{"id":483612,"date":"2026-08-12T06:09:12","date_gmt":"2026-08-12T06:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483612\/"},"modified":"2026-08-12T06:09:12","modified_gmt":"2026-08-12T06:09:12","slug":"robustas-letais-e-altamente-tecnologicas-novas-fragatas-prometem-criar-uma-marinha-mais-disruptiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483612\/","title":{"rendered":"Robustas, letais e altamente tecnol\u00f3gicas. Novas fragatas prometem criar uma &#8220;marinha mais disruptiva&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>                V\u00e3o custar 3,9 mil milh\u00f5es de euros, mas prometem transportar as capacidades da marinha portuguesa para um novo patamar, mais tecnol\u00f3gico e de olhos postos na ca\u00e7a a amea\u00e7as a\u00e9reas e submarinas<\/p>\n<p>O contrato ainda n\u00e3o foi assinado, mas a compra da nova gera\u00e7\u00e3o de fragatas j\u00e1 d\u00e1 que falar. Os detalhes ainda est\u00e3o a ser afinados entre Portugal e It\u00e1lia, mas uma coisa \u00e9 certa, as tr\u00eas novas fragatas FREMM EVO constru\u00eddas pelos estaleiros Fincantieri v\u00e3o custar 3,9 mil milh\u00f5es de euros, financiados atrav\u00e9s do mecanismo europeu SAFE. Mas quais foram as caracter\u00edsticas que levaram a Marinha a escolher esta plataforma e o que faz dela um salto significativo nas capacidades navais portuguesas?<\/p>\n<p>As fragatas da classe FREMM EVO s\u00e3o a evolu\u00e7\u00e3o da Fragata Multi-Miss\u00e3o Europeia, utilizada pela marinha francesa e italiana. Ao contr\u00e1rio das vers\u00f5es projetadas no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, as fragatas que Portugal vai comprar s\u00e3o constru\u00eddas de raiz com arquitetura de guerra centrada em dados e integra\u00e7\u00e3o nativa de drones, sendo capaz de se defender contra enxames de drones, sejam a\u00e9reos ou de superf\u00edcie.\u00a0<\/p>\n<p>As capacidades destas plataformas brilham ainda mais quando comparadas com as atuais capacidades da Marinha portuguesa. As FREMM EVO v\u00e3o substituir tr\u00eas das cinco fragatas da frota, as da Classe Vasco da Gama, que entraram em servi\u00e7o na d\u00e9cada de 90 e est\u00e3o em fim de vida.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre o tamanho das duas embarca\u00e7\u00f5es \u00e9 significativa. As velhas fragatas da Classe Vasco da Gama tinham 3.200 toneladas, 115 metros de comprimento e 14 de largura. Os novos vasos de guerra disparam para 144 metros de comprimento e quase 20 de largura e um deslocamento de sete mil toneladas. Estas maiores dimens\u00f5es d\u00e3o uma maior estabilidade aos navios em alto mar, uma qualidade apreciada por uma Marinha que tem de proteger as \u00e1guas do Atl\u00e2ntico, bem como capacidade para dois hangares para helic\u00f3pteros.<\/p>\n<p>Estas dimens\u00f5es permitem-lhe tamb\u00e9m equipar o navio com muito mais capacidades. As FREMM EVO s\u00e3o equipadas com radar AESA de faces fixas capaz de vigil\u00e2ncia 360\u00ba. Apesar de serem maiores, transportam menos marinheiros a bordo, uma vez que as capacidades de automatiza\u00e7\u00e3o permitem que o navio seja operado por uma tripula\u00e7\u00e3o de 140 marinheiros. As fragatas Vasco da Gama tinham capacidade para uma tripula\u00e7\u00e3o de 180 marinheiros.<\/p>\n<p>Para o Governo e para as For\u00e7as Armadas, a compra destes equipamentos permitir\u00e1 a Portugal cumprir os objetivos capacit\u00e1rios da NATO (Capability Targets), acrescentando uma &#8220;bolha&#8221; de defesa antia\u00e9rea de alta intensidade e capacidades de topo na luta antissubmarina. Na vertente a\u00e9rea, disp\u00f5em de silos verticais (VLS) prontos para disparar m\u00edsseis antia\u00e9reos Aster 15 e Aster 30, este \u00faltimo capaz de intercetar amea\u00e7as a dist\u00e2ncias superiores a 100 km, incluindo m\u00edsseis bal\u00edsticos e hipers\u00f3nicos.<\/p>\n<p>J\u00e1 na vertente de subsuperf\u00edcie, s\u00e3o consideradas das mais avan\u00e7adas do mundo na ca\u00e7a a submarinos. O casco, os motores e as h\u00e9lices foram desenhados para mitigar ru\u00eddos e vibra\u00e7\u00f5es, conferindo ao navio capacidades que o torna extremamente dif\u00edcil de detetar. Em paralelo, trazem o sonar rebocado de profundidade vari\u00e1vel CAPTAS-4, desenrolado na popa para superar as camadas t\u00e9rmicas do oceano e detetar submarinos a longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>\u00c0 CNN Portugal, o Almirante Henrique Gouveia e Melo, antigo Chefe do Estado-Maior da Armada, garantiu que estas fragatas s\u00e3o &#8220;vocacionadas para o Atl\u00e2ntico porque s\u00e3o essencialmente antisubmarinas&#8221;, mas que mant\u00eam as capacidades convencionais de defender o territ\u00f3rio portugu\u00eas contra &#8220;m\u00edsseis hipers\u00f3nicos&#8221;.<\/p>\n<p>Mas, perante uma &#8220;\u00e1rea mar\u00edtima extens\u00edssima numa posi\u00e7\u00e3o geoestrat\u00e9gica de elevado valor&#8221; e com poucos recursos ao seu dispor, o antigo CEMA admitiu que esta compra faz com que a marinha evolua para &#8220;uma marinha mais disruptiva&#8221;, desenvolvendo a rob\u00f3tica militar para &#8220;poupar recursos e expandir a capacidade&#8221;<\/p>\n<p>Nisto, as FREMM EVO funcionam como o escudo de prote\u00e7\u00e3o e n\u00f3dulo de comando indispens\u00e1vel para acompanhar o futuro Navio de M\u00faltiplas Fun\u00e7\u00f5es, o NRP D. Jo\u00e3o II, o &#8220;catalisador desta nova marinha h\u00edbrida&#8221; concebido para gerir enxames de drones. Como sublinhou Gouveia e Melo, &#8220;n\u00e3o podemos cair no v\u00e1cuo de apostar numa marinha totalmente robotizada esquecendo a parte convencional&#8221;, sendo estas tr\u00eas fragatas o elemento que garante a base das capacidades da marinha.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 CNN Portugal, o ministro da Defesa revelou mais detalhes sobre os valores envolvidos. Nuno Melo admitiu que do pacote de 3,9 mil milh\u00f5es &#8220;cerca de 3 mil milh\u00f5es s\u00e3o pela aquisi\u00e7\u00e3o das fragatas tout court e 0,9 relativamente \u00e0 sustentabilidade destes equipamentos&#8221;, destacando que o objetivo \u00e9 investir &#8220;no ciclo de vida, para que estes equipamentos n\u00e3o fiquem parados numa base militar como j\u00e1 aconteceu no passado&#8221;.<\/p>\n<p>Horas mais tarde, o executivo adiantava em comunicado que\u00a0\u201ca sustenta\u00e7\u00e3o do ciclo de vida dos navios, seus sistemas, e armas, ser\u00e1 integralmente realizada em Portugal, como corol\u00e1rio do processo de capacita\u00e7\u00e3o nacional e da revitaliza\u00e7\u00e3o do Arsenal do Alfeite, podendo representar mais de 85% em valor global de sustenta\u00e7\u00e3o dos meios\u201d.<\/p>\n<p>Toda a manuten\u00e7\u00e3o dos navios ser\u00e1 realizada em Portugal, e apenas em casos pontuais de tecnologias propriet\u00e1rias de Estados terceiros, tal como j\u00e1 se passa presentemente noutros meios da Marinha, em que a sustenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 efetuada atrav\u00e9s de organiza\u00e7\u00f5es cooperativas internacionais entre Estados\u201d, acrescenta o Minist\u00e9rio chefiado por Nuno Melo.<\/p>\n<p>A sustenta\u00e7\u00e3o das tr\u00eas fragatas por um per\u00edodo n\u00e3o inferior a 30 anos, bem como uma \u201cforte incorpora\u00e7\u00e3o de empresas nacionais\u201d, a transfer\u00eancia de tecnologia e a revitaliza\u00e7\u00e3o do Arsenal do Alfeite, j\u00e1 estavam previstas no acordo entre Portugal e It\u00e1lia anunciado em 20 de julho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"V\u00e3o custar 3,9 mil milh\u00f5es de euros, mas prometem transportar as capacidades da marinha portuguesa para um novo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":483613,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[609,836,611,27,28,77450,77449,607,608,333,832,604,135,610,476,15,16,34950,35100,301,830,14,603,25,26,570,21,22,831,833,16595,6101,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-483612","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capacidades","tag-caracteristicas","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-fragatas","tag-fremm-evo","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-marinha-portuguesa","tag-ministerio-da-defesa","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=483612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483612\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/483613"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=483612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=483612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=483612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}