{"id":4866,"date":"2025-07-28T04:37:31","date_gmt":"2025-07-28T04:37:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/4866\/"},"modified":"2025-07-28T04:37:31","modified_gmt":"2025-07-28T04:37:31","slug":"falta-de-pre-natal-aumenta-risco-de-anomalias-em-47-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/4866\/","title":{"rendered":"Falta de pr\u00e9-natal aumenta risco de anomalias em 47%, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo divulgado recentemente apontou que mulheres que n\u00e3o realizaram consultas pr\u00e9-natais durante o in\u00edcio da gravidez tiveram 47% mais chances de ter um beb\u00ea com anomalias do que mulheres que iniciaram o acompanhamento no primeiro trimestre.\u00a0O artigo \u00e9 de autoria da pesquisadora Qeren Hapuk, associada do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimentos para Sa\u00fade (Cidacs) da Fiocruz Bahia. <a href=\"https:\/\/bmcpregnancychildbirth.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s12884-025-07675-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">O trabalho foi publicado no peri\u00f3dico BMC Pregnancy and Childbirth<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram investigados os fatores socioecon\u00f4micos e biol\u00f3gicos associados \u00e0s anomalias cong\u00eanitas no Brasil, a partir de bases de dados interligadas do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram utilizados dados de nascidos no Brasil entre 2012 e 2020, totalizando cerca de 26 milh\u00f5es de beb\u00eas nascidos vivos, sendo cerca de 144 mil com algum tipo de anomalia cong\u00eanita dentre as estudadas.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das anomalias registradas, foram priorizadas na pesquisa defeitos de membros, card\u00edacos, tubo neural, fenda oral, genitais, parede abdominal, microcefalia e s\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p>Falta de pr\u00e9-natal, m\u00e3es pretas e idade avan\u00e7ada<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo apontou que m\u00e3es que se autodeclararam pretas tiveram 16% mais chance de ter filhos com anomalias cong\u00eanitas em compara\u00e7\u00e3o com m\u00e3es brancas. Outro fator de risco identificado foi a idade. Enquanto mulheres com mais de 40 anos possu\u00edam quase 2,5 vezes mais chances de ter um beb\u00ea com anomalias cong\u00eanitas, mulheres com menos de 20 anos tamb\u00e9m tiveram um risco maior (13%) do que m\u00e3es com idade entre 20 e 34 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolaridade tamb\u00e9m se apresentou como um fator que influenciou na chance de mulheres terem filhos com alguma anomalia: possuir baixa escolaridade (0 a 3 anos) significou 8% mais de chances, do que com 12 ou mais anos de escolaridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas anomalias tiveram maior associa\u00e7\u00e3o a determinados fatores de riscos. Os casos de nascidos com defeitos do tubo neural (estrutura embrion\u00e1ria que dar\u00e1 origem ao c\u00e9rebro e \u00e0 medula espinhal) foram fortemente ligados \u00e0 baixa escolaridade, aus\u00eancia de pr\u00e9-natal e gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defeitos card\u00edacos foram associados \u00e0 idade avan\u00e7ada, perda fetal e pr\u00e9-natal inadequado, enquanto casos com S\u00edndrome de Down foram fortemente associadas \u00e0 idade materna superior a 40 anos.<\/p>\n<p>Desigualdades regional ainda \u00e9 barreira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, houve varia\u00e7\u00f5es significativas nas chances de crian\u00e7as nascerem com anomalias entre as regi\u00f5es do pa\u00eds e os grupos de anomalias. A principal causa dessa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 a subnotifica\u00e7\u00e3o, o Sudeste sendo a regi\u00e3o que melhor notifica nascimentos com anomalias cong\u00eanitas em compara\u00e7\u00e3o com as demais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Regi\u00e3o Nordeste concentra quase metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira vivendo em situa\u00e7\u00e3o de pobreza, o que pode ajudar a explicar a maior probabilidade de m\u00e3es residentes terem nascimentos com defeitos do tubo neural, uma vez que essa condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 altamente associada \u00e0 baixa renda, baixa escolaridade e m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o (suplementa\u00e7\u00e3o insuficiente).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante destacar que a epidemia do v\u00edrus zika no Brasil, entre 2015 e 2016, resultou em um aumento na notifica\u00e7\u00e3o de nascidos vivos com microcefalia e outras anomalias cong\u00eanitas do sistema nervoso, especialmente no Nordeste, o que pode ter contribu\u00eddo para os resultados observados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsses dados nos mostram que a desigualdade socioecon\u00f4mica em conjunto com fatores biol\u00f3gicos impactam diretamente na sa\u00fade e desenvolvimento do beb\u00ea\u201d, ressalta a pesquisadora Qeren Hapuk. \u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ela, os achados indicam que tais fatores de agravamento s\u00e3o evit\u00e1veis ou modific\u00e1veis. Interven\u00e7\u00f5es em educa\u00e7\u00e3o materna, planejamento reprodutivo, nutri\u00e7\u00e3o e, principalmente, acesso ao pr\u00e9-natal s\u00e3o fundamentais para a preven\u00e7\u00e3o de anomalias cong\u00eanitas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo divulgado recentemente apontou que mulheres que n\u00e3o realizaram consultas pr\u00e9-natais durante o in\u00edcio da gravidez tiveram&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4867,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2806,1347,2807,2212,116,1348,32,2539,33,117],"class_list":{"0":"post-4866","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-anomalias","9":"tag-estudo","10":"tag-fiocruz","11":"tag-gestacao","12":"tag-health","13":"tag-pesquisa","14":"tag-portugal","15":"tag-pre-natal","16":"tag-pt","17":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4866","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4866"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4866\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4867"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4866"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4866"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4866"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}