{"id":488786,"date":"2026-08-16T11:25:43","date_gmt":"2026-08-16T11:25:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/488786\/"},"modified":"2026-08-16T11:25:43","modified_gmt":"2026-08-16T11:25:43","slug":"passado-da-terra-pode-esconder-padrao-de-catastrofes-que-a-ciencia-ainda-tenta-explicar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/488786\/","title":{"rendered":"Passado da Terra pode esconder padr\u00e3o de cat\u00e1strofes que a ci\u00eancia ainda tenta explicar"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-post-excerpt__excerpt\">E se as maiores cat\u00e1strofes da hist\u00f3ria da Terra n\u00e3o fossem obra do acaso? Um novo estudo encontrou mais evid\u00eancias de um padr\u00e3o que poder\u00e1 ligar extin\u00e7\u00f5es em massa, grandes erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas, subidas bruscas do n\u00edvel do mar e outros eventos devastadores. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 primeira vista, acontecimentos como extin\u00e7\u00f5es em massa, erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas gigantes, oceanos subitamente privados de oxig\u00e9nio ou mudan\u00e7as bruscas do n\u00edvel do mar parecem fen\u00f3menos independentes, mas uma nova an\u00e1lise sugere que estes <strong>grandes epis\u00f3dios da hist\u00f3ria da Terra podem fazer parte de um mesmo padr\u00e3o, repetindo-se de tempos a tempos<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\" id=\"nao-perca-nenhuma-noticia-importante-da-atualidade-de-tecnologia-e-acompanhe-tudo-em-tek-sapo-pt\"><strong>N\u00e3o perca nenhuma not\u00edcia importante da atualidade de tecnologia e\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>acompanhe tudo em tek.sapo.pt<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo, publicado na revista <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2950117226000129?via%3Dihub\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Evolving Earth<\/a>, volta a analisar uma hip\u00f3tese debatida h\u00e1 <strong>mais de quatro d\u00e9cadas<\/strong>: a de que os maiores acontecimentos geol\u00f3gicos do planeta <strong>n\u00e3o ocorrem de forma totalmente aleat\u00f3ria, mas seguem um ritmo de muito longo prazo<\/strong>. Recorrendo a escalas temporais geol\u00f3gicas mais precisas e a m\u00e9todos estat\u00edsticos atualizados, o ge\u00f3logo Michael Rampino, da Universidade de Nova Iorque, conclui que as <strong>evid\u00eancias para este ciclo se tornaram mais robustas, embora a explica\u00e7\u00e3o permane\u00e7a em aberto<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o reuniu dados <strong>de 89 grandes eventos ocorridos ao longo dos \u00faltimos 260 milh\u00f5es de anos<\/strong>. Entre eles est\u00e3o extin\u00e7\u00f5es em massa nos oceanos e em terra, epis\u00f3dios em que vastas \u00e1reas oce\u00e2nicas ficaram sem oxig\u00e9nio, gigantescas erup\u00e7\u00f5es de basaltos continentais, altera\u00e7\u00f5es do n\u00edvel do mar, mudan\u00e7as na velocidade de expans\u00e3o dos fundos oce\u00e2nicos e fases de intenso vulcanismo no interior das placas tect\u00f3nicas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando todos estes acontecimentos foram analisados em conjunto, surgiu um <strong>padr\u00e3o dominante de cerca de 27,5 milh\u00f5es de anos<\/strong>. Os investigadores identificaram tamb\u00e9m um ciclo secund\u00e1rio, mais fraco, com aproximadamente 8,9 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Hip\u00f3teses em an\u00e1lise<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo n\u00e3o defende que uma cat\u00e1strofe provoque diretamente outra. A proposta \u00e9 diferente: v\u00e1rios sistemas da Terra poder\u00e3o estar a responder, em simult\u00e2neo, a um mesmo mecanismo profundo que atua durante dezenas de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das hip\u00f3teses aponta para o <strong>interior do planeta<\/strong>. O manto terrestre est\u00e1 em constante movimento atrav\u00e9s de lent\u00edssimas correntes de convec\u00e7\u00e3o. Altera\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas nessa circula\u00e7\u00e3o poder\u00e3o influenciar o vulcanismo, a tect\u00f3nica de placas e a forma\u00e7\u00e3o de montanhas. Como todos estes processos est\u00e3o interligados, pequenas mudan\u00e7as nas profundezas da Terra podem acabar por afetar os oceanos, o clima e a biodiversidade \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outra possibilidade envolve a <strong>intera\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie e o interior da Terra<\/strong>. As varia\u00e7\u00f5es de longo prazo na \u00f3rbita terrestre alteram o clima e o n\u00edvel do mar, redistribuindo enormes quantidades de \u00e1gua, gelo e sedimentos. Essa redistribui\u00e7\u00e3o poder\u00e1 modificar gradualmente as tens\u00f5es na crosta terrestre e favorecer atividade tect\u00f3nica e vulc\u00e2nica.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria escura pode ser uma das causas<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Michael Rampino explora ainda hip\u00f3teses mais especulativas, relacionadas com a <strong>viagem do Sistema Solar pela Via L\u00e1ctea<\/strong>. \u00c0 medida que o Sol oscila acima e abaixo do plano central da gal\u00e1xia, essas passagens poder\u00e3o perturbar gravitacionalmente a distante Nuvem de Oort, aumentando a probabilidade de impactos de grandes asteroides na Terra. Outra ideia, ainda mais controversa, sugere que <strong>mat\u00e9ria escura concentrada no plano gal\u00e1ctico poderia gerar pequenas quantidades de calor no interior do planeta<\/strong>. Contudo, atualmente n\u00e3o existe evid\u00eancia direta que suporte qualquer destes mecanismos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pr\u00f3prios autores sublinham que <strong>a hip\u00f3tese continua longe de ser consensual<\/strong>. Reconstruir padr\u00f5es ao longo de centenas de milh\u00f5es de anos \u00e9 uma tarefa complexa, porque o registo geol\u00f3gico \u00e9 incompleto e a data\u00e7\u00e3o dos acontecimentos mais antigos envolve incertezas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, o estudo n\u00e3o pretende encerrar o debate, mas refor\u00e7ar a ideia de que <strong>poder\u00e1 existir um \u201cpulso\u201d geol\u00f3gico de longo prazo<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Assine a\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>newsletter do TEK Not\u00edcias<\/strong><\/a><strong>\u00a0e receba todos os dias as principais not\u00edcias de tecnologia na sua caixa de correio<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E se as maiores cat\u00e1strofes da hist\u00f3ria da Terra n\u00e3o fossem obra do acaso? 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