{"id":47640,"date":"2025-08-27T17:54:13","date_gmt":"2025-08-27T17:54:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/47640\/"},"modified":"2025-08-27T17:54:13","modified_gmt":"2025-08-27T17:54:13","slug":"como-combater-os-mega-incendios-que-serao-comuns-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/47640\/","title":{"rendered":"Como combater os mega inc\u00eandios que ser\u00e3o comuns? \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Taxativamente, Xavier Viegas diz que o conceito de mega inc\u00eandio \u201c\u00e9 relativo\u201d, porque \u201co que para uns [pa\u00edses] pode ser muito grande ou extremo\u201d, para outros pode n\u00e3o ser tanto. \u201cMesmo em Portugal o conceito de grande inc\u00eandio tem vindo a evoluir\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos, um inc\u00eandio com mais de seis hectares j\u00e1 poderia ser considerado grande. Passou para dez, depois para 100, e hoje, estatisticamente, j\u00e1 se considera um fogo com mais de 500 hectares \u201cum grande inc\u00eandio\u201d.<\/p>\n<p>Cientificamente, \u00e9 considerado um mega inc\u00eandio o que tem \u201cmanifesta\u00e7\u00f5es de comportamento extremo\u201d. \u201cIsso mede-se, por exemplo, quando a intensidade de propaga\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora do limite de extin\u00e7\u00e3o que atualmente est\u00e1 considerado em cerca de dez megawatts por metro. Al\u00e9m disso, quando as chamas t\u00eam mais que 15\/20 metros, e n\u00e3o se consegue atacar diretamente, j\u00e1 temos um evento extremo, um mega inc\u00eandio\u201d.<\/p>\n<p>Entre os v\u00e1rios fatores que podem contribuir para um inc\u00eandio assumir estas propor\u00e7\u00f5es est\u00e1 a intensidade, propaga\u00e7\u00e3o e comprimento das chamas. \u201cJ\u00e1 temos visto aqui em Portugal, neste ano e no ano passado, inc\u00eandios em que muitas imagens eram o dobro da altura do pinheiro e, portanto, superiores em m\u00e9dia 20 metros. Chamas de 40 ou 60 metros. Esse \u00e9 o conceito de inc\u00eandio ou inc\u00eandio extremo\u201d, conclui o professor jubilado da Universidade de Coimbra (UC) que coordenou a equipa da UC, designada pelo Governo da \u00e9poca, para estudar o inc\u00eandio de Pedr\u00f3g\u00e3o Grande.<\/p>\n<p>J\u00e1 Jorge Carvalho da Silva, da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de T\u00e9cnicos de Seguran\u00e7a e Prote\u00e7\u00e3o Civil, foca a defini\u00e7\u00e3o de um mega inc\u00eandio \u2014 que tamb\u00e9m diz n\u00e3o ter \u201cuma defini\u00e7\u00e3o oficial\u201d \u2014, no combate operacional. \u201cTudo o que envolva acima de 400 operacionais\u201d \u00e9 um grande inc\u00eandio, explica. Mantendo o foco na vertente operacional da quest\u00e3o, Ricardo Cunha, Presidente do Sindicato Nacional dos Bombeiros Sapadores, resume que \u00e9 um mega inc\u00eandio quando tem caracter\u00edsticas, nomeadamente em termos de elevada \u201ccarga t\u00e9rmica\u201d, que \u201c\u00e9 quase imposs\u00edvel de combater com meios dispon\u00edveis\u201d em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Taxativamente, Xavier Viegas diz que o conceito de mega inc\u00eandio \u201c\u00e9 relativo\u201d, porque \u201co que para uns [pa\u00edses]&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":47641,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[59,627,27,28,15,16,14204,14,2005,25,26,21,22,12,13,19,20,57,32,23,24,1432,33,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-47640","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-acidente","9":"tag-bombeiros","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-fogo-de-pedru00f3gu00e3o-grande","15":"tag-headlines","16":"tag-incu00eandios","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-pau00eds","26":"tag-portugal","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-proteu00e7u00e3o-civil","30":"tag-pt","31":"tag-sociedade","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47640"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47640\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/47641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}