{"id":487126,"date":"2026-08-14T22:11:38","date_gmt":"2026-08-14T22:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/487126\/"},"modified":"2026-08-14T22:11:38","modified_gmt":"2026-08-14T22:11:38","slug":"bela-gil-abre-o-preta-maria-entre-africa-bahia-e-memoria-da-irma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/487126\/","title":{"rendered":"Bela Gil abre o Preta Maria entre \u00c1frica, Bahia e mem\u00f3ria da irm\u00e3"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Enquanto comia o tabule de pain\u00e7o com pur\u00ea morno de batata-doce laranja, Bela Gil falava de \u00c1frica, Bahia, mem\u00f3ria e experimenta\u00e7\u00e3o. O prato, 100% in\u00e9dito, leva um gr\u00e3o africano que ela usa h\u00e1 muito tempo. No Preta Maria (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/restaurante.pretamaria\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.instagram.com\/restaurante.pretamaria\/\">@restaurante.pretamaria<\/a>), vem numa vers\u00e3o mais quente que o original \u00e1rabe, que \u201cabra\u00e7a mais do que refresca\u201d. O pur\u00ea morno, que a chef substitui pela combina\u00e7\u00e3o mais habitual de babaganoush, homus ou coalhada, ajuda a dar essa sensa\u00e7\u00e3o de aconchego.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">\u00c9 um bom resumo do restaurante que abre oficialmente na pr\u00f3xima segunda, 17 de agosto, no complexo Mata S\u00e3o Paulo, em homenagem \u00e0 irm\u00e3, Preta Gil. O menu parte sobretudo da \u00c1frica Ocidental, passa pela cozinha baiana e por receitas da pr\u00f3pria Bela, como a coxinha de jaca e a pipoca de milho crioulo, al\u00e9m de experimenta\u00e7\u00f5es como a mousse vegana de chocolate e aquafaba. N\u00e3o pretende reproduzir uma culin\u00e1ria africana, mas criar uma porta de entrada para ela \u2013 pelos ingredientes, pela m\u00fasica, pelos tecidos, pela arquitetura.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Calejada depois de tantos memes desde que estreou como apresentadora do GNT, Bela n\u00e3o parece disposta a deixar que haters ou julgamentos ditem seus caminhos. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para ter medo, sen\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o faz nada\u201d, diz. O que dita seu caminho \u00e9 o prop\u00f3sito: \u201cCada prato foi pensado com muito carinho e cuidado. Tudo tem um porqu\u00ea de estar aqui\u201d. \u00c9 sobre esse porqu\u00ea, e sobre o que ela quer colocar nos pratos do Preta Maria, que ela conversa com Paladar.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>O Preta Maria levou mais de tr\u00eas anos para sair do papel. O que voc\u00ea queria colocar nesse restaurante desde o come\u00e7o?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">A ideia sempre foi dar protagonismo \u00e0 cultura africana, e claro que a comida precisava estar presente. Quando o Alex Allard me convidou para fazer o menu e a curadoria, pensei nas minhas pr\u00f3prias refer\u00eancias: gosto muito da m\u00fasica, da dan\u00e7a, da comida africana. Morei bastante tempo em Nova York, uma cidade cosmopolita, e frequentei muitos restaurantes africanos, et\u00edopes, senegaleses. Eu j\u00e1 tinha esse repert\u00f3rio. O desafio era transformar tudo isso em um restaurante autoral, que apresentasse um gostinho de \u00c1frica sem querer se denominar completamente africano.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>A \u00c1frica \u00e9 enorme. De onde vem a \u00c1frica que aparece no Preta Maria?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Muito da \u00c1frica Ocidental, especialmente de pa\u00edses como Nig\u00e9ria e Senegal, que t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o direta com a forma\u00e7\u00e3o da culin\u00e1ria afro-brasileira e, principalmente, baiana. E eu sou baiana, n\u00e9? Mas a ideia n\u00e3o \u00e9 fazer uma reprodu\u00e7\u00e3o de uma culin\u00e1ria africana. \u00c9 abrir uma porta. A pessoa vem para comer, mas tamb\u00e9m para ouvir m\u00fasica, ver os tecidos, a arquitetura, o ambiente. \u00c9 uma imers\u00e3o.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Os pratos da casa foram inspirados na culin\u00e1ria afro-brasileira e baiana\u00a0Foto:  Daniel Teixeira\/Estad\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>Voc\u00ea fez uma viagem de pesquisa para criar o menu. Como foi?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">O HD j\u00e1 estava aqui na minha cabe\u00e7a! N\u00e3o teve uma viagem espec\u00edfica. Eu j\u00e1 vinha bebendo dessa cultura havia muito tempo: na Bahia, no terreiro de candombl\u00e9, na dan\u00e7a africana, nos restaurantes que frequentava em Nova York. Os tr\u00eas anos de projeto foram importantes para amadurecer tudo e entender o que cabia e o que n\u00e3o cabia. No fim, o menu ficou muito mais autoral do que qualquer outra coisa. Ele me representa: sou curiosa, aberta \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>Voc\u00ea falou em terreiro. Se o Preta Maria tivesse um orix\u00e1, qual seria?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">A primeira coisa que me vem \u00e9 Oxum. Eu sou filha de Oxum, minha irm\u00e3 era filha de Oxum e minha filha tamb\u00e9m \u00e9. Oxum \u00e9 doce, bela, vaidosa, cuidadosa com os detalhes. E acho que o Preta tem essa alma: \u00e9 doce, bonito, convidativo e muito cuidadoso. Tudo aqui foi pensado com muito carinho.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>H\u00e1 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o com o feminino no restaurante?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">N\u00e3o diria que foi uma preocupa\u00e7\u00e3o primordial, mas, por eu ser feminista, isso j\u00e1 est\u00e1 no meu DNA, no meu jeito de fazer as coisas. Sempre vou pensar na mulher, no feminino, por esse prisma. E aqui isso aparece tamb\u00e9m no acolhimento e no cuidado, que s\u00e3o coisas muito ligadas a Oxum.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>Voc\u00ea sempre fala da import\u00e2ncia da nutri\u00e7\u00e3o. No Preta Maria, ela est\u00e1 acima do prazer \u00e0 mesa?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">N\u00e3o consigo hierarquizar. Acho que a cultura africana me ensinou muito essa ideia de circularidade, de n\u00e3o colocar tudo numa ordem de cima para baixo. Aqui n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 comida natural e org\u00e2nica, nem s\u00f3 comida prazerosa. \u00c9 tudo. A pessoa pode come\u00e7ar com uma pipoca de milho crioulo, comer uma salada, terminar com uma sobremesa. Pode priorizar o prazer hoje, a sa\u00fade amanh\u00e3, a partilha em outro momento. Tudo cabe.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>sobremesa servida no novo Preta Maria\u00a0Foto:  Daniel Teixeira\/Estad\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>E voc\u00ea trouxe receitas da sua casa para c\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Sim. A coxinha de jaca ficou muito marcante na minha culin\u00e1ria. A coxinha j\u00e1 \u00e9 <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>N\u00e3o d\u00e1 para substituir por nada?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">N\u00e3o d\u00e1 para substituir por nada! [risos] E tem a pipoca. Recebi o Arlindo Cruz no Bela Cozinha e ele n\u00e3o comia nem pipoca nem dend\u00ea. Fiz essa pipoca para ele e acabou virando um dos primeiros memes da minha vida. Foi um daqueles micos da televis\u00e3o. [risos] Estou sempre ressignificando e trazendo coisas do meu dia a dia. Aqui, coloquei a pipoca como uma abertura de caminhos. Quem chega j\u00e1 recebe uma pipoca, \u00e9 um carinho. E o milho tamb\u00e9m tem esse simbolismo: \u00e9 algo duro, resistente, que, com o calor, se transforma em algo leve. Cada prato foi pensado assim, com muito carinho e cuidado. Tudo tem um porqu\u00ea de estar aqui.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>Voc\u00ea \u00e9 vegetariana e o restaurante tem carne. Isso tamb\u00e9m \u00e9 uma mudan\u00e7a sua?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">\u00c9 uma quest\u00e3o de maturidade. Entendi que n\u00e3o preciso excluir nada. Eu sou vegetariana, mas acho que este \u00e9 um momento oportuno para inserir a prote\u00edna animal de uma maneira consciente. Estamos precisando cada vez mais de inclus\u00e3o, toler\u00e2ncia e respeito. O Preta \u00e9 um lugar onde todas as pessoas podem se encontrar. O que n\u00e3o abro m\u00e3o \u00e9 do valor que damos ao alimento: prezamos muito pela comida org\u00e2nica e agroecol\u00f3gica. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Prato servido no novo Preta Maria no complexo Mata S\u00e3o Paulo\u00a0Foto:  Daniel Teixeira\/Estad\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>Ent\u00e3o o Preta \u00e9 mais um tributo \u00e0 cultura africana do que um restaurante saud\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Exatamente, ele \u00e9 uma ode \u00e0 cultura africana. Quero que as pessoas saiam de casa pensando: \u201cVou experimentar sabores da \u00c1frica, ouvir m\u00fasica, estar num ambiente que me remeta a isso\u201d. Esse \u00e9 o objetivo principal. Junto com ele, claro, vem a nutri\u00e7\u00e3o e a saudabilidade da comida. \u00c9 comida de verdade, com alma, limpa, sem veneno.<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>E a carta de drinques? Voc\u00ea tem um favorito?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Nossa, \u00e9 maravilhosa! Gosto muito do Rainha do Mar, uma homenagem a Iemanj\u00e1. Ele leva spirulina, fica azul e tem uma espuma que remete a um mergulho no mar. \u00c9 lindo. E tem o Jurubeba, que conheci com meu pai. No fim das refei\u00e7\u00f5es, eu tomava com ele e ficou um sabor muito afetivo, quase um abra\u00e7o. Na Bahia tem muito Jurubeba Le\u00e3o do Norte, ent\u00e3o fizemos um drinque de jurubeba. Acho que fiz tanta propaganda que \u00e9 o que mais sai. E \u00e9 maravilhoso.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Drinque Jurubeba servido no Preta Maria\u00a0Foto:  Daniel Teixeira\/Estad\u00e3o<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \"><strong>A coquetelaria talvez seja um lado seu que pouca gente conhe\u00e7a. O que um coquetel deve provocar?<\/strong><\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-paladar  \">Eu gosto muito de drinque, gosto da ideia de segurar o copo, conversar, estender a noite, pedir mais um e ver onde aquilo vai dar. \u00c9 dar espa\u00e7o para o inesperado, para o mist\u00e9rio, para aquela sensa\u00e7\u00e3o de \u201cnossa, que gostoso, me surpreendi com esse sabor\u201d. N\u00e3o \u00e9 uma coisa irrespons\u00e1vel, mas de se permitir um pouco de perda de controle, de deixar a noite seguir por um caminho que voc\u00ea n\u00e3o imaginava. Acho que o drinque tem esse poder de fazer a gente ficar mais um pouco.<\/p>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Enquanto comia o tabule de pain\u00e7o com pur\u00ea morno de batata-doce laranja, Bela Gil falava de \u00c1frica, Bahia,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":487127,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[77849,2564,77847,211,210,77850,77854,77853,114,115,77848,77852,77851,32,862,33,53145],"class_list":["post-487126","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-apresentadora-do-gnt","tag-bela-gil","tag-bela-gil-abre-o-preta-maria","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-coxinha-de-jaca","tag-culinaria-afro-brasileira","tag-cultura-africana","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-homenageia-preta-gil","tag-mousse-vegana-de-chocolate","tag-pipoca-de-milho-crioulo","tag-portugal","tag-preta-gil","tag-pt","tag-terreiro-de-candomble"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117096158823048097","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487126","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=487126"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/487126\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/487127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=487126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=487126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=487126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}