{"id":486891,"date":"2026-08-14T18:53:16","date_gmt":"2026-08-14T18:53:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486891\/"},"modified":"2026-08-14T18:53:16","modified_gmt":"2026-08-14T18:53:16","slug":"cientistas-descobrem-como-a-memoria-funciona-em-casos-de-hibernacao-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/486891\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem como a mem\u00f3ria funciona em casos de hiberna\u00e7\u00e3o artificial"},"content":{"rendered":"<p>Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Jap\u00e3o come\u00e7ou a investigar como a hiberna\u00e7\u00e3o artificial poderia afetar a mem\u00f3ria de animais. Para realizar essa investiga\u00e7\u00e3o, os cientistas implantaram <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/memorias-de-sobrevivente-de-hiroshima-foram-encontradas-em-arquivos-dos-eua.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mem\u00f3rias<\/a> nos animais e os colocaram em hiberna\u00e7\u00e3o por 2 dias. Assim, poderiam analisar completamente como a<a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/por-que-nao-temos-memorias-da-primeira-infancia-estudo-explica.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> mem\u00f3ria se mantinha<\/a> e se estruturava nesse tempo.<\/p>\n<p>De acordo com o artigo publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.aee7004\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Science<\/a>, todo o processo feito pela Unidade de Pesquisa da Mem\u00f3ria do Instituto de Ci\u00eancia e Tecnologia de Okinawa com os camundongos investigou as redes neurais atrav\u00e9s de aparelhos de resson\u00e2ncia. Anteriormente, os testes mostraram que durante a hiberna\u00e7\u00e3o, os animais tinham seus <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cerebros-humanos-sem-corpo-sao-usados-em-testes-de-remedios.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebros<\/a> diminu\u00eddos e as <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/a-possivel-explicacao-a-demora-na-decomposicao-do-cerebro.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">conex\u00f5es neurais eram deterioradas uma a uma<\/a>.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o novo estudo se prop\u00f4s a entender como isso ocorreria com mem\u00f3rias de longo prazo, daquelas que n\u00e3o h\u00e1 necessidade de se utilizar a todo tempo. Por isso, desde que nasceram os cientistas fizeram pequenos testes para implementar mem\u00f3rias nos animais e depois os hibernaram, para assim compreender como ocorre essa \u201cdiminui\u00e7\u00e3o\u201d neural.<\/p>\n<p> <b>A implementa\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias<\/b> <\/p>\n<p>Primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que h\u00e1 animais, como as marmotas alpinas e os Esquilos terrestres europeus que mant\u00e9m a mem\u00f3ria mesmo depois de longos per\u00edodos de hiberna\u00e7\u00e3o. O chefe do estudo, <b>Kazumasa Tanaka<\/b>, disse \u00e0 Live Science:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Alguns estudos relatam que suas mem\u00f3rias est\u00e3o intactas, mesmo depois, para que eles possam se lembrar de coespec\u00edficos [membros da mesma esp\u00e9cie], como seus amigos, ou eles podem se lembrar dos locais de sua comida\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Assim, investigar como isso poderia ocorrer em animais que perdem as conex\u00f5es neurais, como os humanos pode ser revolucion\u00e1rio. Por isso, os pesquisadores escolheram os camundongos.\u00a0<\/p>\n<p>Em suma, dentro do <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/cientistas-identificam-inedito-cerebro-do-coracao.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebro<\/a>, h\u00e1 um processo de transmiss\u00e3o de sinais chamado potencia\u00e7\u00e3o a longo prazo. Basicamente, quanto mais frequentes as mensagens qu\u00edmicas, mais sens\u00edveis os neur\u00f4nio vizinhos se tornam. Dessa forma, essa liga\u00e7\u00e3o a longo prazo cria uma forte liga\u00e7\u00e3o entre o ponto de conex\u00e3o entre dois neur\u00f4nios que se encontram, chamada sinapse.<\/p>\n<p>Para a forja de novas mem\u00f3rias, esse fator \u00e9 essencial. No entanto, quando se trata de manter as mem\u00f3rias ao longo do tempo, LTP pode n\u00e3o ser o ingrediente mais importante. Devido a dinamicidade do <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/estudo-revela-que-cerebro-e-coracao-limitam-a-vida-humana-a-156-anos.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebro<\/a> h\u00e1 grupos inteiros de neur\u00f4nios que podem ser desfeitos e reaproveitados em poucos dias. Mas e as mem\u00f3rias que pouco usamos mas ainda as temos?<\/p>\n<p>Para responder isso, os cientistas passaram a dar pequenos choques nos camundongos desde a inf\u00e2ncia sempre que fossem para determinado ambiente, enquanto que em outro os recompensavam com alimento. Conforme cresciam, evitavam cada vez mais o ambiente 1 e preferiam o segundo.<\/p>\n<p>\t <b>A mem\u00f3ria apesar da hiberna\u00e7\u00e3o artificial<\/b> <\/p>\n<p>Ap\u00f3s hibernar os camundongos por 2 dias, suas fun\u00e7\u00f5es neurais diminu\u00edram significativamente, mas ao serem postos na regi\u00e3o de choque, ficavam est\u00e1ticos de medo. Ou seja, lembraram do ambiente mesmo n\u00e3o sendo uma mem\u00f3ria trabalhada constantemente.<\/p>\n<p>De acordo com a Live Science, essas mem\u00f3rias nascem no <a href=\"https:\/\/elifesciences.org\/articles\/12247\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">hipocampo<\/a>, permanecem l\u00e1 por um tempo e, em seguida, s\u00e3o transferidas para outras partes do c\u00e9rebro para armazenamento de super longo prazo. Essa transfer\u00eancia pode levar semanas, meses ou mais, e alguns neurocientistas acham detalhes contextuais das mem\u00f3rias, como o ambiente onde foram formadas, permanecem para sempre incrustadas no hipocampo.<\/p>\n<p>Inclusive, vale destacar que poucos minutos depois da hiberna\u00e7\u00e3o artificial os <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/celulas-maternas-podem-permanecer-no-cerebro-dos-filhos-ate-o-fim-da-vida.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e9rebros<\/a> dos roedores j\u00e1 come\u00e7aram a apresentar diferen\u00e7as significativas. <strong>Tanaka<\/strong> destacou:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Sab\u00edamos que algum grau da remodela\u00e7\u00e3o acontece, mas o grau era muito maior do que o que esper\u00e1vamos [\u2026] encontraram que mais da metade das sinapses j\u00e1 haviam desaparecido\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Entretanto, para ter certeza sobre o processo, tamb\u00e9m hibernaram outro grupo de ratos, s\u00f3 que esses sob anestesia de longo prazo. Mas esses perderam completamente o medo das zonas el\u00e9tricas. Ou seja, na hiberna\u00e7\u00e3o artificial h\u00e1 alguns certos grupos de sinapses que resistem mais intensamente aio \u201cabate\u201d do que outras.<\/p>\n<p>Conforme o cientista, ainda h\u00e1 muito a aprender sobre o campo e entender como a mem\u00f3ria a longo e curto prazo funciona. Em um futuro, poder\u00edamos estudar como essas interfer\u00eancias afetam a humanidade, e como poder\u00edamos parar o decaimento e enviar humanos para dist\u00e2ncias nunca antes alcan\u00e7adas.<\/p>\n<p>De qualquer modo, o artigo lan\u00e7ado na quinta-feira, 13 de agosto, ainda \u00e9 muito recente para respostas mais avan\u00e7adas. Por enquanto, os cientistas continuar\u00e3o investigando como os tra\u00e7os f\u00edsicos da mem\u00f3ria no c\u00e9rebro podem mudar tanto sem sacrificar as pr\u00f3prias mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>*Sob supervis\u00e3o de Felipe Sales Gomes<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/augusto-cesar\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Augusto C\u00e9sar\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1786733596_578_Foto-de-perfil-para-AH-1-150x150.jpeg\" class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle\" height=\"115\" width=\"115\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Historiador em forma\u00e7\u00e3o que troca qualquer &#8220;sextou&#8221; por fofocas de \u00e9poca e an\u00e1lise econ\u00f4mica. Traduzo o mundo via cultura, provando que o passado \u00e9 o melhor spoiler do presente. Quer entender como a engrenagem realmente gira? O convite para a viagem est\u00e1 nos meus artigos:<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Jap\u00e3o come\u00e7ou a investigar como a hiberna\u00e7\u00e3o artificial poderia afetar a mem\u00f3ria&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":486892,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[16079,4288,109,107,108,2001,77831,2790,62,1133,13,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-486891","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-camundongos","tag-cerebro","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-descoberta","tag-hibernizacao-artificial","tag-memoria","tag-mundo","tag-noticia","tag-noticias","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117095380678156449","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486891","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=486891"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/486891\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/486892"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=486891"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=486891"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=486891"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}