{"id":475999,"date":"2026-08-05T22:44:12","date_gmt":"2026-08-05T22:44:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475999\/"},"modified":"2026-08-05T22:44:12","modified_gmt":"2026-08-05T22:44:12","slug":"um-inseticida-pode-ter-ajudado-o-mosquito-da-malaria-a-se-reproduzir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/475999\/","title":{"rendered":"Um inseticida pode ter ajudado o mosquito da mal\u00e1ria a se reproduzir"},"content":{"rendered":"\n<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Mosquitos da mal\u00e1ria desenvolveram resist\u00eancia a inseticidas, mas uma nova pesquisa revela um motivo surpreendente para manterem essa muta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de proteg\u00ea-los do veneno, a altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica pode estar ajudando os machos a encontrar f\u00eameas para acasalar em ambientes urbanos barulhentos.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>Mosquitos da mal\u00e1ria desenvolveram resist\u00eancia a inseticidas nos anos 50.<\/li>\n<li>A muta\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia permaneceu, apesar de tornar os mosquitos mais lentos.<\/li>\n<li>Estudo sugere que a muta\u00e7\u00e3o aumenta a sensibilidade auditiva dos machos.<\/li>\n<li>Essa sensibilidade facilita a detec\u00e7\u00e3o de f\u00eameas em cidades barulhentas.<\/li>\n<li>O &#8220;romance&#8221; ajuda a explicar a persist\u00eancia da resist\u00eancia ao pesticida.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>O amor sempre vence \u2013 at\u00e9 mesmo no mundo dos insetos. E, no caso do mosquito da mal\u00e1ria, o romance foi capaz de resistir aos inseticidas e \u00e0 interfer\u00eancia humana.<\/p>\n<p>L\u00e1 pelos anos 1950, o Anopheles stephensi virou alvo n\u00famero um dos programas de controle da mal\u00e1ria. A estrat\u00e9gia adotada consistiu na aplica\u00e7\u00e3o de um inseticida potente, conhecido como dieldrina, nas paredes internas das casas, onde os mosquitos costumavam pousar. Em poucos anos, por\u00e9m, ficou claro que o plano tinha ido por \u00e1gua abaixo: os Anopheles stephensi desenvolveram uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que os tornou resistentes ao veneno.<\/p>\n<p>\u00c9 um caso cl\u00e1ssico de evolu\u00e7\u00e3o: os mosquitos com a muta\u00e7\u00e3o tinham mais chances de sobreviver, procriar, e passar seus genes adiante. Dessa forma, cada vez mais mosquitos nasciam com a muta\u00e7\u00e3o resistente, e o ciclo se repetia. A resist\u00eancia dos mosquitos s\u00f3 aumentava, e a toxicidade do veneno tamb\u00e9m era motivo de preocupa\u00e7\u00e3o entre os pesquisadores. Logo, o dieldrina acabou engavetado.<\/p>\n<p>Mas um detalhe sempre intrigou os cientistas. Mesmo ap\u00f3s d\u00e9cadas, os mosquitos da mal\u00e1ria mantiveram as muta\u00e7\u00f5es que os ajudaram a sobreviver ao pesticida \u2013 apesar de torn\u00e1-los mais lentos. Levando em conta apenas essas informa\u00e7\u00f5es, o l\u00f3gico seria a muta\u00e7\u00e3o desaparecer com o tempo.<\/p>\n<p>Agora, um novo estudo aponta o acasalamento como poss\u00edvel motivo. Isso porque mosquitos machos encontram suas parceiras localizando o zumbido do bater de asas das f\u00eameas \u2013 que \u00e9 bem fraquinho. E a muta\u00e7\u00e3o, por sua vez, parece tornar os mosquitos Anopheles mais sens\u00edveis ao som, facilitando a tarefa de encontrar amor em cidades barulhentas. A hip\u00f3tese foi publicada em um preprint no final de julho no <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.64898\/2026.05.20.726456\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">bioRxiv<\/a>, e ainda n\u00e3o foi revisada por pares.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Pela primeira vez, mosquitos s\u00e3o encontrados na Isl\u00e2ndia<\/p>\n<p><b>Testando a hip\u00f3tese\u00a0<\/b><\/p>\n<p>No laborat\u00f3rio, os pesquisadores reproduziram sons que imitavam as frequ\u00eancias de voo das f\u00eameas. Entre 300 a 550 hertz \u2013 frequ\u00eancia correspondente ao bater de suas asas\u2013, os machos portadores da muta\u00e7\u00e3o apresentaram uma probabilidade significativamente maior de voar em dire\u00e7\u00e3o ao alto-falante e pousar nele.<\/p>\n<p>Mas detectar as f\u00eameas n\u00e3o \u00e9 o mesmo que acasalar. Foi pensando nisso que a pesquisa resolveu simular o ambiente real de acasalamento dos Anopheles stephensi. Assim, 25 mosquitos machos foram colocados em pequenas gaiolas com 25 f\u00eameas por 48 horas. Cada gaiola ficou dentro de um entre dois ambientes: ou uma incubadora que emitia um zumbido constante de 70 decib\u00e9is, ou uma com um ru\u00eddo branco de 93 decib\u00e9is, simulando o barulho de uma cidade grande.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Os machos resistentes \u00e0 dieldrina se sa\u00edram praticamente iguais nos dois ambientes, com cerca de 40% de sucesso no acasalamento. J\u00e1 os machos sem a muta\u00e7\u00e3o tiveram um desempenho inferior na incubadora mais barulhenta, caindo para 33%.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo para pesquisadores foi testar a hip\u00f3tese em campo. Em sete locais urbanos de Bangui, capital da Rep\u00fablica Centro-Africana, e em quatro vilarejos pr\u00f3ximos, eles notaram que f\u00eameas que n\u00e3o apresentavam a muta\u00e7\u00e3o tinham menos chances de ter acasalado em locais urbanos, em compara\u00e7\u00e3o com \u00e1reas rurais.\u00a0<\/p>\n<p>Ainda assim, os dados s\u00e3o dif\u00edceis de interpretar, na opini\u00e3o de Lauren Cator, bi\u00f3loga do Imperial College London que n\u00e3o participou do estudo. Ela explica \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.science.org\/content\/article\/antimalaria-pesticide-may-have-backfired-helping-mosquitoes-find-love\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Science<\/a> que \u00e9 preciso considerar que habitats urbanos diferem dos rurais em muitas maneiras al\u00e9m do ru\u00eddo. A exposi\u00e7\u00e3o a inseticidas, a polui\u00e7\u00e3o e as diferen\u00e7as de temperatura e umidade, observa ela, tamb\u00e9m podem contribuir para manter o n\u00famero de mosquitos com muta\u00e7\u00f5es mais elevados nas cidades.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O estudo n\u00e3o testou diretamente se a muta\u00e7\u00e3o altera a audi\u00e7\u00e3o das f\u00eameas ou a escolha de parceiros, aponta Cator. Outros especialistas trazem outros argumentos \u00e0 tona. Por exemplo, se os mosquitos com muta\u00e7\u00f5es ouvem melhor, seria de se esperar que evitassem ambientes barulhentos ao inv\u00e9s de acasalar neles. \u201cSe eu tivesse uma audi\u00e7\u00e3o muito sens\u00edvel, n\u00e3o iria a uma discoteca barulhenta, certo?\u201d, diz Martin G\u00f6pfert, neurobi\u00f3logo da Universidade Georg August de G\u00f6ttingen.\u00a0<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o Mosquitos da mal\u00e1ria desenvolveram resist\u00eancia a inseticidas, mas uma nova pesquisa revela um motivo surpreendente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":476000,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[76168,2642,116,11486,6541,32,33,117],"class_list":["post-475999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-acasalamento","tag-amor","tag-health","tag-malaria","tag-mosquito","tag-portugal","tag-pt","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117045327840134327","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=475999"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/475999\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/476000"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=475999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=475999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=475999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}