{"id":48921,"date":"2025-08-28T17:18:14","date_gmt":"2025-08-28T17:18:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/48921\/"},"modified":"2025-08-28T17:18:14","modified_gmt":"2025-08-28T17:18:14","slug":"estamos-a-um-passo-de-falar-com-outras-especies-algumas-ja-pediram-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/48921\/","title":{"rendered":"Estamos a um passo de falar com outras esp\u00e9cies. Algumas j\u00e1 pediram a palavra"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">ZAP \/\/ lifeonwhite  \/ Depositphotos <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-697083 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5-10-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Avan\u00e7os recentes na investiga\u00e7\u00e3o com recurso \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial sugerem que em breve poderemos comunicar com outras esp\u00e9cies. Golfinhos, baleias e orangotangos lideram a corrida.<\/strong><\/p>\n<p>Durante s\u00e9culos, acredit\u00e1mos que a linguagem era um tra\u00e7o exclusivo da esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>Mas essa ideia est\u00e1 rapidamente a desfazer-se, \u00e0 medida que cientistas recorrem \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial para decifrar os complexos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o de animais que v\u00e3o <strong>dos chocos aos golfinhos<\/strong> \u2014 avan\u00e7os que poder\u00e3o, em breve, abrir caminho a conversas reais entre humanos e outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Um dos primeiros sinais desta revolu\u00e7\u00e3o surgiu no mar. Num <a href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2025.04.13.648584v1\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a> pr\u00e9-publicado em abril no bioRxiv, a bi\u00f3loga <strong>Sophie Cohen-Bod\u00e9n\u00e8s<\/strong> observou um choco a <strong>levantar dois tent\u00e1culos e a entrela\u00e7ar os restantes<\/strong> seis num movimento peculiar. A investigadora batizou-o de \u201c<strong>sinal para cima<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Mais surpreendente ainda: o animal estava a reagir a um v\u00eddeo de outro choco a fazer exatamente o mesmo. Ou seja, <strong>estavam a comunicar atrav\u00e9s de gestos<\/strong>.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea est\u00e1 a ganhar f\u00f4lego gra\u00e7as a projetos como o <a href=\"https:\/\/jeremycollerfoundation.org\/the-coller-dolittle-challenge\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Coller\u00a0Dolittle Challenge<\/a>, que oferece 100 mil d\u00f3lares anuais a estudos inovadores e promete um pr\u00e9mio de <strong>dez milh\u00f5es de d\u00f3lares \u00e0 primeira equipa<\/strong> que conseguir estabelecer verdadeira <strong>comunica\u00e7\u00e3o com outra esp\u00e9cie<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas <strong>o grande salto est\u00e1 a ser dado pela IA<\/strong>, salienta a <a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2492442-we-will-soon-be-able-to-talk-with-other-species-which-will-be-first\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">New Scientist<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA Intelig\u00eancia Artificial permite-nos <strong>processar dados em grande escala<\/strong> e de forma muito mais r\u00e1pida\u201d, explica<strong> Frants Jensen<\/strong>, investigador da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.<\/p>\n<p>A IA permite aos cientistas conduzir an\u00e1lises at\u00e9 agora impens\u00e1veis. No seu estudo, Sophie Cohen-Bod\u00e9n\u00e8s j\u00e1 identificou <strong>quatro sinais distintos<\/strong> nos chocos, incluindo o que chama de \u201c<strong>coroa<\/strong>\u201d, em que os tent\u00e1culos se juntam em forma de pir\u00e2mide \u2014 que usam <strong>quando se sentem desconfort\u00e1veis <\/strong>com alguma coisa.<\/p>\n<p>Outros exemplos multiplicam-se. Investigadores do Instituto Max Planck descobriram que <strong>os rouxin\u00f3is conseguem imitar de imediato<\/strong> o canto de outros indiv\u00edduos, algo que se pensava ser exclusivo da fala humana. J\u00e1 em primatas, foi revelado que <strong>os saguis usam sons espec\u00edficos<\/strong> para se chamarem pelo \u201cnome\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m os elefantes se t\u00eam revelado bons comunicadores. J\u00e1 sab\u00edamos que <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/elefantes-falam-por-mensagens-encriptadas-que-os-humanos-nao-conseguem-ouvir-612445\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cantam can\u00e7\u00f5es<\/a> que os humanos n\u00e3o conseguem ouvir, <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/os-elefantes-dao-nomes-uns-aos-outros-607432\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">d\u00e3o nomes<\/a> uns aos outros, <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/elefan-tastico-fofinhas-elefantes-cumprimentam-600916\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cumprimentam-se<\/a>, e <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/vamos-la-os-elefantes-machos-sincronizam-sons-para-cantar-o-sinal-de-partida-616240\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">sincronizam sons<\/a> entre si. Fic\u00e1mos recentemente a saber que conseguem <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/os-elefantes-pedem-nos-comida-atraves-de-gestos-694767\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">pedir comida atrav\u00e9s de gestos<\/a>.<\/p>\n<p>Mas <strong>\u00e9 entre os golfinhos<\/strong> que nos \u00faltimos anos surgiram as descobertas mais not\u00e1veis nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga <strong>Laela Sayigh<\/strong>, investigadora do Woods Hole Oceanographic Institution que recentemente <a href=\"https:\/\/jeremycollerfoundation.org\/press-releases\/researchers-awarded-100000-for-identifying-first-evidence-of-possible-language-like-communication-in-dolphins\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">ganhou<\/a> um dos pr\u00e9mios anuais do Coller Dolittle Challenge, analisou d\u00e9cadas de grava\u00e7\u00f5es de uma comunidade de 170 golfinhos-roazes na Florida, com a ajuda de Intelig\u00eancia Artificial.<\/p>\n<p>No seu estudo, Sayigh identificou <strong>22 assobios partilhados<\/strong> por v\u00e1rios indiv\u00edduos da comunidade. Um destes sinais, usado por mais de 35 indiv\u00edduos quando algo inesperado acontece, parece significar \u201c<strong>O que foi aquilo?<\/strong>\u201d. Outro dos assobios funciona como um alerta.<\/p>\n<p>Estes sinais juntam-se aos famosos \u201c<strong>assobios exclusivos<\/strong>\u201d de cada golfinho, usados para se identificarem, e ao facto de <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/os-golfinhos-falam-a-bebe-para-criar-lacos-com-as-suas-crias-543596\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">mudarem o tom da voz<\/a> quando comunicam com as crias, tal como os humanos fazem com os beb\u00e9s.<\/p>\n<p>Alguns estudos sugerem at\u00e9 que <strong>poder\u00e3o falar sobre golfinhos ausentes<\/strong>, usando os seus assobios caracter\u00edsticos; e em 2024, um golfinho triste, que talvez s\u00f3 quisesse um amigo, foi <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/um-triste-golfinho-foi-apanhado-a-falar-sozinho-talvez-so-queira-um-amigo-641414\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">apanhado a \u201cfalar\u201d sozinho<\/a>.<\/p>\n<p>As baleias apresentam pistas igualmente fascinantes. O <a href=\"https:\/\/www.projectceti.org\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Project CETI<\/a>, que pretende decifrar a comunica\u00e7\u00e3o dos cachalotes (n\u00e3o confundir com a iniciativa <a href=\"https:\/\/www.seti.org\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">SETI<\/a>, que nos quer por a falar com ETs), j\u00e1<strong> identificou 156 padr\u00f5es de cliques<\/strong> nestes cet\u00e1ceos, que funciona como um verdadeiro \u201c<strong>alfabeto fon\u00e9tico<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>A IA revelou ainda que <strong>estes sons lembram vogais humanas<\/strong>; e tamb\u00e9m o canto das baleias jubarte mostra padr\u00f5es estat\u00edsticos semelhantes aos de uma linguagem.<\/p>\n<p>Mas nem tudo \u00e9 simples. Perceber o significado dos sinais exige compreender o contexto em que surgem \u2014 e isso \u00e9 dif\u00edcil em animais que passam a maior parte da <strong>vida debaixo de \u00e1gua<\/strong>.<\/p>\n<p>H\u00e1 <strong>casos ainda mais desafiantes, como o dos orangotangos<\/strong>, diz o primatologista portugu\u00eas <strong> Adriano Lameira<\/strong>, investigador da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que j\u00e1 em 2017 sugeria que os beijos de orangotangos podem guardar o\u00a0<a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/beijos-orangotangos-podem-guardar-segredo-da-origem-da-fala-humana-149740\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">segredo da origem da fala humana<\/a>.<\/p>\n<p>Num <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/sciadv.aau3401\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a> de 2018, Lameira e o seu colega Josep Call descobriram que estes grandes primatas t\u00eam a <strong>capacidade de comunicar sobre eventos passados<\/strong>, depois de constatar que as <strong>m\u00e3es atrasavam os seus chamamentos de alarme<\/strong> para as suas crias em at\u00e9 20 minutos depois de avistarem um predador.<\/p>\n<p>Num trabalho recente, que est\u00e1 ainda em revis\u00e3o por pares, a equipa de Adriano Lameira descobriu entretanto que os orangotangos<strong> alteram a ac\u00fastica<\/strong> dos chamamentos para permitir ao interlocutor <strong>perceber quanto tempo passou<\/strong> desde que um dado evento aconteceu.<\/p>\n<p>Isto torna dif\u00edcil aos investigadores descobrir o contexto de um chamamento espec\u00edfico. \u201cEst\u00e1 a referir-se <strong>ao momento atual ou a quando o evento foi visto<\/strong>?\u201d, pergunta Lameira. \u201c<strong>N\u00e3o fazemos ideia<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Decifrar a comunica\u00e7\u00e3o animal n\u00e3o ser\u00e1 apenas uma conquista acad\u00e9mica; pode mudar a forma como olhamos para as outras esp\u00e9cies e at\u00e9 abrir novas formas de perceber o mundo.<\/p>\n<p>Mas uma coisa parece certa: estamos a um passo de descobrir que os humanos <strong>n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos capazes de comunicar<\/strong> de forma complexa. A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se vamos conseguir decifrar a comunica\u00e7\u00e3o animal, mas <strong>qual ser\u00e1 a primeira<\/strong> <strong>esp\u00e9cie<\/strong> a partilhar connosco os seus segredos.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434168_358_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434169_968_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434170_730_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"ZAP \/\/ lifeonwhite \/ Depositphotos Avan\u00e7os recentes na investiga\u00e7\u00e3o com recurso \u00e0 Intelig\u00eancia Artificial sugerem que em breve&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":48922,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[4614,27,28,15,16,14,933,25,26,14498,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-48921","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-biologia","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-inteligencia-artificial","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-linguistica","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48921\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}