{"id":476515,"date":"2026-08-06T10:38:12","date_gmt":"2026-08-06T10:38:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/476515\/"},"modified":"2026-08-06T10:38:12","modified_gmt":"2026-08-06T10:38:12","slug":"hipertensao-diabetes-e-tabaco-cientistas-identificam-tres-fatores-a-controlar-para-atrasar-a-demencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/476515\/","title":{"rendered":"Hipertens\u00e3o, diabetes e tabaco. Cientistas identificam tr\u00eas fatores a controlar para atrasar a dem\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>\n                Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos e publicado esta semana pela revista Neurology designa tr\u00eas fatores de risco para a sa\u00fade cardiovascular, em pessoas entre os 45 e os 65 anos, associados \u00e0 dem\u00eancia. O aparecimento desta condi\u00e7\u00e3o, sugerem os investigadores, poder\u00e1 ser adiado em pelo menos 13 anos se houver controlo da press\u00e3o arterial, se for evitada a diabetes tipo 2 e se o tabaco for deixado de lado.<\/p>\n<p>Os cientistas do NYU Langone Health debru\u00e7aram-se sobre o <a href=\"https:\/\/www.nhlbi.nih.gov\/science\/atherosclerosis-risk-communities-aric-study\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo Atherosclerosis Risk in Communities (Aric)<\/a>, que teve in\u00edcio em 1986 e continua a seguir norte-americanos at\u00e9 \u00e0 fase final da vida, em particular sobre os respetivos fatores de risco vascular na meia-idade e o decl\u00ednio cognitivo.<\/p>\n<p>Na <a href=\"https:\/\/cdn-images.rtp.pt\/icm\/noticias\/docs\/7e\/7e3cf01e820ab0ff441c9e698133d841_b37f105cfab41154ee6b3a81234a6cc1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">investiga\u00e7\u00e3o agora publicada<\/a>, <b>os 12.409 participantes foram avaliados durante um per\u00edodo m\u00e9dio de 26 anos &#8211; 3.008 desenvolveram dem\u00eancia e 5.238 morreram sem chegar a apresentar a condi\u00e7\u00e3o<\/b>.Os participantes sem nenhum dos fatores de risco em an\u00e1lise \u2013 hipertens\u00e3o, diabetes tipo 2 e tabagismo &#8211; viveram sem dem\u00eancia por mais 13 anos do que aqueles que apresentavam os tr\u00eas.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o permitiu mesmo perceber que as pessoas sem diabetes e hipertens\u00e3o e que n\u00e3o fumavam no in\u00edcio do estudo viveram sem dem\u00eancia, em m\u00e9dia, mais 30,1 anos. J\u00e1 as pessoas com um fator de risco tiveram um acr\u00e9scimo de 26,3 anos e aquelas com dois fatores somaram 21 anos. Com tr\u00eas fatores, o acr\u00e9scimo foi de pouco mais de 17 anos.<\/p>\n<p><b>\u201cAs nossas descobertas indicam que as pessoas precisam de evitar ativamente estes fatores na meia-idade como estrat\u00e9gia para preservar a sa\u00fade cerebral por mais de uma d\u00e9cada\u201d<\/b>, afirmou o investigador Josef Coresh, diretor do Optimal Aging Institute do NYU Langone, citado na edi\u00e7\u00e3o online do jornal brit\u00e2nico The Guardian.<\/p>\n<p><b>\u201cEsperamos que estes resultados incentivem as pessoas a parar de fumar e a seguir atentamente a sua sa\u00fade vascular a partir dos 45 anos\u201d<\/b>, refor\u00e7ou.Ainda de acordo com os resultados do estudo, as mulheres vivem mais tempo do que os homens sem sinais de dem\u00eancia, independentemente dos fatores de risco detetados.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o norte-americana conclui, em suma, que <b>os tr\u00eas fatores de risco identificados \u201csurgem frequentemente na meia-idade\u201d, produzindo \u201cefeitos duradouros na patologia neurodegenerativa\u201d<\/b>. Pelo <b>que o diagn\u00f3stico e o controlo precoces se revelam decisivos<\/b>.<br \/>&#13;<br \/>\nMundo, Europa e Portugal<br \/>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\n<b>Em Portugal, estima-se que haja pelo menos 182.526 pessoas diagnosticadas com dem\u00eancia<\/b>, segundo dados da <a href=\"https:\/\/alzheimerportugal.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Alzheimer Portugal<\/a>. Contudo, alguns c\u00e1lculos apontam para at\u00e9 240 mil casos.<\/p>\n<p>Num <a href=\"https:\/\/cdn-images.rtp.pt\/icm\/noticias\/docs\/d7\/d7783c289798428856b74fd62f2fc31b_e02ea98a8b3c334b3c4ed09ae02dbd3f.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">artigo publicado no in\u00edcio deste ano pela Acta M\u00e9dica Portuguesa<\/a> \u2013 revista cient\u00edfica da Ordem dos M\u00e9dicos \u2013 pode ler-se que <b>\u201cas mais recentes estimativas sugerem que, em 2019, esta condi\u00e7\u00e3o afetava cerca de 57 milh\u00f5es de pessoas \u00e0 escala mundial e que este n\u00famero dever\u00e1 atingir perto de 153 milh\u00f5es em 2050\u201d<\/b>. <\/p>\n<p>\u201cA dem\u00eancia afetava, no mesmo ano, cerca de sete por cento das pessoas com idade entre 70 e 84 anos e perto de 23 por cento das pessoas com 85 ou mais anos. <b>Na Europa, em 2018, estimou-se uma taxa de preval\u00eancia de 1,3 por cento das pessoas entre 65 e 69 anos, 3,3 por cento entre 75 e 79 anos e 12,1 por cento e 21,9 por cento nos grupos 80 &#8211; 84 e 85 &#8211; 89 anos, respetivamente<\/b>\u201d, indica o mesmo trabalho, que incidiu sobre a \u201cPreval\u00eancia de Dem\u00eancia e Decl\u00ednio Cognitivo nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas Portuguesas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDe acordo com os dados de 2024, <b>Portugal \u00e9 o segundo pa\u00eds mais envelhecido da Uni\u00e3o Europeia<\/b>, com um <b>\u00edndice de envelhecimento de 185,3<\/b>, apenas antecedido pela It\u00e1lia (190,3). Tem vindo a destacar-se como um dos pa\u00edses europeus com maior preval\u00eancia da dem\u00eancia. <b>As proje\u00e7\u00f5es mais recentes apontam para, no m\u00ednimo, uma duplica\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia entre 2020 e 2080<\/b>\u201d, sublinha o artigo.&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos e publicado esta semana pela revista Neurology designa tr\u00eas fatores de risco&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":476516,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[4769,2041,1027,235,31345,116,3158,1173,76248,32,33,5608,117,4211],"class_list":["post-476515","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cientistas","tag-demencia","tag-diabetes","tag-estados-unidos","tag-fatores","tag-health","tag-hipertensao","tag-investigacao","tag-nyu-langone-health","tag-portugal","tag-pt","tag-risco","tag-saude","tag-tabagismo"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117048135369558752","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/476515","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=476515"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/476515\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/476516"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=476515"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=476515"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=476515"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}