{"id":486601,"date":"2026-08-14T14:20:25","date_gmt":"2026-08-14T14:20:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486601\/"},"modified":"2026-08-14T14:20:25","modified_gmt":"2026-08-14T14:20:25","slug":"ucrania-enfrentou-eua-no-campo-de-batalha-e-ganhou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486601\/","title":{"rendered":"Ucr\u00e2nia enfrentou EUA no campo de batalha (e ganhou)"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">Oleg Petrasyuk\/EPA<\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-575027 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/99a1aa0e2868cdf934eccf5d44d226fb-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Drones ucranianos detetaram rapidamente ve\u00edculos blindados e unidades dos EUA, que foram considerados destru\u00eddos em exerc\u00edcio conjunto. A grande quest\u00e3o \u00e9: os drones da Ucr\u00e2nia seriam eficazes noutras guerras?<br \/><\/strong><\/p>\n<p>As for\u00e7as norte-americanas sofreram uma derrota \u00e0s m\u00e3os de operadores de drones ucranianos, num exerc\u00edcio militar realizado entre abril e maio, na Alemanha, segundo informa\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas pelo <a href=\"https:\/\/www.wsj.com\/politics\/national-security\/u-s-and-ukrainian-forces-went-head-to-head-in-an-exercise-ukraines-drones-won-cc3663d5?mod=world_lead_story\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Wall Street Journal<\/a>.<\/p>\n<p>De acordo com fontes familiarizadas com o exerc\u00edcio, o treino mostrou que, apesar de anos de investimento em sistemas n\u00e3o tripulados e tecnologias antidrones, o Pent\u00e1gono ainda tem dificuldades em aplicar no terreno algumas das principais li\u00e7\u00f5es da guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio, o Combined Resolve, colocou cerca de 3500 militares dos EUA, sobretudo da 3.\u00aa Brigada Blindada de Combate da 1.\u00aa Divis\u00e3o de Cavalaria, frente a uma for\u00e7a de militares ucranianos do 412.\u00ba Regimento das For\u00e7as de Sistemas N\u00e3o Tripulados, conhecido como Nemesis. A miss\u00e3o norte-americana era atacar uma posi\u00e7\u00e3o defendida pela for\u00e7a de oposi\u00e7\u00e3o do centro de treino, mas os drones ucranianos detetaram rapidamente ve\u00edculos blindados e unidades dos EUA, que foram considerados destru\u00eddos antes de conseguirem avan\u00e7ar com sucesso, avan\u00e7a o jornal norte-americano.<\/p>\n<p>Os ve\u00edculos pesados norte-americanos levantavam grandes nuvens de poeira e tornavam-se alvos f\u00e1ceis para os drones de reconhecimento. Depois da identifica\u00e7\u00e3o dos alvos, entravam em a\u00e7\u00e3o drones que simulavam o lan\u00e7amento de explosivos e aparelhos FPV, controlados em primeira pessoa e usados na guerra para embater diretamente contra ve\u00edculos ou posi\u00e7\u00f5es inimigas.<\/p>\n<p>Como nestes exerc\u00edcios raramente se usa muni\u00e7\u00e3o real, basta que um drone permane\u00e7a sobre um ve\u00edculo ou se aproxime o suficiente para que os observadores considerem o alvo atingido, explicam as fontes.<\/p>\n<p>Os operadores ucranianos conseguiam eliminar ve\u00edculos norte-americanos a um ritmo t\u00e3o elevado que algumas unidades tiveram de ser reintroduzidas artificialmente no cen\u00e1rio para que o exerc\u00edcio pudesse continuar, de acordo com os respons\u00e1veis norte-americanos informados sobre o treino: uma brigada blindada dos EUA acabou por ser considerada destru\u00edda.<\/p>\n<p>Ao longo das duas semanas de treino, os norte-americanos repetiram os cen\u00e1rios e melhoraram o desempenho, passando a dispersar melhor as for\u00e7as, a esconder os ve\u00edculos e a utilizar de forma mais eficaz os sistemas de guerra eletr\u00f3nica.<\/p>\n<p>A meio do exerc\u00edcio, os ucranianos mudaram de lado e come\u00e7aram a ajudar as for\u00e7as norte-americanas a utilizar drones de forma ofensiva. Segundo um respons\u00e1vel do Ex\u00e9rcito, as tropas dos EUA revelaram ent\u00e3o capacidade para aplicar as novas t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>O treino voltou a evidenciar a enorme diferen\u00e7a de experi\u00eancia entre militares ocidentais e ucranianos. Depois de quase quatro anos e meio de guerra contra a R\u00fassia, as for\u00e7as de Kyiv desenvolveram uma capacidade avan\u00e7ada n\u00e3o apenas para operar drones, mas tamb\u00e9m para os reparar, modificar e armar em condi\u00e7\u00f5es de combate. Os militares russos adquiriram compet\u00eancias semelhantes. J\u00e1 os operadores norte-americanos t\u00eam pouca experi\u00eancia a reparar ou preparar drones sob fogo inimigo. Mas at\u00e9 que ponto a experi\u00eancia ucraniana pode ser aplicada a outras guerras?<\/p>\n<p>Alguns oficiais defendem que os drones s\u00e3o especialmente eficazes porque o conflito se transformou numa guerra de posi\u00e7\u00f5es, com pouca movimenta\u00e7\u00e3o da frente. Num cen\u00e1rio de manobra r\u00e1pida, os tanques e outros blindados poderiam voltar a ter um papel decisivo.<\/p>\n<p>Militares ucranianos, entre os quais o antigo comandante-chefe Valeriy Zaluzhniy, defendem o contr\u00e1rio: a prolifera\u00e7\u00e3o de drones tornou, pelo menos por enquanto, a tradicional guerra de manobra extremamente dif\u00edcil. R\u00fassia e Ucr\u00e2nia procuram novas tecnologias e t\u00e1ticas que permitam quebrar esse impasse.<\/p>\n<p>Washington est\u00e1 atenta e a testar drones ucranianos com vista a eventuais aquisi\u00e7\u00f5es e j\u00e1 utiliza sistemas antidrones experimentados na guerra da Ucr\u00e2nia para proteger for\u00e7as norte-americanas no M\u00e9dio Oriente. O secret\u00e1rio da Defesa, Pete Hegseth, afirmou em maio que aumentou o n\u00famero de militares norte-americanos enviados \u00e0 Ucr\u00e2nia para estudar a guerra com drones.<\/p>\n<p>Em maio de 2025, operadores ucranianos j\u00e1 tinham derrotado com facilidade for\u00e7as brit\u00e2nicas, est\u00f3nias e de outros pa\u00edses da NATO durante um exerc\u00edcio na regi\u00e3o do B\u00e1ltico, que contou tamb\u00e9m com participa\u00e7\u00e3o norte-americana. Este ano, equipas ucranianas voltaram a superar for\u00e7as suecas e de outros aliados num exerc\u00edcio liderado pela Su\u00e9cia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Oleg Petrasyuk\/EPA Drones ucranianos detetaram rapidamente ve\u00edculos blindados e unidades dos EUA, que foram considerados destru\u00eddos em exerc\u00edcio&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":486602,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,269,2537,837,413,15,16,830,889,14,25,26,21,22,62,3400,12,13,19,20,17087,23,24,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-486601","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-defesa","tag-drones","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-guerra","tag-guerra-na-ucrania","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-nato","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pentagono","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117094307522884323","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=486601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486601\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/486602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=486601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=486601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=486601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}