{"id":484760,"date":"2026-08-13T04:46:20","date_gmt":"2026-08-13T04:46:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/484760\/"},"modified":"2026-08-13T04:46:20","modified_gmt":"2026-08-13T04:46:20","slug":"como-saber-se-o-eclipse-danificou-os-olhos-sinais-de-alerta-a-nao-ignorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/484760\/","title":{"rendered":"Como saber se o eclipse danificou os olhos: sinais de alerta a n\u00e3o ignorar"},"content":{"rendered":"<p>Milh\u00f5es de pessoas acabaram de observar o hist\u00f3rico eclipse solar, <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/08\/03\/espanha-observa-primeiro-eclipse-solar-total-em-mais-de-um-seculo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>o primeiro vis\u00edvel a partir da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica desde 1912<\/strong><\/a>, e \u00e9 poss\u00edvel que algumas tenham olhado para o Sol inadvertidamente e sem a prote\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>\u00c9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o se, depois do eclipse, os olhos ardem? E se surgir uma pequena mancha no centro da vis\u00e3o? Os especialistas alertam que <strong>nem todos os sintomas t\u00eam a mesma import\u00e2ncia<\/strong> e que os sinais de uma les\u00e3o grave podem n\u00e3o aparecer de imediato.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 duas coisas que devemos distinguir\u201d, explica \u00e0 Euronews a m\u00e9dica <strong>Laura Sararols<\/strong>, respons\u00e1vel pela Unidade de Retina do Hospital Geral de Granollers e respons\u00e1vel de servi\u00e7o da OMIQ no Hospital Universitari General de Catalunya.<\/p>\n<p>Por um lado, passar muito tempo a olhar fixamente para o eclipse, mesmo utilizando corretamente os \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o, pode levar a que pestanejemos menos e provocar <strong>secura ocular<\/strong>, sensa\u00e7\u00e3o de areia ou de corpo estranho e outros inc\u00f3modos passageiros.<\/p>\n<p><strong>\u201cIsto n\u00e3o tem a m\u00ednima import\u00e2ncia\u201d<\/strong>, sossega Sararols. \u00c9 um fen\u00f3meno semelhante ao que pode surgir depois de muitas horas concentrados em frente a um ecr\u00e3 e, segundo a especialista, tende a desaparecer em poucas horas, podendo ser aliviado com l\u00e1grimas artificiais.<\/p>\n<p>Bem diferente \u00e9 a <strong>retinopatia solar, ou maculopatia solar<\/strong>, uma les\u00e3o provocada pela exposi\u00e7\u00e3o direta \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar que afeta a retina e pode danificar sobretudo a m\u00e1cula, a zona respons\u00e1vel pela vis\u00e3o central.<\/p>\n<p>E h\u00e1 uma dificuldade adicional: <strong>quando ocorre a les\u00e3o n\u00e3o tem necessariamente de doer<\/strong>. \u201cNo momento em que est\u00e1s a olhar para a luz n\u00e3o sentes nada. N\u00e3o h\u00e1 dor, n\u00e3o tens sensa\u00e7\u00e3o de nada\u201d, explica Sararols.<\/p>\n<p>Sinal de alarme: mancha no centro da vis\u00e3o<\/p>\n<p>O sintoma a que se deve prestar especial aten\u00e7\u00e3o depois do eclipse \u00e9 uma <strong>altera\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o central<\/strong>, explica Sararols. \u201cO doente pode notar que, na zona central, h\u00e1 uma esp\u00e9cie de mancha negra, uma \u00e1rea que n\u00e3o foca ou uma zona acinzentada que est\u00e1 sempre no mesmo ponto.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pode surgir vis\u00e3o turva. A Ger\u00eancia de Assist\u00eancia Sanit\u00e1ria de Soria, dependente da Junta de Castela e Le\u00e3o, inclui entre os sinais de alarme <strong>as manchas escuras no centro da vis\u00e3o, as imagens distorcidas e a dificuldade em distinguir cores<\/strong>.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o aos inc\u00f3modos ligeiros \u00e9, por isso, importante. A sensa\u00e7\u00e3o de areia, secura ou corpo estranho pode dever-se simplesmente a ter mantido o olhar fixo e a ter pestanejado menos. Uma mancha persistente no centro da vis\u00e3o ou uma altera\u00e7\u00e3o do que vemos <strong>exige muito mais aten\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Sintomas podem surgir um ou dois dias depois<\/p>\n<p>Sentir-se perfeitamente bem logo depois do <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/08\/10\/espanha-prepara-se-para-trio-historico-de-eclipses-minuto-e-meio-unico-no-seculo-xxi\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">eclipse<\/a> tamb\u00e9m n\u00e3o permite excluir por completo uma les\u00e3o. Segundo Sararols, os sintomas de uma maculopatia solar <strong>n\u00e3o aparecem necessariamente nas horas imediatamente seguintes<\/strong> \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes n\u00e3o \u00e9 nas horas seguintes, pode ser no dia seguinte ou dois dias depois\u201d, sublinha. Por isso, quem tiver olhado diretamente para o Sol sem a prote\u00e7\u00e3o adequada <strong>deve manter-se atento a qualquer altera\u00e7\u00e3o da vis\u00e3o<\/strong> durante os dias seguintes.<\/p>\n<p>A especialista chama particular aten\u00e7\u00e3o para <strong>as crian\u00e7as<\/strong>. Se uma crian\u00e7a come\u00e7ar a queixar-se de problemas de vis\u00e3o depois do eclipse, os pais devem equacionar a possibilidade de ter olhado diretamente para o Sol, mesmo que o menor n\u00e3o o admita.<\/p>\n<p>\u201cAs crian\u00e7as n\u00e3o nos v\u00e3o dizer que estiveram a olhar para o eclipse e que fizeram o que lhes disseram para n\u00e3o fazer\u201d, alerta Sararols. Perante o aparecimento de sintomas, recomenda <strong>procurar um especialista para verificar se existe alguma les\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Quantos segundos bastam para lesar a retina?<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio observar o Sol durante minutos para ficar em risco. Questionada sobre se <strong>alguns segundos de observa\u00e7\u00e3o direta podem ser suficientes para provocar danos<\/strong>, Sararols responde afirmativamente.<\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o pode provocar uma les\u00e3o fotot\u00f3xica na f\u00f3vea, situada no centro da m\u00e1cula. Por isso, os especialistas insistiram, nos dias que antecederam o eclipse, na necessidade de <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/08\/05\/espanha-oculos-seguros-para-ver-o-eclipse-total-onde-consegui-los-gratis\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>utilizar \u00f3culos especificamente certificados<\/strong><\/a> para a observa\u00e7\u00e3o solar.<\/p>\n<p>Um dos momentos de maior risco ocorreu <strong>imediatamente antes e depois da totalidade<\/strong>. Durante o breve per\u00edodo em que o disco solar ficou completamente coberto pela Lua, era poss\u00edvel observar o fen\u00f3meno diretamente, mas o reaparecimento da luz solar obrigava a voltar a usar prote\u00e7\u00e3o de imediato.<\/p>\n<p>Sararols explica que foi precisamente essa transi\u00e7\u00e3o que p\u00f4de favorecer exposi\u00e7\u00f5es acidentais entre quem tirou os \u00f3culos durante a totalidade e continuou a olhar quando o Sol reapareceu. \u201cVolta-se a ver a luz do Sol muito depressa e <strong>esse \u00e9 o momento de maior risco<\/strong>\u201d, explica.<\/p>\n<p>Filmei o eclipse com o telem\u00f3vel: posso ter danificado os olhos?<\/p>\n<p>Ter filmado o eclipse com o telem\u00f3vel <strong>n\u00e3o significa por si s\u00f3 que tenha havido um dano ocular<\/strong>. O essencial \u00e9 saber se, enquanto se posicionava o aparelho, se fazia o enquadramento ou a grava\u00e7\u00e3o, a pessoa tamb\u00e9m dirigiu o olhar diretamente para o Sol sem a prote\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>Sararols estabelece uma diferen\u00e7a importante: <strong>olhar apenas para o eclipse atrav\u00e9s do ecr\u00e3 do telem\u00f3vel n\u00e3o representa a mesma exposi\u00e7\u00e3o para os olhos que olhar diretamente para o Sol<\/strong>. \u201cSe deixares o telem\u00f3vel preparado numa posi\u00e7\u00e3o, carregares em gravar e depois olhares apenas para o ecr\u00e3, n\u00e3o h\u00e1 problema\u201d, explica a especialista.<\/p>\n<p>O risco esteve em levantar o olhar do ecr\u00e3 e observar diretamente o Sol enquanto se preparava ou fazia a grava\u00e7\u00e3o. Por isso, quem utilizou o telem\u00f3vel durante o eclipse deve perguntar-se <strong>se em algum momento olhou diretamente para o Sol sem prote\u00e7\u00e3o<\/strong>, mais do que preocupar-se com o simples facto de o ter gravado.<\/p>\n<p>Diferente \u00e9 o caso de quem observou o eclipse atrav\u00e9s de <strong>bin\u00f3culos, telesc\u00f3pios ou c\u00e2maras com visor \u00f3tico sem filtros solares adequados<\/strong>, j\u00e1 que estes instrumentos concentram a radia\u00e7\u00e3o e podem aumentar consideravelmente o risco de les\u00e3o ocular.<\/p>\n<p>O que fazer se surgir uma mancha ou se a vis\u00e3o ficar turva?<\/p>\n<p>Se depois do eclipse surgir <strong>uma mancha negra ou acinzentada no centro da vis\u00e3o, uma \u00e1rea que n\u00e3o conseguimos focar, vis\u00e3o turva ou qualquer outra altera\u00e7\u00e3o visual persistente<\/strong>, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar um oftalmologista. Atualmente n\u00e3o existe um tratamento cuja efic\u00e1cia tenha sido demonstrada para reverter a retinopatia solar, explica Sararols.<\/p>\n<p>\u201cCostumam ser administrados corticoides, mas n\u00e3o foi demonstrado que sejam eficazes. Na realidade, n\u00e3o h\u00e1 nenhum tratamento que funcione para resolver isso\u201d, aponta. A aus\u00eancia de um tratamento espec\u00edfico, no entanto, <strong>n\u00e3o significa que n\u00e3o seja necess\u00e1rio ir ao m\u00e9dico<\/strong>.<\/p>\n<p>O oftalmologista pode examinar e <strong>documentar a les\u00e3o e acompanhar a sua evolu\u00e7\u00e3o<\/strong>. Alguns doentes registam uma recupera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea parcial \u00e0 medida que determinados fotorrecetores recuperam, enquanto noutros casos podem permanecer sequelas permanentes.<\/p>\n<p>Por isso, terminado o eclipse, Sararols deixa duas mensagens muito claras: <strong>n\u00e3o se alarmar com uma simples sensa\u00e7\u00e3o passageira de secura ocular, mas tamb\u00e9m n\u00e3o ignorar uma altera\u00e7\u00e3o persistente da vis\u00e3o central<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Milh\u00f5es de pessoas acabaram de observar o hist\u00f3rico eclipse solar, o primeiro vis\u00edvel a partir da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":484761,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[8],"tags":[27,28,55608,640,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,117,17,18,29,30,31],"class_list":["post-484760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-principais-noticias","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-eclipse-total-do-sol","tag-espanha","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-saude","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117086388163990984","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=484760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/484760\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/484761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=484760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=484760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=484760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}