{"id":486725,"date":"2026-08-14T16:22:12","date_gmt":"2026-08-14T16:22:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486725\/"},"modified":"2026-08-14T16:22:12","modified_gmt":"2026-08-14T16:22:12","slug":"a-queda-do-idoso-nao-comeca-no-chao-indica-levantamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486725\/","title":{"rendered":"A queda do idoso n\u00e3o come\u00e7a no ch\u00e3o, indica levantamento"},"content":{"rendered":"<p>A queda raramente \u00e9 o primeiro sinal. Tontura, um rem\u00e9dio novo e o passo mais curto costumam vir semanas antes do tombo, mas passam despercebidos por quem convive com o idoso apenas nos fins de semana. Em S\u00e3o Paulo, levantamento mostra que 3 em cada 4 fam\u00edlias s\u00f3 procuram um cuidador depois que o idoso j\u00e1 caiu. No Brasil, mais de 9 mil pessoas idosas morreram por queda em 2025, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em 2025, mais de 9 mil pessoas idosas morreram por queda no Brasil, uma m\u00e9dia de 24 por dia, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Outras 48,5 mil foram internadas pelo SUS no mesmo per\u00edodo. Ainda de acordo com a pasta, 1 em cada 4 brasileiros com mais de 65 anos cai ao menos uma vez por ano; depois dos 80, essa propor\u00e7\u00e3o chega a 40%.<\/p>\n<p>Um levantamento paulistano detalha o momento em que as fam\u00edlias reagem a esse risco. Nos registros de atendimento da <a rel=\"follow nofollow noopener\" href=\"https:\/\/serenanobre.com.br\" target=\"_blank\">Serena Nobre<\/a>, empresa de cuidadores de idosos de S\u00e3o Paulo (SP), cerca de 3 em cada 4 fam\u00edlias relatam, no primeiro contato, ao menos uma queda do idoso no ano anterior ao in\u00edcio do acompanhamento profissional. O padr\u00e3o que aparece nos registros: a busca por ajuda vem depois do susto, raramente antes. Em uma cidade onde distritos como Moema e Vila Mariana j\u00e1 t\u00eam um quarto dos moradores com mais de 60 anos, segundo o Censo 2022 do IBGE, esse atraso ganha escala.<\/p>\n<p><strong>O corpo avisa antes<\/strong><\/p>\n<p>Quando o acompanhamento di\u00e1rio j\u00e1 est\u00e1 em curso, as mudan\u00e7as raramente passam despercebidas. Segundo a empresa, os sinais mais frequentes registrados nos relatos di\u00e1rios enviados \u00e0s fam\u00edlias s\u00e3o apatia, epis\u00f3dios de esquecimento e altera\u00e7\u00f5es na forma de caminhar. Esses sinais costumam ser percebidos antes de os parentes notarem, especialmente quando o idoso passa parte do dia sozinho.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia aponta na mesma dire\u00e7\u00e3o. Andar mais devagar, sinal que tamb\u00e9m antecede quedas, somado \u00e0s queixas de mem\u00f3ria, praticamente triplica o risco de dem\u00eancia em idosos acompanhados por anos (Einstein Aging Study, 2013). J\u00e1 a comiss\u00e3o sobre dem\u00eancia da revista The Lancet estimou, em 2024, que 45% dos casos de dem\u00eancia no mundo, incluindo a doen\u00e7a de Alzheimer, est\u00e3o associados a fatores de risco modific\u00e1veis, como o isolamento social.<\/p>\n<p>Doen\u00e7as de progress\u00e3o lenta, como o Parkinson e as dem\u00eancias, ilustram como os sinais se acumulam sem testemunha. &#8220;A queda n\u00e3o come\u00e7a no ch\u00e3o. Semanas antes, j\u00e1 tinha a tontura que ningu\u00e9m viu, o rem\u00e9dio novo, o passo mais curto. Existe ainda uma segunda queda, a cognitiva, que vai acontecendo em sil\u00eancio: a mem\u00f3ria que falha, o interesse que some. Em um caso de Parkinson ou de Alzheimer, a doen\u00e7a parece controlada at\u00e9 o dia do tombo. A fam\u00edlia v\u00ea fotos do idoso, no fim de semana, na visita. Quem est\u00e1 l\u00e1 todo dia v\u00ea o filme&#8221;, afirma Luiz Gustavo D\u00e1vila, fundador da Serena Nobre.<\/p>\n<p>O peso \u00e9 maior nos quadros neurodegenerativos. Entre idosos que fraturam o quadril, a presen\u00e7a de dem\u00eancia est\u00e1 associada \u00e0 menor sobrevida no ano seguinte (Revista Brasileira de Ortopedia). Nos registros da Serena Nobre, Alzheimer e Parkinson, especialmente quando acompanhados de agita\u00e7\u00e3o noturna, est\u00e3o entre os principais motivos que levam as fam\u00edlias a optar pelo acompanhamento 24 horas.<\/p>\n<p>Cair sem ningu\u00e9m por perto piora o desfecho. Entre pessoas com mais de 90 anos, 80% das que caem n\u00e3o conseguem se levantar sem ajuda, e 3 em cada 10 permanecem uma hora ou mais no ch\u00e3o (BMJ, 2008). Os pontos cr\u00edticos da rotina dom\u00e9stica, segundo D\u00e1vila, s\u00e3o o trajeto noturno at\u00e9 o banheiro e as transfer\u00eancias, como a passagem da cama para a cadeira. &#8220;C\u00e2mera e bot\u00e3o de emerg\u00eancia registram e avisam depois que a queda j\u00e1 aconteceu. O que muda o quadro \u00e9 algu\u00e9m perto, que conhece o passo do idoso e percebe o dia em que ele muda&#8221;, comenta.<\/p>\n<p><strong>Como prevenir e agir ap\u00f3s uma queda<\/strong><\/p>\n<p>Segundo as diretrizes internacionais World Falls Guidelines (2022), a preven\u00e7\u00e3o de quedas em idosos se apoia em tr\u00eas frentes: revis\u00e3o de medicamentos, adapta\u00e7\u00e3o do ambiente e manuten\u00e7\u00e3o da mobilidade. &#8220;Fatores como tapetes soltos, ilumina\u00e7\u00e3o inadequada, cal\u00e7ados inst\u00e1veis, altera\u00e7\u00f5es na marcha e efeitos adversos de medicamentos podem aumentar o risco de quedas. Por isso, o acompanhamento deve incluir a avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da mobilidade, do equil\u00edbrio, do ambiente e do uso de medicamentos. Ap\u00f3s uma queda, o idoso n\u00e3o deve ser mobilizado imediatamente: \u00e9 necess\u00e1rio avaliar sinais de trauma, especialmente craniano, dor, n\u00edvel de consci\u00eancia e mobilidade dos membros. Mesmo sem les\u00f5es aparentes, o epis\u00f3dio deve ser comunicado \u00e0 equipe de sa\u00fade para investiga\u00e7\u00e3o da causa e preven\u00e7\u00e3o de novas quedas&#8221;, afirma Ana Carolina David, enfermeira supervisora da Serena Nobre.<\/p>\n<p>Em publica\u00e7\u00e3o de 2026, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia refor\u00e7a que cair n\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia inevit\u00e1vel do envelhecimento e que cada queda deve ser tratada como um evento que revela algo sobre a sa\u00fade da pessoa idosa.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Serena Nobre<\/strong><\/p>\n<p>Empresa de cuidado domiciliar para idosos que atua na cidade de S\u00e3o Paulo (SP), com cuidadores aut\u00f4nomos com forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, plant\u00f5es de 12 e 24 horas, supervis\u00e3o de enfermagem e registro di\u00e1rio de sinais de risco. A empresa acompanha tamb\u00e9m idosos com Alzheimer, Parkinson e outras dem\u00eancias.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-lazyloaded=\"1\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/334557.gif\" alt=\"\" style=\"border:0px;width:1px;height:1px;\"\/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A queda raramente \u00e9 o primeiro sinal. 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