano sint\u00e9tico (2,8 TWh), a agropecu\u00e1ria (2,7 TWh), os aterros (2,5 TWh), a agroind\u00fastria (2,4 TWh) e as ETAR (0,5 TWh).<\/p>\n<p>A companhia tem defendido apoios ao investimento, melhoria nas condi\u00e7\u00f5es \u00e0 tarifa de apoio (FiT), incentivar a convers\u00e3o das unidades de biog\u00e1s em biometano e a partilha de investimentos entre o produtor de g\u00e1s e o operador da rede de distribui\u00e7\u00e3om, como a Floene.<\/p>\n<p><strong>Ambientalistas criticam planos de investimento<\/strong><\/p>\n<p>Esta semana, o GEOTA \u2013 Grupo de Estudos de Ordenamento do Territ\u00f3rio e Ambiente \u2013 criticou os planos de desenvolvimento e investimento nas redes de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s para 2027-2031, pedindo ao regulador liderado por Pedro Verdelho para chumbar o plano de investimentos. A ERSE emite um parecer n\u00e3o-vinculativo, mas a decis\u00e3o final cabe \u00e0 ministra do Ambiente e da Energia, ap\u00f3s o plano ser debatido no Parlamento.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 coerente investir em mais de cem mil novas liga\u00e7\u00f5es de g\u00e1s quando a pol\u00edtica energ\u00e9tica europeia aponta para uma meta de 46% de eletrifica\u00e7\u00e3o do consumo final at\u00e9 2040 e quando o pr\u00f3prio Governo portugu\u00eas aposta na eletrifica\u00e7\u00e3o das habita\u00e7\u00f5es. Esta expans\u00e3o prende novos consumidores a uma infraestrutura f\u00f3ssil durante d\u00e9cadas e cria o risco de estes investimentos perderem utilidade muito antes do fim da sua vida econ\u00f3mica\u201d, disse Miguel Macias Sequeira, vice-presidente do GEOTA e investigador em energia e clima no CENSE NOVA-FCT.<\/p>\n<p>\u201cExpandir uma infraestrutura cuja utiliza\u00e7\u00e3o tender\u00e1 a diminuir aumenta o risco de ativos encalhados e de uma espiral tarif\u00e1ria, em que custos fixos cada vez mais elevados s\u00e3o repartidos por um n\u00famero cada vez menor de consumidores\u201d, alerta o GEOTA.<\/p>\n<p>O Grupo avisa que esta estrat\u00e9gia \u201cagrava tamb\u00e9m a vulnerabilidade energ\u00e9tica de Portugal, que continua a importar todo o g\u00e1s natural que consome. A crise energ\u00e9tica desencadeada pela invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia e as recentes perturba\u00e7\u00f5es nos mercados internacionais demonstram os riscos econ\u00f3micos associados \u00e0 depend\u00eancia de combust\u00edveis f\u00f3sseis importados. A Comiss\u00e3o Europeia estima que a eletrifica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 reduzir as importa\u00e7\u00f5es europeias de g\u00e1s em mais de 70% at\u00e9 2040\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de reconhecer o potencial do biometano para \u201cvalorizar res\u00edduos, reduzir emiss\u00f5es e promover a economia circular\u201d, com as estimativas a apontarem para uma produ\u00e7\u00e3o equivalente a 9% do consumo nacional de g\u00e1s previsto para 2030, o GEOTA considera que \u201cque n\u00e3o justifica a expans\u00e3o generalizada das redes. O biometano e o hidrog\u00e9nio renov\u00e1vel dever\u00e3o ser prioritariamente direcionados para os setores onde a eletrifica\u00e7\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p>No estudo da Roland Berger para a Floene, analisando os diversos caminhos de descarboniza\u00e7\u00e3o at\u00e9 2050, concluiu que uma descarboniza\u00e7\u00e3o equilibrada (eletrifica\u00e7\u00e3o com gases renov\u00e1veis) vai ser a que implica menores custos de investimentos na rede de distribui\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, na rede de transporte de g\u00e1s e na rede el\u00e9trica: entre 1.120 a 1.740 milh\u00f5es de euros de Capex.<\/p>\n<p>No cen\u00e1rio de eletrifica\u00e7\u00e3o intensiva, o Capex previsto dever\u00e1 situar-se entre os 1.920 \u2013 3.200 milh\u00f5es de euros. No cen\u00e1rio de hidrog\u00e9nio extensivo, o Capex dever\u00e1 atingir os 1.430 a 2.200 milh\u00f5es de euros. Um valor de Capex superior implica mais valor de investimento em redes, logo um maior peso nas tarifas da eletricidade e de g\u00e1s natural para fam\u00edlias e empresas.<\/p>\n<p>O estudo argumenta que o cen\u00e1rio de descarboniza\u00e7\u00e3o equilibrada \u00e9 o que permite maiores poupan\u00e7as de custos: poupan\u00e7a de 1.400 milh\u00f5es de euros por n\u00e3o implicar investimentos na adapta\u00e7\u00e3o dos consumidores; poupan\u00e7a de 1.130 milh\u00f5es de euros por reduzir significativamente a necessidade de investimentos no sistema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Distribuidora de g\u00e1s ambiciona substituir 9% do g\u00e1s f\u00f3ssil usado hoje em dia por biometano, g\u00e1s renov\u00e1vel, at\u00e9&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":475502,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[17428,88,89,90,26634,76114,1728,17431,31448,32,33],"class_list":["post-475501","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-biometano","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-erse","tag-floene","tag-gabriel-sousa","tag-gas-renovavel","tag-plano-de-investimento","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117043605432399211","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475501","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=475501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475501\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/475502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=475501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=475501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=475501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}