{"id":491854,"date":"2026-08-18T22:31:12","date_gmt":"2026-08-18T22:31:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/491854\/"},"modified":"2026-08-18T22:31:12","modified_gmt":"2026-08-18T22:31:12","slug":"pesquisadores-revelam-que-cratera-misteriosa-em-sp-foi-causada-por-asteroide-de-zircao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/491854\/","title":{"rendered":"Pesquisadores revelam que cratera misteriosa em SP foi causada por asteroide de zirc\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Pesquisadores da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais confirmam a origem da Cratera de Col\u00f4nia, em Parelheiros (SP): foi formada pelo impacto de um asteroide. A descoberta, publicada na revista Earth and Planetary Science, desvendou o mist\u00e9rio que pairava sobre o patrim\u00f4nio geogr\u00e1fico da capital.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>Cratera de Col\u00f4nia, em Parelheiros, \u00e9 um patrim\u00f4nio geogr\u00e1fico singular de SP.<\/li>\n<li>Estudo da USP e IPA confirma origem por impacto de um asteroide, n\u00e3o por vulc\u00e3o.<\/li>\n<li>Mineral zirc\u00e3o, presente nas amostras, revelou marcas de press\u00e3o e temperatura do choque.<\/li>\n<li>\u00c9 o primeiro registro de zirc\u00e3o associado a um impacto por asteroide no Brasil.<\/li>\n<li>A Cratera de Col\u00f4nia \u00e9 uma das poucas estruturas de impacto habitadas no mundo.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>No extremo da zona Sul de S\u00e3o Paulo, durante o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, imagens de sat\u00e9lite revelaram uma paisagem singular no distrito de Parelheiros. Uma depress\u00e3o circular, com aproximadamente 3,6 quil\u00f4metros de di\u00e2metro e cerca de 300 metros de profundidade, abrigava quase todo o bairro de Vargem Grande.<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, a Cratera de Col\u00f4nia (como ficou conhecida) virou o principal patrim\u00f4nio de raridades geogr\u00e1ficas da capital do Estado \u2013 tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico) em 2003. Ainda assim, especialistas mantinham d\u00favidas sobre qual seria a origem do impacto. Havia a hip\u00f3tese de que ele teria sido causada por um corpo celeste, como um cometa ou meteoro, mas tamb\u00e9m poderia ser a boca de um vulc\u00e3o extinto.<\/p>\n<p>Agora, um artigo publicado na <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.36956\/eps.v5i1.3117\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">revista Earth and Planetary Science<\/a> confirma que a cratera resulta do impacto de um corpo celeste h\u00e1 milh\u00f5es de anos: trata-se de um asteroide.\u00a0<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) chegaram \u00e0 conclus\u00e3o gra\u00e7as a um mineral presente nas amostras extra\u00eddas da cratera. Os gr\u00e3os de zirc\u00e3o, como s\u00e3o chamados, s\u00e3o capazes de preservar marcas de eventos extremos de press\u00e3o e temperatura.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O estudo observa que as deforma\u00e7\u00f5es encontradas no mineral s\u00e3o compat\u00edveis com o choque do impacto de um asteroide. Vale dizer que a origem do zirc\u00e3o n\u00e3o \u00e9 extraterrestre, ou seja, ele j\u00e1 estava presente nas rochas antes do impacto.\u00a0<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, \u00e9 a primeira vez que h\u00e1 registro da presen\u00e7a de zirc\u00e3o em um impacto por asteroide no Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Qual a probabilidade da Terra ser atingida por um asteroide grande?<\/p>\n<p><b>Asteroide em Vargem Grande<\/b><\/p>\n<p>Em 2013, o ge\u00f3logo Victor Vel\u00e1zquez Fernandez, da Escola de Artes, Ci\u00eancias e Humanidades da USP, autor do estudo, come\u00e7ou a estudar as peculiaridades da cratera. Foi gra\u00e7as a seus primeiros trabalhos que a estrutura passou a integrar, oficialmente, o registro internacional de crateras. \u00c0 \u00e9poca, ele j\u00e1 havia achado vest\u00edgios que comprovavam que a cratera era resultado da queda de um corpo extraterrestre.<\/p>\n<p>Inclusive, o ponto de refer\u00eancia inicial dos pesquisadores, o bairro Col\u00f4nia, do lado de Vargem Grande, acabou nomeando a estrutura tempos depois \u2013 a Cratera Col\u00f4nia. O local, que \u00e9 uma das \u00fanicas estruturas de impactos de asteroide habitadas no mundo, abriga cerca de 40 mil a 60 mil pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Desde o impacto original, que os autores n\u00e3o t\u00eam certeza quando foi, a cratera foi preenchida com sedimentos e restos de vegeta\u00e7\u00e3o. Essa ocupa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel por destruir evid\u00eancias macrosc\u00f3picas ligadas ao fen\u00f4meno.\u00a0<\/p>\n<p>Sendo assim, a alternativa dos pesquisadores foi recorrer \u00e0s an\u00e1lises microsc\u00f3picas. Eles observaram cicatrizes internas e outras deforma\u00e7\u00f5es causadas pelo choque em um conjunto de amostras de zirc\u00e3o coletadas.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Seis gr\u00e3os de zirc\u00e3o (de um total de 40) foram escolhidos com base em seu estado de preserva\u00e7\u00e3o e grau de deforma\u00e7\u00e3o para passarem por uma caracteriza\u00e7\u00e3o microsc\u00f3pica detalhada. Neles, as deforma\u00e7\u00f5es indicavam ser resultado de ondas de choque \u2013 o que seria uma confirma\u00e7\u00e3o de que elas foram produzidas pelo choque do impacto do asteroide, e n\u00e3o por uma atividade tect\u00f4nica ou metamorfismo, j\u00e1 que excedem o tipo de deforma\u00e7\u00e3o produzida por um evento end\u00f3geno de press\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, os pr\u00f3ximos passos do estudo incluem outros tipos de t\u00e9cnicas, como a data\u00e7\u00e3o. Com isso, os pesquisadores esperam ter uma ideia mais clara de como e quando ocorreu o impacto.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o Pesquisadores da USP e do Instituto de Pesquisas Ambientais confirmam a origem da Cratera de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":491855,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1150,109,107,108,21879,32,33,105,103,104,106,110,3064],"class_list":["post-491854","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-asteroide","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cratera","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-usp"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/117118886535878395","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/491854","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=491854"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/491854\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/491855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=491854"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=491854"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=491854"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}