{"id":478213,"date":"2026-08-07T16:17:10","date_gmt":"2026-08-07T16:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/478213\/"},"modified":"2026-08-07T16:17:10","modified_gmt":"2026-08-07T16:17:10","slug":"precos-dos-alimentos-sobem-em-julho-devido-as-condicoes-geopoliticas-e-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/478213\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os dos alimentos sobem em julho devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas e clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p>\n                O \u00cdndice de Pre\u00e7os dos Alimentos da FAO subiu 0,6% em julho em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior e 1% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, revelou a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) esta sexta-feira.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os globais dos alimentos atingiram o seu n\u00edvel mais elevado em tr\u00eas anos e meio, com ondas de calor no Ver\u00e3o e conflitos na Ucr\u00e2nia e no M\u00e9dio Oriente a elevar os custos das colheitas.<br \/>&#13;<br \/>\n<b>O \u00edndice, que acompanha as varia\u00e7\u00f5es mensais de um cabaz de produtos alimentares comercializados internacionalmente, subiu para 131,1 pontos em julho, face aos 130,3 de junho. <\/b><\/p>\n<p><b>O aumento dos pre\u00e7os dos alimentos b\u00e1sicos tende a traduzir-se em pre\u00e7os mais elevados nas prateleiras nos meses seguintes, \u00e0 medida que os fornecedores repercutem os seus custos nos consumidores.<\/b><\/p>\n<p>Em julho, o aumento esteve associado aos pre\u00e7os do a\u00e7\u00facar (+5,6%), dos cereais (+3,4%) e dos \u00f3leos vegetais (+2%).<\/p>\n<p>Estes aumentos foram &#8220;parcialmente compensados por quedas&#8221; nos pre\u00e7os das &#8220;carnes e dos produtos l\u00e1cteos&#8221;, segundo a FAO.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do a\u00e7\u00facar dispararam no m\u00eas passado devido \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es com os efeitos das ondas de calor e das secas na produ\u00e7\u00e3o europeia e do fen\u00f3meno El Ni\u00f1o na produ\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica, observou a FAO. No entanto, o \u00edndice mant\u00e9m-se 8% abaixo do registado no ano passado.<\/p>\n<p>A onda de calor que atingiu a Europa em junho ter\u00e1 obrigado os produtores de cereais a destruir nove milh\u00f5es de toneladas de culturas, como o trigo, a cevada, o milho e a aveia.\u00a0<b>As altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tamb\u00e9m afetaram os cereais, em particular o trigo, cujos pre\u00e7os dispararam (+5,8% em Julho e +9,9% face ao ano anterior). <\/b><\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do trigo tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitos a &#8220;crescentes preocupa\u00e7\u00f5es relativamente \u00e0s cont\u00ednuas interrup\u00e7\u00f5es nos fluxos de exporta\u00e7\u00e3o no Mar Negro&#8221;, sublinhou a FAO.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de milho (com pre\u00e7os a subir 3,6%), j\u00e1 afetada pelos pre\u00e7os da energia, tamb\u00e9m sofreu com o calor.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do arroz mantiveram-se geralmente est\u00e1veis.<br \/>&#13;<br \/>\n<b><br \/>&#13;<br \/>\nO \u00edndice de pre\u00e7os das mat\u00e9rias alimentares da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO) subiu no m\u00eas passado para o n\u00edvel mais elevado desde janeiro de 2023.  <\/b><\/p>\n<p>A guerra com o Ir\u00e3o tamb\u00e9m tem pressionado os pre\u00e7os dos alimentos nos \u00faltimos meses, uma vez que cerca de um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes passa pelo Estreito de Ormuz.<b>O \u00edndice de \u00f3leos vegetais atingiu &#8220;o seu n\u00edvel mais elevado desde junho de 2022&#8221;<\/b>. Os pre\u00e7os do \u00f3leo de palma s\u00e3o &#8220;principalmente sustentados pela forte procura do sector indon\u00e9sio do biodiesel e pela subida dos pre\u00e7os do crude&#8221;. <b>Os pre\u00e7os do \u00f3leo de soja tamb\u00e9m aumentaram, enquanto os pre\u00e7os dos \u00f3leos de girassol e de colza ca\u00edram, segundo a FAO<\/b>Pre\u00e7o das carnes e produtos l\u00e1cteos desceramO pre\u00e7o da carne registou uma descida de 2,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo hist\u00f3rico de junho, registando a primeira descida mensal do ano.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os das aves tamb\u00e9m diminu\u00edram, &#8220;em grande parte devido aos pre\u00e7os mais baixos no Brasil, num contexto de oferta abundante para exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, tal como os pre\u00e7os da carne de porco e da carne bovina.<\/p>\n<p>Apenas os pre\u00e7os da carne de ovino subiram em julho, atingindo mesmo um novo m\u00e1ximo hist\u00f3rico.O <b>\u00edndice de pre\u00e7os dos produtos l\u00e1cteos desceu ligeiramente<\/b> (-0,7%), gra\u00e7as \u00e0 queda dos pre\u00e7os da manteiga e do leite em p\u00f3, que compensou o aumento dos pre\u00e7os do queijo.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente grave para as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar aguda; o <b>Programa Alimentar Mundial da ONU alertou esta semana que 50 milh\u00f5es de pessoas ser\u00e3o provavelmente empurradas para a fome aguda<\/b> at\u00e9 ao final do pr\u00f3ximo ano devido ao fen\u00f3meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ag\u00eancias\u00a0&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O \u00cdndice de Pre\u00e7os dos Alimentos da FAO subiu 0,6% em julho em compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas anterior&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":478214,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[1468,88,76506,89,90,46121,76507,32,1503,33],"class_list":["post-478213","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-alimentos","tag-business","tag-cabaz","tag-economy","tag-empresas","tag-fao","tag-organizacao-das-nacoes-unidas-para-a-alimentacao-e-a-agricultura","tag-portugal","tag-precos","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117055131110798136","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/478213","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=478213"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/478213\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/478214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=478213"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=478213"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=478213"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}