{"id":482872,"date":"2026-08-11T15:28:23","date_gmt":"2026-08-11T15:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/482872\/"},"modified":"2026-08-11T15:28:23","modified_gmt":"2026-08-11T15:28:23","slug":"eclipse-gregos-usavam-calculadora-para-prever-fenomeno-11-08-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/482872\/","title":{"rendered":"Eclipse: gregos usavam calculadora para prever fen\u00f4meno &#8211; 11\/08\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Todo grande acontecimento, como o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/eclipse\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">eclipse solar total desta quarta-feira (12)<\/a>, que ser\u00e1 vis\u00edvel em maior ou menor grau em boa parte da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/europa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Europa<\/a> Ocidental, \u00e9 cercado por aspectos fascinantes e curiosidades. Veja, abaixo, alguns deles.<\/p>\n<p>O &#8216;computador&#8217; que previa eclipses h\u00e1 2.000 anos<\/p>\n<p>O mecanismo de Antikythera, constru\u00eddo na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/grecia\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Gr\u00e9cia<\/a> em meados do s\u00e9culo 2\u00ba a.C., \u00e9 a mais antiga calculadora astron\u00f4mica port\u00e1til preservada at\u00e9 hoje. Feito de bronze, era usado para prever eclipses, manter um calend\u00e1rio preciso ou calcular as datas de seis competi\u00e7\u00f5es esportivas gregas, como os Jogos Ol\u00edmpicos.<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie de computador anal\u00f3gico foi recuperada do mar Egeu em 1900, entre os destro\u00e7os de um naufr\u00e1gio, e est\u00e1 preservado em 82 fragmentos. O funcionamento do mecanismo, do qual foram feitas reprodu\u00e7\u00f5es, s\u00f3 foi decifrado neste s\u00e9culo.<\/p>\n<p>O original era composto de uma caixa de madeira de 33 cent\u00edmetros de altura e 18 de largura, com dois c\u00edrculos: um para o zod\u00edaco e outro para o calend\u00e1rio. Uma manivela lateral acionava cerca de 30 engrenagens distribu\u00eddas em dez eixos, que moviam dois ponteiros (<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/sol\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sol<\/a> e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/lua\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Lua<\/a>) para determinar a posi\u00e7\u00e3o desses astros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra em cada dia do ano.<\/p>\n<p>Preservado no Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/atenas\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Atenas<\/a>, o artefato inspirou o fict\u00edcio mostrador de Arquimedes mostrado no filme mais recente da saga &#8220;Indiana Jones&#8221;, &#8220;Indiana Jones e o Chamado do Destino&#8221; (2023), que desafia o arque\u00f3logo.<\/p>\n<p>Por que 99,9% n\u00e3o \u00e9 100%?<\/p>\n<p>Aproxima\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o suficientes quando se trata de um eclipse solar. Embora seja sempre um espet\u00e1culo fascinante, uma margem de apenas 0,1% faz toda a diferen\u00e7a: \u00e9 o que separa um eclipse parcial de um total.<\/p>\n<p>Somente quando a Lua cobre completamente o Sol surge ao redor dele um halo esbranqui\u00e7ado, que corresponde \u00e0 sua atmosfera externa, chamada de coroa solar. Se o eclipse for parcial, mesmo que alcance 99,9%, a parte ainda vis\u00edvel da luz solar \u00e9 milhares de vezes mais brilhante do que a coroa e impede sua observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando o Sol desaparece totalmente, ocorre uma queda abrupta da luminosidade, semelhante a um entardecer muito tardio, quase noturno, acompanhada por uma queda r\u00e1pida da temperatura e mudan\u00e7as no vento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 fen\u00f4menos que ocorrem pouco antes da totalidade e que s\u00e3o exclusivos dos eclipses totais, como o anel de diamante, provocado pelo \u00faltimo raio de luz solar, ou as contas de Baily, pequenos pontos luminosos que surgem na borda da Lua quando a luz do Sol atravessa vales entre as montanhas lunares.<\/p>\n<p>Noite perfeita para observar chuva de meteoros<\/p>\n<p>Embora o eclipse seja o protagonista deste 12 de agosto, ser\u00e1 uma longa noite para os amantes da observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u que vivem no hemisf\u00e9rio norte. Quando a escurid\u00e3o chegar, come\u00e7ar\u00e1 um dos fen\u00f4menos mais aguardados de cada ver\u00e3o: a chuva de meteoros das Perseidas, que atingir\u00e1 seu pico de atividade.<\/p>\n<p>Em uma noite de lua nova, escura o suficiente para facilitar a observa\u00e7\u00e3o, os meteoros come\u00e7ar\u00e3o a cruzar o c\u00e9u e, segundo o site da ag\u00eancia espacial americana Nasa, este ano ser\u00e1 &#8220;uma das melhores chuvas de meteoros do hemisf\u00e9rio norte&#8221;.<\/p>\n<p>Eclipses totais v\u00e3o acabar um dia?<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos em um per\u00edodo privilegiado da hist\u00f3ria do Sistema Solar&#8221;, afirma \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias EFE o presidente da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica Espanhola do Trio de Eclipses e diretor do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico Nacional, Rafael Bachiller.<\/p>\n<p>Isso porque, se os eclipses totais no passado distante eram ainda mais longos do que os atuais, daqui a cerca de 600 milh\u00f5es de anos, nossos descendentes j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e3o observar nenhum deles.<\/p>\n<p>Atualmente, a Lua se afasta da Terra a uma velocidade m\u00e9dia de cerca de 3,8 cent\u00edmetros por ano. \u00c9 um movimento extremamente lento, equivalente \u00e0 largura de dois dedos por ano, mas constante em escala astron\u00f4mica. \u00c0 medida que a dist\u00e2ncia aumenta, o disco lunar passa a parecer ligeiramente menor em nosso c\u00e9u.<\/p>\n<p>Assim, chegar\u00e1 um momento em que, mesmo quando a Lua estiver no ponto mais pr\u00f3ximo de sua \u00f3rbita (perigeu) e a Terra no mais distante do Sol (af\u00e9lio), o di\u00e2metro aparente da Lua n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para cobrir completamente o disco solar. Quando isso acontecer, os eclipses solares totais desaparecer\u00e3o para sempre e restar\u00e3o apenas os eclipses anulares \u2013quando o Sol n\u00e3o \u00e9 totalmente encoberto e v\u00ea-se um c\u00edrculo brilhante de luz no c\u00e9u.<\/p>\n<p>&#8220;Creio que essa \u00e9 uma ideia que nos convida \u00e0 reflex\u00e3o. Costumamos pensar que os eclipses s\u00e3o fen\u00f4menos eternos&#8221;, afirma Bachiller. Mas a coincid\u00eancia de o Sol e a Lua apresentarem tamanhos aparentes quase id\u00eanticos em nosso c\u00e9u n\u00e3o responde a nenhuma lei f\u00edsica. &#8220;\u00c9 uma coincid\u00eancia geom\u00e9trica extraordin\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Todo grande acontecimento, como o eclipse solar total desta quarta-feira (12), que ser\u00e1 vis\u00edvel em maior ou menor&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":482873,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,2173,445,236,4234,2179,32,33,105,103,104,2560,2836,106,110,600],"class_list":["post-482872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-eclipse","tag-europa","tag-folha","tag-grecia","tag-lua","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sistema-solar","tag-sol","tag-technology","tag-tecnologia","tag-veja-video"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117077587192565727","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/482872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=482872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/482872\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/482873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=482872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=482872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=482872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}