{"id":485412,"date":"2026-08-13T16:26:15","date_gmt":"2026-08-13T16:26:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/485412\/"},"modified":"2026-08-13T16:26:15","modified_gmt":"2026-08-13T16:26:15","slug":"derretimento-do-gelo-impulsiona-um-processo-natural-ate-agora-desconhecido-que-da-origem-a-formacao-de-nuvens-no-artico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/485412\/","title":{"rendered":"Derretimento do gelo impulsiona um processo natural at\u00e9 agora desconhecido que d\u00e1 origem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de nuvens no \u00c1rtico"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Os investigadores descobriram um novo processo que poder\u00e1 ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens, a reflex\u00e3o da luz solar e as futuras altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Imagem: Adobe.\" title=\"Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic\" data-image=\"mder7z80p5e0\"\/>Os investigadores descobriram um novo processo que poder\u00e1 ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens, a reflex\u00e3o da luz solar e as futuras altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Imagem: Adobe.   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786638374_798_kerry-taylor-smith.jpg\" alt=\"Kerry Taylor-Smith\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/kerry-taylor-smith\/\" title=\"Kerry Taylor-Smith\" data-mrf-recirculation=\"pre_article_author\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Kerry Taylor-Smith<\/a> Meteored Reino Unido       13\/08\/2026 16:43   6 min    <\/p>\n<p>\u00c0 medida que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas derretem o gelo do \u00c1rtico, as suas margens expostas est\u00e3o a revelar um processo natural at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido que <strong>est\u00e1 a aumentar o n\u00famero de part\u00edculas formadoras de nuvens na regi\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Estas part\u00edculas poder\u00e3o ter um <strong>impacto significativo no clima<\/strong>, alterando a cobertura de nuvens, a reflex\u00e3o da luz solar e as futuras altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O derretimento do gelo do \u00c1rtico liberta part\u00edculas que servem de &#8220;sementes&#8221; para a forma\u00e7\u00e3o de nuvens<\/p>\n<p>Liderado pela Universidade de Birmingham, o estudo apresenta a primeira evid\u00eancia no mundo real de que, na zona de transi\u00e7\u00e3o entre o gelo marinho do \u00c1rtico e o oceano aberto, a vida marinha e a luz solar se combinam para libertar <strong>uma mistura qu\u00edmica que &#8220;semeia&#8221; o c\u00e9u com part\u00edculas formadoras de nuvens<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma mistura de iodo, enxofre e compostos org\u00e2nicos de origem natural \u00e9 libertada, dando origem a novas part\u00edculas atmosf\u00e9ricas. Perto da borda do gelo, o n\u00famero de part\u00edculas capazes de formar got\u00edculas de nuvem <strong>aumentou cinquenta vezes num dia<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;As nossas descobertas constituem a primeira valida\u00e7\u00e3o no mundo real de um mecanismo de qu\u00edmica atmosf\u00e9rica recentemente identificado, que envolve oxo\u00e1cidos de iodo e \u00e1cido sulf\u00farico&#8221;, afirmou o Dr. James Brean, professor assistente de Qu\u00edmica Atmosf\u00e9rica em Birmingham. &#8220;At\u00e9 agora, este processo s\u00f3 tinha sido demonstrado em experi\u00eancias laboratoriais na c\u00e2mara CLOUD do CERN&#8221;.<\/p>\n<p>E \u00e0 medida que as temperaturas mais quentes continuam a derreter o gelo, uma parte cada vez maior da orla do gelo fica exposta e s\u00e3o libertadas mais part\u00edculas, <strong>o que pode alterar a cobertura de nuvens e afetar o equil\u00edbrio radiativo da Terra<\/strong>.<\/p>\n<p>Descoberto novo composto atmosf\u00e9rico<\/p>\n<p>Foram tamb\u00e9m descobertas <strong>mol\u00e9culas org\u00e2nicas oxigenadas contendo iodo (I-OOMs)<\/strong>. Esta nova classe de compostos atmosf\u00e9ricos parece desempenhar um papel importante ao ajudar as part\u00edculas rec\u00e9m-formadas a crescerem o suficiente para influenciar as nuvens.<\/p>\n<p>Brean acrescentou: &#8220;Estes compostos rec\u00e9m-identificados ajudam as part\u00edculas pequenas a transformarem-se em part\u00edculas maiores, capazes de servir de sementes para as nuvens \u2014 acreditamos que esta seja<strong> a primeira vez que tais mol\u00e9culas s\u00e3o observadas, o que sugere novas e importantes vias para a qu\u00edmica do iodo.<\/strong><strong>&#8220;<\/strong><\/p>\n<p>Estas novas part\u00edculas formavam-se normalmente em maior quantidade em dias de sol, quando os compostos emitidos para a atmosfera sofrem transforma\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas sob a luz solar, <strong>o que sugere que o processo \u00e9 comum nesta parte do \u00c1rtico<\/strong>. Incluem uma combina\u00e7\u00e3o de compostos de iodo libertados pelo oceano, pelo gelo marinho e pelas zonas costeiras; dimetilsulfureto proveniente de plantas marinhas e algas; e compostos org\u00e2nicos libertados naturalmente pelo oceano ou pela terra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786638375_990_melting-sea-ice-drives-previously-unknown-natural-process-that-seeds-cloud-formation-in-the-arctic-1.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"As nuvens desempenham um papel fundamental na determina\u00e7\u00e3o da quantidade de calor que \u00e9 retida ou refletida: nuvens mais numerosas ou mais espessas podem acelerar o derretimento do gelo, ao mesmo tempo que arrefecem o oceano aberto. Imagem: Adobe.\" title=\"Melting sea ice drives previously unknown natural process that seeds cloud formation in the Arctic\" data-image=\"upv21r2ndo37\"\/>As nuvens desempenham um papel fundamental na determina\u00e7\u00e3o da quantidade de calor que \u00e9 retida ou refletida: nuvens mais numerosas ou mais espessas podem acelerar o derretimento do gelo, ao mesmo tempo que arrefecem o oceano aberto. Imagem: Adobe.<\/p>\n<p>Zongbo Shi, professor de Biogeoqu\u00edmica Atmosf\u00e9rica em Birmingham, afirmou que a descoberta \u00e9 importante &#8220;porque estas novas part\u00edculas podem influenciar as nuvens, que desempenham um papel fundamental na determina\u00e7\u00e3o da quantidade de calor retida ou refletida. A presen\u00e7a de <strong>mais nuvens ou de nuvens mais densas na esta\u00e7\u00e3o de aquecimento poder\u00e1 potencialmente acelerar o derretimento do gelo<\/strong>, ao mesmo tempo que arrefece o oceano aberto.&#8221;<\/p>\n<p>Acrescentou ainda: &#8220;O \u00c1rtico aqueceu mais de tr\u00eas vezes mais depressa do que a m\u00e9dia global nos \u00faltimos 40 anos, tornando-se uma das regi\u00f5es mais sens\u00edveis da Terra \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<strong> Compreender como as emiss\u00f5es naturais influenciam as nuvens \u00e9 fundamental para prever as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nesta regi\u00e3o<\/strong>. A nossa descoberta ajudar\u00e1 os modelos clim\u00e1ticos a compreender melhor como as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas est\u00e3o a afetar o \u00c1rtico e como a pr\u00f3pria regi\u00e3o influencia o clima global.&#8221;<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/ciencia\/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de.html\" title=\"Frequ\u00eancia de ondas de calor marinhas no \u00c1rtico duplica o ritmo global desde a d\u00e9cada de 1980\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/frequencia-de-ondas-de-calor-marinhas-no-artico-duplica-o-ritmo-global-desde-a-decada-de-17828262869.png\"  width=\"320\" height=\"225\"\/><\/a><\/p>\n<p>Os efeitos mais marcantes foram observados na zona marginal de gelo, <strong>uma faixa estreita onde o oceano aberto se encontra com o gelo marinho em derretimento <\/strong>e onde as algas marinhas s\u00e3o mais produtivas. \u00c0 medida que o gelo marinho do \u00c1rtico recua, esta faixa est\u00e1 a tornar-se mais larga.<\/p>\n<p>E como este processo n\u00e3o est\u00e1 contemplado nos modelos clim\u00e1ticos atuais, <strong>a sua influ\u00eancia na regi\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 tida em conta nas proje\u00e7\u00f5es<\/strong>, pelo que a equipa est\u00e1 agora a trabalhar para incluir este aspeto.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p class=\"article-reference__body\">Mao, D., et al. (2026). <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-026-02062-6\" target=\"_blank\" data-mrf-recirculation=\"end_article_citation\" rel=\"nofollow noopener\">Arctic cloud condensation nuclei enhanced by iodine, sulfur and organic precursors<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os investigadores descobriram um novo processo que poder\u00e1 ter impacto no clima, ao alterar a cobertura de nuvens,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":485413,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2335,11579,47366,77661,116,15430,32,33,117,77662],"class_list":["post-485412","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alteracoes-climaticas","tag-artico","tag-derretimento-gelo","tag-formacao-de-nuvens","tag-health","tag-nuvens","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-semeadura-de-nuvens"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117089140606695484","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/485412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=485412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/485412\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/485413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=485412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=485412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=485412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}