{"id":479383,"date":"2026-08-08T15:45:25","date_gmt":"2026-08-08T15:45:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/479383\/"},"modified":"2026-08-08T15:45:25","modified_gmt":"2026-08-08T15:45:25","slug":"resenha-ariana-grande-petal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/479383\/","title":{"rendered":"Resenha: Ariana Grande \u2013 \u201cPetal\u201d"},"content":{"rendered":"<p><strong>RESENHA: Ariana Grande reinventa seu pop em Petal, oitavo \u00e1lbum da carreira. Com produ\u00e7\u00e3o enxuta ao lado de Ilya Salmanzadeh e Max Martin, o disco mistura R&amp;B, electropop, UK garage e experimenta\u00e7\u00e3o sonora.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Texto: Ricardo Schott<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nota: 9<\/strong><br \/><strong>Gravadora: Babydoll Music \/ Republic<\/strong><br \/><strong>Lan\u00e7amento: 31 de julho de 2026<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? 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Nem toda a cr\u00edtica est\u00e1 gostando, mas o que emerge do disco \u00e9 uma Ariana Grande \u201ccom vis\u00e3o\u201d sobre seu pr\u00f3prio trabalho, e mais interessada na produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas que d\u00e3o certo, do que na cria\u00e7\u00e3o de discos \u201c\u00e9picos\u201d e que se parecem com filmes.<\/p>\n<p>V\u00e1 l\u00e1: Ariana tem feito at\u00e9 mais teatro, TV e cinema do que discos, e n\u00e3o tentou diluir nada do trabalho de cantoras como Halsey ou Melanie Martinez. Nem mesmo a exist\u00eancia de Sabrina Carpenter parece ter influenciado muita coisa aqui, at\u00e9 porque Petal \u00e9 um disco de pop moderno, dram\u00e1tico e com sarcasmo dosado.<\/p>\n<p>O lance do \u201cm\u00fasicas que d\u00e3o certo\u201d, no caso, vem de uma vis\u00e3o pop que permite estranhezas e novidades. Tem o clima quase loudness war de Kiss me, a onda dan\u00e7ante e sombria (com synths esparsos e \u201cbarulhinhos\u201d) de Hate that I made you love me, o r&amp;b sexy e rob\u00f3tico da faixa-t\u00edtulo (\u201ctodas as minhas hist\u00f3rias favoritas \/ terminam com algum tipo de cat\u00e1strofe \/ mas n\u00e3o preciso de ningu\u00e9m pra me salvar \/ porque essa m\u00fasica e eu nunca iremos morrer\u201d, canta ela).<\/p>\n<p>Petal \u00e9 tamb\u00e9m o disco do experimentalismo dosado do r&amp;b celestial Stay, do electropop texturizado de Oh well, do piano andarilho de Big feelings. do soft rock vaporoso de Freak\u2026 E de muita coisa que sugere que sons de UK garage e de nomes como PinkPantheress e <a href=\"https:\/\/popfantasma.com.br\/arca-xxxxx\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong>Arca<\/strong><\/a> andaram frequentando as playlists pessoais dela \u2013 sons quebrados e justapostos, texturas alternadas e vibra\u00e7\u00f5es dosadamente lo-fi d\u00e3o as caras em v\u00e1rias m\u00fasicas. Uma dica: o time de Petal, ao contr\u00e1rio das equipes b\u00edblicas de v\u00e1rios \u00e1lbuns do pop, \u00e9 bem econ\u00f4mico. Ariana e Ilya Salmanzadeh compuseram e produziram quase tudo sozinhos, com o homem-m\u00e1quina-do-pop Max Martin entrando de parceiro e coprodutor em tr\u00eas faixas.<\/p>\n<p>A dram\u00e1tica Like I do, pr\u00f3xima do nu-metal em termos de arranjo e produ\u00e7\u00e3o, abre com vocais sampleados da pr\u00f3pria Ariana \u00e0 guisa de cordas ou teclados \u2013 algo que ela e Ilya talvez tenham aprendido ouvindo algum disco de Laurie Anderson (!), ou sei l\u00e1. E faixas como Never get over me e o eletrorockinho new wave Bad thing (Bunny hop) conseguem juntar grandilooqu\u00eancia e som minaturizado, como num minisytem no volume 10 que ocupa a sala. A \u201cnova\u201d Ariana vem com \u00f3timos argumentos musicais.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Gostou do texto? 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