{"id":483982,"date":"2026-08-12T14:24:19","date_gmt":"2026-08-12T14:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483982\/"},"modified":"2026-08-12T14:24:19","modified_gmt":"2026-08-12T14:24:19","slug":"terapias-alternativas-pode-reduzir-sobrevida-no-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/483982\/","title":{"rendered":"Terapias alternativas pode reduzir sobrevida no c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres com <strong><a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/por-que-e-como-os-seios-mudam-apos-o-tratamento-do-cancer-de-mama-1.1604622\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">c\u00e2ncer de mama<\/a><\/strong> que substituem tratamentos convencionais por terapias complementares e alternativas apresentam menor sobrevida do que aquelas que seguem apenas o tratamento oncol\u00f3gico convencional recomendado. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo publicado na revista JAMA Network Open, que analisou dados de mais de 2,1 milh\u00f5es de pacientes diagnosticadas com a doen\u00e7a nos Estados Unidos entre 2011 e 2021.<\/p>\n<p>Os pesquisadores utilizaram informa\u00e7\u00f5es do National Cancer Database (NCDB), um dos principais bancos de dados oncol\u00f3gicos norte-americanos. Eles compararam os desfechos de mulheres submetidas ao tratamento convencional (cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e terapias-alvo) aos de pacientes que receberam apenas terapias alternativas, uma combina\u00e7\u00e3o das duas abordagens ou nenhum tratamento.<\/p>\n<p>Entre as terapias consideradas alternativas est\u00e3o protocolos alimentares que alegam combater tumores, suplementos sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou outras abordagens utilizadas em substitui\u00e7\u00e3o ao tratamento convencional. Ainda que pouco frequente, essas abordagens estiveram associadas a piores desfechos: as mulheres que recorreram apenas a essas pr\u00e1ticas apresentaram um risco de morte mais de tr\u00eas vezes superior ao daquelas submetidas exclusivamente aos tratamentos convencionais.<\/p>\n<p>Mesmo as que combinaram terapias alternativas e convencionais tiveram mortalidade maior do que as que seguiram apenas as terapias oncol\u00f3gicas recomendadas. \u201cQuando os tratamentos convencionais s\u00e3o substitu\u00eddos por tratamentos que n\u00e3o foram rigorosamente testados e, portanto, n\u00e3o t\u00eam sua efic\u00e1cia comprovada, n\u00e3o \u00e9 surpresa que ocorra piora da sobrevida\u201d, analisa a oncologista Helo\u00edsa Veasey Rodrigues, do Einstein Hospital Israelita.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, muitas vezes, essas outras abordagens levam ao atraso ou \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/saiba-quais-tipos-de-cancer-estao-ligados-a-obesidade-1.1696095\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong> tratamentos fundamentais para o controle da doen\u00e7a.<\/strong><\/a> Embora esse efeito tenha sido pouco frequente na popula\u00e7\u00e3o estudada (menos de 0,1% das pacientes utilizaram somente terapias alternativas), os autores observaram que as mulheres que combinavam essas pr\u00e1ticas com o tratamento convencional tamb\u00e9m apresentavam menor ades\u00e3o \u00e0 radioterapia e \u00e0 terapia end\u00f3crina, duas estrat\u00e9gias importantes para reduzir o risco de recorr\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cNa pr\u00e1tica cl\u00ednica, isso acontece. Muitas pacientes n\u00e3o recusam todo o tratamento convencional, mas acabam deixando de fazer uma parte importante dele\u201d, relata Veasey. Entre os motivos mais comuns est\u00e3o o receio dos efeitos colaterais e a falsa impress\u00e3o de que, ap\u00f3s a retirada cir\u00fargica do tumor, o tratamento preventivo deixa de ser necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Veja Tamb\u00e9m<\/p>\n<p><strong>Complementar x alternativa<\/strong> <\/p>\n<p>Diversas pr\u00e1ticas reconhecidas podem trazer benef\u00edcios e melhorar a qualidade de vida, se forem utilizadas como apoio ao tratamento oncol\u00f3gico e acompanhadas pela equipe m\u00e9dica. \u201cO papel leg\u00edtimo dessas terapias \u00e9 justamente o complementar, em associa\u00e7\u00e3o, e nunca em substitui\u00e7\u00e3o ao tratamento oncol\u00f3gico indicado\u201d, afirma a oncologista.<\/p>\n<p>Entre as <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/exame-de-sangue-quadruplica-diagnostico-precoce-de-cancer-1.1732453\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>abordagens<\/strong><\/a> com melhores evid\u00eancias cient\u00edficas est\u00e3o a acupuntura, que pode auxiliar no manejo da dor, das n\u00e1useas e de sintomas relacionados \u00e0 hormonioterapia; pr\u00e1ticas de mindfulness e medita\u00e7\u00e3o; exerc\u00edcios f\u00edsicos supervisionados; ioga adaptada e massagem terap\u00eautica. \u201cQuando bem empregadas, elas podem inclusive auxiliar na ader\u00eancia ao tratamento e n\u00e3o no abandono\u201d, observa Heloisa Veasey.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso diferenciar tamb\u00e9m m\u00e9todos complementares daqueles sem respaldo cient\u00edfico. Entre eles est\u00e3o megadoses de vitaminas, dietas supostamente \u201cantic\u00e2ncer\u201d, ozonioterapia com finalidade antitumoral, auto-hemoterapia, protocolos detox e suplementos vendidos com a promessa de eliminar tumores.<\/p>\n<p>O artigo levanta a hip\u00f3tese de que <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/canetas-emagrecedoras-influenciam-evolucao-do-cancer-1.1724328\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>muitas pacientes n\u00e3o informam <\/strong><\/a>seus m\u00e9dicos sobre o uso dessas pr\u00e1ticas alternativas. \u201cIsso \u00e9 perigoso, porque alguns produtos podem interagir com quimioterapia, hormonioterapia, anticoagulantes, anestesia ou medicamentos de suporte\u201d, alerta a m\u00e9dica do Einstein.<\/p>\n<p>Por isso, qualquer terapia diferente dos tratamentos convencionais deve ser discutida de forma transparente com o oncologista e com a equipe que acompanha a paciente. \u201cA pr\u00e1tica complementar mais segura \u00e9 aquela integrada ao plano terap\u00eautico, usada para aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, sem atrasar nem substituir terapias que reduzem o risco de recidiva e aumentam as chances de cura\u201d, afirma Veasey.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/brasil-tem-nova-opcao-de-tratamento-para-cancer-de-mama-mais-agressivo-1.1714817\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>tumor de mama \u00e9 um dos tipos de c\u00e2ncer <\/strong><\/a>que mais matam mulheres todos os anos. No Brasil, o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) estima que haver\u00e1 79 mil novos casos da doen\u00e7a por ano no tri\u00eanio 2026 a 2028, e 21 mil mortes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mulheres com c\u00e2ncer de mama que substituem tratamentos convencionais por terapias complementares e alternativas apresentam menor sobrevida do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":483983,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[1061,5960,116,7225,32,33,117,2268,4239],"class_list":["post-483982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-bella-mais","tag-cancer-de-mama","tag-health","tag-oncologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-feminina","tag-terapias-alternativas"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117082998101103888","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=483982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/483982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/483983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=483982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=483982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=483982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}