{"id":483582,"date":"2026-08-12T05:06:38","date_gmt":"2026-08-12T05:06:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483582\/"},"modified":"2026-08-12T05:06:38","modified_gmt":"2026-08-12T05:06:38","slug":"mercado-premium-mantem-operadoras-relevantes-em-smartphones","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483582\/","title":{"rendered":"Mercado premium mant\u00e9m operadoras relevantes em smartphones"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-245278 size-large\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Mercado-Operadoras-e-Fabricantes-1024x656.jpg\" alt=\"Mercado Operadoras e Fabricantes\" width=\"1024\" height=\"656\"  \/><\/p>\n<p>As operadoras continuam relevantes na venda de smartphones no Brasil mesmo com a in\u00famera oferta de modelos por meio da expans\u00e3o do varejo f\u00edsico, e-commerce, marketplaces e at\u00e9 as lojas pr\u00f3prias dos fabricantes. O papel das teles, por\u00e9m, est\u00e1 cada vez menos associado apenas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de aparelhos e mais \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre smartphones, planos p\u00f3s-pagos, financiamento, seguros e outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Esse movimento ocorre em um mercado pressionado pelo pre\u00e7o dos componentes e pelo alongamento do ciclo de troca dos celulares. Dados do IDC Mobile Phone Tracker\u00a0indicam que o Brasil encerrou 2025 com 36,8 milh\u00f5es de smartphones vendidos, queda de 6,9% frente a 2024. Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de pouco mais de 33 milh\u00f5es de unidades, retra\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 10%. Apesar da redu\u00e7\u00e3o do volume, o faturamento \u00e9 projetado em R$ 73 bilh\u00f5es, crescimento de 7%.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-245317 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico_1_mercado_smartphones_brasil-2.jpg\" alt=\"grafico_1_mercado_smartphones_brasil-(2)\" width=\"1000\" height=\"682\"  \/><\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia de maior valor por aparelho n\u00e3o se restringe ao Brasil. A Omdia estima que o pre\u00e7o m\u00e9dio global dos smartphones suba de US$ 467 em 2025 para US$ 565 em 2026, avan\u00e7o de 21%. A consultoria relaciona o movimento \u00e0 press\u00e3o sobre custos de componentes e \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o, pelos fabricantes, de portf\u00f3lios de maior valor.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que os smartphones premium tenham assumido a lideran\u00e7a em volume. A Motorola afirma que aparelhos de entrada e intermedi\u00e1rios ainda representam a maior parte das vendas no Brasil, enquanto o crescimento em valor e rentabilidade est\u00e1 mais associado aos segmentos intermedi\u00e1rio premium e premium.<\/p>\n<p>Vivo amplia receita com aparelhos<\/p>\n<p>Entre as operadoras, a Vivo apresenta de maneira mais clara a evolu\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. No segundo trimestre de 2026, a receita da categoria de aparelhos e eletr\u00f4nicos cresceu 27,8% na compara\u00e7\u00e3o anual. A companhia atribuiu o resultado a um portf\u00f3lio mais competitivo e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a de dispositivos, acess\u00f3rios e eletr\u00f4nicos em suas lojas.<\/p>\n<p>No per\u00edodo, 98,8% dos smartphones vendidos pela Vivo eram compat\u00edveis com 5G, aumento de 3,8 pontos percentuais em um ano. O indicador mostra que a tecnologia j\u00e1 alcan\u00e7a praticamente todo o volume comercializado pela operadora.<\/p>\n<p>No primeiro trimestre, a empresa havia registrado receita de R$ 1,2 bilh\u00e3o com aparelhos e eletr\u00f4nicos, alta de 26,6% em um ano. Naquele momento, 97,2% dos celulares comercializados j\u00e1 eram 5G. A Vivo informa operar cerca de 1,8 mil lojas f\u00edsicas e um e-commerce, com portf\u00f3lio superior a 2,1 mil produtos, incluindo smartphones, acess\u00f3rios e outros equipamentos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia tamb\u00e9m associa a venda do aparelho a outros servi\u00e7os. No segundo trimestre, mais de 45% dos smartphones comercializados em suas lojas sa\u00edram acompanhados de seguro, participa\u00e7\u00e3o 5 pontos percentuais superior \u00e0 registrada um ano antes.<\/p>\n<p>TIM associa smartphone a servi\u00e7os e seguro<\/p>\n<p>Na TIM, a receita de produtos somou R$ 181 milh\u00f5es no segundo trimestre de 2026, queda de 1,5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2025. No primeiro semestre, por\u00e9m, a rubrica avan\u00e7ou 1,7%, para R$ 342 milh\u00f5es. A categoria inclui produtos al\u00e9m de smartphones, o que impede uma compara\u00e7\u00e3o direta com as vendas de aparelhos da Vivo.<\/p>\n<p>Ao <strong>Tele.S\u00edntese<\/strong>, informou que trabalha com diferentes fabricantes na montagem de ofertas e condi\u00e7\u00f5es para compra dos dispositivos e que passou a integrar essa estrat\u00e9gia tamb\u00e9m ao TIM Ultracombo, que re\u00fane servi\u00e7os m\u00f3veis, banda larga fixa e entretenimento.<\/p>\n<p>Assim como na Vivo, o seguro passou a acompanhar parte relevante das vendas: cerca de 35% dos smartphones vendidos nas lojas da TIM j\u00e1 saem com prote\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-245281 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico_2_seguro_smartphones_operadoras.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"696\"  \/><\/p>\n<p>Os n\u00fameros de Vivo e TIM indicam que o aparelho pode funcionar como ponto de contrata\u00e7\u00e3o de produtos adicionais, ainda que as empresas n\u00e3o divulguem separadamente a rentabilidade obtida com cada smartphone.<\/p>\n<p>Claro aposta em subs\u00eddio e parcelamento<\/p>\n<p>A empresa afirma que as operadoras continuam tendo participa\u00e7\u00e3o importante no premium pela possibilidade de vincular descontos e subs\u00eddios aos planos e oferecer atendimento no ponto de venda. Sua estrat\u00e9gia inclui parcelamentos maiores (at\u00e9 21 vezes sem juros) e ofertas associadas a planos p\u00f3s-pagos e controle. Al\u00e9m disso, a Claro estima ainda que entre 10% e 15% do volume comercializado pelas operadoras costuma estar relacionado ao segmento corporativo.<\/p>\n<p>Para a operadora, o aumento dos pre\u00e7os dos smartphones em 2026 tamb\u00e9m est\u00e1 associado ao aumento ds custos de mem\u00f3rias. O impacto tende a ser maior nos aparelhos de entrada, nos quais esse componente representa parcela proporcionalmente maior do custo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa press\u00e3o sobre os componentes tamb\u00e9m aparece nos levantamentos da Omdia. No primeiro trimestre deste ano, os embarques de smartphones na Am\u00e9rica Latina cresceram 3%, chegando a 34,8 milh\u00f5es de unidades, mas a consultoria apontou aumento dos custos de DRAM e NAND como um dos fatores que passaram a influenciar as estrat\u00e9gias dos fabricantes e dos canais.<\/p>\n<p>Fabricantes veem operadora al\u00e9m da loja<\/p>\n<p>Do lado das fabricantes, alcance, distribui\u00e7\u00e3o, cr\u00e9dito e acesso \u00e0s bases de clientes est\u00e3o entre os argumentos para manter presen\u00e7a nas operadoras. \u201cNo Brasil, as operadoras t\u00eam uma combina\u00e7\u00e3o muito relevante de capilaridade, credibilidade, acesso ao cr\u00e9dito e relacionamento com o consumidor. Isso faz delas um canal essencial para ampliar o acesso \u00e0 inova\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Gustavo Darzi Lemos, diretor comercial de operadoras da JOVI.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre fabricante e operadora, segundo Darzi, tamb\u00e9m interfere na forma como os aparelhos chegam ao consumidor. A negocia\u00e7\u00e3o envolve defini\u00e7\u00e3o de portf\u00f3lio conforme o perfil da base, posicionamento dos produtos, exposi\u00e7\u00e3o nas lojas, treinamento das equipes, campanhas, condi\u00e7\u00f5es comerciais, previs\u00e3o de demanda e gest\u00e3o de estoques.<\/p>\n<p>Para a JOVI, as lojas f\u00edsicas tamb\u00e9m permitem experimentar e comparar aparelhos. \u201cAs operadoras ajudam a transformar a compra de um smartphone em uma experi\u00eancia mais completa, conectando produto, servi\u00e7o, conveni\u00eancia e relacionamento\u201d, diz Darzi.<\/p>\n<p>O executivo afirma que a fabricante observa interesse crescente por c\u00e2meras mais avan\u00e7adas, maior autonomia de bateria, mem\u00f3ria, desempenho e funcionalidades de IA. Pre\u00e7o e condi\u00e7\u00f5es de pagamento, no entanto, continuam tendo peso na decis\u00e3o de compra.\u00a0\u201cAs operadoras contribuem para aproximar os consumidores de categorias superiores por meio de parcelamento, programas de troca e ofertas associadas aos planos\u201d, afirma Darzi.<\/p>\n<p>Para a Motorola, a expans\u00e3o de outros canais tamb\u00e9m n\u00e3o retirou a import\u00e2ncia das teles. \u201cEmbora o varejo f\u00edsico, o e-commerce e os marketplaces tenham ganhado import\u00e2ncia ao longo dos anos, as operadoras seguem sendo um canal estrat\u00e9gico por sua capacidade de combinar conectividade, financiamento e servi\u00e7os em uma \u00fanica oferta\u201d, afirma Vin\u00edcius Costa, diretor de Vendas B2B da Motorola no Brasil.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia das parcerias com os canais tamb\u00e9m aparece na entrada de novas fabricantes no Pa\u00eds. No terceiro trimestre de 2025, o Brasil respondeu por 10,3 milh\u00f5es de smartphones embarcados, alta anual de 5%, segundo a Omdia. A consultoria destacou a expans\u00e3o de marcas como realme, OPPO, HONOR e JOVI por meio de produ\u00e7\u00e3o local e parcerias com operadoras e varejistas.<\/p>\n<p>Motorola tem 70% do B2B ligado \u00e0s teles<\/p>\n<p>Na Motorola, o peso das operadoras aparece principalmente no mercado empresarial. \u201cHoje, 70% das nossas vendas de B2B v\u00eam de parcerias com operadoras\u201d, afirma Costa.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, o papel das teles nesse mercado vai al\u00e9m da comercializa\u00e7\u00e3o do aparelho, com ofertas que combinam conectividade, suporte, gest\u00e3o remota e seguran\u00e7a. A fabricante tamb\u00e9m observa avan\u00e7o de modelos de outsourcing de dispositivos por meio das operadoras.<\/p>\n<p>No segmento corporativo, a fabricante tamb\u00e9m observa um aumento da procura por aparelhos de maior valor. Dispositivos premium podem permanecer mais tempo em utiliza\u00e7\u00e3o e ganhar espa\u00e7o em projetos nos quais c\u00e2mera, IA, seguran\u00e7a e capacidade de processamento s\u00e3o diferenciais.<\/p>\n<p>Nas operadoras, esses modelos encontram condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis por causa de parcelamentos, programas de upgrade e ofertas vinculadas aos planos p\u00f3s-pago. Ainda assim, a pr\u00f3pria Motorola ressalta que entrada e intermedi\u00e1rios permanecem respons\u00e1veis pela maior parcela de seu volume total.<\/p>\n<p>Entrada ainda sustenta o volume<\/p>\n<p>Os n\u00fameros regionais confirmam a perman\u00eancia das faixas mais acess\u00edveis. A Am\u00e9rica Latina encerrou 2025 com recorde de 140,5 milh\u00f5es de smartphones embarcados, alta de 3%. A Samsung liderou com 46,9 milh\u00f5es de unidades, crescimento de 9%, impulsionada inclusive pela expans\u00e3o de 32% das fam\u00edlias de entrada Galaxy A0x e A1x.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-245283 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/grafico_3_fabricantes_america_latina_2025-1.jpg\" alt=\"grafico_3_fabricantes_america_latina_2025 1\" width=\"1000\" height=\"639\"  \/><\/p>\n<p>A Xiaomi terminou o ano com 24,6 milh\u00f5es de aparelhos, alta de 8%, tamb\u00e9m sustentada pelo segmento de entrada e por modelos intermedi\u00e1rios de maior especifica\u00e7\u00e3o. A Motorola ficou em terceiro, com 21,6 milh\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o de 5%. A HONOR chegou a 11,8 milh\u00f5es, avan\u00e7o de 48%.<\/p>\n<p>No Brasil, o recorte mais recente de participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica por fabricante para um ano completo anterior mostrava Samsung com 39%, Motorola com 25% e Apple com 7% em 2024. A Apple, por\u00e9m, era apontada pela Omdia como l\u00edder no segmento premium, enquanto Samsung e Motorola tinham maior presen\u00e7a no mercado total.<\/p>\n<p>O quadro ajuda a explicar a coexist\u00eancia dos dois movimentos: aparelhos mais baratos continuam determinantes para o volume, enquanto modelos de maior pre\u00e7o ganham import\u00e2ncia para fabricantes e operadoras em receita e nas ofertas associadas a p\u00f3s-pago e servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Para as teles, portanto, a disputa deixou de estar restrita ao pre\u00e7o do smartphone na prateleira. Vivo, TIM e Claro passaram a combinar aparelhos com cr\u00e9dito, planos, seguros e outros servi\u00e7os, enquanto fabricantes como Motorola e JOVI mant\u00eam as operadoras entre os canais utilizados para chegar tanto ao consumidor final quanto \u00e0s empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As operadoras continuam relevantes na venda de smartphones no Brasil mesmo com a in\u00famera oferta de modelos por&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":483583,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,43888,14479,38622,42,2744,834,32,33,952,105,103,104,106,110,77447,2738,360],"class_list":["post-483582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-claro","tag-honor","tag-jovi","tag-mercado","tag-motorola","tag-negocios","tag-portugal","tag-pt","tag-samsung","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-tim","tag-vivo","tag-xiaomi"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117080804471845367","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=483582"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483582\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/483583"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=483582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=483582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=483582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}