{"id":4839,"date":"2025-07-28T03:41:11","date_gmt":"2025-07-28T03:41:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/4839\/"},"modified":"2025-07-28T03:41:11","modified_gmt":"2025-07-28T03:41:11","slug":"pesquisadores-isolam-virus-parente-do-sarampo-em-morcegos-da-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/4839\/","title":{"rendered":"Pesquisadores isolam v\u00edrus \u2018parente\u2019 do sarampo em morcegos da Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Virologia\n                            <\/p>\n<p>                            Pesquisadores isolam v\u00edrus \u2018parente\u2019 do sarampo em morcegos da Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p class=\"summary\">Trabalho \u00e9 fruto de 14 anos de pesquisa, per\u00edodo em que foram analisados no Brasil e na Costa Rica mais de 1.600 morcegos, incluindo hemat\u00f3fagos, inset\u00edvoros e frug\u00edvoros. Descoberta in\u00e9dita amplia o conhecimento sobre risco potencial \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica<\/p>\n<p>\n                                 Virologia\n                            <\/p>\n<p>                                                        Pesquisadores isolam v\u00edrus \u2018parente\u2019 do sarampo em morcegos da Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">Trabalho \u00e9 fruto de 14 anos de pesquisa, per\u00edodo em que foram analisados no Brasil e na Costa Rica mais de 1.600 morcegos, incluindo hemat\u00f3fagos, inset\u00edvoros e frug\u00edvoros. Descoberta in\u00e9dita amplia o conhecimento sobre risco potencial \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/55440.jpeg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(55440,'files\/post\/55440.jpeg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">Testes mostraram que o Morbillivirus n\u00e3o infecta facilmente c\u00e9lulas humanas (foto: Luiz Gustavo G\u00f3es\/IPSP)<\/p>\n<p><strong>Luciana Constantino | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Um grupo de pesquisadores do Brasil, da Costa Rica e da Europa conseguiu, pela primeira vez, isolar e cultivar em laborat\u00f3rio a partir de morcegos hemat\u00f3fagos da Am\u00e9rica Latina v\u00edrus do g\u00eanero Morbillivirus, que pertencem ao mesmo grupo do sarampo humano (Measles virus) e da cinomose canina (Canine distemper virus), considerados extremamente contagiosos.<\/p>\n<p>O achado \u00e9 essencial para entender e ampliar o conhecimento sobre a diversidade desses pat\u00f3genos na natureza e seu potencial risco \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. Isolando um v\u00edrus, \u00e9 poss\u00edvel estud\u00e1-lo em detalhes, analisar sua estrutura, gen\u00e9tica e modo de infec\u00e7\u00e3o, abrindo novas frentes para desenvolvimento de testes diagn\u00f3sticos, f\u00e1rmacos e vacinas.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 fruto de 14 anos de pesquisa, per\u00edodo em que foram analisados no Brasil e na Costa Rica mais de 1.600 morcegos, incluindo hemat\u00f3fagos (que se alimentam de sangue), inset\u00edvoros e frug\u00edvoros.<\/p>\n<p>O resultado foi <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41564-025-02005-8\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>publicado<\/strong><\/a> na edi\u00e7\u00e3o de junho da revista Nature Microbiology, uma das mais importantes na \u00e1rea, onde foi destaque de <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nmicrobiol\/volumes\/10\/issues\/6\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>capa<\/strong><\/a> e tema do <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41564-025-02043-2\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>editorial<\/strong><\/a>. No texto, a revista ressalta a import\u00e2ncia desse tipo de estudo para que o novo <a href=\"https:\/\/apps.who.int\/gb\/ebwha\/pdf_files\/WHA78\/A78_R1-en.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Acordo sobre Pandemias<\/strong><\/a>, aprovado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em maio deste ano, seja implementado.<\/p>\n<p>Embora houvesse sinais gen\u00e9ticos de Morbillivirus em morcegos, nenhum deles havia sido at\u00e9 ent\u00e3o isolado de amostras cl\u00ednicas. Isso limitava os estudos sobre sua biologia, mecanismos de infec\u00e7\u00e3o e risco de transmiss\u00e3o, entre outros aspectos.<\/p>\n<p>Desta vez, o grupo conseguiu realizar o sequenciamento gen\u00e9tico completo de diversas amostras com a identifica\u00e7\u00e3o das novas linhagens virais. Depois disso, para uma dessas linhagens descobriu-se como o v\u00edrus interage com as c\u00e9lulas hospedeiras.<\/p>\n<p>Uma das barreiras enfrentadas foi a necessidade de desenvolver linhagens celulares espec\u00edficas que pudessem expressar receptores compat\u00edveis com os v\u00edrus, j\u00e1 que os encontrados em morcegos n\u00e3o utilizam os mesmos receptores celulares que o sarampo (como SLAMF1, tamb\u00e9m chamado de CD150, e Nectin-4). Por meio de engenharia gen\u00e9tica, os pesquisadores superaram essa dificuldade.<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/cristiano-cavalho-unesp-aracatuba.jpg\" style=\"height:638px; width:850px\"\/><br \/>&#13;<br \/>\nUm Desmodus rotundus, morcego hemat\u00f3fago, mesma esp\u00e9cie de onde foi isolado o Morbillivirus sequenciado\u00a0na pesquisa (foto: Cristiano de Carvalho\/Unesp Ara\u00e7atuba)<\/p>\n<p>Em v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os dos morcegos \u2013 como rins, pulm\u00e3o, f\u00edgado, intestino e cora\u00e7\u00e3o \u2013 foram encontradas altas concentra\u00e7\u00f5es virais, indicando infec\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas, geralmente n\u00e3o letais para os animais, por\u00e9m semelhantes \u00e0s provocadas pelo v\u00edrus do sarampo em humanos. A maioria dos pat\u00f3genos foi detectada em morcegos neotropicais, refor\u00e7ando o papel desses mam\u00edferos como reservat\u00f3rios naturais.<\/p>\n<p>\u201cUma das riquezas desse trabalho foi sequenciar diferentes Morbillivirus de morcegos, demonstrando que esses animais neotropicais s\u00e3o reservat\u00f3rios importantes de uma vasta gama desses v\u00edrus, extremamente contagiosos e causadores de doen\u00e7as importantes em animais e em humanos\u201d, explica \u00e0 <strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> um dos autores do artigo, o bi\u00f3logo <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/667984\/luiz-gustavo-bentim-goes\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Luiz Gustavo G\u00f3es<\/strong><\/a>, do Institut Pasteur de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www.pasteur-sp.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>IPSP<\/strong><\/a>), uma associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos com sede na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). \u201cO segundo ponto foi detectar, por meio do isolamento de c\u00e9lulas, que esse v\u00edrus n\u00e3o consegue utilizar o receptor CD150 humano, o que \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o muito boa no sentido de que ele, no momento, n\u00e3o demonstra ter capacidade de infectar hospedeiros humanos.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa recebeu apoio da FAPESP por meio de tr\u00eas projetos (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/145237\/eco-epidemiologia-e-caracterizacao-molecular-de-coronavirus-em-morcegos-e-roedores-de-diferentes-gra\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>13\/11006-0<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/154883\/monitoramento-de-virus-influenza-em-morcegos-da-regiao-tropical-e-sub-tropical-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>14\/15090-8<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/174142\/paramixovirus-de-morcegos-no-brasil-caracterizacao-molecular-analise-evolutiva-e-de-risco-a-saude\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>17\/20744-5<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p><strong>Vigil\u00e2ncia viral para potenciais adapta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m autora do estudo e pesquisadora do IPSP, <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/692640\/angelica-cristine-goes-de-almeida-campos\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Ang\u00e9lica Cristine Almeida Campos<\/strong><\/a> destaca que a presen\u00e7a do Morbillivirus em morcegos n\u00e3o representa amea\u00e7a imediata, mas a partir dos resultados ser\u00e1 poss\u00edvel minimizar riscos no futuro. \u201cOs testes mostraram que o v\u00edrus n\u00e3o infecta facilmente c\u00e9lulas humanas. Por\u00e9m, como todo v\u00edrus, \u00e9 capaz de se adaptar, aumentando o risco de infec\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises filogen\u00e9ticas mostraram que os v\u00edrus encontrados est\u00e3o mais pr\u00f3ximos da origem da fam\u00edlia dos Morbillivirus do que as linhagens atualmente conhecidas, como a do sarampo. Isso fornece pistas valiosas sobre como surgiram e evolu\u00edram ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Os cientistas identificaram Morbillivirus em macacos silvestres (saguis) encontrados mortos no Brasil. Embora a causa das mortes n\u00e3o tenha sido confirmada, as an\u00e1lises gen\u00e9ticas revelaram similaridade com Morbillivirus de morcegos. Os v\u00edrus dos primatas conseguiram utilizar o receptor SLAMF1, o que sugere a possibilidade de transmiss\u00e3o entre esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria evolutiva dos Morbillivirus, as an\u00e1lises indicam saltos entre esp\u00e9cies, como de morcegos para porcos e macacos. Dados do estudo refor\u00e7am a hip\u00f3tese de que os morcegos s\u00e3o esp\u00e9cie-chave na dissemina\u00e7\u00e3o entre mam\u00edferos, destacando a necessidade de fortalecer a vigil\u00e2ncia viral em \u00e1reas de alta biodiversidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 os testes de neutraliza\u00e7\u00e3o mostraram que anticorpos produzidos em infec\u00e7\u00f5es anteriores de sarampo ou de cinomose canina conseguiram combater os v\u00edrus isolados dos morcegos. Essa descoberta sugere algum grau de imunidade cruzada, ou seja, uma \u201cprote\u00e7\u00e3o\u201d adquirida em uma infec\u00e7\u00e3o anterior que pode, mais tarde, proteger contra outros agentes infecciosos.<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><\/p>\n<p>Assinado por uma equipe internacional, o artigo tem como autor correspondente o pesquisador Jan Felix Drexler, da <a href=\"https:\/\/www.charite.de\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Charit\u00e9-Universit\u00e4tsmedizin Berlin<\/strong><\/a>, e conta com a participa\u00e7\u00e3o de cientistas da Universidade Federal da Bahia (<a href=\"https:\/\/ufba.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>UFBA<\/strong><\/a>), do Instituto de Ci\u00eancias Biom\u00e9dicas (<a href=\"https:\/\/ww3.icb.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>ICB-USP<\/strong><\/a>) e de outras institui\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina e Europa.<\/p>\n<p>Em 2012, Drexler j\u00e1 havia publicado um artigo com outros pesquisadores identificando 66 novos paramixov\u00edrus em uma amostra mundial de 119 esp\u00e9cies de morcegos e roedores, apontando esses animais como hospedeiros (leia mais em: <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/ncomms1796\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>www.nature.com\/articles\/ncomms1796<\/strong><\/a>). A grande fam\u00edlia de v\u00edrus Paramyxoviridae inclui alguns dos pat\u00f3genos humanos e pecu\u00e1rios mais importantes, como sarampo, cinomose, caxumba, parainfluenza, doen\u00e7a de Newcastle, v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio e metapneumov\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201cEsse trabalho demonstra quanto s\u00e3o importantes esses la\u00e7os colaborativos entre diferentes laborat\u00f3rios e pa\u00edses. A pesquisa \u00e9 fruto dessas diversas colabora\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta G\u00f3es, que atualmente desenvolve um projeto para estudar paramixov\u00edrus em morcegos neotropicais.<\/p>\n<p>Apoiado pela FAPESP (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/227473\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>25\/06459-2<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/113788\/analise-epidemiologica-evolucionaria-e-ecologica-do-risco-de-eventos-de-spillover-de-virus-de-morceg\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>22\/13054-0<\/strong><\/a>), o projeto analisa a diversidade gen\u00e9tica e a ecoepidemiologia de paramixov\u00edrus em morcegos coletados na Mata Atl\u00e2ntica, incluindo \u00e1reas urbanas, rurais e florestais. O bioma \u00e9 considerado um hotspot de biodiversidade, servindo de h\u00e1bitat para mais de 100 esp\u00e9cies de morcegos.<\/p>\n<p>O artigo Ecology and evolutionary trajectories of morbilliviruses in Neotropical bats pode ser lido em <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41564-025-02005-8\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>www.nature.com\/articles\/s41564-025-02005-8<\/strong><\/a>.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Virologia Pesquisadores isolam v\u00edrus \u2018parente\u2019 do sarampo em morcegos da Am\u00e9rica Latina Trabalho \u00e9 fruto de 14 anos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4840,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1028,2780,2784,2774,2775,2786,2781,2217,116,2783,2785,2773,2778,2777,2779,32,33,1670,117,896,2776,2782,2772],"class_list":{"0":"post-4839","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-america-latina","9":"tag-biodiversidade","10":"tag-canine-distemper-virus","11":"tag-colaboracao-cientifica","12":"tag-cooperacao-internacional","13":"tag-desmodus-rotundus","14":"tag-doencas-transmissiveis-emergentes","15":"tag-genetica","16":"tag-health","17":"tag-measles-virus","18":"tag-morbillivirus","19":"tag-morcegos","20":"tag-oms","21":"tag-one-health","22":"tag-pandemias","23":"tag-portugal","24":"tag-pt","25":"tag-sarampo","26":"tag-saude","27":"tag-saude-publica","28":"tag-saude-unica","29":"tag-vacinas","30":"tag-virologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4840"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}