{"id":486243,"date":"2026-08-14T08:24:19","date_gmt":"2026-08-14T08:24:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486243\/"},"modified":"2026-08-14T08:24:19","modified_gmt":"2026-08-14T08:24:19","slug":"87-das-brasileiras-reconhecem-risco-de-recidiva-do-cancer-de-mama-mas-termo-ainda-e-desconhecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486243\/","title":{"rendered":"87% das brasileiras reconhecem risco de recidiva do c\u00e2ncer de mama, mas termo ainda \u00e9 desconhecido"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer de mama faz parte do repert\u00f3rio das brasileiras, mas isso n\u00e3o significa que todas as etapas da jornada de cuidado sejam igualmente compreendidas. Um levantamento realizado pela <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/ipsos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Ipsos<\/a> <\/strong>a pedido da <strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/novartis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Novartis Brasil<\/a><\/strong> mostra que 87% das mulheres acreditam que existe a possibilidade de o c\u00e2ncer de mama voltar ap\u00f3s o tratamento, enquanto apenas 39% afirmam j\u00e1 ter ouvido falar em \u201crecidiva\u201d, termo utilizado para descrever a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m revela que o termo recidiva \u00e9 menos conhecido do que outras express\u00f5es associadas ao c\u00e2ncer de mama, j\u00e1 que 87% das entrevistadas j\u00e1 ouviram falar em quimioterapia, 84% em bi\u00f3psia, 77% em tumor maligno e 73% em met\u00e1stase. O contraste sugere que, embora a popula\u00e7\u00e3o reconhe\u00e7a o risco de a doen\u00e7a voltar, ainda h\u00e1 espa\u00e7o para ampliar a compreens\u00e3o sobre o que acontece depois do tratamento inicial e por que o acompanhamento ao longo do tempo \u00e9 parte importante da jornada de cuidado.<\/p>\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, ampliar o acesso a informa\u00e7\u00f5es claras, respons\u00e1veis e baseadas em evid\u00eancias pode contribuir para que pacientes, familiares e sociedade compreendam melhor a import\u00e2ncia do acompanhamento cont\u00ednuo, das conversas com a equipe m\u00e9dica e do cuidado individualizado ao longo do tempo.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-146255\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/cancer-de-mama-mamografia-2b.jpg\" alt=\"\" width=\"850\" height=\"566\"  \/><\/p>\n<p>Mesmo diante dessa lacuna, quando o tema \u00e9 explicado, h\u00e1 forte reconhecimento da import\u00e2ncia do cuidado ap\u00f3s as etapas iniciais do tratamento. Segundo o levantamento, 90% das entrevistadas concordam que, mesmo ap\u00f3s a retirada do tumor em est\u00e1gio inicial, pode ser recomendado tratamento adicional para ajudar a prevenir que a doen\u00e7a volte. Al\u00e9m disso, 64% concordam que, em alguns casos, o tratamento complementar ap\u00f3s a cirurgia pode continuar por at\u00e9 10 anos.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa mostra que a popula\u00e7\u00e3o reconhece que existe o risco de a doen\u00e7a voltar, mas nem sempre tem acesso a informa\u00e7\u00f5es simples e claras sobre o que \u00e9 recidiva e por que o acompanhamento ao longo do tempo pode ser necess\u00e1rio \u2014 assim como sobre a import\u00e2ncia da ades\u00e3o ao tratamento adjuvante, quando indicado, como estrat\u00e9gia para reduzir o risco de recidiva. Evid\u00eancias mostram que, na pr\u00e1tica cl\u00ednica, apenas cerca de 50% das mulheres conseguem completar os cinco anos recomendados de terapia end\u00f3crina adjuvante, o que evidencia uma lacuna importante no cuidado.\u201d afirma Maira Caleffi, chefe do servi\u00e7o de mastologia do Hospital Moinhos de Vento e fundadora da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es Filantr\u00f3picas de Apoio \u00e0 Sa\u00fade da Mama (<strong><a href=\"https:\/\/medicinasa.com.br\/tag\/femama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">FEMAMA<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o sobre o cuidado ap\u00f3s a cirurgia tamb\u00e9m \u00e9 expressiva: 63% das entrevistadas apontam que o acompanhamento e o tratamento ao longo do tempo s\u00e3o importantes para reduzir o risco de retorno da doen\u00e7a. O resultado mostra que, mesmo sem familiaridade com termos t\u00e9cnicos, muitas mulheres reconhecem a import\u00e2ncia de estrat\u00e9gias voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o desse risco.<\/p>\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio refor\u00e7a a import\u00e2ncia de ampliar estrat\u00e9gias como a navega\u00e7\u00e3o de pacientes, oferecendo o suporte necess\u00e1rio para que as mulheres sejam bem orientadas e tenham condi\u00e7\u00f5es, inclusive emocionais, de completar sua jornada de tratamento. Ao mesmo tempo, ampliar o acesso \u00e0s op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas dispon\u00edveis no SUS \u00e9 essencial para permitir a personaliza\u00e7\u00e3o do cuidado, considerando a diversidade de perfis e rotinas das mulheres com c\u00e2ncer de mama, que s\u00e3o cada vez mais jovens\u201d completa Maira Caleffi.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de mama inicial \u00e9 aquele localizado na mama e, em alguns casos, nos linfonodos pr\u00f3ximos, sem evid\u00eancia de dissemina\u00e7\u00e3o para outras partes do corpo . Mesmo ap\u00f3s o tratamento inicial, que pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e\/ou outras estrat\u00e9gias definidas pela equipe m\u00e9dica, algumas pacientes podem permanecer em risco de recidiva por d\u00e9cadas, o que torna essencial a continuidade do cuidado e o acompanhamento ao longo do tempo.<\/p>\n<p>A recidiva pode ocorrer de forma local, regional ou \u00e0 dist\u00e2ncia, quando a doen\u00e7a retorna em outras partes do corpo e ent\u00e3o passa a ser chamada de metast\u00e1tica. Por isso, a jornada n\u00e3o termina na cirurgia: o acompanhamento m\u00e9dico regular, a ades\u00e3o ao tratamento e a avalia\u00e7\u00e3o individualizada do risco seguem sendo etapas centrais do cuidado e devem sempre ser discutidas diretamente com a equipe m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Essa discuss\u00e3o ganha ainda mais relev\u00e2ncia quando se observa que, entre pacientes com c\u00e2ncer de mama inicial do subtipo mais comum, RH+\/HER2-, cerca de 1 em cada 3 \u00e9 classificada como de alto risco de recidiva, isto significa que a probabilidade de retorno da doen\u00e7a pode passar de 40%, dependendo de fatores cl\u00ednicos e caracter\u00edsticas do tumor.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a abertura da consulta p\u00fablica da Conitec n\u00b061\/2026 sobre a inclus\u00e3o, no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), de uma nova op\u00e7\u00e3o de tratamento adjuvante para pacientes com c\u00e2ncer de mama inicial, RH+\/HER2-, e que apresentam alto risco de recidiva, representa uma oportunidade de participa\u00e7\u00e3o social em uma decis\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>A consulta p\u00fablica \u00e9 uma etapa oficial em que a sociedade pode contribuir com opini\u00f5es, relatos de experi\u00eancia e percep\u00e7\u00f5es que ajudam a complementar a an\u00e1lise t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade sobre tratamentos, outras tecnologias e procedimentos em sa\u00fade.<\/p>\n<p>Pacientes, familiares, profissionais de sa\u00fade, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e qualquer cidad\u00e3o podem participar registrando sua contribui\u00e7\u00e3o no canal oficial da Conitec. Em um tema em que informa\u00e7\u00e3o, acompanhamento e acesso podem impactar a trajet\u00f3ria do cuidado, ampliar a escuta da sociedade \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de aproximar a tomada de decis\u00e3o da realidade vivida por quem convive com o c\u00e2ncer de mama no Brasil.<\/p>\n<p>Estudo quantitativo realizado pela Ipsos a pedido de Novartis Bioci\u00eancias S.A no Brasil entre 24\/04\/2026 e 30\/04\/2026. Foram realizadas 400 entrevistas entre mulheres acima de 35 anos das classes A, B e C. Margem de erro de 4 p.p.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O c\u00e2ncer de mama faz parte do repert\u00f3rio das brasileiras, mas isso n\u00e3o significa que todas as etapas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":486244,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[12013,77765,116,1177,28191,77766,7225,32,33,117,4483],"class_list":["post-486243","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-conitec","tag-femama","tag-health","tag-hospital-moinhos-de-vento","tag-ipsos","tag-novartis","tag-oncologia","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-sus"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117092907596525036","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=486243"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486243\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/486244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=486243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=486243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=486243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}