{"id":480365,"date":"2026-08-09T13:08:34","date_gmt":"2026-08-09T13:08:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/480365\/"},"modified":"2026-08-09T13:08:34","modified_gmt":"2026-08-09T13:08:34","slug":"mais-do-que-um-navio-de-luxo-naufragio-bizantino-ao-largo-da-croacia-revela-tesouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/480365\/","title":{"rendered":"Mais do que um navio de luxo. Naufr\u00e1gio bizantino ao largo da Cro\u00e1cia revela tesouro"},"content":{"rendered":"\n<p>&#13;<br \/>\nAp\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o subaqu\u00e1tica, especialistas do Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o revelaram novos pormenores sobre o navio afundado entre os <b>s\u00e9culos VII e VIII perto da localidade de Pola\u010de, na ilha de Mljet.\u00a0 <\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA equipa de investigadores divulgou agora detalhes de uma cole\u00e7\u00e3o excepcional de acess\u00f3rios. O conjunto de materiais arqueol\u00f3gicos engloba um anel imperial, pe\u00e7as de cintur\u00e3o em ouro, moedas, \u00e2nforas, tudo recuperado no decorrer de nove campanhas de escava\u00e7\u00e3o. <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\nAnel imperial aponta para passageiro de elevado estatuto<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEntre os achados destaca-se um<b> anel de sinete de ouro com uma representa\u00e7\u00e3o de um imperador da dinastia de Her\u00e1clio<\/b>. De acordo com os investigadores, <b>um objeto deste tipo estaria reservado a figuras de topo da administra\u00e7\u00e3o ou da hierarquia militar bizantina, com autoridade para autenticar documentos imperiais. <\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>&#13;<br \/>\n&#8220;O anel certamente n\u00e3o seria usado por uma pessoa comum<\/b>&#8220;, afirmou \u00e0 Reuters Pavle Dugonji\u0107, diretor do Departamento de Arqueologia Subaqu\u00e1tica do Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o. <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA institui\u00e7\u00e3o admite que o objeto pudesse ser um bem pessoal de um alto funcion\u00e1rio imperial ou at\u00e9 um presente diplom\u00e1tico, refletindo a<b> import\u00e2ncia dos passageiros e da carga transportada pelo navio. <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>Um anel de sinete &#8211; tamb\u00e9m chamado de anel de selo &#8211; \u00e9 uma joia tradicional com uma face plana e gravada, usada historicamente para autenticar documentos com cera ou lacre.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/9a6966bb9e769e32ac72219d74f015a9.jpeg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nIgor Miholjek, chefe da equipa de investigadores do Departamento de Arqueologia Subaqu\u00e1tica do Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o, mostra o anel de sinete de ouro \u2014 que, acredita-se, ter uma representa\u00e7\u00e3o do imperador Constantino IV | Antonio Bronic &#8211; Reuters <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>(Talvez) o maior conjunto de ouro encontrado num naufr\u00e1gio no Mediterr\u00e2neo<br \/>\nOs arque\u00f3logos recuperaram moedas de ouro da dinastia de Her\u00e1clio, fivelas ornamentadas com rubis, esmeraldas e p\u00e9rolas, bem como quatro conjuntos de adornos de cintura em ouro usados por dignit\u00e1rios bizantinos.<\/p>\n<p>Igor Miholjek, respons\u00e1vel pela investiga\u00e7\u00e3o arqueol\u00f3gica, afirmou que o esp\u00f3lio representa &#8220;<b>a maior quantidade de ouro alguma vez encontrada num naufr\u00e1gio em todo o Mediterr\u00e2neo&#8221;<\/b>. Depois dos trabalhos de limpeza e restauro, &#8220;<b>o conjunto ultrapassa os 600 gramas de ouro&#8221;<\/b>, acrescentou.<\/p>\n<p>De acordo com o instituto croata, n\u00e3o existem registos de pe\u00e7as equivalentes recuperadas anteriormente em qualquer outro naufr\u00e1gio mediterr\u00e2nico do per\u00edodo bizantino.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/73694b6b2b39f8f7169a862128d5bebf.jpeg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0Pe\u00e7as em ouro recuperadas do naufr\u00e1gio de Mljet | Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nMediterr\u00e2neo da Alta Idade M\u00e9dia<br \/>&#13;<br \/>\nAs<b> moedas encontradas permitiram datar o naufr\u00e1gio do final do s\u00e9culo VII<\/b>, numa \u00e9poca marcada pela perda de territ\u00f3rios do Imp\u00e9rio Bizantino perante as conquistas \u00e1rabes e pelas profundas transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que afetavam os Balc\u00e3s e o Mediterr\u00e2neo oriental.&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/0bc3c2d383dd1942e55f6544591c3152.jpeg\"\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nArque\u00f3logos examinam uma descoberta no local do naufr\u00e1gio de Mljet | Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o<br \/>\nPara Justin Leidwanger, professor de Arqueologia da Universidade de Stanford, trata-se provavelmente do mais importante naufr\u00e1gio do seu per\u00edodo. O investigador considera que o s\u00edtio arqueol\u00f3gico poder\u00e1 <b>ajudar a compreender como as rotas mar\u00edtimas continuaram a sustentar as liga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e comerciais num per\u00edodo frequentemente associado ao decl\u00ednio das comunica\u00e7\u00f5es no Mediterr\u00e2neo. <br \/>&#13;<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>O especialista considera que o s\u00edtio arqueol\u00f3gico pode abrir uma janela para o momento de transi\u00e7\u00e3o entre o final do mundo romano e o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia.<br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>Para al\u00e9m das pe\u00e7as em ouro, o navio transportava ainda mercadorias comerciais. As escava\u00e7\u00f5es revelaram cerca de uma centena de \u00e2nforas, balan\u00e7as de com\u00e9rcio, pe\u00e7as de marfim utilizadas em jogos e diversos recipientes cer\u00e2micos. A an\u00e1lise preliminar sugere liga\u00e7\u00f5es comerciais com o sul de It\u00e1lia e o Norte de \u00c1frica sustentam os arque\u00f3logos citados na publica\u00e7\u00e3o Divernet.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/c382b0f8e93be4b8d4b5d1fa14ab657f.jpeg\"\/><\/p>\n<p>Arque\u00f3logos identificam as \u00e2nforas | Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os vest\u00edgios conservados do casco indicam que se tratava de um <b>navio mercante de m\u00e9dia dimens\u00e3o, com cerca de 18 metros de comprimento e capacidade para transportar aproximadamente 60 toneladas de carga.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Os destro\u00e7os encontravam-se numa encosta arenosa entre as rochas a uma profundidade de 32-40 metros. <\/b> <br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>Os investigadores acreditam que a embarca\u00e7\u00e3o ter\u00e1 naufragado ao tentar alcan\u00e7ar o abrigo natural da ba\u00eda de Pola\u010de, uma escala estrat\u00e9gica nas liga\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas entre o Mediterr\u00e2neo oriental e ocidental. <\/p>\n<p>As escava\u00e7\u00f5es decorrem desde 2015 e inserem-se num programa mais amplo de arqueologia subaqu\u00e1tica conduzido pelo Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 identificou <b>20 naufr\u00e1gios<\/b> at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos nas \u00e1guas em redor de Mljet, que datam do s\u00e9culo II a.C. ao s\u00e9culo XVI d.C..<br \/>&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de investiga\u00e7\u00e3o subaqu\u00e1tica, especialistas do Instituto Croata de Conserva\u00e7\u00e3o revelaram novos pormenores&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":480366,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[8080,3504,76890,27,28,15,16,14,76889,25,26,21,22,1957,62,2758,12,13,19,20,15644,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-480365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-anel","tag-arqueologia","tag-bizantino","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-heraclio","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mediterraneo","tag-mundo","tag-naufragio","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-ouro","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117065712722639840","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/480365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=480365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/480365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/480366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=480365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=480365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=480365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}