{"id":487075,"date":"2026-08-14T21:21:27","date_gmt":"2026-08-14T21:21:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/487075\/"},"modified":"2026-08-14T21:21:27","modified_gmt":"2026-08-14T21:21:27","slug":"dieta-ocidental-eleva-risco-de-cancer-colorretal-14-08-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/487075\/","title":{"rendered":"Dieta ocidental eleva risco de c\u00e2ncer colorretal &#8211; 14\/08\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>A lista de riscos \u00e0 <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sa\u00fade<\/a> associados a alimentos ricos em gordura e pobres em fibras \u00e9 extensa: colesterol LDL (lipoprote\u00edna de baixa densidade) ou colesterol &#8220;ruim&#8221;, art\u00e9rias obstru\u00eddas, ganho de peso, doen\u00e7as card\u00edacas, sobrecarga hep\u00e1tica, picos de a\u00e7\u00facar no sangue, m\u00e1 digest\u00e3o, e a lista continua&#8230;<\/p>\n<p>Um novo estudo realizado por uma equipe de pesquisadores alem\u00e3es demonstrou como as chamadas dietas ocidentais podem levar ao desenvolvimento de um dos c\u00e2nceres de maior incid\u00eancia e mortalidade em adultos com menos de 50 anos, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/09\/cancer-colorretal-e-mais-agressivo-entre-os-jovens-diz-estudo-brasileiro.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">o c\u00e2ncer colorretal<\/a>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Universidade T\u00e9cnica de Munique, da RWTH Aachen e do Instituto Alem\u00e3o de Nutri\u00e7\u00e3o Humana Potsdam-Rehbr\u00fccke (DIfE) descobriram que essas dietas aumentam a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cido deoxic\u00f3lico no intestino.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados na edi\u00e7\u00e3o de agosto de 2026 da revista Gut, especializada em gastroenterologia e hepatologia.<\/p>\n<p>&#8220;O que torna nosso estudo especial \u00e9 que ele demonstra a causalidade&#8221;, afirmou \u00e0 DW Annika Osswald, autora principal do estudo e doutoranda no Instituto Alem\u00e3o de Nutri\u00e7\u00e3o Humana. &#8220;At\u00e9 agora, sab\u00edamos apenas que havia algum tipo de conex\u00e3o entre [um certo] \u00e1cido biliar secund\u00e1rio e o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/cancer\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">c\u00e2ncer<\/a> colorretal.&#8221;<\/p>\n<p>Como o \u00e1cido biliar est\u00e1 ligado ao c\u00e2ncer colorretal?<\/p>\n<p>A gordura dos alimentos que ingerimos desencadeia a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos biliares prim\u00e1rios no f\u00edgado. Esses \u00e1cidos s\u00e3o importantes: seu corpo precisa deles para decompor e absorver as gorduras. A maioria dos \u00e1cidos biliares prim\u00e1rios \u00e9 reabsorvida e retorna ao f\u00edgado.<\/p>\n<p>Mas uma pequena fra\u00e7\u00e3o chega ao c\u00f3lon, onde certas bact\u00e9rias os convertem em \u00e1cidos biliares secund\u00e1rios, incluindo um chamado \u00e1cido deoxic\u00f3lico (DCA). Quanto mais alimentos gordurosos voc\u00ea consome, maior a concentra\u00e7\u00e3o de DCA no seu c\u00f3lon. E \u00e9 a\u00ed que os problemas come\u00e7am.<\/p>\n<p>Osswald e seus colegas realizaram testes em camundongos em laborat\u00f3rio. &#8220;No cerne do nosso trabalho para comprovar a causalidade estavam os modelos de camundongos&#8221;, explicou a cientista.<\/p>\n<p>A equipe de pesquisa implantou bact\u00e9rias produtoras de DCA em camundongos. Os cientistas controlavam completamente o microbioma intestinal desses animais. Em seguida, os cientistas induziram c\u00e2ncer colorretal nesses camundongos e em outros sem as bact\u00e9rias. Os que tinham bact\u00e9rias produtoras de DCA no intestino apresentaram maior crescimento tumoral do que os camundongos que n\u00e3o as tinham.<\/p>\n<p>A divis\u00e3o celular nos camundongos com DCA tamb\u00e9m aumentou. Isso torna mais prov\u00e1vel o desenvolvimento de c\u00e2ncer, porque multiplica as chances de erros de replica\u00e7\u00e3o do DNA. Essas muta\u00e7\u00f5es de DNA durante a divis\u00e3o celular podem se acumular e levar ao c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Para verificar se o processo que eles observaram em camundongos tamb\u00e9m ocorre em humanos, os pesquisadores analisaram amostras de fezes de mais de mil pessoas, com e sem c\u00e2ncer colorretal. Genes de bact\u00e9rias produtoras de DCA foram encontrados com mais frequ\u00eancia em pessoas com c\u00e2ncer colorretal.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados mostram o quanto uma dieta ocidental rica em gordura e as mudan\u00e7as associadas no microbioma intestinal podem afetar a sa\u00fade intestinal humana&#8221;, disse o microbiologista S\u00f6ren Ocvirk, outro autor do estudo.<\/p>\n<p>Osswald afirma que o trabalho da equipe \u00e9 fundamental e que mais pesquisas precisam ser feitas. Ainda assim, a comprova\u00e7\u00e3o da causalidade entre bact\u00e9rias intestinais produtoras de DCA e o aumento do crescimento tumoral aponta para poss\u00edveis tratamentos de c\u00e2ncer colorretal.<\/p>\n<p>Por que \u00e9 vital entender melhor o c\u00e2ncer colorretal<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer colorretal \u00e9 o \u00fanico tipo de c\u00e2ncer cuja taxa de mortalidade em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2026\/03\/idade-e-principal-fator-de-risco-para-morte-por-cancer-colorretal.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">pessoas com menos de 50 anos<\/a> aumentou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de um estudo publicado no jornal cient\u00edfico Journal of the American Medical Association em janeiro de 2026.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer cerebral, c\u00e2ncer de mama, leucemia e c\u00e2ncer de pulm\u00e3o diminuiu nos EUA entre 1990 e 2023. Mas o n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer colorretal aumentou 1,1% ao ano, a partir de 2005.<\/p>\n<p>Quando detectado precocemente, o c\u00e2ncer que come\u00e7a no c\u00f3lon ou no reto \u00e9 trat\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2026\/07\/brasileiro-sabe-identificar-sinais-do-cancer-colorretal-mas-exame-de-rastreamento-e-pouco-conhecido.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">os sintomas<\/a> frequentemente n\u00e3o se manifestam nos est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a. Quando aparecem, podem ser interpretados erroneamente como sintomas de condi\u00e7\u00f5es menos graves, como hemorroidas ou s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os sintomas do c\u00e2ncer colorretal incluem:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>sangue nas fezes<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>diarreia ou constipa\u00e7\u00e3o intermitente, ou constante<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>dor abdominal persistente<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>gases ou c\u00f3licas<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>sensa\u00e7\u00e3o de incha\u00e7o<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>Outro obst\u00e1culo para a detec\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 que algumas pessoas podem se sentir constrangidas em discutir os sintomas de problemas colorretais com seu m\u00e9dico. Portanto, n\u00e3o tenha vergonha, converse com seu m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Como esses estudos podem ajudar no tratamento?<\/p>\n<p>Uma op\u00e7\u00e3o a ser considerada no futuro pode ser o transplante de microbiota intestinal.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea poderia transplantar a microbiota intestinal [o conjunto de microorganismos que vivem naturalmente no intestino] de pessoas com menos bact\u00e9rias produtoras de DCA em pacientes com c\u00e2ncer colorretal&#8221;, disse Osswald. &#8220;Isso poderia potencialmente retardar o crescimento do tumor.&#8221;<\/p>\n<p>A melhor op\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, \u00e9 prevenir o c\u00e2ncer colorretal. Embora algumas pessoas possam ter predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para desenvolver c\u00e2ncer colorretal, muito depende de fatores relacionados ao estilo de vida.<\/p>\n<p>Comer de forma saud\u00e1vel, reduzir a quantidade de carne e alimentos gordurosos e n\u00e3o fumar diminuem o risco de c\u00e2ncer colorretal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A lista de riscos \u00e0 sa\u00fade associados a alimentos ricos em gordura e pobres em fibras \u00e9 extensa:&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":487076,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2369,547,1468,1776,4533,7277,21847,236,116,4892,2196,1208,32,33,2197,2198,117],"class_list":["post-487075","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alimentacao","tag-alimentacao-saudavel","tag-alimentos","tag-cancer","tag-comida","tag-deutsche-welle","tag-dw","tag-folha","tag-health","tag-intestino","tag-leucemia","tag-medicina","tag-portugal","tag-pt","tag-quimioterapia","tag-radioterapia","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117095962268443501","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=487075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487075\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/487076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=487075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=487075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=487075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}