{"id":480865,"date":"2026-08-09T22:00:21","date_gmt":"2026-08-09T22:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/480865\/"},"modified":"2026-08-09T22:00:21","modified_gmt":"2026-08-09T22:00:21","slug":"trump-prometeu-uma-guerra-de-semanas-cinco-meses-depois-os-arsenais-americanos-so-encolhem-e-encolhem-e-encolhem-e-russia-e-china-fazem-as-contas-a-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/480865\/","title":{"rendered":"Trump prometeu uma guerra de semanas. Cinco meses depois, os arsenais americanos s\u00f3 encolhem e encolhem e encolhem \u2014 e R\u00fassia e China fazem as contas a isso"},"content":{"rendered":"<p>                A guerra contra o Ir\u00e3o j\u00e1 consumiu milhares de m\u00edsseis norte-americanos, obrigou o Pent\u00e1gono a deslocar meios que estavam na Europa e na \u00c1sia e est\u00e1 a atrasar entregas de armamento a aliados. A Casa Branca garante que os Estados Unidos continuam a ter poder de fogo suficiente para qualquer opera\u00e7\u00e3o. Dentro da administra\u00e7\u00e3o e das For\u00e7as Armadas, por\u00e9m, cresce outra preocupa\u00e7\u00e3o: algumas das armas mais dif\u00edceis de substituir est\u00e3o a ser gastas muito mais depressa do que a ind\u00fastria consegue fabric\u00e1-las<\/p>\n<p>Volodymyr Zelensky pediu mais m\u00edsseis de defesa a\u00e9rea e Donald Trump respondeu com quatro palavras que explicam uma parte do problema: &#8220;N\u00f3s tamb\u00e9m queremos m\u00edsseis&#8221;.<\/p>\n<p>A frase surgiu na quinta-feira, na Sala Oval, depois de o Presidente ucraniano ter revelado que a quantidade de intercetores fornecidos \u00e0 Ucr\u00e2nia pelos aliados ocidentais caiu para um ter\u00e7o do que recebia em 2025. Um dia antes, a R\u00fassia tinha lan\u00e7ado 28 m\u00edsseis contra territ\u00f3rio ucraniano e nenhum fora intercetado.<\/p>\n<p>Pelo menos 17 pessoas morreram. &#8220;Mais intercetores poderiam ter salvado a vida daqueles que morreram hoje&#8221;, lamentou Zelensky.<\/p>\n<p>A escassez que j\u00e1 se sente em Kiev come\u00e7a, por\u00e9m, muitos quil\u00f3metros a sul: desde que os Estados Unidos atacaram o Ir\u00e3o ao lado de Israel, a 28 de fevereiro, Washington tem usado no M\u00e9dio Oriente parte das muni\u00e7\u00f5es que antes estavam destinadas \u00e0 defesa da Europa e da \u00c1sia. O problema \u00e9 particularmente grave nos m\u00edsseis intercetores do sistema Patriot, utilizados para abater amea\u00e7as a\u00e9reas, incluindo m\u00edsseis bal\u00edsticos. <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2026\/08\/08\/us\/politics\/pentagon-weapons-stockpiles-china-russia.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Segundo o New York Times<\/a>, os Estados Unidos j\u00e1 gastaram mais de 1.500 intercetores Patriot na guerra com o Ir\u00e3o e ter\u00e3o atualmente menos de 1.700 em invent\u00e1rio.<\/p>\n<p>Mesmo com o aumento da produ\u00e7\u00e3o pedido pela administra\u00e7\u00e3o Trump aos fabricantes de armamento, seriam necess\u00e1rios mais de dois anos apenas para repor os m\u00edsseis que j\u00e1 foram disparados neste conflito.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de armas que possam simplesmente sair em maior quantidade de uma f\u00e1brica no m\u00eas seguinte: cont\u00eam componentes de precis\u00e3o produzidos por uma rede internacional de fornecedores, custam v\u00e1rios milh\u00f5es de euros cada e alguns demoram anos a fabricar.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"648\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786312820_941_1000.webp\" width=\"1000\"\/><\/p>\n<p>A campanha contra o Ir\u00e3o consumiu tamb\u00e9m grande parte das reservas norte-americanas de alguns m\u00edsseis de longo alcance, incluindo os ATACMS, m\u00edsseis bal\u00edsticos t\u00e1ticos usados para atingir alvos a centenas de quil\u00f3metros, e os Precision Strike Missiles, uma gera\u00e7\u00e3o mais recente de m\u00edsseis concebida para ataques de precis\u00e3o a grande dist\u00e2ncia. \u00c9 precisamente o tipo de armamento que teria particular import\u00e2ncia num confronto com uma pot\u00eancia dotada de defesas a\u00e9reas sofisticadas, como a R\u00fassia ou a China.<\/p>\n<p>Trump sabia que existia esse risco antes de a guerra come\u00e7ar. Nas reuni\u00f5es que antecederam os ataques de fevereiro, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das For\u00e7as Armadas norte-americanas, alertou o Presidente para as consequ\u00eancias de continuar a retirar muni\u00e7\u00f5es de reservas que j\u00e1 estavam pressionadas, revelaram ao New York Times dois respons\u00e1veis com conhecimento dessas conversas.<\/p>\n<p>Trump decidiu avan\u00e7ar, ainda assim, porque acreditava que o conflito terminaria rapidamente \u2014 e, nas primeiras semanas, prometeu repetidamente uma vit\u00f3ria em pouco tempo. Passaram mais de cinco meses e o Ir\u00e3o n\u00e3o capitulou.<\/p>\n<p>A escassez de muni\u00e7\u00f5es ter\u00e1 sido, ainda segundo o jornal norte-americano, um dos fatores que levaram o Presidente a afastar no final de julho uma nova grande campanha de bombardeamentos. A preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas saber quanto custa continuar a guerra, mas quanto armamento ficar\u00e1 dispon\u00edvel se entretanto surgir outra crise.<\/p>\n<p>\u00c9 neste ponto que a contabilidade come\u00e7a a transformar-se em estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/videos\/esgotamento-de-armas-a-indicacao-que-trump-recebeu-e-que-o-problema-e-para-10-anos\/6a779dc40cf2b42132dbd315\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u00c0 CNN Portugal<\/a>, o major-general Agostinho Costa chamou a aten\u00e7\u00e3o para o peso que os m\u00edsseis bal\u00edsticos iranianos ganharam nesta guerra. Para explicar a diferen\u00e7a, comparou o PAC-2, um dos m\u00edsseis intercetores utilizados pelo sistema Patriot, o SAMP\/T, um sistema europeu de defesa a\u00e9rea e antim\u00edssil, e o NASAMS, sistema de defesa a\u00e9rea desenvolvido pela Noruega e pelos Estados Unidos, com o PAC-3, uma vers\u00e3o mais moderna do intercetor Patriot particularmente importante contra amea\u00e7as bal\u00edsticas.<\/p>\n<p>&#8220;O que mudou \u00e9 que, anteriormente, aquilo para que est\u00e1vamos preparados era para enfrentar um advers\u00e1rio que utilizasse fundamentalmente m\u00edsseis de cruzeiro. Para os m\u00edsseis de cruzeiro funciona bem o PAC-2, funciona bem o SAMP\/T, funciona bem o NASAMS. O que \u00e9 que o Ir\u00e3o traz? Traz m\u00edsseis bal\u00edsticos&#8221;, explicou Agostinho Costa.<\/p>\n<p>Esses m\u00edsseis sobem a grande altitude e regressam em dire\u00e7\u00e3o ao alvo a velocidades muito elevadas, o que torna a interce\u00e7\u00e3o mais exigente e aumenta a import\u00e2ncia do PAC-3, um intercetor Patriot concebido para destruir amea\u00e7as bal\u00edsticas atrav\u00e9s de impacto direto. Os intercetores Patriot est\u00e3o tamb\u00e9m entre as muni\u00e7\u00f5es mais rapidamente consumidas nesta guerra.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Agostinho Costa, o problema j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 apenas nos m\u00edsseis necess\u00e1rios para defender Israel e as bases norte-americanas dos ataques iranianos. Tamb\u00e9m come\u00e7a a sentir-se nas armas que permitem aos Estados Unidos atacar a grande dist\u00e2ncia. &#8220;Para defesa e para ataque tamb\u00e9m&#8221;, explicou. E deu como exemplo os ATACMS, m\u00edsseis bal\u00edsticos t\u00e1ticos lan\u00e7ados a partir do solo e concebidos para atingir alvos a centenas de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia, os mesmos que Washington forneceu \u00e0 Ucr\u00e2nia para atacar posi\u00e7\u00f5es russas longe da linha da frente.<\/p>\n<p>&#8220;Os ATACMS s\u00e3o aqueles m\u00edsseis que os Estados Unidos deram \u00e0 Ucr\u00e2nia, com os quais a Ucr\u00e2nia come\u00e7ou a atacar em profundidade&#8221;, explicou o major-general. &#8220;Os americanos usaram 1.300 ATACMS no Ir\u00e3o. Neste momento est\u00e3o a zeros.&#8221;<\/p>\n<p>A Casa Branca rejeita a ideia de que os Estados Unidos estejam militarmente condicionados. Karoline Leavitt, porta-voz de Trump, garante que o pa\u00eds tem &#8220;mais do que poder de fogo suficiente para realizar qualquer opera\u00e7\u00e3o que o Presidente ordene, a qualquer momento e em qualquer lugar&#8221;, e afirma que as empresas de defesa est\u00e3o &#8220;a produzir mais muni\u00e7\u00f5es do que nunca&#8221; enquanto aumentam a capacidade das f\u00e1bricas. Sean Parnell, porta-voz do Pent\u00e1gono, classificou como falsas as not\u00edcias sobre escassez de armamento e assegurou que os militares t\u00eam &#8220;tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio&#8221; para atacar onde e quando o Presidente decidir.<\/p>\n<p>Donald Trump tamb\u00e9m culpa frequentemente Joe Biden, acusando a administra\u00e7\u00e3o anterior de ter gastado demasiado armamento no apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguma verdade numa parte desta discuss\u00e3o: os Estados Unidos continuam a possuir mais de 100 mil bombas guiadas \u2014 para lan\u00e7amento por avi\u00f5es.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que muitas obrigam as aeronaves a aproximarem-se dos alvos e a exporem-se \u00e0s defesas inimigas. Os m\u00edsseis de cruzeiro e outras armas de longo alcance permitem atacar a centenas de quil\u00f3metros. E s\u00e3o precisamente alguns desses arsenais que est\u00e3o mais pressionados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"736\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786312821_840_1000.webp\" width=\"1000\"\/><\/p>\n<p>E \u00e9 a\u00ed que entram Moscovo e Pequim.<\/p>\n<p>O Pent\u00e1gono foi buscar ao Indo-Pac\u00edfico Tomahawks e outros m\u00edsseis de longo alcance que estavam reservados para um eventual conflito com a China, retirou centenas de intercetores de defesa a\u00e9rea da Coreia do Sul e de outros pontos da \u00c1sia e deslocou para o M\u00e9dio Oriente um grupo de combate de porta-avi\u00f5es e alguns dos seus mais avan\u00e7ados contratorpedeiros.<\/p>\n<p>Na Europa, os aliados procuram alternativas \u00e0 ind\u00fastria norte-americana perante as filas de espera. Na \u00c1sia, alguns respons\u00e1veis dos Estados Unidos receiam que Jap\u00e3o e Coreia do Sul comecem a duvidar da capacidade americana para os defender sem recurso a armas nucleares.<\/p>\n<p>R\u00fassia e China acompanham entretanto as reservas dos Estados Unidos atrav\u00e9s de or\u00e7amentos p\u00fablicos, an\u00fancios dos fabricantes, sat\u00e9lites e outros meios de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto mais a guerra iraniana durar, mais vis\u00edvel se torna aquilo a que Todd Harrison, analista do American Enterprise Institute, chama uma &#8220;janela de vulnerabilidade&#8221;. Tom Karako, do Center for Strategic and International Studies, usa palavras ainda mais duras: fala numa &#8220;aniquila\u00e7\u00e3o geracional dos meios de dissuas\u00e3o convencional&#8221; e avisa que ser\u00e3o necess\u00e1rios anos para recompor as reservas.<\/p>\n<p>Dara Massicot, especialista nas For\u00e7as Armadas russas no Carnegie Endowment for International Peace, lembra que Moscovo j\u00e1 vinha a rever as suas contas durante os quatro anos de guerra na Ucr\u00e2nia, ao perceber que os Estados Unidos e os restantes pa\u00edses ocidentais demoravam mais do que provavelmente esperava a aumentar a produ\u00e7\u00e3o de armamento. &#8220;\u00c9 o tipo errado de matem\u00e1tica para entrar no sistema russo&#8221;, alertou. &#8220;Porque depois come\u00e7am a mudar a percep\u00e7\u00e3o que t\u00eam do seu pr\u00f3prio poder em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 NATO.&#8221; E \u00e9 da\u00ed, acrescentou, que podem retirar &#8220;conclus\u00f5es que talvez n\u00e3o queiramos que retirem&#8221;.<\/p>\n<p>Agostinho Costa olha para o mesmo problema a partir do tempo que ser\u00e1 necess\u00e1rio para reconstruir o que est\u00e1 agora a ser gasto. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, os Estados Unidos podem precisar de uma &#8220;paragem estrat\u00e9gica&#8221;: n\u00e3o necessariamente para acabar com o conflito, mas para repensar capacidades, recompor reservas e preparar aquilo que possa vir a seguir. &#8220;O que os analistas sugerem&#8221;, afirmou \u00e0 CNN Portugal, &#8220;\u00e9 que os Estados Unidos v\u00e3o ter uma d\u00e9cada bastante sens\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p>A guerra que Trump acreditava poder terminar em semanas deixou assim um problema que j\u00e1 n\u00e3o se limita ao Ir\u00e3o: os Estados Unidos est\u00e3o a gastar hoje parte das armas de que poder\u00e3o precisar j\u00e1 para amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A guerra contra o Ir\u00e3o j\u00e1 consumiu milhares de m\u00edsseis norte-americanos, obrigou o Pent\u00e1gono a deslocar meios que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":480866,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,611,5688,27,28,358,607,608,610,92,64299,15,16,830,14,82,5453,25,26,570,21,22,62,12,13,19,20,23,24,3813,839,17,18,840,29,30,31,63,64,65,3814],"class_list":["post-480865","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-ao-minuto","tag-armas","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-china","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-direto","tag-donald-trump","tag-estado-unidos","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-headlines","tag-internacional","tag-irao","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-putin","tag-russia","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews","tag-zelensky"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/480865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=480865"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/480865\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/480866"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=480865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=480865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=480865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}