{"id":484162,"date":"2026-08-12T16:46:15","date_gmt":"2026-08-12T16:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/484162\/"},"modified":"2026-08-12T16:46:15","modified_gmt":"2026-08-12T16:46:15","slug":"as-seis-exigencias-do-irao-para-reabrir-o-estreito-de-ormuz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/484162\/","title":{"rendered":"As seis exig\u00eancias do Ir\u00e3o para reabrir o Estreito de Ormuz"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/europeanspaceagency\/51178698504\/sizes\/l\/\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">ESA \/ Flickr <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-436084 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/5eb2b2486a4852f381395e92cf75cdab-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">A Ilha Qeshm, a maior do Ir\u00e3o, no Estreito de Hormuz<\/p>\n<p><strong>Ir\u00e3o endureceu posi\u00e7\u00e3o e alertou que os EUA precisam de \u201ccorrigir\u201d o seu comportamento e atender a uma s\u00e9rie de exig\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>Tanto o Ir\u00e3o como Om\u00e3 afirmaram que as negocia\u00e7\u00f5es sobre um novo acordo para gerir o tr\u00e1fego atrav\u00e9s do estrat\u00e9gico <strong>Estreito de Ormuz<\/strong> t\u00eam sido \u201cpositivas\u201d e est\u00e3o numa fase avan\u00e7ada, o que alimenta as esperan\u00e7as de retoma do tr\u00e1fego mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, as negocia\u00e7\u00f5es t\u00eam-se concentrado numa poss\u00edvel nova rota atrav\u00e9s do estreito, cuja responsabilidade seria partilhada entre o Ir\u00e3o e Om\u00e3.<\/p>\n<p>Apesar das negocia\u00e7\u00f5es com Om\u00e3, o Ir\u00e3o afirma que a reabertura do estreito depender\u00e1 de condi\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds imp\u00f5e aos Estados Unidos. Muitas dessas condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o muito al\u00e9m dos pontos do Memorando de Entendimento (MoU) entre o Ir\u00e3o e os EUA anunciado a 17 de junho, enquanto outras reiteram exig\u00eancias agora condicionadas \u00e0 reabertura da hidrovia.<\/p>\n<p>Afinal, quais s\u00e3o essas condi\u00e7\u00f5es? E os EUA, conseguem cumpri-las?<\/p>\n<p>\u201cCorre\u00e7\u00e3o de comportamento\u201d<\/p>\n<p>Num comunicado divulgado pela emissora estatal iraniana IRIB, o ex-secret\u00e1rio do Conselho Supremo de Seguran\u00e7a Nacional do Ir\u00e3o e atual assessor do L\u00edder Supremo, Mohammad Bagher Zolghadr, alertou que os EUA precisam de \u201ccorrigir\u201d o seu comportamento e atender a uma s\u00e9rie de exig\u00eancias. Segundo o comunicado, \u201ccorrigir o comportamento\u201d significa o seguinte:<\/p>\n<p><strong>1. Nunca amea\u00e7ar o Ir\u00e3o com qualquer tipo de linguagem ou insultar os valores sagrados desta na\u00e7\u00e3o<\/strong>. O Ir\u00e3o afirma que os EUA devem deixar de amea\u00e7ar o pa\u00eds e apresentar garantias de que n\u00e3o haver\u00e1 novas amea\u00e7as. Esta \u00e9, em grande parte, uma exig\u00eancia pol\u00edtica e de seguran\u00e7a. Embora os cessar-fogos pressuponham implicitamente a conten\u00e7\u00e3o de ambas as partes, exigir publicamente garantias contra futuras amea\u00e7as parece ser uma condi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica mais ampla, e n\u00e3o algo explicitamente previsto nos termos do acordo provis\u00f3rio divulgado anteriormente.<\/p>\n<p><strong>2. P\u00f4r definitivamente fim \u00e0 guerra e \u00e0 agress\u00e3o contra o Ir\u00e3o e os seus aliados no L\u00edbano, na Palestina, no I\u00e9men e no Iraque.<\/strong> O Ir\u00e3o insiste na cessa\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es militares n\u00e3o apenas contra o pr\u00f3prio Ir\u00e3o, mas tamb\u00e9m contra os seus aliados e grupos parceiros no L\u00edbano, na Palestina, no I\u00e9men e no Iraque. O memorando de entendimento de junho mencionava \u201ctodas as frentes, incluindo o L\u00edbano\u201d \u2014 o que especifica os outros pa\u00edses e, na pr\u00e1tica, procura obter garantias de seguran\u00e7a regionais mais amplas.<\/p>\n<p><strong>3. Levantar o bloqueio naval e retirar as for\u00e7as navais e a\u00e9reas do entorno do Ir\u00e3o.<\/strong> Nos termos do memorando de entendimento entre os EUA e o Ir\u00e3o de junho, os EUA deveriam ter posto fim ao bloqueio no prazo de 30 dias, mas isso n\u00e3o estava diretamente relacionado com a reabertura do Estreito.<\/p>\n<p><strong>4. Pagar uma indemniza\u00e7\u00e3o integral pelos danos causados ao Ir\u00e3o em duas guerras de agress\u00e3o.<\/strong> Isto refere-se tanto \u00e0 guerra de 12 dias em 2025 como \u00e0 guerra mais recente. Esperava-se que os mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o fossem discutidos como parte de um acordo final ap\u00f3s o memorando de entendimento de junho. No entanto, agora Teer\u00e3o est\u00e1 a associar publicamente a compensa\u00e7\u00e3o \u00e0 reabertura do Estreito de Ormuz.<\/p>\n<p><strong>5. Levantar as san\u00e7\u00f5es \u201ccru\u00e9is e ilegais\u201d contra a na\u00e7\u00e3o iraniana.<\/strong> J\u00e1 era esperado um calend\u00e1rio para o al\u00edvio das san\u00e7\u00f5es como parte das negocia\u00e7\u00f5es para um acordo final. Portanto, o Ir\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 a introduzir uma quest\u00e3o totalmente nova. A novidade \u00e9 a insist\u00eancia de que o al\u00edvio das san\u00e7\u00f5es esteja explicitamente associado \u00e0 reabertura do estreito.<\/p>\n<p><strong>6. Libertar incondicionalmente os bens congelados e roubados do povo iraniano.<\/strong> Mais uma vez, esta exig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 nova. A liberta\u00e7\u00e3o de ativos no estrangeiro que foram bloqueados ou congelados j\u00e1 tinha sido discutida anteriormente.<\/p>\n<p>As seis condi\u00e7\u00f5es alargam os termos que o Ir\u00e3o afirma agora serem necess\u00e1rios para que o estreito possa ser reaberto. O analista da BBC para o M\u00e9dio Oriente, Sebastian Usher, afirma que isto representa um endurecimento da posi\u00e7\u00e3o do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEstas s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existiam como parte do acordo-quadro do Memorando de Entendimento\u2026 mas o momento e o mecanismo parecem muito diferentes\u201d, acredita:\u00a0Teer\u00e3o pode sentir que est\u00e1 numa posi\u00e7\u00e3o mais forte porque o Estreito de Ormuz \u201ccontinua essencialmente fechado\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, numa entrevista \u00e0 BBC, Trita Parsi, vice-presidente executivo do Quincy Institute, um centro de estudos norte-americano dedicado \u00e0 pol\u00edtica externa, afirmou acreditar que os pr\u00f3prios iranianos sabem que estas posi\u00e7\u00f5es s\u00e3o exageradas e que provavelmente ir\u00e3o recuar em algumas delas.<\/p>\n<p>\u201cO que foi apresentado publicamente n\u00e3o \u00e9 necessariamente o que se reflete na mesa de negocia\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Parsi, que tamb\u00e9m sugere que isto poder\u00e1 ser uma t\u00e1tica negocial: \u201cPode ser facilmente que estejam apenas a tentar prolongar este processo\u201d.<\/p>\n<p>Muitos dos elementos mais radicais do regime acreditam que o Ir\u00e3o se precipitou ao aceitar o memorando de entendimento em junho. O acordo, por\u00e9m, durou apenas alguns dias antes de ruir, com os ataques de ambas as partes a serem retomados poucos dias ap\u00f3s a sua assinatura.<\/p>\n<p>Parsi afirma que algumas pessoas no Ir\u00e3o defendem que, se as negocia\u00e7\u00f5es tivessem sido prolongadas \u2014 fazendo subir ainda mais os pre\u00e7os do petr\u00f3leo e, consequentemente, provocando mais preju\u00edzos \u00e0 economia mundial \u2014, o presidente norte-americano Donald Trump talvez n\u00e3o tivesse sido t\u00e3o r\u00e1pido a ordenar ataques contra alvos iranianos. Aparentemente, esse n\u00e3o \u00e9 um \u201cerro\u201d que o Ir\u00e3o esteja disposto a cometer novamente.<\/p>\n<p>Apesar disso, prev\u00ea ainda que poder\u00e1 ser alcan\u00e7ado um acordo sobre o Estreito de Ormuz dentro de poucos dias. Aqueles que aguardam pelos navios ou acompanham o pre\u00e7o do petr\u00f3leo esperam que tenha raz\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ESA \/ Flickr A Ilha Qeshm, a maior do Ir\u00e3o, no Estreito de Hormuz Ir\u00e3o endureceu posi\u00e7\u00e3o e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":484163,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,269,3398,637,413,15,16,4006,830,14,5453,25,26,21,22,432,62,12,13,19,20,4007,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-484162","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-comercio","tag-diplomacia","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-geopolitica","tag-guerra","tag-headlines","tag-irao","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-medio-oriente","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-politica-internacional","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117083557457891098","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484162","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=484162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484162\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/484163"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=484162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=484162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=484162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}