{"id":482754,"date":"2026-08-11T13:49:16","date_gmt":"2026-08-11T13:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/482754\/"},"modified":"2026-08-11T13:49:16","modified_gmt":"2026-08-11T13:49:16","slug":"risco-sismico-portugal-deveria-reforcar-a-capacidade-estrutural-dos-hospitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/482754\/","title":{"rendered":"Risco s\u00edsmico. Portugal deveria &#8220;refor\u00e7ar a capacidade estrutural dos hospitais&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\n                Portugal deveria pensar na import\u00e2ncia de refor\u00e7ar a capacidade dos hospitais para garantir a sua operacionalidade em caso de sismo. O alerta \u00e9 de Nelson Olim, especialista em medicina humanit\u00e1ria, conflito e cat\u00e1strofe, que falou com a RTP Not\u00edcias a prop\u00f3sito do recente abalo na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><b>\u201cPara aqueles que vivem em zonas s\u00edsmicas, como \u00e9 o caso portugu\u00eas, vale muito a pena pensar na import\u00e2ncia de refor\u00e7ar a capacidade estrutural dos nossos hospitais, porque em situa\u00e7\u00f5es de crise eles v\u00e3o ter uma procura mais [elevada] do que alguma vez tiveram e n\u00e3o convinha que o pr\u00f3prio hospital estivesse em estado de crise\u201d<\/b>, alertou.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, atingida na segunda-feira por um sismo de magnitude 7,4, os hospitais est\u00e3o sobrecarregados, em especial na cidade de Cali, a mais afetada pelo abalo.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um cen\u00e1rio que tem vindo a ser repetido ao longo do tempo e nos \u00faltimos sismos a que n\u00f3s temos assistido, seja na Turquia, seja na Venezuela, seja agora na Col\u00f4mbia\u201d, disse Nelson Olim \u00e0 jornalista da RTP V\u00e2nia Pereira Correia.<\/p>\n<p>\u201cVemos exatamente o mesmo efeito, ou seja, <b>temos hospitais que n\u00e3o est\u00e3o suficientemente preparados para resistir a abalos e isso provoca uma segunda crise em cima da crise<\/b>\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" itemprop=\"image\" class=\"img-fluid\"   src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/8618064dd9a34443a2b3c8cd457cce9a_N.jpg\"\/><\/p>\n<p>Na regi\u00e3o de Cali, quase uma dezena de grandes hospitais sofreram danos e os doentes tiveram de ser retirados. <b>Os hospitais \u201cest\u00e3o eles pr\u00f3prios em situa\u00e7\u00e3o de cat\u00e1strofe\u201d<\/b>, vincou o especialista em medicina humanit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Com os grandes hospitais da zona danificados, a solu\u00e7\u00e3o para socorrer os feridos passa pela ativa\u00e7\u00e3o dos hospitais de periferia, sendo urgente estabelecer \u201clinhas de evacua\u00e7\u00e3o que permitam fazer com que os doentes nas zonas mais afetadas v\u00e3o ser tratados nas zonas mais distantes\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a \u00fanica forma, porque n\u00f3s <b>n\u00e3o podemos pedir a hospitais que neste momento est\u00e3o em processo de evacua\u00e7\u00e3o (\u2026) que consigam ter a capacidade de absorver este excesso de doentes<\/b> que v\u00e3o aparecer\u201d, disse \u00e0 RTP este especialista.N\u00famero de mortos dever\u00e1 ser \u201cmuito inferior\u201d ao do sismo na Venezuela<br \/>&#13;<br \/>\nSegundo Nelson Olim, estima-se que o n\u00famero total de v\u00edtimas mortais do sismo na Col\u00f4mbia seja \u201cmuito inferior\u201d ao do sismo na Venezuela.<\/p>\n<p>\u201cAs estimativas iniciais apontam para dez a 12 mil\u201d mortos no caso colombiano, com um n\u00famero de feridos habitualmente tr\u00eas vezes superior, ou seja, 30 a 26 mil, detalhou.<\/p>\n<p>Isto porque, apesar da magnitude semelhante, este sismo aconteceu a uma profundidade cerca de dez vezes maior, levando a que<b> a intensidade \u00e0 superf\u00edcie tenha sido \u201ccompletamente diferente\u201d e havendo menos edif\u00edcios a colapsar<\/b>.<\/p>\n<p>As estimativas apontam para cerca de dez a 15 por cento de feridos muito graves, em perigo de vida, e entre 40 a 60 por cento de feridos ligeiros, com pequenas escoria\u00e7\u00f5es, que podem nem recorrer aos servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Entre 20 a 35 por cento ser\u00e3o feridos moderados, com les\u00f5es que requerem tratamento hospitalar, como fraturas expostas ou feridas profundas. \u201cEste \u00e9 o grupo que acaba por sobrecarregar os hospitais\u201d, explicou Nelson Olim.<br \/>&#13;\n            <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Portugal deveria pensar na import\u00e2ncia de refor\u00e7ar a capacidade dos hospitais para garantir a sua operacionalidade em 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