{"id":478193,"date":"2026-08-07T16:02:17","date_gmt":"2026-08-07T16:02:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/478193\/"},"modified":"2026-08-07T16:02:17","modified_gmt":"2026-08-07T16:02:17","slug":"as-imagens-mais-detalhadas-do-sol-alguma-vez-observadas-revelam-redemoinhos-de-energia-magnetica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/478193\/","title":{"rendered":"As imagens mais detalhadas do Sol alguma vez observadas revelam redemoinhos de energia magn\u00e9tica"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-178602904431.png\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"As novas observa\u00e7\u00f5es foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao Telesc\u00f3pio Solar Daniel K. Inouye. Cr\u00e9dito: NSF\/NSO\/AURA\/MPS\" title=\"Telescopio solar Inouye capta remolinos in\u00e9ditos en el\" data-image=\"71ik6yb7svkp\"\/>As novas observa\u00e7\u00f5es foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao Telesc\u00f3pio Solar Daniel K. Inouye. Cr\u00e9dito: NSF\/NSO\/AURA\/MPS   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786118534_427_christian-garavaglia.jpg\" alt=\"Christian Garavaglia\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/christian-garavaglia\/\" title=\"Christian Garavaglia\" data-mrf-recirculation=\"pre_article_author\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Christian Garavaglia<\/a> Meteored Argentina       07\/08\/2026 16:03   6 min    <\/p>\n<p>O Sol acaba de revelar um dos seus segredos mais bem guardados. Gra\u00e7as ao telesc\u00f3pio solar mais potente do mundo, uma equipa internacional de cientistas conseguiu observar, com um n\u00edvel de detalhe sem precedentes, <strong>enormes redemoinhos de g\u00e1s quente que distorcem os campos magn\u00e9ticos da nossa estrela e alimentam as violentas erup\u00e7\u00f5es<\/strong> que, por vezes, chegam a afetar a tecnologia na Terra.<\/p>\n<p>As imagens, que foram publicadas juntamente com um estudo na revista cient\u00edfica Nature, <strong>permitem ver, pela primeira vez, estruturas extremamente pequenas na superf\u00edcie solar que, at\u00e9 agora, permaneciam fora do alcance da observa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Os investigadores consideram que este avan\u00e7o representa um passo importante para compreender como se gera o chamado clima espacial e melhorar a sua previs\u00e3o.<\/p>\n<p>Redemoinhos invis\u00edveis que impulsionam a atividade do Sol<\/p>\n<p><strong>As novas observa\u00e7\u00f5es foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao Telesc\u00f3pio Solar Daniel K. Inouye<\/strong>, situado no cume do vulc\u00e3o Haleakal\u0101, no Havai. A sua localiza\u00e7\u00e3o, acima de grande parte da atmosfera terrestre e numa zona com c\u00e9us excecionalmente desobstru\u00eddos, permite obter imagens com uma nitidez inigual\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ao ampliar a superf\u00edcie do Sol, os investigadores identificaram uma<strong> rede complexa de redemoinhos que se formam quando enormes massas de g\u00e1s extremamente quente se deslocam umas junto \u00e0s outras<\/strong>. Esse movimento distorce e reorganiza continuamente o intenso campo magn\u00e9tico solar, armazenando enormes quantidades de energia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786118535_909_sddefault.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" id=\"eGglhp9uLFY\"\/><\/p>\n<p>&#8220;O Sol \u00e9 a fonte de toda essa energia e do clima espacial que observamos&#8221;, explicou David Boboltz, investigador do Observat\u00f3rio Solar Nacional (NSO) dos Estados Unidos. Segundo o especialista, dispor de imagens com este n\u00edvel de resolu\u00e7\u00e3o permitir\u00e1<strong> compreender melhor a f\u00edsica que rege a estrela e, a longo prazo, melhorar a capacidade de antecipar epis\u00f3dios de atividade solar intensa<\/strong>.<\/p>\n<p>A instabilidade que explica a origem das tempestades solares<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno identificado \u00e9 designado por <strong>instabilidade de Kelvin-Helmholtz<\/strong>, um processo f\u00edsico conhecido h\u00e1 muito tempo na din\u00e2mica dos fluidos, mas que agora p\u00f4de ser observado diretamente com um n\u00edvel de detalhe excecional na superf\u00edcie solar.<\/p>\n<p><strong>Esta instabilidade surge quando duas correntes de um fluido se deslocam a velocidades diferentes<\/strong>. As pequenas perturba\u00e7\u00f5es iniciais crescem progressivamente at\u00e9 se transformarem em grandes v\u00f3rtices. Um mecanismo semelhante tamb\u00e9m pode ser observado nos oceanos terrestres, onde ajuda a explicar como pequenas ondula\u00e7\u00f5es evoluem at\u00e9 se tornarem ondas muito maiores e mais energ\u00e9ticas.<\/p>\n<p><strong><strong>No caso do Sol, estes v\u00f3rtices funcionam como verdadeiros motores de transfer\u00eancia de energia para as camadas superiores da atmosfera solar.<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>David Kuridze, tamb\u00e9m membro do NSO, explicou que esses <strong>movimentos de tor\u00e7\u00e3o geram energia magn\u00e9tica<\/strong> que pode acumular-se durante algum tempo antes de ser libertada de forma explosiva.<\/p>\n<p>Um elemento fundamental para compreender o clima espacial<\/p>\n<p>Os cientistas defendem que estes processos ajudam a explicar a origem das fulgura\u00e7\u00f5es solares e das eje\u00e7\u00f5es de massa coronal, <strong>dois dos fen\u00f3menos mais energ\u00e9ticos do sistema solar<\/strong>.<\/p>\n<p>Quando uma grande quantidade de energia fica armazenada nas camadas superiores da atmosfera solar, pode ser libertada repentinamente atrav\u00e9s de uma explos\u00e3o potente. Se esse material for expelido na dire\u00e7\u00e3o da Terra, pode alterar o ambiente espacial do planeta e <strong>desencadear tempestades geomagn\u00e9ticas<\/strong>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/las-imagenes-mas-detalladas-del-sol-jamas-vistas-revelan-remolinos-de-energia-magnetica-178602921302.png\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"O Sol continua a ser um laborat\u00f3rio natural excecional. Cr\u00e9dito: NASA\/SDO.\" title=\"Telescopio solar Inouye capta remolinos in\u00e9ditos en el\" data-image=\"d6mffflty4bi\"\/>O Sol continua a ser um laborat\u00f3rio natural excecional. Cr\u00e9dito: NASA\/SDO.<\/p>\n<p>Estes epis\u00f3dios t\u00eam a capacidade de <strong>afetar o funcionamento de sat\u00e9lites, sistemas de navega\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00f5es por r\u00e1dio, al\u00e9m de provocar perturba\u00e7\u00f5es nas redes el\u00e9tricas<\/strong>. Em situa\u00e7\u00f5es extremas, representam mesmo um risco adicional para os astronautas que se encontram fora da prote\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico terrestre.<\/p>\n<p>Compreender com maior precis\u00e3o como essa energia se acumula e \u00e9 libertada \u00e9 fundamental para desenvolver modelos capazes de <strong>antecipar estes eventos com maior exatid\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Muito mais do que proteger a tecnologia terrestre<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das suas aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, os investigadores salientam que<strong> o Sol continua a ser um laborat\u00f3rio natural excecional<\/strong> para estudar as leis fundamentais da f\u00edsica.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/astronomia\/sera-que-a-terra-sobrevivera-ao-sol-moribundo-a-ciencia-reescreve-o-ultimo-dia-do-nosso-planeta.html\" title=\"Ser\u00e1 que a Terra sobreviver\u00e1 ao Sol moribundo? A ci\u00eancia reescreve o \u00faltimo dia do nosso planeta\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/la-terra-sopravvivera-al-sole-morente-la-scienza-riscrive-l-ultimo-giorno-del-nostro-pianeta-1785253.png\"  width=\"320\" height=\"225\"\/><\/a><\/p>\n<p>Com este novo avan\u00e7o, os cientistas n\u00e3o s\u00f3 obt\u00eam uma imagem in\u00e9dita da din\u00e2mica da nossa estrela, como tamb\u00e9m <strong>abrem uma nova janela para compreender os processos f\u00edsicos que ocorrem em todo o universo<\/strong>. Cada detalhe captado pelo telesc\u00f3pio Inouye aproxima um pouco mais a comunidade cient\u00edfica do objetivo de compreender como funciona o Sol e como a sua atividade influencia a Terra e o resto do sistema solar.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p class=\"article-reference__body\">Kuridze, D., W\u00f6ger, F., van Noort, M. et al.. (2026). <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10871-3\" target=\"_blank\" data-mrf-recirculation=\"end_article_citation\" rel=\"nofollow noopener\">Ubiquitous Kelvin\u2013Helmholtz instabilities driving plasma mixing on the Sun<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As novas observa\u00e7\u00f5es foram poss\u00edveis gra\u00e7as ao Telesc\u00f3pio Solar Daniel K. Inouye. 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